sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A falsa "unidade" e o dever da separação



Em tempos antigos, quando algumas das Igrejas de Cristo começaram a livrar-se do jugo do Papado que pesava sobre seus pescoços, o argumento usado contra a reforma era a necessidade de manter a unidade. "Você precisa ser paciente com esta ou aquela cerimônia e com este ou aquele dogma; não importa quão anticristão e profano. Você precisa ser paciente quanto a isso, 'esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz'".

Assim falou a velha serpente naqueles dias antigos: "A Igreja é una; ai daqueles que semeiam o cisma! Pode até ser verdade que Maria tenha sido posta no lugar de Cristo, que as imagens são adoradas, que vestimentas e trapos podres são reverenciados, e que o perdão é comprado e vendido para crimes de todo tipo; pode ser que a assim chamada igreja tenha se tornado uma abominação e uma moléstia sobre a face da terra; mas ainda assim, ' esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz ', você deve curvar-se, reprimir o testemunho do Espírito de Deus dentro de você, esconder a Sua verdade sob um alqueire, e deixar a mentira prevalecer."

Este foi o grande sofisma da Igreja de Roma. Porém, quando ela não pôde mais seduzir os homens falando de amor e união, ela passou a usar o seu tom mais natural de voz, e amaldiçoou diretamente, a torto e a direito, de todo coração: e manteve a maldição até que ela mesma expire!

Irmãos, não havia nenhuma força no argumento dos Papistas. Efésios 4:3 insta para que nos esforcemos em manter a unidade do Espírito, mas não nos diz para manter a unidade do mal, a unidade da superstição, ou a unidade da tirania espiritual. A unidade do erro, da falsa doutrina, da tirania dos bispos, pode incluir o espírito de Satanás; não temos nenhuma dúvida disso; mas que esta seja a unidade do Espírito de Deus nós negamos veementemente. A unidade do mal nós devemos demolir com todas as armas que nossas mãos puderem agarrar. A unidade do Espírito, a qual devemos manter e nutrir, é outra coisa completamente diferente.

Lembrem-se que somos proibidos de fazer o mal para que venha o bem. Mas conter o testemunho do Espírito de Deus dentro de nós, esconder qualquer verdade que tenhamos aprendido pela revelação de Deus, refrear-nos de testemunhar pela verdade de Deus e da Sua Palavra contra o pecado e a tolice das invenções dos homens, todos estes seriam pecados dos mais imundos. Não ousamos cometer o pecado de extinguir o Espírito Santo, ainda que seja com a intenção de promover a unidade.

Certamente a unidade do Espírito nunca requer algum apoio pecaminoso; ela não é mantida suprimindo a verdade, e sim apregoando-a por toda parte. A unidade do Espírito tem como sustentação, dentre outras coisas, o testemunho de santos espiritualmente iluminados com relação à fé que Deus revelou em Sua Palavra. Aquela unidade, é uma unidade totalmente diferente que amordaçaria nossas bocas e nos transformaria em gado imbecilmente dirigido, para ser alimentado e depois abatido ao bel prazer de mestres sacerdotais.

O Dr. McNeil disse, acertadamente, que dificilmente um homem pode ser um Cristão sério em nossos dias sem ser um controversista. Somos enviados hoje como ovelhas para o meio de lobos. Pode haver acordo? Somos acesos como luminares no meio da escuridão. Poder haver conciliação? Não foi o próprio Cristo que disse, "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada"? Vocês compreendem como esse é o mais verdadeiro método de esforçar-se para manter a unidade do Espírito; porque Cristo o homem de guerra, é Jesus o Pacificador; mas para a criação de paz duradoura, espiritual, as falanges do mal devem ser destruídas, e a unidade das trevas arrojada em tremor.

Peço sempre a Deus que nos preserve de uma unidade na qual a verdade seja considerada sem valor, na qual princípios dêem lugar à políticas, na qual as virtudes nobres e varonis que adornam o herói Cristão tenham que ser completadas por uma afetação efeminada de amor. Que o Senhor possa nos livrar da indiferença para com a Sua Palavra e vontade; porque isso cria a unidade fria de massas de gelo unidas em um iceberg, esfriando o ar por milhas ao redor, a unidade dos mortos enquanto dormem nas sepulturas, lutando por nada, porque não têm parte nem herança em tudo aquilo que pertence aos viventes. Há uma unidade que raramente é quebrada: a unidade dos demônios que, sob o serviço do seu grande mestre e senhor, nunca discordam nem disputam. Protege-nos desta terrível unidade, ó Deus dos céus! A unidade dos gafanhotos que têm um objetivo comum, com a sua glutonaria que arruína tudo ao seu redor; a unidade das ondas de fogo de Tofete, que arrasta miríades para a miséria mais profunda. Disso também, ó Rei dos céus, livra-nos para sempre!

Que Deus perpetuamente nos envie algum profeta que clame em alta voz para o mundo: "Sua aliança com a morte será anulada, e seu acordo com inferno não permanecerá". Que sempre tenhamos alguns homens, mesmo que sejam ásperos como Amós, ou austeros como Ageu, que denunciem sempre de novo qualquer associação com o erro e qualquer acordo com o pecado, e declarem que estas coisas são abomináveis para Deus.

Nunca imaginem que a contenda santa seja uma violação de Efésios 4:3. A destruição de todo tipo de unidade que não está baseada na verdade é uma preliminar necessária à edificação da unidade do Espírito. Precisamos primeiro derrubar estas paredes feitas de argamassa ruim – estes muros cambaleantes construídos pelo homem – para que possa haver espaço para as excelentes rochas dos muros de Jerusalém colocadas umas sobre as outras para uma permanente e duradoura prosperidade.

C.H. Spurgeon

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ame a Igreja – C. H. Spurgeon




Levantar-te-ás e terás piedade de Sião; é tempo de te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora; porque os teus servos amam até as pedras de Sião e se condoem do seu pó.

Salmos 102.13-14


Sim, nossas orações em favor da igreja serão ouvidas. O tempo determinado dEle se compadecer está chegando. Nós amamos a reunião de oração, a Escola Dominical e todos os cultos na casa do Senhor. Em nossos corações, estamos unidos a todo o povo de Deus e podemos, realmente, dizer:


Nenhuma ovelha de teu rebanho Eu mesmo deixaria de alimentar. Diante da face de nenhum inimigo Eu teria medo de tua causa defender.


Se este é nosso sentimento geral, logo desfrutaremos de tempos de refrigério da presença do Senhor. Nossa igrejas ficarão cheias, os crentes serão despertados e os pecadores, convertidos. Isto somente pode acontecer pela misericórdia do Senhor; mas acontecerá, e somos exortados a esperar tal coisa.


O tempo, o tempo dEle se compadecer, se aproxima. Ocupemo-nos, amemos cada pedra de nossa Sião, mesmo que agora ela esteja em ruínas. Valorizemos as mais simples verdades, a menor ordenança, o mais simples crente, embora alguns indivíduos os desprezem, considerando-os apenas como poeira.


Quando nos compadecermos de Sião, Deus estará prestes a se compadecer dela. Quando temos prazer na obra do Senhor, o próprio Senhor encontrará prazer nela.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Conjunto musical ou ministério de Louvor?

Grupo



Depois de publicar tantos livros na área de louvor e de adoração, frequentemente aparecem temas que precisam ser atualizados. E este é um deles. Meus livros publicados desde 1985 nesta área foram: O Ministério de Louvor da Igreja; Louvor e a Edificação da Igreja; Ministério de Louvor: Revolução na Vida da Igreja; Formando Verdadeiros Adoradores, Deixem Soar os Tamborins e, por último o Livro de Ouro do Ministério de Louvor. Da lista acima apenas Deixem Soar os Tamborins e o Livro de Ouro do Ministério de Louvor estão disponíveis no mercado.
Apesar de tanta informação e orientação e de tantos livros publicados por autores brasileiros e estrangeiros, e de haver também seminários de treinamento nesta área por todo o Brasil – com Marcos Witt, Asaph Borba, Sóstenes Mendes, Gerson Ortega, Adhemar de Campos,  Massao Suguihara – apenas para citar os dinossauros (termo que uso para os pais do ministério de louvor no Brasil e no mundo) – que me desculpem o Sóstenes e o Massao, mas eles entraram também na galeria dos dinos – percebo que abundam grupos ou conjuntos ou bandas gospel, mas poucos grupos ou bandas que se dedicam exclusivamente a levar o povo a adorar a Deus e não a participarem de shows.
Alguns que aqui citei lutam constantemente com a tentação de participarem de shows e de fazer escolhas entre o palco e o altar; entre serem obsequiados com ofertas generosas e cobrar cachês altíssimos – e olha que as despesas desses irmãos são enormes – e, no entanto, até onde sei procuram manter uma postura ética no ministério que receberam de Deus.
Bem, apesar de tanta informação disponível, poucos são os grupos de louvor das igrejas que se dedicam ao ministério com a missão de treinar e levar a congregação local na vida de louvor e de adoração. 
A maior parte dos grupos que conheço é formada para dar show, gingar, ter  fama e lucrar com o ministério de louvor, o que é um desperdício do talento musical e do talento espiritual concedido por Deus. Bem, nem todos os grupos têm talento espiritual que é bem diferente do que ter talento técnico e natural. 
Quando converso com os líderes desses grupos eles me afirmam que compõem para glorificar a Deus – intenção muito boa – mas que ao fim e a cabo pensam em sua própria glorificação, em cachês e fama!
E olha que nas Escrituras técnica e espiritualidade andam de mãos dadas. Exemplo disso eram os levitas músicos estabelecidos por Davi para adoração vinte e quatro horas. Eram homens capacitados, que entendiam de música e de técnica apurada, unicamente para Deus. Quer dizer, técnica musical e espiritualidade a serviço de Deus, já que foram postos ali no templo para o serviço de Deus e não para agradar o gosto musical do povo.
E não me refiro aqui a melodia, ritmos e instrumentos musicais – porque adoração independe dessas coisas – já que adorar é estilo de vida e não estilo musical. Sobre isto trato com profundidade em meu Livro de Ouro do Ministério de Louvor lançado pela Z3 ideias.
São poucos os grupos que se dedicam ao ministério de louvor, e muitos os que se dedicam a shows, inda que tais shows ocorram durante o culto congregacional e sejam limitados a igreja local. 
Na realidade, a maioria dos grupos de louvor pensa apenas em shows durante os cultos da igreja. Para estes o púlpito é o palco e não o altar. Estão mais para show que adoração a Deus.
Talvez resida aí a resistência dos pastores mais antigos aos novos cânticos e aos grupos de louvor, sua resistência à uma nova liturgia preferindo que sejam tocados os hinos dos hinários apenas com piano ou órgão, porque na tentativa de atualizar os cultos da igreja se decepcionam com as apresentações de seus jovens que ainda insistem em show em vez do altar.
Entendo esses pastores e compreendo porque reagem negativamente a tais grupos. Ao frequentar alguns cultos em igrejas pentecostais e históricas e me deparando com tais grupos conduzido o louvor da igreja eu também me decepciono e mais: Sinto-me envergonhado, pois que sou conhecido por inovar e trazer para a igreja brasileira desde 1976 uma nova liturgia. Assim, os pastores me dizem que querem atualizar sua liturgia, mas seus músicos e cantores os decepcionam dando apenas show. Bateristas inexperientes que tocam exacerbadamente alto e acham que as baquetas servem apenas para fazer barulho; guitarras solo com trinados desnecessários em que se percebe que o músico está mais para show do que para louvor; contrabaixos com sons extremamente altos e que, por produzirem sons graves abafam os demais sons; hinos com letras difíceis e incompreensíveis, e às vezes sem métrica alguma em que as letras são engolidas porque não cabem e nem podem ser cantadas com propriedade dentro do compasso perdendo seu sentido, e, por aí continuam as reclamações dos pastores.
Apesar do treinamento e dos seminários de louvor muitos desses músicos desprezam o que lhes é ensinado preferindo andar na contramão da igreja e na mão do mundo realizando shows, inda que o tubo de ensaio deles não seja mais a garagem da casa, mas os cultos da igreja.
Dirigentes de louvor e equipes de músicos das igrejas – ouçam! Enquanto muitos de nós vemos nos cultos da igreja a oportunidade de nos tornar adoradores e mostrar de que tudo o que fazemos é para Deus com técnica e espiritualidade, vocês são pedras de tropeço porque impedem que os pastores mais antigos experimentem uma nova liturgia e tenham em suas igrejas cultos com mais vida e dinamismo do Espírito Santo. Tais pastores esperam tanto de vocês e decepcionados preferem continuar como antigamente!
Insistiremos em ter grupos de louvor e não em ter conjuntos musicais. Leiam os livros disponíveis no mercado, aprofundem-se no conhecimento técnico e espiritual e parem de decepcionar seus pastores!
Mas também dou um conselho aos pastores: 
Todos os músicos e cantores que participam do culto devem ter envolvimento com a vida normal da igreja, isto é, devem participar da evangelização, das reuniões de oração, do discipulado, enfim, envolvidos na vida da igreja, com relacionamentos intensos, com compromissos nos problemas sociais da congregação, ajudando nos projetos etc.
Pastores que me leem! Façam isto, e vocês não terão mais grupos para shows, mas verdadeiros ministros de Deus!

O maior nível de fé, é o descanso!


Descanso


Por  ANA PAULA PESTANA

A Bíblia diz em Isaias 64:4 que desde a antiguidade não se viu, nem jamaisse ouviu de um Deus semelhante a ti, que trabalha por aqueles que Neleesperam. Um Deus que nos dá tudo que precisamos enquanto dormimos enquantoNele descansamos. A nossa força deve estar em confiar e esperar Nele.
Ansiedade e preocupação são ataques a mente, que tem como objetivo nosdesviar a atenção de servir ao Senhor. Vejas as árvores do céu não sabem deonde virá sua próxima refeição; apesar disso jamais vi um pássaro sentadonum galhode árvore tendo um esgotamento nervoso, por causa de preocupação.(Mt 6:26) O Senhor nos instrui a não nos preocuparmos nem ficarmos ansiosos.

Lembre-se: A boca fala do que está cheio o coração, se coisas erradasestiverem circulando nossa mente, então acabarão saindo da nossa boca.
Enquanto descansamos em Deus, ele nos dá tudo o que precisamos, nossa funçãoé descansar e confiar, e colocar Nele nossa esperança. O mundo busca coisas,mas nós buscamos o Senhor. Nosso Pai se deleita em dar coisas boas aos seusfilhos.

A Preocupação retarda nosso progresso. Vamos usar o tempo que Deusnos tem dado, para aquilo que ele planejou. Não gaste o dia de hoje sepreocupando com o dia de amanhã. A graça de Deus está sobre você para lidarcom qualquer necessidade sua hoje, mas a graça de amanhã, não virá a vocêantes que o amanhã chegue. A Palavra é a arma mais poderosa, para vencer apreocupação e a ansiedade. Muitas vezes nossas forças parecem que seacabaram, mas lá em Hebreus 11:32 diz que aqueles homens tiraram forças dassuas fraquezas,em Is 40:29 a Palavra diz que o Senhor fortalece o cansado.

O homem sábio tira de dentro para fora, tudo o que ele precisa. Em meio àsaflições devemos trazer a memória àquilo que nos traz esperança.(Lamentações 3:21). Precisamos alinhar nossos pensamentos e nossas emoçõescom a palavra.

É tempo de aprender a depender do Senhor, de colocar Nele,todas as nossas expectativas e esperança, e esperar Nele, de aquietar a almae deixar o espírito assumir o controle das situações. Descanse no Senhor, edesfrute dos melhoresdias que estão por vir.

Lifehouse - Everything - Legendado

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alegria indizível, evidência da plenitude do Espírito - Hernandes Dias Lopes



O apóstolo Pedro em sua primeira carta fala da alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria é mais do que um sentimento que alimentamos, fruto de circunstâncias favoráveis. Essa alegria não vem de nós mesmos nem dos outros. É uma alegria vinda de cima, gerada por Deus, ação do Espírito Santo em nós. Martyn Lloyd-Jones em seu livro Joy Inspeakeable, afirma que essa alegria é o resultado da plenitude do Espírito Santo. Vamos, agora, considerar algumas características dessa alegria:
Em primeiro lugar, a alegria indizível tem uma origem divina. 
Não produzimos essa alegria indizível na terra. Ela não é resultado de uma personalidade amável, de um temperamento dócil nem mesmo de circunstâncias favoráveis. Nenhuma experiência vivida por nós, por mais intensa e arrebatadora poderia ser classificada como uma alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria tem uma origem celestial. Vem do céu. Deus é a fonte dessa alegria. Só na presença dele existe plenitude de alegria. Só na sua destra há delícias perpetuamente.
Em segundo lugar, a alegria indizível tem uma natureza sobrenatural. 
A Bíblia diz que a alegria faz parte do próprio conteúdo do evangelho, pois o evangelho é boa nova de grande alegria. O reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus é: “Alegrai-vos”. A alegria que nasce em Deus e jorra para o nosso coração por intermédio do Espírito Santo não é apenas um sentimento de bem-estar nem apenas um momento de euforia que se esvai com o tempo. Não é como a alegria passageira que os aventureiros buscam na cama do adultério nem como o êxtase que se busca nas aventuras loucas das drogas. Pelo contrário, é uma alegria pura e santa que asperge a alma com o bálsamo da paz. É um contentamento que domina mente e coração mesmo que as circunstâncias sejam tempestuosas. Pedro fala dessa alegria para os crentes da dispersão, para gente que estava sendo banida da sua terra e perseguida pelo mundo.
Em terceiro lugar, a alegria indizível tem um propósito glorioso. Quando o povo de Deus desfruta da alegria de Deus, o próprio Deus é glorificado. Não há melhor recomendação do evangelho do que um indivíduo experimentar a antecipação da glória neste mundo tenebroso. Não há impacto mais poderoso no mundo do que um cristão, depois de ser torturado, ainda cantar na prisão. Não há argumento mais eloquente acerca do poder do evangelho do que um cristão ser afligido e ainda assim estar com um brilho na sua face e cânticos de louvor em seus lábios. Não há evidência mais robusta acerca do poder de Deus do que um cristão, mesmo depois de enfrentar as perdas mais severas ainda adorar a Deus e dizer: “O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor”.
Em quarto lugar, a alegria indizível tem um resultado extraordinário. 
Se o propósito da alegria indizível é trazer glória ao nome de Deus no céu, o seu resultado é transformar vidas na terra. A alegria indizível do povo de Deus é um testemunho eloquente acerca do poder transformador do evangelho. É um argumento irresistível, uma prova insofismável e uma evidência irrefutável de que o evangelho não é um sugestionamento barato para iludir pessoas incautas, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A alegria é uma poderosa força evangelizadora na terra. A alegria do povo de Deus é uma voz altissonante acerca da eficácia da mensagem evangélica. Na verdade é uma espécie de apologética final, o argumento irresistível. Neste mundo marcado de tantas más notícias e encharcado de tanta tristeza, podemos experimentar a alegria do céu, a alegria vinda de Deus, a alegria indizível e cheia de glória. Sua alma já transborda dessa alegria? Esse é um privilégio dos remidos do Senhor e uma evidência da plenitude do Espírito Santo.