quarta-feira, 3 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Porque a Igreja Existe?
Referência: Jó 4.24 – Ef 4.11-16 – Mt 28.18-20
INTRODUÇÃO
Por que a igreja existe? Por que nos reunimos aqui domingo após domingo? Por que você está aqui e não assistindo fantástico? Por que lê sua Bíblia e é chamado de crente?
A igreja é importante? Qual é sua missão? Qual é seu propósito?
Precisamos saber quem somos para sabermos o que fazer?
I. EM RELAÇÃO A DEUS A IGREJA EXISTE PARA ADORAR
1. Adoração é a maior missão da igreja
A igreja é uma comunidade adoradora. A maior missão da igreja não é fazer missões, mas adorar a Deus. Deus e não o homem é o centro de todas as coisas. Missões existem para salvar um povo que adora.
2. Adoração é centrada em Deus
Apocalipse descreve a igreja adorando aquele que está assentado no trono: ele é soberano, santo e tem as rédeas da história nas mãos.
Apocalipse descreve a igreja adorando o Cordeiro que foi morto. Ele é o leão da tribo de Judá. Ele venceu para abrir o livro e seus sete selos.
3. Adoração tem a ver com conteúdo e não com forma
Não temos uma forma litúrgica na Bíblia. Temos, sim, o povo de Deus adorando a Deus com sinceridade, verdade, alegria.
O culto não é um show nem um funeral. O culto não é uma apresentação para ser visto pelos homens (fariseu no templo orando).
1. Jesus diz para a mulher samaritana que o que adoração não é:
a)Não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4:20) – Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.
b)Não é adoração sem entendimento (Jo 4:22) – Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.
c)Não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26) – Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3).
2. Jesus diz para a mulher samaritana o que a adoração é:
a)A adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24) – O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo.
b)A adoração precisa ser sincera (Jo 4:24) – Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho e sem vida.
Princípio bíblicos para o adorador:
1. O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração
Não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.
A prática da adoração está enraizada na vida do adorador.
A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador.
Exemplo: Caim – Deus rejeitou a vida de Caim antes de rejeitar a oferta e o culto da Caim. Se a nossa vida não estiver certa com Deus, o nosso culto será uma ofensa a Deus.
Isaías 1:14 – “As vossas festas de lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.
E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos, enquanto Deus está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens”.
Não é a grandes talentos que Deus usa, mas a homens piedosos – Vocês são as suas próprias ferramentas. Mantenham-nas afiadas. Mantenham sempre vestes alvas e tenham sempre óleo fresco sobre a cabeça.
2. O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus.
O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”
Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo.
Exemplos: 1) Hofni e Finéias – Trouxeram a Arca da Aliança para o acampamento, símbolo da presença de Deus e mesmo assim, o povo foi derrotado. 2) Amós 5:21-24 – Deus disse: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene”.
3. O adorador precisa entender que um culto ainda que ortodoxo divorciado da vida cotidiana não agrada a Deus
Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual.
O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de louvor e de ministramos que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Rm 12:1).
O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia. Jeremias 7:1-15
4. O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo perdido
O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o culto. Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente.
Deus aconselhou no caso a apagarem o fogo do altar e a fechar a porta da igreja. Estavam perdendo tempo.
A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus? Tocamos e cantamos porque gostamos, ou o fazemos para glorificar aquele que é digno? O fariseu gostava de cantar QUANDO GRANDE ÉS TU diante do espelho.
Ilustração: Magready, o ator inglês e o pregador.
O ministro de música de ONURI.
II. UMA RELAÇÃO A SI MESMA, A IGREJA EXISTE PARA TREINAR OS CRENTES – Ef 4.12-16.
Lutero proclamou o sacerdócio de todos os crentes, mas 500 anos depois a estrutura das igrejas negam isso. Precisamos de uma nova reforma para devolver aos leigos a sua função de ministros da reconciliação. O leigo é o melhor e maior potencial da igreja.
O crescimento espantoso da igreja na Coréia se deve ao treinamento dos leigos para testemunharem.
A igreja de Deus não é apenas uma multidão, mas um corpo bem coordenado, onde cada um exerce sua função e cresce em maturidade.
A igreja existe para nutrir e treinar os crentes. Este é o ponto central da doutrina de Calvino sobre a igreja. Por isso ficar fora da comunhão da igreja é como entregar uma pessoa a Satanás. A comunhão da igreja nos protege.
Deus deu pastores à igreja como mestres (Ef 4.11), a Bíblia como o conteúdo do ensino (2Tm 3.16,17), e um modelo excelente como método de ensino (Cl 1.28,29).
Há, porém, alguns exemplos distorcidos do que é a igreja:
1. A igreja creche – É a igreja onde os crentes são bebês, crianças espirituais que não demonstram maturidade. Uma criança é instável. Uma igreja é centrada em si mesma. Uma igreja tem uma compreensão limitada. Uma igreja depende dos outros para cuidar de si mesma.
2. A igreja Apae – Esta é a igreja aonde os crentes com dez anos ainda tomam mamadeira. O crescimento é retardado.
3. A igreja desnutrida – Uma igreja que come apenas uma vez por semana fica desnutrida.
4. A igreja flácida – Uma igreja que come e dorme; come e não faz exercício torna-se flácida espiritualmente. Não tem músculos. Não tem resistência espiritual. Maturidade não é conhecimento. Maturidade é vida, é caráter transformado à imagem de Cristo.
5. A igreja colônia de férias – O lugar onde gostamos de ir quando não temos uma coisa mais importante para fazer.
6.A igreja platéia – Um lugar aonde vamos para assistir o que acontece. Somos apenas platéia. Assentamo-nos, assistimos e vamos embora sem nenhum envolvimento.
7. A igreja clube – Um lugar onde pagamos nossa cota, para que tenhamos um ambiente limpo, gostoso e confortável. Lugar onde gostamos de ir com a família ter um tempo agradável e edificante. A igreja não é uma praça de entretenimento espiritual.
8. A igreja não é um prédio onde nos reunimos – Depois que o véu do templo se rasgou de alto a baixo, sempre que o novo testamento se refere ao templo de Deus está falando do nosso corpo. Agora somos nós e não um prédio que é cheio do Espírito Santo.
O que é a igreja?
1. A igreja é um corpo – que tem muitos membros. Cada membro exerce o seu trabalho, sua função. Mesmo os membros que não aparecem, têm uma função fundamental para a saúde do corpo. Três coisas são importantes aqui:
a)Unidade – Os membros são diversos, mas há um só corpo. Estamos todos ligados à mesma cabeça.
b)Diversidade – Nós somos diferentes uns dos outros, mas pertencemos ao mesmo corpo.
c)Mutualidade – Há dois perigos: complexo de superioridade e complexo de inferioridade.
2. A igreja um corpo de leigos treinados para servir uns aos outros – Efésios 4.11-18
Hoje a igreja tem pastores que são vocacionados e treinados para fazer o trabalho. Mas o papel dos líderes é treinar os santos para o desempenho do ministério. Somos todos sacerdotes reais. Precisamos de uma nova reforma, onde todos os crentes possam ser treinados para o serviço.
Jesus investiu a maior parte do seu tempo treinando os doze discípulos – A igreja não é uma massa de pessoas; ela é a comunidade dos discípulos, ou seja, de pessoas treinadas para servir uns aos outros.
Discipulado não é conhecimento, é vida, é caráter – Estaremos enganados se pensarmos que esse treinamento é apenas transmissão de conhecimento. Poderemos ter muitos estudos bíblicos e conhecermos profundamente a teologia e não sermos treinados para o serviço. Maturidade é vida. Quando Jesus mandou fazer discípulos disse que devemos ensinar a guardar.
Crescimento numérico sem vida não é crescimento saudável da igreja – A expansão contínua das igrejas sem ensino profundo enfraquecerá as igrejas no futuro. Precisamos evitar dois extremos: numerolatria e numerofobia.
III. EM RELAÇÃO AO MUNDO A IGREJA EXISTE PARA TESTEMUNHAR – At 1.8; Mt 28.18-20.
1. A maioria dos crentes não sabe o que é testemunhar
Apenas 5% dos crentes já levaram uma pessoa a Cristo.
Atos 1.8 – Quando os crentes são revestidos com o Espírito Santo, eles recebem poder para testemunhar. Não apenas os apóstolos testemunhos, mas todos os crentes.
Atos 8.1-4 os crentes foram pregando a Palavra. Os crentes é que estão envolvidos com os descrentes todos os dias e são eles que devem testemunhar.
a)A igreja como sal – Influência invisível.
b)A igreja como luz – Influência visível.
c)A igreja como perfume – Influência notada.
2. A evangelização é resultado da apostolicidade da igreja toda
O trabalho de testemunhar não ficou limitado aos apóstolos. A igreja toda é herdeira dos apóstolos no sentido de dar continuidade à missão apostólica, ou seja, pregar o evangelho até os confins da terra. Estevão e Filipe eram diáconos, mas tornaram-se pregadores ungidos. O povo todo ao ser disperso, ia pregando a Palavra.
Isaías 44.5 fala do compromisso de todo aquele que foi revestido com o poder do Espírito de falar e viver.
Philip Schaff, historiador da igreja afirmou: “Não havia sociedades missionárias, nem instituições missionárias, nenhum esforço organizado nos três primeiros séculos; e em menos de 300 anos a população toda do império romano, que representava o mundo civilizado, foi nominalmente cristianizada. Cada congregação foi uma sociedade missionária, e cada cristão um missionário inflamado pelo amor de Cristo para converter seu amigo. Cada cristão contou a seu próximo, o trabalhador ao seu companheiro de trabalho, o escravo a seu amigo escravo, o servo a seu mestre e mestra, a história da sua conversão, como um marinheiro conta a história do resgate de um naufrágio”.
a)Tarefa imperativa – É ordem. A história do Sr. João que evangelizou duas tribos da Amazônia.
b)Tarefa intransferível – O anjo pergunta a Jesus. Alexandre Duff, missionário presbiteriano escocês na Índia.
c)Tarefa impostergável – O índio pergunta: Por que você não veio antes?
3. Fazer discípulos é a essência da grande comissão – Mt 28.19
a)O discipulado é dinâmico – Indo
b)O discipulado é prático – ensinando a guardar
c)O discipulado é integrador – batizando.
4. O lar deve ser o centro nevrálgico do testemunho do evangelho
A igreja primitiva não tinha templos.
Ela crescia através de suas reuniões nos lares. O lar dos crentes eram congregações, onde o evangelho era vivido e testemunhado com poder.
Paulo testificava de casa em casa.
Todas as igrejas que crescem saudavelmente têm voltado sua atenção para o ministério leigo e para o testemunho e nutrição dos crentes em grupos pequenos.
Exemplo: A Igreja Presbiteriana Sarang iniciou em 1978 com John Oaks e tem hoje 30.000 membros.
CONCLUSÃO
Para que a sua igreja existe?
Para que você existe?
Adoração, treinamento e testemunho não podem viver separadamente.
Reverendo Hernandes Dias Lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/
Porque Temos Medo de Julgar?
A Igreja deve estar no mundo como um navio no oceano; todavia, quando o oceano inunda o navio, este passa por gran des dificuldades, tendendo a afundar. Temo que o navio evan gélico esteja afundando. O mundo está se infiltrando tão rapidamente na Igreja, que ficamos imaginando por quanto tempo a embarcação poderá ficar flutuando. A Igreja, que é chamada para influenciar o mundo, encontra-se influencia da por ele.
Se nós, na função de representantes de Cristo, mal nos mantemos flutuando, como esperaremos salvar uma socie dade que está afundando? Aceitamos os valores do mundo; seu entretenimento, sua moral, suas atitudes. Também aceitamos sua tolerância, sua insistência em nunca desafiarmos as convicções particulares das pessoas, quer dentro quer fora da Igreja. Diante das pressões culturais, ficamos confusos, hesitantes em agir, incapazes de dar um testemunho amoro so, mas convincente, ao mundo.
Claro que também há muitos sinais esperançosos em nossa - (Perdemos a nossa competência de julgar o mundo porque perdemos a competência de nos julgar) - cultura Há igrejas e indivíduos que estão causando grande impacto em prol do evangelho, e por isto so mos gratos. Contudo, em sua mai oria, como cristãos, nos estabele cemos num tipo confortável de cristianismo que exige muito pou co e, por sua vez, faz pouca diferença na cultura mais ampla. Quando o mundo dá um passo em nossa direção, nós o abraçamos sem remorso. Porém, a igreja que fez as pazes com o mundo é incapaz de mudá-lo.
Hoje, há o mito que diz que o mundo é mais tolerante que outrora, porque aceita "ambos os pontos de vista". Se numa das esquinas de nossa cidade alguém perguntar: "O que você acha de Jesus Cristo?", receberá, provavelmente uma resposta favorável. Ele seria descrito como um bom mestre ou como alguém que nos ensinou sobre o amor. Entretanto, temos certeza de que o mundo fala bem dEle, porque na verdade não compreende quem de fato foi (e é) Jesus, e por que veio a terra.
Ouça as próprias palavras de Jesus: "Se o mundo vos abor rece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece" (Jo 15.18,19). Em geral, o mundo de hoje,só tem uma opinião favorável em relação a Cristo porque o interpreta mal.
Lembre-se deste axioma: Quanto mais o mundo entende o propósito da vinda de Jesus, mais o odeia. O que o mundo valoriza, Cristo menospreza; o que Ele ama, o mundo odeia. Anos atrás, F. B. Meyer escreveu: "Entre tais opostos irreconciliáveis como a Igreja e o mundo não pode haver senão antagonismo e discussão. Cada um estima e busca o que o outro rejeita por ser desprezível. Cada um é dedicado a fins que são hostis aos mais preciosos interesses do outro". E veja só, a maioria dos cristãos acha que é possível seguir Jesus sem abandonar os princípios que o mundo nos apresenta.
Gerações atrás, ouvíamos sermões intitulados "Separação Bíblica", quer dizer, pregações sobre a convicção que temos de nos separar do que desagrada a Deus e de nos comprometer com os valores e crenças da Bíblia.
Minha geração afirmou ser mais sábia que nossos pais. Dissemos que a lista de "pecados mundanos" era artificial e que tínhamos de tomar nossas próprias decisões sobre esses assuntos. Os cristãos mais velhos, que conheciam o coração melhor que nós, avisaram que se começássemos a tolerar o mundanismo desencadearíamos um "efeito dominó" e chega ria o dia em que a Igreja ficaria cheia de "crentes mundanos".
Esse dia é hoje.
As pesquisas de opinião pública mostram que a diferença entre a Igreja e o mundo é, de certa forma, indistinguível. Os pecados que estão no mundo acham-se na Igreja: imora lidade, pornografia, entretenimento picante, materialismo, etc. Oficialmente, acreditamos que sem confiar em Jesus como Salvador as pessoas estão perdidas; extra-oficialmente, agi mos como se o que as pessoas crêem e o modo como real mente se comportam não tivessem importância. Não é de admirar que nossa luz tenha ficado tremeluzente e nosso sal tenha perdido o sabor.
Muitos reputam que não temos o direito de julgar o estilo de vida ou crenças de quem quer que seja. Nosso compromisso com o individualismo radical e a privatização da fé nos deixou propensos a 'Viver e deixar viver" sem discussão, avaliação ou repreensão. Perdemos a competên cia de julgar o mundo porque perdemos a competência de nos julgar. Afirmamos certos princípios e, depois, agimos como se eles não importassem.
Não é de admirar, na minha opinião, que o versículo mais citado da Bíblia não seja: "Porque Deus amou o mundo" (Jo 3.16), mas: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mt 7.1). Mesmo nos círculos evangélicos chegamos a ouvir: "Quem é você para julgar?" A implicação clara da
pergunta é que não temos o direito de dizer: "Este estilo de vida é errado", ou: "Isto é heresia", ou ainda: "Este pregador é um falso mestre". A frase que melhor descreve nossa cultura é: Qualquer coisa serve!!!
Como chegamos a isso?
Por que achamos tão difícil dizer que algumas opiniões religiosas são erradas? Ou que alguns tipos de comportamento são pecaminosos? Por que permitimos que tanto de Hollywood entre em nossas casas, fingindo que nós e nossas famílias não somos influenciados pela indústria de entreteni mento? Por que permitimos que falsos mestres e profetas pros perem sem advertirmos o povo de Deus? Por que há várias formas de ocultismo em prática? Estas são apenas algumas questões.
Precisamos ter um entendimento melhor de como as idéias prevalecentes da cultura têm influenciado a Igreja. Talvez venhamos a desco brir que somos mais afetados pelo mundo do que percebe mos. Antes de nos dedicarmos a falar sobre nossa responsa bilidade como membros da Igreja, temos de entender os de safios que confrontamos no mundo que nos cerca. (A VERDADE DESAPARECEU E POUCOS NOTARAM) -
Vivemos em uma sociedade pós-moderna, mas o que isso significa? E como o pós-modernismo influencia a Igreja?Toda geração tem de lutar suas próprias bata lhas; às vezes, as aflições que uma sofre são as mesmas da anterior, porém com freqüência os assuntos são diferentes. Mas cada geração tem de confrontar o inundo, mudá-lo ou ser mudada por ele.
Hoje nossos desafios são singulares, porque nenhuma geração foi influenciada pela tecnologia como a nossa. So mos bombardeados com televisão, a revolução do vídeo e a Internet. Talvez nenhuma geração teve tantas oportunidades como a nossa; nem tantas armadilhas. E no meio disso tudo, receio que nos afastamos muito do que é bom em direção ao que é trivial e até mesmo irracional. Em nossos dias, houve uma mega-mudança de pensamento; esta geração percebe a realidade de modo diferente, se comparada às gerações pas sadas. As pessoas, na maioria, não vêem a vida do modo como a viam, e nós cristãos também não.
Vamos fazer uma breve excursão ao que se chama mente pós-moderna, de forma que possamos entender melhor os desafios diante de nós. Depois, perguntaremos como somos influenciados pelo mundo e o que pode ser feito a respeito.
Caindo na Decadência
A verdade desapareceu e poucos notaram. Diante de nos sos olhos, as antigas formas de pensamento estão se esmigalhando, e em seu lugar encontramos novas maneiras de ver e conhecer o mundo. Crescemos com suposições que estão sendo descartadas, e em seu lugar acham-se novas conjeturas que oferecem resistência direta ao evangelho cristão. Talvez não seja muito forte dizer que a guerra foi declarada no pas sado a favor de um novo futuro bravio.
Não podemos entender o pós-modernismo, a menos que entendamos o que era (e é) o modernismo. O modernismo ( A VERDADE HOJE É DEFINIDA COMO MINHA OPINIÃO PESSOAL DA REALIDADE) - era a crença de que a razão tinha o poder de compreender o mundo; a mente humana, pensava-se, tem a ha bilidade de interpretar a realidade e descobrir valores abrangentes. Havia um otimismo, acreditava-se no pro gresso, na convicção de que a ciência e a história pudessem nos conduzir a várias verdades que nos ajudariam a interpretar a realidade. O modernismo atacava a religião, particularmente o cristianismo, porque achava que este estava cheio de superstições. Pelo menos o modernismo acreditava que a verdade existia e não temia dizê-lo.
Veio o pós-modernismo.
A noção contemporânea é que a razão fracassou em dar sentido ao mundo. Dizem que o modernismo não tem os blocos construtivos necessários para construir um sistema de verdades que seja aplicável a todas as culturas. A antiga suposição de que há verdade objetiva deve ser substituída pela noção de que, na realidade, não há "verdade" — se por verdade quisermos dizer valores aplicáveis a todas as cultu ras e em todas as épocas. A verdade, se é que existe, não existe "lá fora" para ser descoberta, mas é simplesmente mi nha própria resposta pessoal aos dados quê me são apresen tados. Eu não descubro a verdade, eu sou a fonte da verdade.
Enquanto o modernismo atacava a religião tachando-a de superstição, o pós-modernismo aceita todas as religiões e considera todos os tipos de superstições. Qualquer espiritualidade agora é aceita sem sequer haver uma indica ção de que um ponto de vista seja errado e outro certo. Visto que a verdade hoje é definida como minha opinião pessoal da realidade, segue-se que temos qualquer número de "verdades" — aproximadamente uma para cada pessoa no mundo.
Teoricamente, o pós-modernismo diz que não há padrão independente de certo ou errado, não há padrão indepen dente de verdade e erro. Contudo, visto que somos seres morais, nem mesmo os pós-modernistas podem descartar todos os julgamentos morais. Quando os pós-modernistas vêem algo de que não gostam, eles têm novos meios de des crever o que vêem; eles inventam noções que substituem o conceito da verdade.
Essas novas formas de pensamento mudaram o diálogo em nosso mundo moderno. Temos de entender melhor nos sa cultura se desejamos desafiá-la.
Autor: W. Lutzer
Fonte: http://bereianos.blogspot.com/
segunda-feira, 1 de março de 2010
Super resumo da Espiritualidade Alheia
A maneira com que as pessoas se relacionam com o culto comunitário a Deus reflete necessariamente a natureza do relacionamento que possuem com a pessoa de Jesus. Simples assim.
Tentativas de se criar processos que facilitem a caminhada com o evangelho podem ser os maiores inimigos da multiplicação de uma fé genuína. Isso ocorre por que as pessoas nascem com uma tendência natural de valorizar o lado místico das coisas, quase sempre desprezando a compreensão que poderiam obter através de suas ações.
Conheço muitas pessoas que pensam que o culto é o produto final daquilo que é a função da igreja na vida das pessoas. Por este conceito estar invertido, criamos tantas anomalias espirituais… como os parasitas (ou vampiros), que semana após semana recarregam suas energias sugando tudo que podem… seja nas palavras que convém, seja na oração de encerramento; ou como os anestesiados que, indiferente de qualquer coisa que Deus queira fazer, já estão confortáveis em se relacionar com o evangelho e com as demais pessoas dentro de limites considerados seguros.
E esta análise não é novidade alguma. Da multidão que se aglomerava para ouvir pessoalmente os ensinos de Jesus, o que mais havia era gente destes dois grupos. Quantos não o seguiram com o intuito de usufruirem das multiplicações de pães, da cura das doenças e demais milagres? E quantos o seguiram por que ele estava na moda? Ambos os grupos naufragaram antes da conclusão da obra da cruz.
Igualmente nós, precisamos saber em que grupo estamos.
Uma vez compreendendo que nossa vivência com o evangelho não deve se dar mais nestes níveis superficiais, estaremos aptos a manifestar a natureza de nossa vocação. Os condenados caminhando velozmente para a perdição inevitável. E os santificados, mesmo tentando seguir o curso da vontade deste mundo, não conseguindo se distanciar da obra redentora da cruz. A diferença entre os dois é sutil… mas reveladora!
Com a compreensão de que fazemos parte dos “salvos”, agora expressaremos nossa espiritualidade em função de nosso relacionamento com a pessoa de Jesus. Nossa adoração se dará em cada pequeno detalhe. E contaminaremos as reuniões públicas e as enfadonhas reuniões sociais/políticas que esta geração insiste em chamar de igreja.
Uma fé genuína não é aquela que vê virtude na desgraça que a igreja se tornou. Mas é aquela que ignora a instituição hipócrita e continua trabalhando onde as pessoas vivem. A igreja deve estar onde as pessoas estão.
Autor: Ariovaldo Jr.
Fonte: http://www.ariovaldo.com.br/
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