sexta-feira, 9 de julho de 2010

Coisa de Homem - C.T. Studd


Fonte: http://ordemdesalvacao.blogspot.com/

Padrão para a Pregação


por Vincent Cheung

"Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim. Quanto ao que lhe foi confiado, guarde-o por meio do Espírito Santo que habita em nós". (2 Timóteo 1.13-14)

Paulo tinha estabelecido um “modelo da sã doutrina” para Timóteo seguir. Visto que esse padrão é autoritativo por proceder da inspiração do Espírito Santo, o que podemos dizer com respeito a ele também se aplica aos ensinamentos dos profetas e dos apóstolos, visto que eles também ensinaram por inspiração divina.
A Bíblia fornece um padrão ou modelo de sã doutrina
Ela diz a todos os crentes e especialmente aos ministros para pregar a palavra. Por definição, a pregação da Escritura é distinta da própria Escritura. Portanto, pregar a mensagem da Bíblia não é o mesmo que citar a Bíblia, e pregar um sermão não é apenas ler a Bíblia para uma audiência. Um sermão não é um arranjo de citações da Escritura; antes, o pregador produz a mensagem sobre a base do que ele aprendeu da Escritura. A comunicação fiel do evangelho não consiste de uma repetição verbatim da Bíblia, pois se esse fosse o caso, mesmo conversações ordinárias sobre as coisas de Deus seriam eliminadas.
A ideia bíblica de pregação deixa certa liberdade de variação em termos de expressão, ênfase e coisas semelhantes. Não existe nenhuma base bíblica para fazer do chamado método expositivo de pregação uma prescrição para o que deveria ser um sermão, embora ele represente o que um sermão poderia ser, precisamente devido à liberdade que a Escritura concede nessa área. Todas as tentativas de estabelecer um caso bíblico em favor do método expositivo que examinei inferem muito mais dos textos da Escritura do que eles realmente dizem.
Além disso, juntamente com essas tentativas, uma razão dada pela qual esse método é preferido é que ele é a melhor forma de permanecer fiel à Escritura em nossa pregação. Isso é aceitável como uma opinião, e é de fato uma forma de permanecer fiel à Escritura. Contudo, se usar o método expositivo torna-se uma regra quanto ao que um sermão deve ser, e que outras formas são inferiores ou mesmo erradas, então essa preferência pelo método expositivo tornou-se uma tradição humana antibíblica. Os fariseus também adicionaram regras humanas à palavra de Deus e alegavam que elas eram úteis ou mesmo necessárias, mas Jesus disse que elas tinham o efeito oposto. É verdade que algumas formas de sermão são de fato inferiores e errôneas, mas elas fracassam por seus próprios defeitos, e não por serem diferentes do método expositivo.
Outras razões têm sido promovidas para recomendar o método expositivo. Por exemplo, é dito que sermões expositivos, e especialmente exposições de livros bíblicos inteiros, expõe os ouvintes diretamente a passagens completas da Escritura no contexto apropriado, e dessa forma aumenta a familiaridade deles com a Bíblia, e capacita-os a conhecer e compreendê-la melhor. Esse é um benefício prático, e o pregador poderia preferir o método por causa disso. Contudo, isso ainda não requer que ele use o método. É de fato responsabilidade do pregador aumentar a familiaridade com a Escritura em seus ouvintes, mas nada na própria Escritura requer que ele o faça dessa forma.
O pregador não deve se prender a opiniões e tradições de homens, não importa quão bem intencionadas sejam elas. Se ele usa o método expositivo, é porque ele prefere este por suas próprias razões e baseado em seu próprio julgamento ao pensar que pode cumprir melhor o seu ministério com ele, e não porque é pressionado a fazê-lo. E se ele não pode seguir ou descobrir um método que lhe seja adequado e que siga o padrão da sã doutrina, então ele nem mesmo deveria ser um pregador.
Dessa forma, a Bíblia fornece um padrão ou modelo de sã doutrina, e isso deixa lugar para certa liberdade de variação no método e expressão. Dito isso, o padrão é muito mais que um esboço. É muito mais que um esqueleto – os detalhes sendo preenchidos. Ele é um padrão altamente desenvolvido e um modelo plenamente suficiente. Portanto, embora permita certa medida de fluidez na apresentação, e embora seja adaptável a todos os tipos de conversações, não há espaço para variação, adição ou subtração em sua substância. Isto é, seguir o padrão bíblico de sã doutrina é conformar-se exatamente às suas ideias. Há flexibilidade somente na apresentação.
Para ilustrar. Pedro disse: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12). Podemos comunicar essa ideia citando o versículo, mas é aceitável também dizer: “A Bíblia ensina que Jesus Cristo é o único caminho para a salvação”. E permanecemos fiéis ao padrão que esse versículo estabeleceu quando afirmamos: “Maomé não pode te salvar. Buda não pode te salvar. Maria não pode te salvar. Somente Jesus Cristo pode te salvar da condenação eterna”. Essas declarações não são encontradas na Escritura, mas se conformam às ideias exatas da Escritura, e não adicionam ou subtraem a substância do que a Escritura ensina.
Visto que a pregação envolve nossa própria expressão de ideias bíblicas, é ainda mais importante que aprendamos essas ideias com precisão, e que cuidemos para preservá-las e promovê-las sem contaminação, guardando-as com vigilância zelosa. Se a pregação é mera leitura da Bíblia ou se envolve apenas exegese rígida, então até mesmo não cristãos podem realizá-la. O que a Bíblia diz sobre as qualificações do ministro não fariam sentido então. Contudo, a qualidade da pregação de fato depende da qualidade do pregador, e isso é verdade porque pregar o evangelho não é apenas ler a Bíblia, mas digerir suas ideias e então transmitir e aplicá-las de uma forma que seja moldada pela formação, personalidade e competência do pregador, bem como pela audiência e a situação a qual ele se dirige. Na pregação, a Escritura não é simplesmente lida, mas “manejada” (2 Timóteo 2.15). Suas ideias são processadas, organizadas, reformuladas e aplicadas pelo pregador. E esse é o motivo pelo qual o pregador deve constantemente se purificar e se esforçar para crescer.
Algumas instruções sobre homilética sugerem que a melhor pregação ocorre quando o ministro sai do caminho o máximo possível e permite que a Bíblia “fale por si mesma”. O método expositivo é então recomendado. Mas a melhor forma de alcançar esse efeito é fazer o ministro ler a Bíblia à sua audiência sem nenhum comentário. Isso, contudo, é ler e não pregar. A Bíblia ordena que preguemos. O ministro deve fazer contribuições decisivas para a forma e conteúdo do seu sermão. Pregar não é sair do caminho, mas sim estar bastante nele.

Nesse sentido, pregar não é deixar a Bíblia falar por si mesma, mas falar por ela.

Muitos cristãos se sentem desconfortáveis com isso, mas na extensão em que nossa definição de pregação enfraquecer o papel humano, nessa mesma extensão ela também destrói a própria pregação, e também reduz a nossa responsabilidade na questão. Talvez esse seja o motivo pelo qual muitas pessoas favorecem tal definição em nome de permitir que a Bíblia fale por si mesma: faz-nos sentir como campeões da ortodoxia sem ter que assumir a responsabilidade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Que Faço Se Não Tenho Alegria Em Deus ? - John Piper


Fonte: http://vemvertvblog.com

Repense Seu Amor Por Cristo - John MacArthur


Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Só é pastor aquele que pastoreia!

Por: Filipe Luiz C. Machado



Já perdi a conta de quantos pastores conheci durante minha caminhada cristã. É um número sem fim! São tantos, mas tantos mesmo, que as vezes acabo esquecendo quem é e quem não é pastor. Alguns que penso que são pastores, não são; já outros que penso que não são, na verdade, são.


E o que quero dizer com isso?

Quero dizer que só é pastor aquele que pastoreia e fim de papo.


Ligamos a televisão e vemos diversos pastores e apóstolos em horário nobre. Do alto de seus mega-templos e púlpitos feitos da mais nobre madeira ou acrílico, proferem palavras e citam a bíblia. Falam bonito, gesticulam e entretêm o povo, mas... onde está o pastoreio?


O que é preciso para se tornar um pastor?

Frequentar um seminário, estudos bíblicos, ser filho de pastor? Qual o requisito que faz com que um homem se torne pastor?


É notório em nossos dias a falta de caráter de alguns que se intitulam pastores e mestres. Não digo falta de caráter apenas no sentido ético, mas no sentido prático: o de pastorear.


João 10.1-4 "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. " (ênfase minha)


É interessante notar que Jesus ao se referir como sendo o pastor das ovelhas (sua igreja), diz que o pastor vai a frente das ovelhas e estas o seguem. Ele não está falando de um pastor de que fica atrás das ovelhas com uma arma apontada em sua direção, para que elas sejam intimidadas e marchem adiante. Nem tão pouco de um pastor que apenas profere sermões de seu púlpito e depois se manda para casa, para não ter que pastorear. Jesus diz que ele vai a frente e as suas ovelhas o seguem. Ele está ali, junto delas e elas o seguem. O verdadeiro pastor não tem medo de que suas ovelhas não gostem do caminho por onde ele as levará. O versículo 3 diz "...e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora."

Como é sua relação com seu pastor local e ou/líder? Ele é apenas um líder que fala no púlpito aos domingos e depois vai embora, ou é de fato um pastor cuidadoso que dá atenção a você e às suas ovelhas?

Há um verdadeiro pastoreio em sua comunidade ou apenas um homem que fala e deixa suas ovelhas andarem por onde quiserem? Ele tem ido e buscado o fraco e vacilante?


João 10.11 "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas."


Jesus sendo líder da igreja (não igreja/templo, mas sim a Igreja invisível) deu sua vida por ela. O pastor descrito pela bíblia é aquele que se importa com suas ovelhas e não há tempo ruim para este que se importa com o outro e quer vê-lo bem. Com certeza somos humanos e temos nossos dias de fraqueza e indisposição, porém esse não deve ser o padrão constante. A estes a bíblia diz: doe-se.


Infelizmente a comunidade cristã atual está superlotada de pastores, bispos, apóstolos, reverendos... e a lista não pára!. Homens que não aceitam serem chamados por seu próprio nome, precisam ser chamados de Pastor Fulano, Pastor Ciclano. Para estes, apenas serem chamados de Fulano não está bom, pois isto aparenta uma perda de majestade, de senhorio e de sua autoridade que lhes foi concedida sobre o céu e a Terra (ops, essa foi pra Jesus).


Só é pastor aquele que pastoreia e disso não abro mão. Não posso concordar com pessoas que são recém formadas em um seminário teológico (ou de lavagem cerebral, vai depender da doutrina) e já são ungidos pastores, sem sequer terem ovelhas para pastorearem.

Como podem estes levar com tanta negligência um ministério assaz importante e valioso como esse? Para estes, ser pastor é ser autoridade e é disso que eles gostam.


É muito bom sabermos que existem pessoas que estão dispostas a exercerem a prática pastoral, mesmo que não sejam pastores de verdade (no sentido de ungido). De igual forma, é maravilhoso sabermos que ainda existem verdadeiros pastores comprometidos com a prática do pastoreio.


Que possamos abrir nossos olhos e vermos quem de fato é um pastor segundo a bíblia.

Deus abençoe a todos!

Fonte: http://bereianos.blogspot.com/

Nossa missão como soldados é destruir idéias falsas


Esta não é, de modo algum, a primeira vez que a guerra pela verdade se introduziu na igreja. Isso tem acontecido em todas as principais épocas da história da igreja. Batalhas pela verdade têm rugido na comunidade cristã desde os tempos dos apóstolos, quando a igreja estava apenas começando. Na realidade, o relato das Escrituras indica que os falsos mestres na igreja logo se tornaram um problema significativo e amplamente difundido aonde quer que o evangelho chegasse. Quase todas as principais epístolas do Novo Testamento abordam esse problema, de uma maneira ou de outra. O apóstolo Paulo estava sempre envolvido numa batalha contra as mentiras dos "falsos apóstolos, obreiros fraudulentos", que se transformavam em apóstolos de Cristo (2 Coríntios 11.13). Paulo disse que isso era de se esperar. Afinal de contas, essa é uma das estratégias prediletas do Maligno: "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformam em ministros de justiça" (w. 14-15).



Seria uma ingenuidade deliberada negar que isso pode acontecer em nossos tempos. De fato, isso está acontecendo em grande escala. O tempo presente não é favorável a que os cristãos flertem com o espírito da época. Não podemos ser apáticos quanto à verdade que Deus nos confiou. Nosso dever é guarda-la, proclamá-la e transmiti-la à geração seguinte (1 Timóteo 6.20-21). Nós, que amamos a Cristo e cremos na verdade incorporada nos ensinos dEle, precisamos ter plena consciência da re-alidade da batalha que ruge em nosso redor. Devemos cumprir nosso papel na guerra pela verdade, que já dura muitas eras. Temos a obrigação sagrada de participar da batalha e lutar pela fé.


Em sentido restrito, a idéia motriz por detrás do movimento da Igreja Emergente está correta: o clima atual do pós-modernismo representa realmente uma vitrine maravilhosa de oportunidades para a igreja de Jesus Cristo. A arrogância que dominava a era moderna está em suas agonias de morte. O mundo, na sua maior parte, foi apanhado em desilusão e confusão. As pessoas se sentem inseguras a respeito de quase tudo e não sabem que rumo tomar em busca da verdade.


Entretanto, a pior estratégia para ministrar o evangelho num clima assim é os cristãos imitarem a incerteza ou ecoarem o cinismo da perspectiva pós-moderna — e arrastarem a Bíblia e o evangelho para dentro dessa perspectiva. Em vez disso, precisamos afirmar, de modo contrário ao espírito desta época, que Deus falou com a maior clareza e autoridade, de modo definitivo, através de seu Filho (Hebreus 1.1-2). E temos, nas Escrituras, o registro infalível dessa mensagem (2 Pedro 1.19-21).


O pós-modernismo é simplesmente a expressão mais atual da incredulidade mundana. Seu valor essencial — uma ambivalência dúbia para com a verdade — não passa de ceticismo destilado em sua essência pura. No pós-modernismo, não existe nada virtuoso nem genuinamente humilde. Ele é uma rebelião arrogante contra a revelação divina.


De fato, a hesitação do pós-modernismo no tocante à verdade é a antítese exata da confiança ousada que, segundo as Escrituras, é o direito de família de todo crente (Efésios 3.12). Essa segurança é operada pelo próprio Espírito de Deus naqueles que crêem (1 Tes-salonicenses 1.5). Precisamos valorizar essa segurança e não temer confrontar o mundo com ela.


A mensagem do evangelho, em todos os fatos que a constituem, é uma proclamação clara, específica, confiante e autorizada de que Jesus é Senhor e de que Ele dá vida eterna e abundante a todos os que crêem. Nós, que conhecemos verdadeiramente a Cristo e recebemos aquela dádiva da vida eterna, também recebemos da parte dEle uma comissão clara e específica de transmitir com ousadia a mensagem do evangelho, como embaixadores dEle. Se não demonstrarmos igualmente clareza e nitidez em nossa proclamação da mensagem, não seremos bons embaixadores.


Mas não somos meros embaixadores. Somos, ao mesmo tempo, soldados comissionados a guerrear em favor da defesa e disseminação da verdade, face aos ataques constantes contra a verdade. Somos embaixadores com uma mensagem de boas-novas para as pessoas que andam em trevas e vivem na região da sombra da morte (Isaías 9.2). E somos soldados — com ordens para destruir fortalezas ideológicas e derrubar as mentiras e enganos engendrados pelas forças do mal (2 Coríntios 10.3-5; 2 Timóteo 2.2-4).


Observe atentamente: nossa tarefa como embaixadores é levar as boas-novas às pessoas. Nossa missão como soldados é destruir idéias falsas. Devemos manter esses objetivos no seu devido lugar; não temos o direito de declarar guerra contra as próprias pessoas, nem de entrar em relacionamentos diplomáticos com idéias anti-cristãs. Nossa guerra não é contra a carne e o sangue (Efésios 6.12); nosso dever como embaixadores não nos permite transigir com qualquer tipo de filosofia humana, engano religioso ou outro tipo de mentira nem a nos alinhar com alguma delas (Colossenses 2.8).


Se parece difícil manter essas duas tarefas em equilíbrio e na pers-pectiva adequada, isso acontece porque elas são realmente difíceis.


Judas certamente entendeu isso. O Espírito Santo o inspirou a escrever a sua breve epístola a pessoas que estavam lutando com essas mesmas questões. Contudo, ele as exortou a batalharem diligentemente pela fé, contra toda falsidade, ao mesmo tempo que faziam tudo que lhes era possível para livrarem almas da destruição: arrebatando-as "do fogo... detestando até a roupa contaminada pela carne" (Judas 23).


Somos, portanto, embaixadores e soldados; procuramos alcançar os pecadores com a verdade, ao mesmo tempo que envidamos todos os esforços para destruir as mentiras e outras formas de mal que os mantêm na escravidão mortífera. Esse é um resumo perfeito do dever de todo cristão na guerra pela verdade.


Martinho Lutero, aquele nobre soldado do evangelho, lançou este desafio diante dos cristãos de todas as gerações que o sucederam, ao dizer:


Se, com a voz mais elevada e a exposição mais nítida, eu professar toda porção da verdade de Deus, mas não confessar exatamente o pormenor que o mundo e o Diabo estão atacando naquele momento, não estou confessando a Cristo, ainda que esteja professando-0 com ousadia. Onde a batalha ruge, ali é provada a lealdade do soldado. E ficar firme em todos os demais pontos do campo de batalha é mera fuga e vergonha, se o soldado falhar naquele pormenor.


Autor: John MacArthur


Texto extraído de: http://bereianos.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os perigos no ministério


''Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.'' - II Timóteo 4:6-7.



O apóstolo Paulo, depois de completar o seu ministério fala de sua partida deste mundo. Paulo guardou a fé em dois sentidos: foi obediente à ela, e a transmitiu da maneira como a havia recebido. Paulo perseverou na obra do Senhor mesmo em meio à muitas tribulações (II Co 11:16-33). Muitos daqueles que estão no ministério desistem quando surgem tribulações, lutas e dificuldades. É importante termos o entendimento de que a questão não é apenas começar bem a obra de Deus, mas principalmente terminar bem a obra.


Paulo exorta o seu discípulo Timóteo sobre pelo menos cinco perigos no ministério. Vejamos a seguir:


1- Profissionalismo


É quando ministramos sem lágrimas, com a fé fingida e sem fogo (dom de Deus). Em II Timóteo 1:1-13, fala sobre estes três aspectos:


A) Sem lágrimas (vs 4).


Quando foi a última vez que choramos diante de Deus? Quando foi a última vez que choramos pelos perdidos? O nosso ministério deve ser caracterizado por um coração quebrantado. Inclusive, quando falamos sobre adoração, o seu significado é prostração, rosto no chão ? quebrantamento!


B) Fé fingida (vs 5).


Devemos ter fé e boa consciência naquilo que fazemos (I Tm 1:19-20).


Fé fingida significa pregar aquilo que não creio. O Senhor sempre fala conosco, mas quanto menos dermos atenção à sua voz menos Ele falará, até chegar ao ponto de não escutarmos mais a sua voz, então, perderemos a fé, e como resultado, não iremos mais crer naquilo que pregamos (I Tm 3:9).
Ter boa consciência significa fazer o que é correto aos olhos do Senhor. A boa consciência deve ser avaliada mediante a Palavra de Deus e não apenas na nossa consciência humana (?voz interior?). Nem sempre a nossa consciência nos acusa e isto não significa que estamos corretos.


C) Sem fogo (vs 6).


É quando não existe mais brilho, entusiasmo, unção e paixão pelos perdidos. Cuidado com a indiferença! (II Tm 4:1-5; 1:7).


2- Falta de Lealdade


Vejamos dois aspectos:


A) Falta de lealdade a Palavra de Deus (II Tm 1:13).


Devemos tomar cuidado com os ''modismos'' ou ''movimentos'' que são chamados de ''avivamentos'' que tem surgido nestes dias. A oração e a meditação deve ser a base do nosso ministério (Mt 6:6). Precisamos conhecer a Palavra de Deus e o Deus da Palavra!


B) Falta de lealdade de uns para com os outros (II Tm 1:15-20).


A lealdade traz unidade, e isso agrada a Deus (Sl 133:1-3). Devemos amar e sermos leais aos nossos irmãos (I Co 13:1-13).


3- Comodismo


Estamos muito acomodados na nossa maneira de orar, de ler a Palavra de Deus, de pregar o evangelho, de ministrar, pensando que o que estamos realizando é o suficiente. Mas o Espírito Santo irá romper com estas comodidades nos levando à uma nova maneira de viver. Quando começarmos a conhecer o coração de Deus, sairemos da nossa ''zona de comodidade''. O que é que o Espírito Santo vai tirar de nós para sairmos do comodismo? Ele vai tirar as nossas vaidades, mudar a nossa rotina diária, os nossos valores e conceitos em relação a muitas coisas, e então, seremos transformados!
Iremos sofrer pela causa de Cristo, pois estamos em ''guerra''! Se lutarmos, venceremos e seremos coroados (II Tm 2:1-13). Isto irá requerer esforço, diligência, compromisso e responsabilidade.


4- Falta de Integridade


Ser íntegro significa irrepreensível, inquestionável, de que não tenha do que acusar. Devemos ter boa conduta em tudo que fizermos. Integridade é o que faço quando estou sozinho. Quais são as nossas atitudes quando ninguém está por perto?


Precisamos ser ministros aprovados por Deus (II Tm 2:15-26). Devemos fazer coisas que agradam ao Senhor! Ser usado por Deus não significa ser aprovado por Deus (Mt 7:21-23).


A Bíblia nos mostra muitos exemplos de pessoas que foram usadas por Deus, mas não foram aprovadas por Ele: Sansão, Saul, Jonas, etc. Lembre-se: ''... o Senhor conhece os que são seus...'' (II Tm 2:19).
A verdadeira adoração deve ser vista como um estilo de vida. Deus está mais interessado em quem somos e não no que fazemos!


Porque Deus muitas vezes usa a quem Ele não aprova?


1- Porque Ele é soberano;


2- Para nos ensinar que é por graça e não por méritos;


3- Para que ninguém se glorie.

''sou muito correto, oro muito, leio a Bíblia...'';


4- Para caminharmos em temor e obediência até o fim.

''Ser aprovado hoje não significa que serei aprovado amanhã'';


5- Para seguirmos a Ele e não a homens.

Temos uma tendência de seguirmos a homens.


6- Aparência de Piedade


Significa vida de ''fachada''. O que fala é contraditório ao seu estilo de vida (II Tm 3:1-5).
Ser piedoso é alguém que ama, respeita (reverência) a Deus, e anda no temor do Senhor.


''Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo...'' - II Co 2:15.

Que este bom perfume possa exalar a vida de Cristo para todos os lados!
Deus abençoe!


Por RONALDO BEZERRA

Fonte: http://www.guiame.com.br/