quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Uma Igreja sem Prioridades




Por Luís Ramos

É interessante como nos dias de hoje a igreja que se diz cristã esta sem prioridades em sua postura.
Prioridade: qualidade daquilo ou de quem é o primeiro.
Dar prioridade a alguma coisa é o mesmo que colocar ela em primeiro lugar como objetivo principal dos esforços.
É possível notar que na maioria das igrejas evangélicas de hoje há uma grande inversão de princípios e valores, não valorizando o grande mandamento de Jesus.
Por que falta de prioridades? É simples, o maior mandamento de Jesus esta registrado em Marcos 16:15 que diz E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.  

O que mais vemos nas igrejas hoje em dia é surgirem ministérios e grupos de louvores aos montes, olha se colocarmos na internet uma busca sobre louvor e adoração vai aparecer milhares de links de ministérios de louvor e adoração.
Você pode estar se perguntando, qual o problema há nisso? Nenhum.
Mas você já reparou que todas as igrejas têm um ministério ou um grupo de louvor e que poucas ou quase nenhuma igreja pra ser mais exato tem um missionário que foi formado nesta igreja.
Sempre vemos as igrejas investindo em seminários e treinamentos de louvor o que não é errado, pois são válidos os investimentos para a capacitação dos ministérios, mas quase ou nunca vemos as igrejas investindo na formação e capacitação de missionários, você já parou pra pensar nisso?
E o pior é que muitos desses grupos de louvor e adoração estão mais preocupados em alcançar um lugar na mídia do que realmente adorar e levar pessoas a adorar a Deus, sem contar que as letras da maioria das músicas cristãs de hoje em dia são totalmente sem respaldo bíblico com letras como pisa na cabeça do diabo, meda isso me da aquilo e por ai vai, bom melhor parar por ai isso daria outro artigo.

Se perguntarmos pra maioria dos membros da igreja em que área da igreja pretende trabalhar a maioria vai escolher o louvor e quase ninguém ou ninguém vai querer trabalhar com missões, o mesmo acontece se for aberto um trabalho na igreja para ensinar a tocar um tipo de instrumento vão aparecer bastante interessados, mas se montar um trabalho com o objetivo de treinar pessoas que queiram ser treinadas para serem missionários terão poucos interessados.

O interessante é que quando penso em louvor e adoração me vem à mente o maior exemplo de adoração Jesus. Sim Jesus é o maior exemplo de adoração, pois adoração é estilo de vida e não apenas música, música é apenas uma ferramenta da adoração.
E qual foi à maior atitude de adoração de Jesus?
Foi entregar a sua vida para propiciar salvação para a humanidade.
Ou seja, Jesus foi um verdadeiro missionário deixando o lar celestial do Pai por amor aos perdidos. Entende o que eu quero dizer agora?

Não é errado investir em grupos de louvor e adoração, mas sim a falta de critérios com que isso tem feito é que é errado.

Já esta na hora da igreja que se diz cristã e seguidora de Cristo nos dias de hoje analisar se as prioridades que estão sendo adotadas realmente estão agradando a Deus.

Pense nisso Deus Abençoe.

Morra pela Verdade! - C. H. Spurgeon




O Evangelho é mais precioso que nossas vidas. Paulo disse que, em comparação com o seu grande propósito de pregar o evangelho, não considerava sua preciosa para si mesmo; mas temos certeza de que Paulo valorizava a sua própria vida.





Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um Evangelho Escandaloso - Paul Waher



“Não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16

Paulo, na carne, tinha razões para se envergonhar do Evangelho que pregava, porque contradizia tudo o que se cria ser verdadeiro e sagrado entre os seus contemporâneos. Para os judeus, o Evangelho era a pior blasfêmia porque reivindicava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os gregos, era o pior absurdo porque reivindicava que este Messias Judeu era Deus feito carne. Assim, Paulo sabia que quando abrisse a boca para falar o Evangelho, seria completamente rejeitado e ridicularizado, desprezado, a menos que o Espírito Santo interviesse e se movesse nos corações e mentes dos seus ouvintes. Nos nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ultrajante, pois ainda contradiz os princípios, ou os “-ismos”, da cultura contemporânea: o relativismo, o pluralismo e o humanismo.

NÃO É TUDO RELATIVO

Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não há absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens que buscam a verdade, mas executamos em praça pública qualquer um que seja arrogante o suficiente para acreditar que a encontrou. Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-governo). Odeia a Deus porque Ele é Justo, e odeia as Suas leis porque censuram e restringem a sua maldade. Ele odeia a verdade porque revela o que ele realmente é. Ele quase acaba com o que ainda permanece na sua consciência. Portanto, o homem decaído busca empurrar a verdade – especialmente a verdade sobre Deus – para o mais longe possível. Ele vai até onde for preciso para suprimir a verdade, mesmo a ponto de fingir que tal coisa não existe ou que, se existe, não pode ser conhecida nem ter alguma coisa a ver com as nossas vidas. Não é Deus que se esconde, é o homem. O problema não é o intelecto, é a vontade. Como um homem que esconde a sua cabeça na areia para evitar o ataque de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e os Seus absolutos morais, na esperança de silenciar a sua consciência e de esquecer o julgamento que ele sabe ser inevitável. O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto “sono” para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo.

NÃO ESTÃO TODOS CORRETOS

Vivemos numa era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe fim à verdade, declaram do que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito à religião. Pode ser difícil para o cristão contemporâneo entender, mas os cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram marcados e perseguidos como se fossem ateus. A cultura que os envolvia estava imersa em teísmo. O mundo estava cheio de imagens de deuses, a religião era um negócio crescente. Os homens não só toleravam os deuses uns dos outros, como também os trocavam e partilhavam. O mundo religioso ia muito bem até chegarem os cristãos e declararem que “deuses feitos com as mãos não são deuses.” Eles negaram aos Césares as honras que eles exigiam, recusaram dobrar os joelhos aos outros ditos “deuses”, e confessaram Jesus apenas como Senhor de tudo. O mundo inteiro assistiu boquiaberto a tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância dos cristãos à tolerância.
Este mesmo cenário abunda no nosso mundo hoje em dia. Contra toda a lógica, dizem-nos que todas as posições em relação à religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferente se contraditórias possam ser. O aspecto mais espantoso de tudo isto é que, através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, isto rapidamente se tornou a opinião da maioria. Contudo, o pluralismo não lida com o problema nem cura a maleita. Apenas anestesia o paciente para que já não sinta nem pense mais. O Evangelho é um escândalo porque desperta o homem do seu sono e recusa-se a deixá-lo descansar numa base tão ilógica. Força-o a chegar a alguma conclusão – “Até quando vão coxear entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas se é Baal, sigam-no.”
O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho. 3 E todos os outros caminhos não são o caminho. Se o cristianismo desse mais um pequeno passo que fosse no sentido de um ecumenicalismo mais tolerante, e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo desapareceria; o mundo e o cristianismo podiam ser amigos. Contudo, quando isto acontecer, o cristianismo deixou de ser cristianismo. Cristo é negado e o mundo fica sem Salvador.

O HOMEM NÃO É A MEDIDA


Vivemos numa era de Humanismo. Nas últimas décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus da sua consciência e da sua cultura. Derrubou todos os altares visíveis ao “Único Deus Vivo” e ergueu monumentos para si mesmo, com o zelo de um religioso fanático. Fez de si próprio o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Louva o seu mérito inato, exige honra à sua auto-estima e promove a sua auto-satisfação e auto-realização como o maior bem. Justifica a sua consciência culpada com os resquícios de uma antiquada religião de culpa. Procura livrar-se de qualquer responsabilidade pelo caos moral que o envolve, culpando a sociedade, ou pelo menos a parte da sociedade que ainda não atingiu o seu nível de entendimento. A mínima sugestão de que a sua consciência pudesse estar certa no seu testemunho contra ele, ou que ele pudesse ser responsável pelas quase infinitas doenças que há no mundo, é impensável. Por este motivo, o Evangelho é um escândalo para o homem decaído, pois expõe a sua ilusão acerca de si mesmo e convence-o da sua situação decaída e da sua culpa. Esta é, essencialmente, a “primeira ação” do Evangelho; é por isso que o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Arruína a sua festa – estraga prazeres – destrói a sua fantasia e expõe que “o rei vai nu”.
As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço”4 e “loucura” para os homens, em todas as gerações e culturas. Contudo, tentar remover o escândalo da mensagem é invalidar a cruz de Cristo e o seu poder salvador. Temos que entender que o Evangelho não apenas é escandaloso, mas que é suposto que o seja!Através da loucura do Evangelho, Deus destruiu a sabedoria dos sábios, frustrou a inteligência das grandes mentes e abateu o orgulho de todos os homens, para que no fim nenhuma carne se possa gloriar na Sua presença, mas como está escrito: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”
O Evangelho de Paulo não só contradizia a religião, a filosofia e a cultura dos seus dias, mas declarava-lhes guerra. Recusava tréguas ou tratados com o mundo e satisfazia-se com nada menos do que absoluta rendição da cultura ao senhorio de Jesus Cristo. Fazemos bem em seguir o exemplo de Paulo. Temos que ser cuidadosos para evitar qualquer tentação de conformarmos o nosso Evangelho às modas de hoje ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de deturpar, de suavizar a sua ofensa nem de civilizar as suas exigências radicais, para o tornarmos mais atraente a um mundo caído ou a carnais membros de igrejas. As nossas igrejas estão cheias de estratégias para serem mais “agradáveis”, pondo o Evangelho noutra embalagem, removendo a pedra de tropeço e amaciando o gume da espada, para ser mais aceitável aos homens carnais. Devemos ser sensível ao que busca, mas devemos perceber que: há só Um que busca e este é Deus. Se nos esforçamos para fazer nossas igrejas e mensagens confortáveis, façamos confortáveis para Ele. Se quisermos erguer uma igreja ou ministério, vamos fazê-lo com uma paixão por glorificar a Deus e com um desejo de não ofender a Sua glória. Não importa o que o mundo vai pensar de nós! Não buscamos honras na terra, mas a honra do céu deve ser o nosso desejo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Como Jesus me vê quando eu erro?























Por Diego Medeiros

Deus passou a ministrar em meu coração esta noite sobre como ele vê as nossas falhas. Deus ama o pecador, mas Ele odeia o pecado, e é por isto mesmo que Ele morreu pagando o pecado, para se aproximar do pecador. Não venho falar isto para que você se conforme no pecado, mas venho mais uma vez falar que para sermos santificados precisamos estar na presença Dele. 
Enquanto Deus falava comigo, eu comecei a me perguntar em como ele andou tanto tempo com homens tão falhos, nós sabemos que os discípulos que Cristo escolheu não eram religiosos, não eram os bons garotos, assim como os soldados que o rei Davi escolheu pra montar seu exercito, homens sem moral e até mesmo sem amor próprio. 
Jesus escolheu homens violentos, ladrões, mentirosos, covardes. 

Mas o que fez com que Jesus ficasse ali por três anos pacientemente com eles?

A resposta me veio claramente da parte do Senhor. Quando Jesus olhava pra Pedro, ele não via Pedro covardemente negando a Jesus por três vezes, mas via Pedro corajosamente morrendo pelo evangelho, via Pedro morrendo por não nega-lo. 
E este é o mesmo motivo pelo qual Jesus não desiste de mim e de você, quando Jesus olha pra nós, ele não nos vê negando-o com nossos pecados, mas ele vê o nosso futuro, negando a nós mesmos para não negar o nome Dele. 
Tudo que temos a fazer é confessar diante Dele as nossas falhas, e clamar que ele nos ensine a negar a nós mesmos e não a Ele. Mas lembrando que negar a nós mesmos é uma questão de escolha, este é o culto racional a Deus, onde escolhemos abandonar o nosso pecado, porque isto cabe a nós, esta é uma escolha que temos que fazer, não podemos esperar que algo mágico aconteça pra que deixemos o pecado, mas podemos contar com uma capacitação especial que vem Dele, esta capacitação nós somente conseguimos quando confessamos o nosso pecado e passamos tempo sendo transformados de gloria em gloria a imagem Daquele que nos criou.

Na casa do pão não há pão!



Por Walter Neto

Migalhas imaginárias das padarias sem pão? A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na Igreja moderna. Estamos como padarias abertas, mas que não têm pão. Além disto, não estamos, realmente, interessados em vender pão. Apenas gostamos do bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Na verdade, fico imaginando, será que ao menos sabemos se o Senhor está aqui ou não. E se está, o que Ele está fazendo? Onde Ele está indo? Será que sabemos, pelo menos, quando Ele está na cidade?

No dia em que Jesus realizou o que chamamos de Entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, Seu trajeto através da cidade, provavelmente, o fez passar perto da porta do templo de Herodes. Acredito que o que deixou os fariseus indignados, na passagem registrada em João 12, foi a perturbação de seu culto religioso dentro do templo.
Posso ouvi-los reclamando: “O que está acontecendo? Vocês estão perturbando o sumo sacerdote! Não sabem o que estamos fazendo? Estamos tendo um importante culto de oração aqui dentro. Sabe por que estamos orando? Estamos orando pela vinda do Messias! E vocês têm a audácia de fazer este desfile barulhento e nos perturbar?! E quem é o responsável por todo esse tumulto?”
Está vendo aquele moço montado no jumentinho?

Eles perderam a hora de sua visitação. O Messias já estava na cidade e eles não sabiam. O Messias passou em sua porta, enquanto estavam lá dentro orando para que Ele viesse. O problema era que Ele não veio da forma esperada. Eles não O reconheceram. Se Jesus estivesse em um cavalo branco, ou em uma carruagem real, com soldados à sua frente, os fariseus e os sacerdotes teriam dito:' “Deve ser Ele.” Infelizmente eles estavam mais interessados em ver o Messias derrubar o jugo do Império Romano do que o jugo espiritual que se transformara em uma praga entre seu povo.

Deus está pronto para Se manifestar, mesmo que precise Se desviar de nossas igrejas para manifestar-Se em bares! Seríamos sábios em lembrar que Ele já fez isto antes, ao se desviar da elite religiosa para jantar com os pobres, os profanos e as prostitutas. A Igreja do Ocidente e a Igreja Americana, em particular, têm exportado seus programas sobre Deus para o mundo inteiro, mas é hora de aprender que tais programas não significam avanço espiritual. O que precisamos é da presença de Deus. Precisamos tê-la, não importa o que aconteça, de onde venha ou o quanto custe. E o Senhor quer vir, mas do Seu jeito, não do nosso. Até que Ele venha, a ausência de “maravilhas” vai assombrar a Igreja.

Eu e alguns amigos aqui da igreja compramos esse livro, e vimos nele que há uma fome nas pessoas que o mundo não pode saciar, e se nós tivermos o alimento que é a palavra de Deus, as pessoas buscaram em outras coisas, que a cada dia você possa se saciar com o Pão da Presença que é a intimidade com Deus através de Jesus...Amém!

Podemos estar aqui dentro orando para que o Senhor venha enquanto Ele passa lá fora. Pior que isto, os que estão aqui O perdem enquanto os que estão do lado de fora marcham com Ele!... " (Os Caçadores de Deus - Tommy Tenney).