segunda-feira, 8 de março de 2010
O Amor do Noivo Jesus Pela Sua Igreja!
INTRODUÇÃO
Referência: Isaías 62.1-12
Este texto nos fala acerca do mais profundo amor de um noivo pela sua noiva. Este é um amor em grau superlativo. Este é o maior casamento do universo. Todas as nações são convidadas para ver o esplendor da noiva. Ela é bela, esplendorosa e se casa com a Pessoa mais importante do universo.
Há algumas lições preciosas que destacamos:
I. UM FERVOROSO CLAMOR PELA NOIVA – v. 1,2,6,7
O profeta Isaías está erguendo sua voz num clamor apaixonado em favor de Jerusalém, símbolo da igreja, a noiva de Cristo. Ele emprega dois meios: pregação (v.1,2) e intercessão (v.6,7).
O contexto é o cativeiro da Babilônia. A cidade de Jerusalém foi destruída, arrasada, desabitada e ficou debaixo de opróbrio. Por muitos anos, a cidade ficara desolada e entulhada de escombros. O profeta olha, então para essa cidade, a cidade de Deus, e não se conforma com a sua crise presente. Mas, ao olhar para a frente vê o esplendor da cidade, sua glória, sua majestade.
A cidade de Jerusalém é um símbolo da igreja. A cidade de Jerusalém e a Noiva de Jesus são duas figuras que estão superpostas. Em Apocalipse 21 quando João é chamado para subir a uma alta montanha para ver a cidade santa, ele vê a Noiva do Cordeiro. A cidade e a Noiva são símbolos da igreja.
Não podemos nos conformar com a desolação da igreja. Precisamos nos levantar também para falar a ela e orar por ela. Como deve ser essa intercessão?
1. É um clamor motivado pelo amor – v. 1
O que move o profeta a pregar e a interceder por Jerusalém é seu amor por ela. Só intercede pela igreja quem a ama. A igreja é a noiva do Cordeiro, ela é amada no céu e deve ser amada na terra. Por ela devemos levantar o nosso amoroso clamor. Não nos podemos aquietar em ver a igreja do Deus vivo sendo envergonhada, sendo humilhada, sendo objeto de opróbrio. Ela foi destinada a ser uma coroa de glória. Sua glória precisa ser vista pelas nações. Ela é o luzeiro do mundo.
2. É um clamor marcado por senso de urgência – v. 2
O profeta confessa que não pode se calar nem se aquietar enquanto não ver o seu pedido em favor da igreja respondido. Ele tem pressa e não está disposto a desistir do seu clamor.
Qual é o motivo do seu clamor? A manifestação da justiça e da salvação da noiva. Ele está pedindo por uma reavivamento espiritual. Ele está pedindo que a glória da igreja seja vista. Que sua justiça seja manifesta. Que seu esplendor resplandeça diante dos homens. Ele quer que o tempo de opróbrio seja deixado para trás. Oh! Quantas vezes olhamos e vemos escândalos, vexame, opróbrio, enquanto a justiça e o esplendor da igreja deveriam ser manifestados ao mundo.
3. É um clamor perseverante – v. 6
Ele clama noite e dia. Seu pedido é não apenas urgente, mas também perseverante. O avivamento da igreja, o despertamento da noiva é uma necessidade que não pode mais esperar. Temos nós clamado pela igreja com perseverança? Temos colocado a noiva do Cordeiro a cada dia no altar? Temos nos colocado na brecha em favor do povo de Deus?
4. É um clamor firmado nas próprias promessas de Deus – v. 6
Precisamos orar firmados nas próprias promessas de Deus. Devemos lembrar a Deus o que ele prometeu em sua Palavra. Ele vela por ela em cumpri-la. Todas as grandes orações registradas na Bíblia estão fundamentadas nesse princípio. Salomão quando orou citou as palavras de Deus. Daniel quando orou, citou as promessas. Neemias quando orou reivindicou as promessas de Deus. Ora segundo a vontade de Deus aquele que ora com base nas promessas de Deus.
5. É um clamor fatigante – v. 6
Devemos orar sem esmorecer. Devemos orar sem desanimar. Nada pode nos deter nessa busca. A igreja não pode continuar sendo motivo de opróbrio.
Nada é mais difícil para um homem carnal do que orar. A oração provoca-lhe sono e cansaço. Ele se ajoelha e em cinco minutos já não tem mais o que falar. A oração é fruto da intimidade com Deus. Não temos longas conversas com estranhos. Só amamos conversar com quem temos intimidade.
6. É um clamor importuno – v. 7
O texto diz que não devemos dar a Deus descanso. Devemos bater à porta da graça e insistir nessa causa. Muitos oram pouco; outros não oram o suficiente. Alguns começam e logo desistem. Muitos não têm paciência para esperar o tempo de Deus. A Bíblia nos ensina a orar e a insistir com Deus. Devemos ser como o amigo que foi pedir pão à meia noite. Devemos ser como a viúva importuna.
7. É um clamor específico – v. 7
O intercessor sabe o que está pedindo e está disposto a continuar a pedindo até ver sua oração respondida. Ele não pede prosperidade, nem cura, nem milagres, nem sucesso. Ele quer algo maior. Ela quer que Jerusalém seja estabelecida. Ele quer que ela seja um objeto de louvor na terra.
Oh! Quantas vezes nossa orações são marcadas por um doentio egoísmo! “Senhor abençoa minha vida, minha família, minha saúde, minha parentela”, enquanto devíamos orar com mais fervor pela restauração da igreja. Paulo ora para que a igreja fosse revestida de poder. Ele derramava sua alma em favor da igreja para que ela fosse um objeto de louvor na terra.
II. O VALOR DA NOIVA – v. 2-5
1. A noiva tem um novo nome – v. 2
Deus mudou a nossa sorte. Ele nos tirou da morte, das trevas, da escravidão. Ele nos deu um novo coração, uma nova vida, um novo nome. Somos novas criaturas. Somos adotados na família de Deus. Deus é o nosso Pai. Jesus é o nosso irmão primogênito. Somo herdeiros de Deus. Somos co-participantes da natureza divina.
O nosso nome está escrito na palma da mão de Deus. Está registrado no livro da vida. Fomos selados com o Espírito Santo. Somos propriedade exclusiva de Deus. Somos filhos, herdeiros, a menina dos olhos de Deus.
2. A noiva tem um novo status – v. 4
Nunca mais a igreja será chamada de Desamparada ou Desolada. A igreja jamais será escarnecida, ultrajada. O amor do Noivo é transcendental. Ele perdoa sua noiva, restaura-a, transforma-a e a recebe como se jamais ele tivesse sido infiel. Seu passado de vergonha é cancelado. Sua infidelidade é curada e perdoada. Agora é uma noiva aceita, amada.
O Senhor desposa a noiva. Como Oséias perdoou Gômer e a desposou, Deus nos perdoa, nos restaura e nos desposa. Jesus não amou uma noiva perfeita. Estávamos perdidos, cegos, endurecidos e mortos. Éramos filhos da ira e andávamos desgarrados como ovelhas. Mas ele nos amou, pôs o seu coração em nós.
3. A noiva tem um novo relacionamento – v. 4
Em vez de trazer desgosto para seu noivo, a noiva agora é sua delícia. Deus não olha para você com nojo, ele não vira o rosto. Ele olha para você com doçura, com ternura. Você é filho, herdeiro, ovelha, propriedade exclusiva, herança, a menina dos olhos, a delícia de Deus. Ele se delicia em você. Ele está encantado com você.
Deus olha você coberto com a justiça de Cristo. Nossa justiça jamais seria suficiente. Elas são como trapo de imundícia. Mas Cristo nos cobriu com seu manto de justiça. Seu sangue nos lavou. Agora não temos mais condenação. Agora somos aceitos no amado. Agora o ouro da glória de Deus cobre a madeira retorcida da acácia. Somos santuário onde Deus habita (Ex 25.8).
III. O ESPLENDOR DA NOIVA – v. 3
1. A noiva é uma coroa de glória não do Senhor – v. 3
Quando o profeta vai descrever o fulgor dessa noiva, ele não encontra nenhuma expressão mais forte para descrevê-la que coroa de glória. Símbolo de vitória, de realeza, de conquista. A noiva é bela, é encantadora, é esplendorosa, é vitoriosa e está na mão do Senhor.
Apocalipse 21.9-27 descreve a beleza dessa noiva: 1) Ela é bonita por fora (v.11); 2) Ela é bonita por dentro (v.19); 3) Ela está edificada no fundamento dos apóstolos (v.14); 4) Ela é aberta a todos (v.13); 5) Ela não é aberta a tudo (v.27); 6) Ela não faz distinção (v.16); 7) Ela é gloriosa (v.18); 8) Ela tem total intimidade com Deus (v.22); 9) Ela obedece ao seu Senhor (22.3); 10) Ela reinará com Cristo (22.5).
2. A noiva é um diadema real na mão de Deus – v. 3
O diadema era uma coroa do conquistador. A igreja é a escrava resgatada, amada, conquistada por Jesus para ser sua noiva. Ele a apresenta como uma coroa, um diadema real. A igreja é um troféu da graça de Deus. Ela é a escrava resgatada que se tornou noiva. Ela será apresentada bela, santa, sem ruga nem defeito.
Receberemos um novo corpo, um corpo de glória semelhante ao corpo do Senhor Jesus. Brilharemos como o sol e como as estrelas. Nem olhos viram nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para aqueles que amam. O velho hino diz: “metade da glória celeste, jamais se contou ao mortal”.
IV. O AMOR DO NOIVO – v. 4,5
1. Ela é desposada pelo noivo – v. 5
Jesus se dispõe a casar-se com a igreja. Ele fez dela sua noiva, sua amada. Ele não a deixou desamparada, mas a acolheu, a amou, entregou-se por ela, amou-a com amor eterno. Ele deixou a glória, veio ao mundo. Fez-se carne. Fez-se pobre. Suportou o escárnio, a zombaria, as cusparadas, as afrontas, a ignomínia da cruz para desposar essa noiva. Atraiu-a com cordas de amor. Morreu por ela para dar a ela a vida eterna. Oh sublime amor, antigo amor, bendito amor!
Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Ele entrou numa aliança eterna conosco e desiste de nós mesmo quando pecamos contra ele. Seu amor é eterno, perseverante, santificador, sacrificial.
2. Ela é a alegria do noivo – v. 5
A igreja é a amada de Cristo. Quem toca nela toca na menina dos seus olhos. Você tem valor para Jesus. Como um noivo se alegra da noiva, assim ele se alegra em você.
De todos os tesouros da terra, de todas as belezas do universo, o que mais alegria traz ao coração de Jesus é você. Ele suportou a ignomínia da cruz e dela não fez caso por causa da alegria que lhe estava proposta, a alegria de conquistar o seu coração.
Ele viu o penoso trabalho da sua alma e ficou satisfeito. Conquistar você, ter você foi a herança que o Pai deu a Jesus. Os anjos se alegram quando se volta para ele. Ele se alegra em você como um noivo se alegra da sua noiva. Oh! amor bendito, o amor de Cristo!
3. Ela é a delícia do noivo – v. 4
A expressão é mais forte do que alegria. A igreja é o prazer supremo do noivo. Ele viu o penoso trabalho da sua alma e ficou satisfeito. Há alegria diante dos anjos por um pecador que se arrepende. Ele cuida de você, perdoa você, dá a você a vida eterna.
Você é a delícia de Deus. Você encanta os olhos de Deus. O coração de Jesus salta de prazer e delícias em ter você para ele. Ele anseia por você com ciúmes. Você vale mais do que finas jóias. Aquele que é feliz em si mesmo, que tem tudo em si mesmo e que é dono de tudo, delicia-se em você.
V. AS PROMESSAS DO NOIVO – v. 8,9
1. A proteção do noivo – v. 8
Deus jura por si mesmo por não ter ninguém maior a evocar e jura nos proteger do inimigo. Somos um povo mais do que vencedor. Somos vitoriosos. O inimigo já foi desbaratado. Já triunfamos com Cristo. Já estamos assentados com ele nas regiões celestes.
A Babilônia havia levado embora todo o fruto do trabalho do povo de Deus. Eles trabalharam, mas não desfrutaram. Mas, agora, Deus promete que o inimigo não vai mais saquear o povo de Deus. Deus é o nosso protetor. Ele é o nosso defensor. Ainda que se levante contra nós, o próprio inferno, ainda assim, seremos mais do que vencedores. O apóstolo Paulo fez cinco perguntas gloriosas:
1) Se Deus é por nós, quem será contra nós?
2) Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
3) Quem os condenará?
4) Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?
5) Quem nos separará do amor de Cristo?
2. A fruição das bênçãos do noivo – v. 9
Vamos experimentar a posse das bênçãos desde agora. A bem-aventurança não é apenas para uma vida futura, mas para agora. Vamos plantar e colher. Vamos sentir o sabor do céu desde agora. Vamos nos deleitar em Deus e nas suas bênçãos desde agora.
Nada nem ninguém neste mundo ou no porvir poderá nos impedir de louvar a Deus, de nos deleitarmos em Deus e nas suas gloriosas dádivas.
VI. A VINDA DO NOIVO – v. 10-12
1. A preparação para sua vinda – v. 10
Jesus vem. Precisamos nos preparar. Precisamos preparar o caminho, aterrar a estrada, limpar as pedras e arvorar a bandeira. Ele vem em majestade e glória. Precisamos estar atentos. As quatro fases das bodas judaicas: noivado + preparação + vinda + festa.
2. O esplendor da vinda – v. 11
Sua vinda é pessoal, física, visível, audível, poderosa e gloriosa. Todo o olho o verá. Ele faz ouvir até as extremidades da terra a sua voz. Para a igreja é a chagada do Salvador. Para o mundo incrédulo é a chegada do Juiz.
Ele não virá como servo sofredor. Ele não virá montado num jumentinho, mas ele virá nas nuvens com grande poder e muita glória. Será acompanhado de um séqüito de anjos. Os remidos glorificados voltarão com ele. Será um dia glorioso!
3. A recompensa da vinda – v. 11
O noivo vem não apenas em glória, mas vem trazendo recompensa ao seu povo. Ele não é apenas Salvador, mas galardoador. Até um copo de água fria que você der a alguém jamais ficará sem recompensa. Quem receber uma criança em seu nome, o recebe e quem o recebe, recebe quem o enviou. Muitos entrarão no céu com cheiro de fumaça, mas outros receberão galardões. A prestação de contas não é aqui. Se formos encontrados fiéis, receberemos a coroa da vida, a coroa da justiça e a coroa da glória. Então ouviremos: Bom está servo bom e fiel, foste fiel no pouco, agora sobre o muito te colocarei. Vinde benditos de meu Pai, entrai na posse do Reino que vos está guardado desde a fundação do mundo.
4. A bem-aventurança eterna da noiva na vinda
Não haverá mais pecado nem maldição. Não haverá mais dor nem lágrimas nem luto. Seremos redimidos não só da condenação e do poder do pecado, mas também da sua presença. Seremos um povo santo, remidos do Senhor. Entraremos na glória não por nosso próprio esforço. Não por nossas obras. Não por nosso crédito, mas seremos o povo redimido do Senhor.
CONCLUSÃO
Você já faz parte dessa igreja amada, a noiva do Cordeiro? Você já tem experimentado o amor de Deus derramado em seu coração? Seu nome já está escrito no livro da vida? Você já foi atraído por ele e para ele com cordas de amor? Hoje é o dia da sua entrega, da sua decisão. A festa já foi preparada. O banquete está pronto. Vinde para as bodas!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Como Amo a Mim Mesmo?
"Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da auto-estima, da auto-realização e auto-etc. Promovendo a auto-estima, a Força-Tarefa Pela Auto-Estima na Califórnia foi a grande responsável por introduzir a ideologia e psicologia humanista nos setores público e privado. (É interessante notar que, em meados de 1988, a Força-Tarefa prestou tributo ao rei da auto-estima, James Dobson, destacando-o em seu boletim informativo. Além disso, seu livro Hide and Seek aparece na lista de leitura deles).
A influência da Comissão Pela Auto-Estima na Califórnia se espalhou pelos EUA. John Vasconcellos promoveu uma iniciativa em âmbito nacional sobre a auto-estima, semelhante à que introduziu na Califórnia. Vasconcellos deixou muito claro que o movimento da auto-estima deveria operar, como tem feito, contra o ensino que ele considerava antiquado, ou seja, que o homem é um pecador. Segundo ele, havia uma dupla visão da humanidade no país: (1) o homem como sendo pecador, e (2) como intrinsecamente bom. Ele declarou que esta era a questão subjacente do movimento da auto-estima. Por não crerem em Jesus Cristo, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem a Cristo desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que têm. E qual é a desculpa da Igreja?
O que há sob toda a retórica referente ao ego é um ataque ao Evangelho de Jesus Cristo, embora não se trate de um ataque frontal com limites de batalha claramente delineados. Ao contrário, na verdade é uma obra engenhosamente subversiva, não de carne e sangue, mas de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, tal como Paulo explicou na parte final da carta aos Efésios. É triste sabermos que muitos cristãos não estão alertas contra o perigo. É incontável o número dos que estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho – o evangelho do ego.
Percebemos que muita confusão tem envolvido a Igreja professa pelo uso da terminologia popular a respeito do ego. Em um extremo, encontramos pessoas como Robert Schuller que, de acordo com seu livro Self-Esteem: The New Reformation, parece ter abraçado inteiramente a postura humanista secular. Ele abomina o termo pecador e acredita que a pessoa deve desenvolver a sua auto-estima antes que possa conhecer a Jesus. Ele descarta por completo o que realmente conduz o indivíduo para a cruz de Cristo. Por outro lado, há os que, inconscientes das implicações e da confusão que tais palavras acarretam, vêm lançando mão desta terminologia. Adotando e adaptando-se aos conceitos da psicologia humanista, cristãos professos dizem que temos auto-estima, amor-próprio, valor-próprio, etc., por causa daquilo que somos em Cristo, mas a ideologia subjacente vem atrás.
Com o progresso da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em Deus foi deslocada para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de Cristo é substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.
Com toda esta ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si mesmo. Como Jesus responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e fariseus, a questão requer uma resposta "sim" ou "não". O "sim" leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E o "não" conduz a um possível: "Bem, então devemos nos odiar?" Nem sempre Jesus respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua ênfase sempre era o amor de Deus e o nosso amor a Ele e aos outros.
Lingüisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando Jesus ordena amar a Deus "de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amor agapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras "como a ti mesmo".
Jesus não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo afirma: "Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja" (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a Deus por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.
Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.
Outra passagem paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles."
Evidentemente Jesus supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com a dos pecadores, Jesus prosseguiu: "Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam... Amai, porém, os vossos inimigos..."
O amor que Jesus enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias necessidades e desejos, Jesus desviou-lhes o foco da atenção para além delas mesmas.
Essa espécie de amor pelos outros procede primeiro do amor de Deus, e somente depois de respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19). Não podemos realmente amar (o amor-ação, agapao) a Deus sem primeiro conhecermos o Seu amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós mesmos, sem primeiramente amarmos a Deus. A posição bíblica correta para o cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e sim a de dedicar sua vida por amor a Deus e ao próximo como [já ama] a si mesmo. (adaptado de um artigo de PsychoHeresy Update).
Fonte: http://www.chamada.com.br/
sábado, 6 de março de 2010
As Fases da Mudança
Uma das palavras mais faladas dentro das igrejas hoje em dia é a palavra Mudança.
Frases como “se você realmente quer ter um encontro com Deus precisa mudar de vida, se quiser receber algo da parte de Deus é necessário mudar”, e assim por diante.
Mais se pararmos pra pensar, será que realmente entendemos o que é mudança?
Antes de continuar é preciso entender o significado da palavra mudança:
Mudança: ato ou efeito de mudar.
Mudar: remover, deslocar, alterar, trocar, variar, desviar, transferir de um local para outro, tornar – se diferente do que era.
Já não é novidade ouvir dentro de nossas igrejas pessoas reclamarem que tentam, tentam, tentam mais não conseguem mudar.
Fazem jejum, participam de campanhas de oração e nada, tudo continua do mesmo jeito, ou o máximo que conseguem é mudar por alguns dias e depois voltar às velhas práticas.
Mais afinal porque não conseguimos mudar?
Para vivermos uma mudança segundo a Bíblia precisamos entender pelo menos três fazes em que envolve uma mudança que são o Querer, o se Dispor e o Crer.
O Querer
Não existe mudança se não haver a vontade de mudar.
Toda mudança começa no desejo de mudar, é preciso localizar algo em que não esta agradando e a partir daí decidir onde deve ocorrer a mudança.
Uma coisa que tem que se levar em consideração é que essa mudança tem que ser feita para agradar a Deus, e não para satisfazer os nossos desejos e o de outras pessoas.
Ou seja, devemos mudar em nós aquilo que ainda existe e não esta agradando a Deus, por isso é necessário o Querer.
O problema é que isso na maioria das vezes não é fácil, porque estamos tentando mudar de vida para agradar a alguém, no caso aqui é Deus, e não simplesmente porque queremos.
Essas mudanças como nas mudanças de casas, de um emprego, de escola, são dolorosas, sofridas, e ás vezes levam tempo para se adaptar a elas.
Mais o primeiro passo para que elas ocorram é o Querer.
“Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13: 23.
Se Dispor
Se dispor é o mesmo que se colocar a disposição, estar disposto,inclinado, determinado a fazer algo.
A vida cristã é um processo de se colocar a disposição sempre, vejamos um exemplo citado pelo apóstolo Paulo aos filipenses.
“Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.” Fl 2: 29, 30
Paulo estava falando aqui de Timóteo, o qual ele estaria enviando aos filipenses e que eles deveriam receber este servo de Deus bem, pois havia se disposto na obra de Deus de tal maneira que quase morreu.
“Levanta-te, pois esta coisa é de tua incumbência, e nós seremos contigo; sê forte e age.” Ed 10: 4.
Assim devemos agir quando queremos viver uma mudança em nossas vidas, fazer a nossa parte aquilo que esta ao nosso alcance, a nossa incumbência não importando com as circunstâncias, pois o Senhor certamente fará a parte dele.
Crer
Se queremos realmente viver uma mudança real em nossas vidas temos que crer que isso possa ocorrer.
Mais porque Crer?
A mudança só será real e contínua em nossas vidas se ela for realizada por Deus.
Não existe mudança sem Deus, e ele só muda quem crer que Ele possa fazer isso, não é na nossa força.
As mudanças realizadas na nossa força são passageiras e sem resultados reais.
“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” Dt 8: 17,18
A maioria das pessoas que estão frustradas dentro das igrejas por almejar mudanças em suas vidas e não conseguirem é porque querem adquirir essas mudanças através das suas próprias forças, e não é isso que a Bíblia ensina mais sim o contrário que devemos ser totalmente de Deus.
Quando compreendermos estes três princípios básicos sobre mudança e Querer, se Dispor e Crer em Deus ai sim seremos uma igreja que viverá a mudança que Deus quer.
Luís Ramos
Frases como “se você realmente quer ter um encontro com Deus precisa mudar de vida, se quiser receber algo da parte de Deus é necessário mudar”, e assim por diante.
Mais se pararmos pra pensar, será que realmente entendemos o que é mudança?
Antes de continuar é preciso entender o significado da palavra mudança:
Mudança: ato ou efeito de mudar.
Mudar: remover, deslocar, alterar, trocar, variar, desviar, transferir de um local para outro, tornar – se diferente do que era.
Já não é novidade ouvir dentro de nossas igrejas pessoas reclamarem que tentam, tentam, tentam mais não conseguem mudar.
Fazem jejum, participam de campanhas de oração e nada, tudo continua do mesmo jeito, ou o máximo que conseguem é mudar por alguns dias e depois voltar às velhas práticas.
Mais afinal porque não conseguimos mudar?
Para vivermos uma mudança segundo a Bíblia precisamos entender pelo menos três fazes em que envolve uma mudança que são o Querer, o se Dispor e o Crer.
O Querer
Não existe mudança se não haver a vontade de mudar.
Toda mudança começa no desejo de mudar, é preciso localizar algo em que não esta agradando e a partir daí decidir onde deve ocorrer a mudança.
Uma coisa que tem que se levar em consideração é que essa mudança tem que ser feita para agradar a Deus, e não para satisfazer os nossos desejos e o de outras pessoas.
Ou seja, devemos mudar em nós aquilo que ainda existe e não esta agradando a Deus, por isso é necessário o Querer.
O problema é que isso na maioria das vezes não é fácil, porque estamos tentando mudar de vida para agradar a alguém, no caso aqui é Deus, e não simplesmente porque queremos.
Essas mudanças como nas mudanças de casas, de um emprego, de escola, são dolorosas, sofridas, e ás vezes levam tempo para se adaptar a elas.
Mais o primeiro passo para que elas ocorram é o Querer.
“Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13: 23.
Se Dispor
Se dispor é o mesmo que se colocar a disposição, estar disposto,inclinado, determinado a fazer algo.
A vida cristã é um processo de se colocar a disposição sempre, vejamos um exemplo citado pelo apóstolo Paulo aos filipenses.
“Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.” Fl 2: 29, 30
Paulo estava falando aqui de Timóteo, o qual ele estaria enviando aos filipenses e que eles deveriam receber este servo de Deus bem, pois havia se disposto na obra de Deus de tal maneira que quase morreu.
“Levanta-te, pois esta coisa é de tua incumbência, e nós seremos contigo; sê forte e age.” Ed 10: 4.
Assim devemos agir quando queremos viver uma mudança em nossas vidas, fazer a nossa parte aquilo que esta ao nosso alcance, a nossa incumbência não importando com as circunstâncias, pois o Senhor certamente fará a parte dele.
Crer
Se queremos realmente viver uma mudança real em nossas vidas temos que crer que isso possa ocorrer.
Mais porque Crer?
A mudança só será real e contínua em nossas vidas se ela for realizada por Deus.
Não existe mudança sem Deus, e ele só muda quem crer que Ele possa fazer isso, não é na nossa força.
As mudanças realizadas na nossa força são passageiras e sem resultados reais.
“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.” Dt 8: 17,18
A maioria das pessoas que estão frustradas dentro das igrejas por almejar mudanças em suas vidas e não conseguirem é porque querem adquirir essas mudanças através das suas próprias forças, e não é isso que a Bíblia ensina mais sim o contrário que devemos ser totalmente de Deus.
Quando compreendermos estes três princípios básicos sobre mudança e Querer, se Dispor e Crer em Deus ai sim seremos uma igreja que viverá a mudança que Deus quer.
Luís Ramos
quarta-feira, 3 de março de 2010
O que Fazer no Dia Seguinte?
Nos últimos dias estava pensando como é bom participar de congressos, retiros, seminários, vigílias ou algo parecido com isso. São dias diferentes onde parece que nos esquecemos de tudo e ficamos voltados somente para Deus com todo ou quase todo nosso ser.
Mais porque tudo que aprendemos ali por mais seja bom e cause algum impacto em nossas vidas, passados alguns dias parece que cai num esquecimento tão grande que é até difícil nos lembrarmos desses momentos bons que passamos com Deus.
Ou seja, o que Fazer no Dia Seguinte?
Uma das coisas que tem me chamado muita atenção é o dia seguinte, depois de ter vivido algum tipo de experiência com Deus que seja fora da rotina normal da nossa vida espiritual, que pode não durar literalmente apenas um dia mais algumas semanas, meses e até anos.
Tenho conversado com várias pessoas que tem sido impactadas em alguns encontros que tem participado mais que ao passar dos dias parece que tudo vai se acabando e volta ao normal.
A vida começa a voltar na normalidade de sempre e tudo volta ser como antes.
Por que isso ocorre?
Em minha opinião isso ocorre porque não estamos acostumados a receber um alimento ou algo mais profundo que é o que acontece em alguns desses encontros em que participamos, e estamos acostumados a receber algo superficial.
Aquilo que recebemos em nossos cultos e através dos nossos próprios devocionais estão muito distante daquilo que Deus tem para nos oferecer e por isso não sabemos lidar com aquilo que às vezes recebemos, ou seja, é a mesma coisa que acontece quando ganhamos algo novo, por um lado ficamos felizes por ganhar o que queríamos tanto, mais por outro lado às vezes ficamos frustrados por não saber usar aquilo.
É exatamente isso que acontece com a gente.
Apesar de estar sempre pedindo “Senhor eu quero mais de Ti” quando recebemos, ou não estamos preparados para receber ou não sabemos usar e acabamos perdendo aquilo que recebemos.
Agora o que é mais interessante disso tudo são as pessoas que insistem em basearem o seu relacionamento com Deus e o fortalecimento de suas vidas espirituais naquilo que aprendem em congresso, retiros vigílias ou sei lá mais o que.
Vivem seu “auge espiritual” de congresso em congresso.
Seja sincero, será que tem como ter um bom relacionamento com Deus assim?
Com certeza não, pois uma vida com Deus se constrói todos os dias com meditação na palavra de Deus e com oração.
“AMAR A DEUS DE TODO O TEUS CORAÇÃO, E DE TADA A TUA ALMA, E DE TODO O TEU PENSAMENTO.
AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TÍ MESMO.” Mt 22: 37 a 39
É só vivendo na prática literalmente este versículo é que vamos parar de oscilar na fé e viver o dia seguinte sempre mais pra Deus.
Luís Ramos
Mais porque tudo que aprendemos ali por mais seja bom e cause algum impacto em nossas vidas, passados alguns dias parece que cai num esquecimento tão grande que é até difícil nos lembrarmos desses momentos bons que passamos com Deus.
Ou seja, o que Fazer no Dia Seguinte?
Uma das coisas que tem me chamado muita atenção é o dia seguinte, depois de ter vivido algum tipo de experiência com Deus que seja fora da rotina normal da nossa vida espiritual, que pode não durar literalmente apenas um dia mais algumas semanas, meses e até anos.
Tenho conversado com várias pessoas que tem sido impactadas em alguns encontros que tem participado mais que ao passar dos dias parece que tudo vai se acabando e volta ao normal.
A vida começa a voltar na normalidade de sempre e tudo volta ser como antes.
Por que isso ocorre?
Em minha opinião isso ocorre porque não estamos acostumados a receber um alimento ou algo mais profundo que é o que acontece em alguns desses encontros em que participamos, e estamos acostumados a receber algo superficial.
Aquilo que recebemos em nossos cultos e através dos nossos próprios devocionais estão muito distante daquilo que Deus tem para nos oferecer e por isso não sabemos lidar com aquilo que às vezes recebemos, ou seja, é a mesma coisa que acontece quando ganhamos algo novo, por um lado ficamos felizes por ganhar o que queríamos tanto, mais por outro lado às vezes ficamos frustrados por não saber usar aquilo.
É exatamente isso que acontece com a gente.
Apesar de estar sempre pedindo “Senhor eu quero mais de Ti” quando recebemos, ou não estamos preparados para receber ou não sabemos usar e acabamos perdendo aquilo que recebemos.
Agora o que é mais interessante disso tudo são as pessoas que insistem em basearem o seu relacionamento com Deus e o fortalecimento de suas vidas espirituais naquilo que aprendem em congresso, retiros vigílias ou sei lá mais o que.
Vivem seu “auge espiritual” de congresso em congresso.
Seja sincero, será que tem como ter um bom relacionamento com Deus assim?
Com certeza não, pois uma vida com Deus se constrói todos os dias com meditação na palavra de Deus e com oração.
“AMAR A DEUS DE TODO O TEUS CORAÇÃO, E DE TADA A TUA ALMA, E DE TODO O TEU PENSAMENTO.
AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TÍ MESMO.” Mt 22: 37 a 39
É só vivendo na prática literalmente este versículo é que vamos parar de oscilar na fé e viver o dia seguinte sempre mais pra Deus.
Luís Ramos
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