segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quanto custa ser um homem?


Segue um texto do pastor Paul Washer:
A perda da masculinidade nos nossos dias.
Nas escrituras e em muitas civilizações havia esta noção de que o macho ou era um menino ou era um homem. Não há muitos jovens que gostam de ser chamados de meninos. Então, havendo apenas duas opções, um jovem iria se esforçar para se tornar um homem, pois não quer ser um menino. Mas esta falsa idéia de “modelos evolucionários” trouxe uma terceira categoria: adolescentes.
Então agora quando um garoto atinge a idade de onze, doze anos, ele é chamado de adolescente. E é dito a ele que ele tem que se auto-descobrir, buscar autonomia, ser rebelde, etc.
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Mas a bíblia não ensina que exista um período assim. E esta fase é perfeita para o cara preguiçoso, que quer experimentar os privilégios de um homem, mas não quer assumir as responsabilidades de um homem, e continua agindo como um menino, até a idade de trinta anos. A responsabilidade primordial de um homem santo é gerar homens santos. A responsabilidade primordial de um pai é investir sua vida, a todo custo, para criar seus filhos, de maneira que eles cheguem a idade de 17 ou 18 anos e possam assumir o título de homem.
Alguns jovens me perguntam: “Quando eu devo começar a namorar?”. O namoro é algo recente, cultural, que nasceu nos últimos cem anos para cá. É algo recreacional. Você quer sair com uma garota… por que? Porque você quer os privilégios de ter uma parceira ao seu lado mas sem assumir as responsabilidade de ter uma parceira. Então, quando eu posso começar a me relacionar com alguém do sexo oposto? Quando você se tornar um homem.
E o que quer dizer se tornar um homem?
De acordo com as escrituras, em primeiro lugar, é ser capaz de ser o líder espiritual de uma mulher e de uma casa. Antes disso, biblicamente, você não é considerado um homem. Não é apenas ter a capacidade de fazer isto, mas é assumir a responsabilidade, o peso nos seus ombros, de guiar espiritualmente sua família, ensinando e sendo exemplo.
Além disso, você estar pronto para proteger sua família. Não significa ser cheio de músculos, mas ter o caráter forte e necessário para enfrentar as adversidades que batem a porta. Não é obrigação da sua esposa fazer isto. É sua responsabilidade se colocar na porta para que sua mulher nunca tenha que enfrentar os problemas e seus filhos tenham um lugar seguro para crescer e se desenvolver.
Quando um rapaz pode iniciar um relacionamento?
Quando ele pode ser um provedor para aquela pessoa. Por exemplo, se seu pai e sua mãe ainda pagam suas contas, “você não tem o direito” de pensar em alguém do sexo oposto. Apenas porque você atingiu certa idade não quer dizer que pode participar de tudo o que diz respeito a um homem.Você pode ter vinte e um anos e ser ainda um menino. A bíblia sempre trata com homens: “e por esta razão o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir a mulher”.
Esta idéia de namoro recreacional, “estou com ela porque gosto dela”, não existe na bíblia, nem mesmo nas culturas dos povos, exceto na cultura moderna ocidental. Os cristãos tem pelo menos cinco relacionamentos antes de se casarem, então quando chegam no altar, cinco partes deles estão espalhadas por aí. Eles não são uma pessoa completa. Você não pode entrar em um relacionamento, de qualquer tipo de intimidade, sem deixar uma parte de você mesmo para trás.
bebe homem Quanto custa ser um homem?
Não existe na bíblia a idéia de um garoto, debaixo do teto de seus pais, se alimentando da mesa deles, sustentado por eles, irá sair e se divertir com alguém do sexo oposto. Ela diz que para estar junto com alguém você deve deixar seu pai e sua mãe.
Então, tudo o que conhecemos terá que ser mudado? Exatamente. Mas se você é jovem, você crescerá rápido e se disser: “Eu não posso mais ser um garoto ou brincar com as coisas de garoto, e ao mesmo tempo esperar ter a permissão de participar nos privilégios de homens”.
Pais, é sua principal responsabilidade que quando seus garotos atingirem 18 anos, eles sejam homens. E por que a masculinidade bíblica se perdeu nos dias de hoje? Eu perguntava para um grupo de garotos: “Vocês estão no ensino médio. Vocês já escutaram seus amigos conversando sobre como crescer e se tornar um homem de verdade, desenvolver o meu caráter, ser capaz de tomar conta de mim mesmo, depois encontrar um esposa e criar uma família santa?” Não, eles estão todos brincando com Playstations e coisas assim.
Eu morei em uma tribo no Peru por muitos anos. Lá, quando um garoto tem 14 anos ele pode se casar, porque ele pode construir sua casa, pode fazer uma plantação, pode lutar para defender sua tribo de outras tribos. Mas na nossa cultura, a época do colégio é pura diversão, sem essa noção de “Eu tenho que me tornar um homem”. Depois, vem a universidade, que nada mais é que um colégio com pessoas mais velhas, onde o mesmo espírito permanece:
“Vamos pra festa! Vamos andar poraí com nossos amigos! Vamos continuar a nos divertir”.
E alguns, quando saem da universidade, continuam:
“Ótimo, agora eu tenho dinheiro, posso comprar mais Playstations! Posso ter mais hobbies e comprar brinquedos mais caros”.
E claro, eles querem sexo, então entram em um relacionamento. Mas, mesmo após o casamento, nunca assumem a responsabilidade de seu relacionamento. Pois não sabem que estão casando com uma esposa, acham que estão casando com uma “mãe”, então querem que o tratamento de “mãe” continue.
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Os pais tem essa idéia de que quando seus filhos atingem a idade de 12 anos, 11 anos (e a idade continua diminuindo), e começam a pensar sobre o sexo oposto é chegada a hora deles entrarem em relacionamentos. Este não é o sinal de Deus de que seu filho deve entrar em um relacionamento, mas é o sinal de Deus que é hora de começar a trabalhar a sua masculinidade, para que com o tempo ele se torne um homem e possa entrar em um relacionamento. O mesmo vale para as meninas. A idéia de ter garotos e garotas de 12 e 13 anos se relacionando é doente.
O pior erro que você pode cometer é chegar para um de meus garotos e dizer: “Você é jovem, bonito, porque você não arranja umas namoradinhas?”. Eu vou lhe parar no mesmo instante e lhe manter distante dos meus filhos. Jovens garotos devem estar construindo castelos, lutando contra dragões e lendo Crônicas de Narnia.
O que acontece é que quando aquela faísca aparece, não há ninguém para direcioná-lo. Quem lhe ensina sobre isto é a televisão, revistas e outros garotos como você. É gasto muito tempo conversando sobre garotas, e jogos, e passeando por shoppings, e todo aquele tempo que deveria ser usado para desenvolver masculinidade e feminilidade é jogado fora.
Nos anos 60 e 70, nós quisemos dar ouvidos a grupos de feministas e homossexuais que queriam nos ensinar a como criar nossos filhos. Nós deveríamos ter ido nas escrituras, nas veredas antigas, nos caminhos do Senhor.
Houve o tempo em que os homens eram respeitados por colocarem comida na mesa. Agora, isto não é suficiente, você deve colocar dois carrões na garagem. E muitos homens e mulheres estão trabalhando e não é para colocar comida na mesa, é para comprar todos os brinquedos que a sociedade compra, pagar pelos seus hobbies e a crianças são esquecidas.
Sua obrigação não é dar as crianças todas as coisas que você nunca teve, pois foram as coisas que você nunca teve que fez de você o homem que você é hoje, e são estas coisas que você nunca teve e que você dá aos seus filhos que estão transformando-os em inúteis. Não devemos dar as nossas crianças tudo o que não tivemos, devemos dar a elas nós mesmos, um mentor, um pai, um líder.
Verso 19 de Gênesis 3 diz: “Do suor da tua face tu comerás o pão…”. Há tempos atrás, apenas pessoas milionárias viviam em mansões. Mas, na nossa sociedade moderna, achamos que qualquer pessoa que trabalhe meio-período tem o direito de morar em uma casa destas. Achamos que merecemos tudo, e que temos o dever de viver o estilo de vida que os ricos famosos vivem.
Não, não caiam na falsa idéia de que merecemos uma vida fácil, com várias férias, podendo viajar quando bem quisermos, que podemos terminar nosso trabalho no final do dia, trazer comida para casa, depois sentar na poltrona e ficar ali como um tronco de madeira morto, porque você merece. Isto está errado. Você deve viver do suor do seu trabalho. Esta é sua vida como homem. Você tem muitas obrigações a cumprir e pouco tempo para descansar. Sinto muito, isto é masculinidade.
Em suma, devemos acordar bem cedo, ir trabalhar, voltar para casa, e então nosso real trabalho começa. Temos uma esposa em casa para cuidar que precisa de muito mais do que apenas trazermos comida. E temos crianças que precisam ser discipuladas e mentoreadas. Então, desabamos na cama, para acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Esta é a razão pela qual a mulher deve cuidar da casa e viver para seu marido, pois a vida dele é viver para eles.
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Nossa cultura prega que devemos ter uma vida fácil. Quando a queda aconteceu, no jardim, a vida fácil foi embora. Muitos homens trabalham, e eles odeiam isso, e eles ficam com suas famílias apenas suficiente para fazer o mínimo, e então podem fugir de seus trabalhos e de suas famílias para fazer algo que realmente gostem, e suas vidas ficam sempre nestes hobbies, nos esportes, em descansar, e outras coisas.
A única maneira de achar contentamento nesta vida é vendo o seu trabalho e suas responsabilidades nesta terra como ordenanças de Deus e aguardando sua recompensa no céu, realizando o trabalho que lhe é proposto e tirando sua alegria do fato de agradar a Deus ao assumir a responsabilidade de sua masculinidade.
Então não podemos praticar esportes ou descansar? Podemos, mas não tanto quanto gostaríamos, ou tanto quanto meus amigos, que não são casados ou não tem filhos. Existem fases diferentes em nossas vidas. Onde está seu coração? A verdadeira alegria não está em continuar sendo um menino eternamente, apenas com brinquedos mais caros e continuamente sendo cuidado por uma mãe, seja ela sua mãe mesmo ou sua esposa. A alegria e o contentamento vem de assumir sua responsabilidade que lhe foi proposta por Deus, de prover para sua família, e não apenas coisas físicas, pois isso é apenas uma pequena parte da provisão.
A pessoa mais importante na face da terra para um homem deve ser sua esposa.
E vice-versa. Uma terrível ilustração para isto é que, se eu estiver em um barco com minha mulher e meus filhos, e o barco estiver afundando, e apenas eu souber nadar e for capaz de salvar apenas uma pessoa, eu devo salvar minha esposa. Você já deve ter escutado: “Não há amor como o de mãe”, isso é errado, a bíblia fala que não há amor como o amor de um pai.
Você sabe porque tantas mulheres são tão ligadas as seus filhos?
Porque suas necessidades emocionais que deveriam ser supridas por seu marido não o são, então elas buscam esse suporte emocional nos seus filhos. O problema é que as crianças não foram feitas para nutrir emocionalmente os pais. Se o marido amar a esposa mais do que tudo, as crianças olharão e dirão: “Meu pai ama minha mãe mais do que tudo neste mundo. Este lar está seguro como uma rocha, papai não vai a lugar nenhum”. E a filha dirá: “Então é assim que um homem deve tratar uma mulher. Meu pai trata minha mãe como se fosse uma rainha. Eu não irei aceitar nada menos do que isto”.

O evangelho para os crentes





Por Karl Heinz Kepler


Geralmente a Igreja faz muito bem às pessoas que dela se aproximam, especialmente as que são resgatadas de um modo de vida bastante corrompido, que de fato lhes fazia muito mal ("o mundo"). Mas há casos (cada vez mais numerosos) em que não é bem assim.
Exemplos: 
1) Doentes Mentais nos sanatórios e clínicas psiquiátricas: a maior parte deles é de evangélicos, especialmente pentecostais.
2) O grande estresse e alta ansiedade, que várias vezes paralisam muitos crentes, enquanto eles não têm certeza da vontade de Deus.
Causas prováveis
1) Afastamento da Verdade/Realidade - tentamos (ou tentaram-nos) "pintar" o Cristianismo como sendo, do ponto de vista humano, mais fantástico do que de fato é (mais sobrenatural, grandioso, soberbo, "mágico"). Jo 8.32; I Co 11:1; Tg 4.6

2) Relacionamento marcado MEDO - de pecar, de castigo, de Deus. Imagem de um Deus insatisfeito (reforçada por sermões dominicais em tom cobrador). Relação de escravo - Romanos 8.15
O Caminho da Solução: O Evangelho de Jesus Cristo
Tal qual o irmão mais velho do Filho Pródigo (Lc 15), vivemos na casa de Deus, trabalhamos para Deus, mas não desfrutamos da graça de Deus.
FUNDAMENTOS DO EVANGELHO - A GRAÇA DE DEUS
(sabemos o começo, cfe. nossa pregação para incrédulos)

1) Mt 11.28 Vinde a mim - achareis DESCANSO - não há referência a mudar para cobrança depois de aceito o convite
2) Rom 5.1 Para que foi dada a justificação pela fé? Para termos PAZ com Deus, e para não termos mais nenhuma condenação (Rm 8.1), apesar de nossa pecaminosidade (Rm 7)
3) O que Deus queria em lugar do medo de um escravo? O amor "de coração" de um filho - Rom 8.15-17; I João 4.16-18;
4) A vida com Jesus neste mundo é, então, um processo de transformação em filhos de Deus, que são por Ele amados e também O amam João 1.12; Romanos 8.28,29
5) Vários outros conceitos bíblicos apontam para a mesma direção: O ministério da reconciliação; a Nova Aliança; a crença básica em que Deus é bom, etc.
"MAPAS" PARA CLAREAR O RUMO
Crescendo na Graça e no Conhecimento de Deus

1) A busca da verdade. 1.1 Sobre nós mesmos: pecadores até morrer (I João 1.8 - 2.2 - João escreve aos 90 anos de idade)
1.2 Sobre a igreja: pecadora até morrer; sempre com falhas, sempre com joio e com trigo
1.3 Sobre os pastores, pregadores e profetas: pecadores até morrer. A Palavra de Deus é só a Bíblia. Sermões e profecias são esforços bons e bem intencionados, mas "pecadores"; fazem parte da "tradição dos homens" e não da Palavra de Deus (o mesmo se aplica a esta palestra). Marcos 7.1-23
A verdade é que muita coisa que é dita "em nome de Deus" não foi Deus que disse. Pregadores e profetas: mais humildade e muito mais cuidado! I Ts 5.20,21 (não desprezar, mas "peneirar"tudo)
1.4 Sobre Deus: ama pecadores até morrer. Rom 5.8; João 13.1; e deixa seus filhos amados passar por aflições Jo 16.33 (com paz!)
2) Retificar: Temor de Deus significa apenas "prestar atenção, internamente" (Richard Rohr)
3) A libertação da Lei - Romanos 6 a 8, a "aposta" de Deus pelo caminho do amor livre (perceba o medo que isso gera).
4) A autoridade do exemplo de Cristo - andava livremente entre "igrejas" (sinagogas) e festas, prostitutas, fiscais corruptos, e também líderes do povo de Deus, e não teve medo das críticas por isso; Jesus é o exemplo máximo de santidade: ninguém pode ser mais santo do que Ele. Ele cumpriu plenamente toda a vontade de Deus.
"MULETAS" PARA OS PRIMEIROS PASSOS
Apóie-se na Bíblia: é de Deus. "Levanta, toma o teu leito, e anda!"

1) O interior é o que importa, o exterior não Mt 15.8-11,18,19
2) Pessoas são mais importantes do que leis (Davi e os pães sagrados) - esta é a primeira aplicação prática do "Vinde a mim e achareis descanso" (Mt11.28 a 12.8). Obs. 12.7: "Não condenaríeis inocentes"
3) O amor é o cumprimento da Lei Rom 13.8
4) Consciência não é o E.S. e pode adoecer I Jo 3.20
5) A "Igreja Mínima" (2 ou 3) é bíblica. Busque relacionar-se primeiro com Jesus. A Igreja local, a membresia, é secundária, efeito colateral. Não é desprezível, mas não é a prioridade mais urgente. O caminho da "Igreja primeiro" pode não funcionar.
6) Se o problema está na família ("obediência a pais"): Lc 14.26
COMPANHIA PARA OS "SEGUNDOS PASSOS"
Crescendo na Fé

1. Quem é Jesus.
O "curso" ministrado por Jesus aos 12 discípulos, através da convivência total, consistia basicamente de levá-los a crerem nEle, em quem Ele era (e por consequência na eficácia da Sua obra). Por exemplo, as travessias do Mar da Galiléia (Mateus 8.23-27; 14.22-33) e a confissão de Pedro (Mt 16.13-17). "Crer" no sentido bíblico é "crer em quem é Jesus". Quanto mais conhecermos Jesus, mais fé teremos. Esse terreno sempre nos trará novidades.
2. Fracos e Fortes na Fé
Rom 14 e 15; I Co 8: Os fracos na fé crêem em Jesus, mas sentem que precisam também obedecer a certas leis para não serem rejeitados por Deus. Cfe. Gálatas (3.3-6; 4.10,11; 5.4), esse caminho corre o sério risco de nos afastar da graça de Deus.


Karl Heinz Kepler é pastor, psicólogo clínico, editor de revista e atual presidente do CPPC (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos)


Fonte: http://www.guiame.com.br/

Semeadura e colheita



Por Hernandes Dias Lopes


Estamos iniciando mais um ano. É tempo de novos sonhos e desafios. É tempo de investimento e semeadura. A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada distanciar-nos-emos do alvo de Deus para nossa vida. Se fizermos uma semeadura errada, no campo errado, faremos também uma colheita errada. A lei da semeadura e da colheita é universal. Colhemos o que semeamos, e colhemos mais do que plantamos. Destacaremos alguns princípios para a nossa reflexão:

1. A semeadura exige um tempo de preparação. 
Antes de semear um campo, o agricultor prepara o terreno. Lançar a preciosa semente sem primeiro arar a terra é trabalhar para o desastre. Na parábola de Jesus, o semeador lançou a semente à beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente no terreno pedregoso e a semente até nasceu, mas por falta de umidade, mais tarde secou. De igual forma, semeou no meio dos espinheiros e a semente ao nascer foi sufocada, e mirrada, não produziu frutos. Apenas a semente que caiu na boa terra frutificou a trinta, a sessenta e a cem por um. Nós somos os semeadores e também o campo onde a semente é lançada. Precisamos preparar nosso coração para receber essa divina semente!


2. A semeadura exige esforço e sacrifício. 
O salmista diz que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. Muitas vezes devemos umedecer o solo duro com as nossas próprias lágrimas. Semear não é coisa fácil: exige preparo, esforço e sacrifício. Para semear precisamos sair e nos desinstalar do nosso comodismo. Às vezes, nessa semeadura nós encontramos toda sorte de resistência. Na parábola do semeador a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiraram contra a semente. O diabo rouba, os homens pisam, as aves arrebatam, os espinhos picam e as pedras ferem a semente. É por isso, que a semeadura, muitas vezes, arranca lágrimas dos nossos olhos. Mas, o semeador não desiste por causa do sacrifício da semeadura, ele sai andando e chorando enquanto semeia pela certeza de que a colheita é certa, abundante e feliz.


3. A semeadura determinada a colheita
Nós colhemos o que semeamos. A colheita é da mesma natureza da semeadura. Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Quem semeia amizade, colhe afeto. Quem semeia amor, colhe simpatia. Quem semeia bondade, colhe misericórdia. Quem semeia no Espírito, do Espírito colhe vida eterna; mas quem semeia na carne, da carne colhe corrupção. Não podemos colher figos de espinheiros. A colheita não é apenas da mesma natureza da semeadura, mas também mais numerosa que a semeadura. Quem muito semeia, com abundância ceifará. Quem semeia ventos colhe tempestade. A semeadura é apenas um vento, mas a colheita é uma tempestade. Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Precisamos ser criteriosos na escolha das sementes. Estamos entrando pelos portais de mais um ano. 
Que tipo de semente nós vamos semear, em nossa vida, em nossa família e em nossa igreja? Que tipo de semeadura nós teremos em nossos estudos, em nossos relacionamentos e em nosso trabalho? Como será nossa semeadura em nossa vida espiritual? 
Que Deus nos ajude a semearmos com alegria e com abundância no campo certo, usando as sementes certas, para colhermos os frutos certos. Nós somos a lavoura de Deus e ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que ele é glorificado!


Fonte: http://www.guiame.com.br/

sábado, 29 de janeiro de 2011

A Fé que Vence - John Piper



O TIPO DE FÉ QUE SOBREVIVE À TORTURA NÃO SE ALICERÇA EM PROBABILIDADES

Mesmo que as pessoas pudessem ter um senso de grande probabilidade de que o evangelho é verdade, com base em argumentações históricas, isso não seria suficiente para sustentar alguém diante do sofrimento e tortura. Nos séculos passados, houve muitos crentes que sofreram, incluindo mulheres e crianças que tinham pouca ou nenhuma instrução, e viveram em tempos de grandes trevas espirituais. Mas quão maravilhosas são as histórias de como eles se entregaram à morte. Em vista desses milhares de santos dos quais o mundo não era digno, Edwards observa:

A evidência que eles podem receber da história não é suficiente para dar uma convicção tão clara, evidente e segura que seja suficiente para induzi-los, com ousadia, a vender tudo, para confiantemente, se aventurarem à perda de todas as coisas, sem temor; e para suportarem os tormentos mais raros e duradouros, e desprezarem o mundo, considerando tudo como refugo por causa de Cristo. Depois de tudo que os eruditos do passado lhes disserem, inumeráveis dúvidas permanecerão na mente deles. Eles estarão prontos a dizer, quando forem afligidos com grandes provas à sua fé: "Como sei disso ou daquilo? Como sei quando essas histórias foram escritas?"... Dúvidas intermináveis e escrúpulos permanecerão.

Portanto, é crucial ao evangelismo e a missões entendermos que a fé verdadeira e salvadora está fundamentada em uma visão espiritual da glória de Deus, no evangelho. Isso terá um grande impacto na maneira como pensamos sobre missões e evangelismo. O impacto primário será deixar-nos certos de que o missionário e o evangelista são pessoas espirituais que vêem e experimentam a glória de Deus na face de Cristo.

Não seja Pedra de Tropeço - M. Lloyd-Jones




Tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão. (Romanos 14.13)



Diz-nos (o salmista, no Salmo 73.15) que ele ainda não via com clareza nem podia compreender a dificuldade que o sacudira e tentara tão duramente. . . Portanto, ele parou de procurar resolvê-la, dizendo-se a si mesmo: «Bem, é melhor dar tempo ao tempo, quanto a este grave problema. Nada direi sobre ele porque posso perceber que se eu exprimir meus pensamentos, serei levado a ofender a geração do povo de Deus. Não posso fazer isso. Muito bem; tomarei posição sobre aquilo de que tenho certeza, e me darei por satisfeito em não entender o demais, por ora».

Que método simples é o dele, e, contudo, quão vital cada um dos seus passos. . . nosso falar deve ser sempre essen­cialmente positivo. Quero dizer com isso que jamais devemos estar demasiado prontos para expressar nossas dúvidas e para proclamar nossas incertezas. . .


Lembro-me de um rapaz que me procurou há anos. Era um estudante que fora para a faculdade com a vida fundada na fé cristã e crendo no Evan­gelho. Um professor daquela escola, orgulhoso de sua incre­dulidade, nada tendo de positivo para dar àquele jovem, pôs-se a ridicularizá-lo e à sua posição, não só em suas preleções, mas também em particular, zombando de todas as suas crenças e escarnecendo de sua fé. Acabou lançando o moço a uma condição deveras aflitiva e infeliz.


Não existem muitas coisas piores do que a atitude de um professor desses que, não tendo nada por que viver, empenha-se em tirar e destruir a fé do coração de um jovem, falando contra essa fé e procurando miná-la. É claro que aquele foi um ataque mali­cioso e intencional. . . Mas nós, igualmente, podemos ser cul­pados da mesma coisa, embora talvez não nos apercebamos disso. Ainda quando formos assaltados por dúvidas e incer­tezas, não devemos proclamar as nossas dúvidas e nem divulgar as nossas incertezas. . . Se não podemos dizer algo que ajude, devemos ficar calados. Foi isso que fez o salmista.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Tesouro do Evangelho - John Piper



Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

Deus e as Calamidades - Jonathan Edwards



Fonte:http://www.josemarbessa.com/

O Evangelho é suficiente para você, para que você fale sobre ele?


Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Erótico Versus Espiritual – A. W. Tozer



O período em que vivemos bem pode passar à história como a Era Erótica. O amor sexual foi elevado à posição de culto. Eros tem mais cultuadores entre os homens civilizados de hoje do que qualquer outro deus. Para milhões o erótico suplantou completamente o espiritual.

Não é difícil verificar como o mundo chegou a este estado. Entre os favores que contribuíram para isso estão o fonógrafo e o rádio, que podem difundir canções de amor de costa a costa sem problema de dias ou de ocasiões; o cinema e a televisão, que possi­bilitam a toda a população focalizar mulheres sensuais e jovens amorosos ferrados em apaixonado abraço (e isto nas salas de estar de lares "cristãos" e diante dos olhos de crianças inocentes!); jornada de trabalho mais curta e uma multiplicidade de artefatos mecânicos com o resultante aumento do lazer para toda gente. Acrescentem-se a isso tudo as dezenas de campanhas publicitárias astutamente idea­lizadas, que fazem do sexo a isca não muito secretamente escondida para atrair compradores de quase todos os produtos imagináveis; os corruptos colunistas que consagraram a vida à tarefa de publicar fofas e sorrateiras nulidades com rostos de anjos e com moral de gatas da rua; romancistas sem consciência, que conquistam fama duvidosa e se enriquecem graças ao trabalho inglório de dragar podridões lite­rárias das imundas fossas das suas almas para dar entretenimento às massas. Estas coisas nos dizem algo sobre a maneira pela qual Eros conseguiu seu triunfo sobre o mundo civilizado.

Pois bem, se esse deus nos deixasse a nós, cristãos, em paz, eu por mim deixaria em paz o seu culto. Toda a sua esponjosa e fétida sujeira afundará um dia sob o seu próprio peso e será excelente combustível para as chamas do inferno, justa recompensa recebida, e que nos enche de compaixão por aqueles que são arras­tados em sua ruinosa voragem. Lágrimas e silêncio talvez fossem melhores do que palavras, se as coisas fossem ligeiramente diversas do que são. Mas o culto de Eros está afetando gravemente a igreja. A religião pura de Cristo que flui como rio cristalino do coração de Deus está sendo poluída pelas águas impuras que escorrem de trás dos altares da abominação que aparecem sobre todo monte alto e sob toda árvore verde, de Nova Iorque a Los Angeles.

Sente-se a influência do espírito erótico em toda parte quase, nos arraiais evangélicos. Grande parte dos cânticos de certos tipos de reuniões têm em si maior porção de romance do que do Espírito Santo.. Tanto as palavras como a música se destinam a provocar o libidinoso. Cristo é cortejado com uma familiaridade que revela total ignorância de quem Ele é. Não é a reverente intimidade do santo em adoração, mas a impudente familiaridade do amante carnal.

A ficção religiosa também faz uso do sexo para dar interesse à leitura pública, a fina desculpa sendo que, se o romance e a religião forem entretecidos compondo uma história, a pessoa comum que não leria um livro puramente religioso lerá a história, e assim se defrontará com o Evangelho. Deixando de lado o fato de que, na maioria, os romancistas religiosos modernos são amadores de talento caseiro, sendo raros os capazes de escrever uma única linha de boa literatura, todo o conceito subjacente ao romance religioso é errôneo. Os impulsos libidinosos e os suaves e profundos movimentos do Espírito são dia­metralmente opostos uns aos outros. A noção de que Eros pode ser induzido a servir de assistente do Senhor da glória é ultrajante. A película "cristã" que procura atrair espectadores retratando cenas de amor carnal em sua propaganda é completamente infiel à religião de Cristo. Só quem for espiritualmente cego se deixará levar por isso.

A moda atual de usar beleza física e personalidades brilhantes na promoção religiosa é outra manifestação da influência do espírito romântico na igreja. O balanceio rítmico, o sorriso plástico, e a voz muito, mas muito alegre mesmo, denunciam a frivolidade religiosa mundana. O executante aprendeu a sua técnica da tela da TV, mas não a apreendeu suficientemente bem para ter sucesso no campo profissional. Daí, ele traz a sua produção inepta para o lugar santo e a mascateia,  oferecendo-a  aos cristãos doentios  e  inferiores  que andam à procura de alguma coisa que os divirta enquanto ficarem dentro dos limites dos costumes sócio-religiosos vigentes.

Se meu linguajar parece severo, é bom lembrar que não o dirijo a nenhuma pessoa individualmente. Para com o mundo perdido dos homens, só tenho uma grande compaixão e o desejo de que todos venham a arrepender-se. Pelos cristãos cuja liderança vigorosa mas equivocada tem procurado atrair a igreja moderna do altar de |eová para os altares do erro, sinto genuíno amor e simpatia. Quero ser o último a ofendê-los e o primeiro a perdoá-los, lembrando-me dos meus pecados passados e da minha necessidade de misericórdia, bem como da minha fraqueza pessoal e da minha tendência natural para o pecado e o erro. A jumenta de Balaão foi usada por Deus para repreender um profeta. Daí parece que Deus não exige perfeição no instrumento que Ele emprega para advertir e exortar o Seu povo.

Quando as ovelhas de Deus estão em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas "inspiradores". É obri­gado a agarrar sua arma e a correr em defesa delas. Quando as circunstâncias o exigirem, o amor poderá usar a espada, embora por sua natureza deva, em vez disso, ligar o coração quebrantado e atender os feridos. É tempo de o profeta e o vidente se fazerem ouvir e sentir outra vez. Nas últimas três décadas a timidez disfarçada de humildade tem ficado encolhida no seu canto enquanto a qualidade do cristianismo evangélico vem piorando ano após ano. 

Até quando. Senhor, até quando?

Compreendes as Escrituras? C. H. Spurgeon


Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras.
Lucas 24.45

Aquele que abriu as Escrituras também abriu o entendimento. Muitos podem apresentar as Escrituras à mente dos homens, mas somente o Senhor Jesus pode preparar o entendimento para recebê-las. O Senhor é diferente de todos os outros mestres. Estes alcançam o ouvido, Ele instruiu o coração. Os outros mestres lidam com a letra exterior; o Senhor Jesus, porém, implanta um deleite pela verdade, e por meio de tal deleite sentimos o sabor e a essência da verdade. Os homens menos instruídos se tornam eruditos na escola da graça, quando o Senhor Jesus, por intermédio de seu Espírito Santo, desvenda para eles os mistérios do reino de Deus. Ele lhes outorga a unção divina, por meio da qual são capacitados a contemplar o invisível.

Quantos homens de grande erudição são ignorantes a respeito das coisas eternas! Eles conhecem o aspecto mortífero da letra da revelação bíblica, mas são incapazes de discernir seu espírito vivificante. Eles têm um véu sobre seus corações, um véu que os olhos da razão humana não podem penetrar. Antes, nós éramos tão cegos quanto eles o são.

A verdade era para nós uma beleza obscura, algo que não percebíamos e negligenciávamos. Se não fora o amor de Jesus por nós, teríamos permanecido na ignorância. Sem a graciosa atitude dEle em abrir nosso entendimento, não teríamos atingido o conhecimento das coisas espirituais, assim como uma criança não pode escalar as pirâmides. A Escola de Jesus é a única onde a verdade de Deus pode ser aprendida. Outras escolas podem nos ensinar em que temos de crer; porém, somente o Senhor Jesus é capaz de nos mostrar como devemos crer. Assentemo-nos aos pés de Jesus. Com oração sincera, supliquemos a bendita ajuda de Cristo, a fim de que nosso frágil entendimento receba as verdades celestiais.

Levando a sério o Evangelho – M. Lloyd-Jones




Não podemos dizer, verdadeiramente, de muitos de nós que, no terreno da prática concreta, nosso conceito da doutrina da graça é tal que raramente chegamos a encarar com seriedade o claro ensino do Senhor Jesus Cristo? Temos dado tanta ênfase ao ensino de que tudo ê de graça e que não é mister procurarmos seguir o Seu exemplo, a fim de nos _tornarmos cristãos, que virtualmente nos colocamos na posição de ignorar totalmente o Seu ensino e de dizer que este nada tem a ver conosco, porquanto estamos sob a Sua graça.

Agora indago até que ponto levamos a sério o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A melhor maneira de focalizar essa questão é, creio eu, encarar o Sermão da Montanha. Qual é, pergunto, nosso conceito desse sermão? Pensando nisso, sugiro que escrevamos num papel nossas respostas às seguintes indagações:

Que significa para nós o Sermão da Montanha? Onde entra ele em nossas vidas, e qual o lugar que ocupa em nosso pensamento e em nossa perspectiva?

Qual é nossa relação com esse extraordinário sermão, que ocupa tão proeminente posição nesses três capítulos do Evangelho segundo Mateus?

Acredito que você descobriria que o resultado é muito interessante e quiçá mui surpreendente. Oh, sim, sabemos tudo sobre a doutrina da graça e do perdão, e estamos olhando para Cristo. Mas eis que nestes documentos, que apregoamos como revestidos de autoridade, está este sermão. 

Em que ponto entra ele em nosso esquema?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Adoração Cristã - Paul Washer


Fonte: http://www.canteasescrituras.com/

Eu não consigo cantar estas canções!


O surgimento da denominada música gospel nos fez esquecer de algumas canções extremamente relevantes. Por acaso, você já se deu conta que em nossas igrejas não cantamos mais sobre o céu, sobre o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, sobre a graça imerecida, sobre conversão, sobre perdão de pecados, e outros temas mais? Pois é, lamentavelmente, ao contrário disto, nossa hinologia está repleta de expressões simplistas, onde temas como chuva, milagres, bênçãos, vitória e prosperidade se fazem presentes.

Há pouco ouvi uma canção, do Ministério de música "Toque no Altar" que dizia:

"Onde era tristeza se verá
A dupla honra me ornar
Com boas novas proclamar-lhe
Uma nova história celebrar
É chegada a minha hora
Meu silêncio já acabou
Ouça o som da minha grande festa
Eu vou Viver uma virada
Em minha vida, eu creio
Eu vou viver uma virada
O que eu achava estar perdido
E tinha desistido de sonhar
Meu Deus já decretou este é o meu dia
Minha virada festejar"

Caro leitor, repare que a canção em questão é extremamente antropocêntrica, cujo objetivo final é promover a satisfação do cliente. Se não bastasse isso, o ministério em questão é expert no assunto de criar canções cujo foco PRINCIPAL é o prazer do homem. Um exemplo claro disso, é a música “restitui” onde a ênfase primordial encontra-se no realização pessoal através da ação de um Deus cujo atributo principal é obedecer as ordens de seus filhos.

Ah! Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor.

Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.

Pense nisso!

Renato Vargens