terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um Evangelho Escandaloso - Paul Waher



“Não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16

Paulo, na carne, tinha razões para se envergonhar do Evangelho que pregava, porque contradizia tudo o que se cria ser verdadeiro e sagrado entre os seus contemporâneos. Para os judeus, o Evangelho era a pior blasfêmia porque reivindicava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os gregos, era o pior absurdo porque reivindicava que este Messias Judeu era Deus feito carne. Assim, Paulo sabia que quando abrisse a boca para falar o Evangelho, seria completamente rejeitado e ridicularizado, desprezado, a menos que o Espírito Santo interviesse e se movesse nos corações e mentes dos seus ouvintes. Nos nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ultrajante, pois ainda contradiz os princípios, ou os “-ismos”, da cultura contemporânea: o relativismo, o pluralismo e o humanismo.

NÃO É TUDO RELATIVO

Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não há absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens que buscam a verdade, mas executamos em praça pública qualquer um que seja arrogante o suficiente para acreditar que a encontrou. Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-governo). Odeia a Deus porque Ele é Justo, e odeia as Suas leis porque censuram e restringem a sua maldade. Ele odeia a verdade porque revela o que ele realmente é. Ele quase acaba com o que ainda permanece na sua consciência. Portanto, o homem decaído busca empurrar a verdade – especialmente a verdade sobre Deus – para o mais longe possível. Ele vai até onde for preciso para suprimir a verdade, mesmo a ponto de fingir que tal coisa não existe ou que, se existe, não pode ser conhecida nem ter alguma coisa a ver com as nossas vidas. Não é Deus que se esconde, é o homem. O problema não é o intelecto, é a vontade. Como um homem que esconde a sua cabeça na areia para evitar o ataque de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e os Seus absolutos morais, na esperança de silenciar a sua consciência e de esquecer o julgamento que ele sabe ser inevitável. O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto “sono” para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo.

NÃO ESTÃO TODOS CORRETOS

Vivemos numa era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe fim à verdade, declaram do que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito à religião. Pode ser difícil para o cristão contemporâneo entender, mas os cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram marcados e perseguidos como se fossem ateus. A cultura que os envolvia estava imersa em teísmo. O mundo estava cheio de imagens de deuses, a religião era um negócio crescente. Os homens não só toleravam os deuses uns dos outros, como também os trocavam e partilhavam. O mundo religioso ia muito bem até chegarem os cristãos e declararem que “deuses feitos com as mãos não são deuses.” Eles negaram aos Césares as honras que eles exigiam, recusaram dobrar os joelhos aos outros ditos “deuses”, e confessaram Jesus apenas como Senhor de tudo. O mundo inteiro assistiu boquiaberto a tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância dos cristãos à tolerância.
Este mesmo cenário abunda no nosso mundo hoje em dia. Contra toda a lógica, dizem-nos que todas as posições em relação à religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferente se contraditórias possam ser. O aspecto mais espantoso de tudo isto é que, através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, isto rapidamente se tornou a opinião da maioria. Contudo, o pluralismo não lida com o problema nem cura a maleita. Apenas anestesia o paciente para que já não sinta nem pense mais. O Evangelho é um escândalo porque desperta o homem do seu sono e recusa-se a deixá-lo descansar numa base tão ilógica. Força-o a chegar a alguma conclusão – “Até quando vão coxear entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas se é Baal, sigam-no.”
O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho. 3 E todos os outros caminhos não são o caminho. Se o cristianismo desse mais um pequeno passo que fosse no sentido de um ecumenicalismo mais tolerante, e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo desapareceria; o mundo e o cristianismo podiam ser amigos. Contudo, quando isto acontecer, o cristianismo deixou de ser cristianismo. Cristo é negado e o mundo fica sem Salvador.

O HOMEM NÃO É A MEDIDA


Vivemos numa era de Humanismo. Nas últimas décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus da sua consciência e da sua cultura. Derrubou todos os altares visíveis ao “Único Deus Vivo” e ergueu monumentos para si mesmo, com o zelo de um religioso fanático. Fez de si próprio o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Louva o seu mérito inato, exige honra à sua auto-estima e promove a sua auto-satisfação e auto-realização como o maior bem. Justifica a sua consciência culpada com os resquícios de uma antiquada religião de culpa. Procura livrar-se de qualquer responsabilidade pelo caos moral que o envolve, culpando a sociedade, ou pelo menos a parte da sociedade que ainda não atingiu o seu nível de entendimento. A mínima sugestão de que a sua consciência pudesse estar certa no seu testemunho contra ele, ou que ele pudesse ser responsável pelas quase infinitas doenças que há no mundo, é impensável. Por este motivo, o Evangelho é um escândalo para o homem decaído, pois expõe a sua ilusão acerca de si mesmo e convence-o da sua situação decaída e da sua culpa. Esta é, essencialmente, a “primeira ação” do Evangelho; é por isso que o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Arruína a sua festa – estraga prazeres – destrói a sua fantasia e expõe que “o rei vai nu”.
As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço”4 e “loucura” para os homens, em todas as gerações e culturas. Contudo, tentar remover o escândalo da mensagem é invalidar a cruz de Cristo e o seu poder salvador. Temos que entender que o Evangelho não apenas é escandaloso, mas que é suposto que o seja!Através da loucura do Evangelho, Deus destruiu a sabedoria dos sábios, frustrou a inteligência das grandes mentes e abateu o orgulho de todos os homens, para que no fim nenhuma carne se possa gloriar na Sua presença, mas como está escrito: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”
O Evangelho de Paulo não só contradizia a religião, a filosofia e a cultura dos seus dias, mas declarava-lhes guerra. Recusava tréguas ou tratados com o mundo e satisfazia-se com nada menos do que absoluta rendição da cultura ao senhorio de Jesus Cristo. Fazemos bem em seguir o exemplo de Paulo. Temos que ser cuidadosos para evitar qualquer tentação de conformarmos o nosso Evangelho às modas de hoje ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de deturpar, de suavizar a sua ofensa nem de civilizar as suas exigências radicais, para o tornarmos mais atraente a um mundo caído ou a carnais membros de igrejas. As nossas igrejas estão cheias de estratégias para serem mais “agradáveis”, pondo o Evangelho noutra embalagem, removendo a pedra de tropeço e amaciando o gume da espada, para ser mais aceitável aos homens carnais. Devemos ser sensível ao que busca, mas devemos perceber que: há só Um que busca e este é Deus. Se nos esforçamos para fazer nossas igrejas e mensagens confortáveis, façamos confortáveis para Ele. Se quisermos erguer uma igreja ou ministério, vamos fazê-lo com uma paixão por glorificar a Deus e com um desejo de não ofender a Sua glória. Não importa o que o mundo vai pensar de nós! Não buscamos honras na terra, mas a honra do céu deve ser o nosso desejo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Como Jesus me vê quando eu erro?























Por Diego Medeiros

Deus passou a ministrar em meu coração esta noite sobre como ele vê as nossas falhas. Deus ama o pecador, mas Ele odeia o pecado, e é por isto mesmo que Ele morreu pagando o pecado, para se aproximar do pecador. Não venho falar isto para que você se conforme no pecado, mas venho mais uma vez falar que para sermos santificados precisamos estar na presença Dele. 
Enquanto Deus falava comigo, eu comecei a me perguntar em como ele andou tanto tempo com homens tão falhos, nós sabemos que os discípulos que Cristo escolheu não eram religiosos, não eram os bons garotos, assim como os soldados que o rei Davi escolheu pra montar seu exercito, homens sem moral e até mesmo sem amor próprio. 
Jesus escolheu homens violentos, ladrões, mentirosos, covardes. 

Mas o que fez com que Jesus ficasse ali por três anos pacientemente com eles?

A resposta me veio claramente da parte do Senhor. Quando Jesus olhava pra Pedro, ele não via Pedro covardemente negando a Jesus por três vezes, mas via Pedro corajosamente morrendo pelo evangelho, via Pedro morrendo por não nega-lo. 
E este é o mesmo motivo pelo qual Jesus não desiste de mim e de você, quando Jesus olha pra nós, ele não nos vê negando-o com nossos pecados, mas ele vê o nosso futuro, negando a nós mesmos para não negar o nome Dele. 
Tudo que temos a fazer é confessar diante Dele as nossas falhas, e clamar que ele nos ensine a negar a nós mesmos e não a Ele. Mas lembrando que negar a nós mesmos é uma questão de escolha, este é o culto racional a Deus, onde escolhemos abandonar o nosso pecado, porque isto cabe a nós, esta é uma escolha que temos que fazer, não podemos esperar que algo mágico aconteça pra que deixemos o pecado, mas podemos contar com uma capacitação especial que vem Dele, esta capacitação nós somente conseguimos quando confessamos o nosso pecado e passamos tempo sendo transformados de gloria em gloria a imagem Daquele que nos criou.

Na casa do pão não há pão!



Por Walter Neto

Migalhas imaginárias das padarias sem pão? A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na Igreja moderna. Estamos como padarias abertas, mas que não têm pão. Além disto, não estamos, realmente, interessados em vender pão. Apenas gostamos do bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Na verdade, fico imaginando, será que ao menos sabemos se o Senhor está aqui ou não. E se está, o que Ele está fazendo? Onde Ele está indo? Será que sabemos, pelo menos, quando Ele está na cidade?

No dia em que Jesus realizou o que chamamos de Entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, Seu trajeto através da cidade, provavelmente, o fez passar perto da porta do templo de Herodes. Acredito que o que deixou os fariseus indignados, na passagem registrada em João 12, foi a perturbação de seu culto religioso dentro do templo.
Posso ouvi-los reclamando: “O que está acontecendo? Vocês estão perturbando o sumo sacerdote! Não sabem o que estamos fazendo? Estamos tendo um importante culto de oração aqui dentro. Sabe por que estamos orando? Estamos orando pela vinda do Messias! E vocês têm a audácia de fazer este desfile barulhento e nos perturbar?! E quem é o responsável por todo esse tumulto?”
Está vendo aquele moço montado no jumentinho?

Eles perderam a hora de sua visitação. O Messias já estava na cidade e eles não sabiam. O Messias passou em sua porta, enquanto estavam lá dentro orando para que Ele viesse. O problema era que Ele não veio da forma esperada. Eles não O reconheceram. Se Jesus estivesse em um cavalo branco, ou em uma carruagem real, com soldados à sua frente, os fariseus e os sacerdotes teriam dito:' “Deve ser Ele.” Infelizmente eles estavam mais interessados em ver o Messias derrubar o jugo do Império Romano do que o jugo espiritual que se transformara em uma praga entre seu povo.

Deus está pronto para Se manifestar, mesmo que precise Se desviar de nossas igrejas para manifestar-Se em bares! Seríamos sábios em lembrar que Ele já fez isto antes, ao se desviar da elite religiosa para jantar com os pobres, os profanos e as prostitutas. A Igreja do Ocidente e a Igreja Americana, em particular, têm exportado seus programas sobre Deus para o mundo inteiro, mas é hora de aprender que tais programas não significam avanço espiritual. O que precisamos é da presença de Deus. Precisamos tê-la, não importa o que aconteça, de onde venha ou o quanto custe. E o Senhor quer vir, mas do Seu jeito, não do nosso. Até que Ele venha, a ausência de “maravilhas” vai assombrar a Igreja.

Eu e alguns amigos aqui da igreja compramos esse livro, e vimos nele que há uma fome nas pessoas que o mundo não pode saciar, e se nós tivermos o alimento que é a palavra de Deus, as pessoas buscaram em outras coisas, que a cada dia você possa se saciar com o Pão da Presença que é a intimidade com Deus através de Jesus...Amém!

Podemos estar aqui dentro orando para que o Senhor venha enquanto Ele passa lá fora. Pior que isto, os que estão aqui O perdem enquanto os que estão do lado de fora marcham com Ele!... " (Os Caçadores de Deus - Tommy Tenney).

sábado, 30 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Relacionamentos que promovem o crescimento da Igreja



Por Hernandes Dias Lopes
Referência: Salmos 133
INTRODUÇÃO
1. Uma pessoa decide-se por uma igreja, via de regra, pela acolhida que lhe é dada. Ninguém consegue ficar numa igreja, onde não faz amizades.
2. O cristianismo é sobretudo relacionamento. A amizade é uma ponte para o evangelismo. MCI diz que 75% das pessoas que estão na igreja foram trazidas por amigos.
3. Nem todo crescimento é saudável e nem todo relacionamento é aprovado por Deus. Exemplo: A igreja de gueys em Dalas.
4. O perigo dos extremos: numerolatria e numerofobia.
5. A igreja é a família de Deus:
a) A igreja não é um clube, onde cada um paga sua mensalidade e vive isoladamente;
b) A igreja não é um abrigo de salvos, onde cada um busca os seus próprios interesses;
c) A igreja não é uma prestadora de serviços, onde só a procuro para atender minhas necessidades;
d) A igreja não é um supermercado, onde eu vou procurar aquilo que eu gosto;
e) A igreja não é uma casa de shows, onde sou apenas um espectador;
f) A igreja não é uma sala de obstetrícia, onde o pastor age como médico obstetra, mas os crentes não desempenham o seu ministério;
g) A igreja é uma família, onde temos o mesmo Pai, o mesmo irmão mais velho e somos todos irmãos.
I. A importância de relacionamentos saudáveis para o crescimento da igreja
1. A união entre os irmãos é bela aos olhos de Deus – Sl 133:1
Uma casa dividida não prevalece (Mt 12:25).
A desunião dos crentes é um gesto de imaturidade e carnalidade (1 Co 3:1-3).
Quando os crentes são unidos, a igreja passa a contar com a simpatia dos de fora (At 2:47).
2. A união entre os irmãos é terapêutica – Sl 133:2
A união entre os crentes é como óleo. O óleo é símbolo do Espírito. Ele produz cura, alívio (Lc 10:34; Tg 5:14). O óleo era usado como cosmético, remédio e unção espiritual.
A igreja de Corinto estava doente porque não havia comunhão entre os crentes (1 Co 11:30).
Onde há comunhão, há cura (Tg 5:16).
3. A união entre os irmãos é restauradora – Sl 133:3
A união é como o orvalho. O orvalho é símbolo da presença restauradora de Deus (Os 14:5).
O orvalho é discreto, cai sem alarde, sem trovões e relâmpagos.
O orvalho vem à noite, depois do calor e nas horas mais escuras.
O orvalho traz frescor.
O orvalho é constante e abundante.
A verdadeira amizade é discreta, constante e restauradora.
4. A união entre os irmãos é abençoada – Sl 133:3
a) Crescimento numérico – A vida de Deus
b) Crescimento espiritual – A bênção de Deus
Onde há união, ali Deus ordena a sua bênção e a vida para sempre. O relacionamento é a base da evangelização eficaz.
O relacionamento de comunhão e ajuda mútua na igreja de Jerusalém, deu a ela um estupendo crescimento.
Rick Warren afirma: Não é o que eu devo fazer para a igreja crescer, mas o que está impedindo a igreja de crescer.
5. Perigos que impedem o relacionamento de pessoas saudáveis e maduras
a) Crescimento retardado (Hb 5:11-14) – Uma igreja APAE (crentes com 15 anos ainda tomando mamadeira).
b) Hidrocefalia – Cabeça grande e corpo mirrado. Conhecimento sem prática.
c) Sedentarismo – Alimento sem exercício. Risco de colesterol alto e infarto.
d) Flacidez – Descanso sem atividade.
e) Altismo – Desligado de tudo à sua volta. Seu mundo só tem espaço para si mesmo.
f) Inanição – Alimenta-se apenas uma vez por semana.
g) Antropofagia (Gl 5:15) – relacionamentos quebrados. Falar mal dos irmãos (Tg 4:11).
h) Autofagia (Fp 4:6) – A ansiedade.
II. Identificando os problemas que afetam os relacionamentos e impedem o crescimento da igreja
1. A necessidade de romper a solidão e o isolamento da vida moderna – O homem é apenas um número, sem nome, sem cara. A igreja é a comunidade da solidariedade. Exemplo: A cura do homem da mão mirrada (Levanta-te; vem para o meio; estende a sua mão).
2. A necessidade do tratamento pessoal – As pessoas devem ser chamadas pelo nome. É assim que Jesus faz conosco (Jo 10:14,27).
3. A necessidade de ser sensível às pessoas – Precisamos começar onde as pessoas estão (Nicodemos, Samaritana, Paralítico de Betesda, Zaqueu, jovem rico).
4. A necessidade de nos envolvermos com as pessoas – Neemias fez perguntas. Neemias envolveu-se. Neemias mudou sua agenda.
5. A necessidade de sermos afetuosos nos relacionamentos – Paulo chora e beija os presbíteros de Éfeso. O conselho do presbítero Uziel.
6. A necessidade de acolhermos uns aos outros como Deus em Cristo nos acolheu – Jesus tocou o leproso e disse: Fica limpo. Jesus abraçou as crianças, comeu com os pecadores, entrou na casa de Zaqueu. Para Jesus as pessoas são mais importantes do que os rituais.
7. A necessidade de entendermos que somos conhecidos como discípulos de Cristo pelo amor
a) O amor “filadelphia”. Numa família as pessoas são diferentes, mas formam uma só família. As pessoas não vivem competindo. É inimaginável pensasr que um irmão cobiça a mulher do outro, que se entrisce com a vitória do outro. É amar uns aos outros com amor de irmão de sangue. É chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram.
b) João 13:34-35 – O purê de batatas.
III. Propostas para cultivarmos relacionamentos que promovam o crescimento da igreja
1. Precisamos ser uma igreja de apoio às pessoas - Barnabé investiu em Paulo (At 9:26-27; 11:22-26) e em João Marcos (At 15:36-39). Paulo investiu em Timóteo. Elias investiu em Eliseu. Moisés investiu em Josué. Em quem você está investindo? Discipule alguém este ano. Use o seu telefone. Envie cartas. Mande um cartão.
2. Precisamos ser uma igreja de comunhão e ajuda mútua (Fp 2:3-4; At 2:44-45) – O amor honra o outro. Quem ama dá.
3. Precisamos ser uma igreja de perdão e cura (Lc 17:3-6) - Onde não há perdão as pessoas adoecem. Ilustração: A igreja de Areias (suicídio + adultério + tentativa de suicídio + estamos doentes).
4. Precisamos ser uma igreja aberta aos que chegam – A igreja não pode ser formada de panelinhas, grupos fechados. Exemplo: Diótrefes.
5. Precisamos ser uma igreja sensível aos visitantes – (Rm 15:7)
a) A ilustração do Jantar: 1) Uma igreja hostil ao visitante; 2) Uma igreja simpática ao visitante; 3) Uma igreja voltada ao visitante.
b) A ilustração da Clientela: Por que os clientes desaparecem? Standart Oil company: 1% dos clientes morrem; 3% mudam para outro lugar; 5% encontram um preço melhor; 9% mudam em função de conveniência; 14% descontentamento pessoal; 68% em função de mau atendimento.
c) Os dez mandamentos do relacionamento humano:
1) Fale com o visitante; esteja antenado no culto e depois dele para acolher o visitante.
2) Sorria para as pessoas: São necessários 72 músculos para franzir o rosto; apenas 14 para sorrir;
3) Mencione o nome das pessoas;
4) Seja cortês e cooperador. Quer ter amigos? Seja amigo!
5) Tenha um interesse genuíno pelas pessoas;
6) Seja cordial. Tenha uma palavra e uma atitude encorajadora;
7) Seja generoso nos elogios e cauteloso nas críticas;
8) Tenha consideração com o sentimento das pessoas;
9) Considere a opinião das outras pessoas;
10) Esteja pronto para ouvir.
6. Precisamos ser uma igreja com lares abertos – Convide uma pessoa nova para lanchar com você. Pessoas valem mais que coisas.
7. Precisamos ser uma igreja onde os lares sejam agência de evangelismo e discipulado – O ministério dos grupos familiares.

Culto ou Show? – C. H. Spurgeon



Fonte: http://www.vemver.tv/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DIÁRIO DE UM ADORADOR X


Por Gerson Ortega
O chamado
Um discípulo alto e forte, creio que pescador, me parou e disse: ” Onde vai rapaz? O Mestre precisa descansar agora!” Fiquei sem jeito, ele era bem forte, mas ouvi aquela voz incrível dizer: “Deixe-o Pedro! Este vai ser conhecido pelo meu nome e trará muitos a minha presença!”
Há momentos únicos da nossa vida que não podemos deixar passar! EU sabia que naquele momento, o chamado do Mestre não podia mais ser adiado…ele me olhou e disse:” Nabih quero que participe de um grupo de 70 homens que tem me seguido para que esteja comigo e veja as obras de Meu Pai através da sua vida!” O sentimento de ouvir o Mestre falar diretamente para mim era de um fogo no coração, uma espada, uma força que entrava dentro de você e provocava mudança, atitude…a voz do Mestre!
Pensei em segundos:” mas e a Miriam, meus pais, o trabalho de levita, minha casa, meu quarto, meus amigos…e agora?
“Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio dos lobos. não leveis bolsa nem alforje, nem sandálias; a ninguém saudeis pelo caminho. E, em qualquer casa que entrardes, dizei primeiro:”Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousara sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.”
“E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:É chegado a vós o Reino de Deus…Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou”
“Eu vi a satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”.
E, olhando para nós, o grupo de setenta, disse: “Bem- aventurados os olhos que vêem o que vós vedes; pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram.”
Eu pedi ao Mestre para poder ir me despedir da família e ele sorriu para mim, dizendo: “Bendize-os em meu nome! Va em paz!”
Abracei o Mestre sentindo como se O conhecesse há muito tempo agora…!
Andei uma longa distância para chegar a Betânia no final daquele dia. Encontrei meus pais se preparando para a cear. Lavei meus pés e mãos e me assentei a mesa tentando começar a conversa…
“Por onde você andou estes dias,  filho? Mica e os outros levitas sentiram sua falta nos ensaios!” perguntou-me meu pai, Izhar. Lembrei-me que meu pai tinha como seu maior orgulho ser descendente de Moisés, através de Gerson e Eliezer, seus filhos, com o mesmo nome do chefe da tribo levita que gerou chefes e lideres há muito tempo atrás.
“Pai, estive junto a Jesus de Nazaré, filho de Deus, que tem falado do Reino dos Céus, conhece a Torah, ama os pobres, perdidos e crianças e tem sido reconhecido por muitos como o Messias que tanto esperamos!”
“Messias? Mas não é esse profeta da Galiléia? Pode algo bom vir de lá?” respondeu meu pai, citando um ditado conhecido a respeito da Galiléia. Os profetas falam de Belém Efrata como cidade da chegada do Messias!?!”
“Sim!”respondi.”Judas Iscariotes, um de seus discipulos, me confirmou que ele viveu um tempo no Egito, na sua infância, quando Herodes, o grande quis matar todos os meninos de 2 anos para baixo, tentando assassinar o Messias que havia nascido! Também ouvi de Maria, sua mãe, que foi a Belém quando estava grávida de Jesus, devido ao recenseamento ordenado por César Augusto, junto a José seu marido.”
“Marido? Pai de Jesus de Nazaré? Pai do Messias? Não! não pode ser esse José o pai do Messias! Nós o esperamos como rei, com força, autoridade, não o filho de um carpinteiro, como já ouvi por aí! Não, filho, creio que você se enganou!”
“Pai, eu o vi multiplicar pães e peixes! Aconteceu na minha frente, junto ao mar da Galiléia! Eu vi! Eu vi! Muitas pessoas vem a Ele e são curadas! Eu já vi isso!”
“João, o Batista, também veio pregando sobre esse Reino, e foi decapitado por Antipas!! Se ele fosse enviado por Jeová, morreria dessa forma??? Servindo de prato para uma adúltera como Herodias e sua filha adolescente Salomé?!?!”
“Pai, não sei responder essas perguntas, mas o Mestre me chamou para seguí-lo e…e…vim me despedir de vocês para estar com ele por um tempo…”
Minha mãe começou a chorar e falar:”Mas, e o seu futuro, filho? Seu casamento com Miriam? Tudo o que planejamos? Você tem sido citado pelo Rabi constantemente para ser seu discípulo e, no futuro, ser o líder da sinagoga??”
“Mãe, não sei por quanto tempo estarei fora, mas preciso atender ao chamado do Mestre agora! Quando Ele fala, parece que meu coração se incendeia! Ele tem feito coisas que eu chamaria sobrenaturais, como a multiplicação dos pães que acompanhei, na minha frente acontecendo tudo!! Não posso negar Seu poder e autoridade! Ele é o Filho de Deus!”
“Cuidado, rapaz!” disse meu pai energicamente.”Você pode ser acusado de heresia! Jeová não tem filhos, Ele é único! E´o único Deus, não há outro! O Messias reinará como David, nosso pai, um reino que será maior que todo o império romano!”
“Por favor, me entendam!” eu disse meio desesperado.”Eu preciso seguí-lo!”
“Bem, pode ser que quando volte, Miriam já esteja casada e, se tudo isso for uma farsa, você pode perder sua descendência de Moisés, e trazer vergonha a seu pai que tem uma posição de respeito diante dos sacerdotes!”comentou um Izhar diferente, mais levita do que meu pai…mais cuidadoso do seu nome e respeito do que das coisas que eu lhe contei!
“Bem, se é assim, vou correr o risco; não posso deixar esse chamado. O Mestre está me esperando junto com outros discípulos para irmos as cidades de Israel.” Não pude despedir de Miriam…deixei um recado dizendo que a amava e que voltaria, se ela me esperasse.
Na manhã seguinte, sai para meu destino enviado pelo Mestre, sem alforge, sem outro par de sandálias, como Ele ordenou…minha única expectativa era conecê-Lo mais e descobrir a vida junto ao Filho de Deus.