quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
DIÁRIO DE UM ADORADOR X
Por Gerson Ortega
O chamado
Um discípulo alto e forte, creio que pescador, me parou e disse: ” Onde vai rapaz? O Mestre precisa descansar agora!” Fiquei sem jeito, ele era bem forte, mas ouvi aquela voz incrível dizer: “Deixe-o Pedro! Este vai ser conhecido pelo meu nome e trará muitos a minha presença!”
Há momentos únicos da nossa vida que não podemos deixar passar! EU sabia que naquele momento, o chamado do Mestre não podia mais ser adiado…ele me olhou e disse:” Nabih quero que participe de um grupo de 70 homens que tem me seguido para que esteja comigo e veja as obras de Meu Pai através da sua vida!” O sentimento de ouvir o Mestre falar diretamente para mim era de um fogo no coração, uma espada, uma força que entrava dentro de você e provocava mudança, atitude…a voz do Mestre!
Pensei em segundos:” mas e a Miriam, meus pais, o trabalho de levita, minha casa, meu quarto, meus amigos…e agora?
“Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio dos lobos. não leveis bolsa nem alforje, nem sandálias; a ninguém saudeis pelo caminho. E, em qualquer casa que entrardes, dizei primeiro:”Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousara sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós.”
“E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:É chegado a vós o Reino de Deus…Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou”
“Eu vi a satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”.
E, olhando para nós, o grupo de setenta, disse: “Bem- aventurados os olhos que vêem o que vós vedes; pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram.”
Eu pedi ao Mestre para poder ir me despedir da família e ele sorriu para mim, dizendo: “Bendize-os em meu nome! Va em paz!”
Abracei o Mestre sentindo como se O conhecesse há muito tempo agora…!
Andei uma longa distância para chegar a Betânia no final daquele dia. Encontrei meus pais se preparando para a cear. Lavei meus pés e mãos e me assentei a mesa tentando começar a conversa…
“Por onde você andou estes dias, filho? Mica e os outros levitas sentiram sua falta nos ensaios!” perguntou-me meu pai, Izhar. Lembrei-me que meu pai tinha como seu maior orgulho ser descendente de Moisés, através de Gerson e Eliezer, seus filhos, com o mesmo nome do chefe da tribo levita que gerou chefes e lideres há muito tempo atrás.
“Pai, estive junto a Jesus de Nazaré, filho de Deus, que tem falado do Reino dos Céus, conhece a Torah, ama os pobres, perdidos e crianças e tem sido reconhecido por muitos como o Messias que tanto esperamos!”
“Messias? Mas não é esse profeta da Galiléia? Pode algo bom vir de lá?” respondeu meu pai, citando um ditado conhecido a respeito da Galiléia. Os profetas falam de Belém Efrata como cidade da chegada do Messias!?!”
“Sim!”respondi.”Judas Iscariotes, um de seus discipulos, me confirmou que ele viveu um tempo no Egito, na sua infância, quando Herodes, o grande quis matar todos os meninos de 2 anos para baixo, tentando assassinar o Messias que havia nascido! Também ouvi de Maria, sua mãe, que foi a Belém quando estava grávida de Jesus, devido ao recenseamento ordenado por César Augusto, junto a José seu marido.”
“Marido? Pai de Jesus de Nazaré? Pai do Messias? Não! não pode ser esse José o pai do Messias! Nós o esperamos como rei, com força, autoridade, não o filho de um carpinteiro, como já ouvi por aí! Não, filho, creio que você se enganou!”
“Pai, eu o vi multiplicar pães e peixes! Aconteceu na minha frente, junto ao mar da Galiléia! Eu vi! Eu vi! Muitas pessoas vem a Ele e são curadas! Eu já vi isso!”
“João, o Batista, também veio pregando sobre esse Reino, e foi decapitado por Antipas!! Se ele fosse enviado por Jeová, morreria dessa forma??? Servindo de prato para uma adúltera como Herodias e sua filha adolescente Salomé?!?!”
“Pai, não sei responder essas perguntas, mas o Mestre me chamou para seguí-lo e…e…vim me despedir de vocês para estar com ele por um tempo…”
Minha mãe começou a chorar e falar:”Mas, e o seu futuro, filho? Seu casamento com Miriam? Tudo o que planejamos? Você tem sido citado pelo Rabi constantemente para ser seu discípulo e, no futuro, ser o líder da sinagoga??”
“Mãe, não sei por quanto tempo estarei fora, mas preciso atender ao chamado do Mestre agora! Quando Ele fala, parece que meu coração se incendeia! Ele tem feito coisas que eu chamaria sobrenaturais, como a multiplicação dos pães que acompanhei, na minha frente acontecendo tudo!! Não posso negar Seu poder e autoridade! Ele é o Filho de Deus!”
“Cuidado, rapaz!” disse meu pai energicamente.”Você pode ser acusado de heresia! Jeová não tem filhos, Ele é único! E´o único Deus, não há outro! O Messias reinará como David, nosso pai, um reino que será maior que todo o império romano!”
“Por favor, me entendam!” eu disse meio desesperado.”Eu preciso seguí-lo!”
“Bem, pode ser que quando volte, Miriam já esteja casada e, se tudo isso for uma farsa, você pode perder sua descendência de Moisés, e trazer vergonha a seu pai que tem uma posição de respeito diante dos sacerdotes!”comentou um Izhar diferente, mais levita do que meu pai…mais cuidadoso do seu nome e respeito do que das coisas que eu lhe contei!
“Bem, se é assim, vou correr o risco; não posso deixar esse chamado. O Mestre está me esperando junto com outros discípulos para irmos as cidades de Israel.” Não pude despedir de Miriam…deixei um recado dizendo que a amava e que voltaria, se ela me esperasse.
Na manhã seguinte, sai para meu destino enviado pelo Mestre, sem alforge, sem outro par de sandálias, como Ele ordenou…minha única expectativa era conecê-Lo mais e descobrir a vida junto ao Filho de Deus.
Fonte: http://naomordamaca.com/
terça-feira, 26 de julho de 2011
7 razões para não chamar músicos de “levitas”
Por Josaías Jr.
Sei que esse assunto já foi batido e rebatido várias vezes, por isso é possível que esse texto não apresente nenhuma novidade para alguns irmãos. Entretanto, gostaria de compilar aqui algumas das melhores razões para não usarmos a expressão levita para designar as pessoas que tocam e cantam no “período de louvor”. E mesmo que você não use o termo, proponho que leia pelo prazer de ver a história da salvação se desenrolando na figura do sacerdote.
Com isso, desejo não apenas levar irmãos a repensarem esse costume, mas também mostrar que a teologia por trás do sacerdócio levítico é muito mais bela, ampla e grandiosa do que parece. Quero deixar claro (antes que alguém objete) que uma igreja pode usar essa expressão e ainda realizar cultos de adoração verdadeira, e que ninguém será condenado pelo uso do termo. Entretanto, não há nenhuma boa razão para cometer esse erro deliberadamente. E, creio, qualquer desvio do ensino bíblico, mesmo os que parecem mais simples, podem ser portas para distorções perigosas. Por isso, sugiro que líderes e pastores levem em consideração o que está exposto aqui.
1) Nem todos os levitas eram músicos
A Bíblia relata, é verdade, que existiam levitas envolvidos com a música no antigo Israel. Vemos corais e bandas formados por membros da tribo de Levi e voltados exclusivamente para esse ministério. Entretanto, também lemos sobre levitas que cuidavam de outras atividades cultuais, como o sacrifício, e aqueles que se envolviam em tarefas administrativas e operacionais.
Sei que alguns defensores da expressão “levita” sabem disso. (Por exemplo, o polêmico concurso “Promessas” admite isso em seu site oficial). Ainda assim, preferiu-se ignorar todas as outras funções associadas ao ministério levítico e concentrar-se apenas nessa. Por quê?
Alguns entendem que é por estrelismo dos músicos, mas prefiro pensar que há um motivo mais profundo – a valorização medieval de funções “sagradas” em detrimento de funções “seculares”. Varrer o chão, organizar culto, carregar coisas – qualquer um faz. Adorar, somente os crentes. Há um fundo de verdade aí, mas também há uma ignorância quanto ao chamado geral de Deus para humanidade. Tanto o administrador quanto o zelador podem glorificar a Deus em suas respectivas funções. Isso não é um culto público, mas é um culto.
Assim, alguém responsável por assuntos cotidianos como arrumar cortinas do templo poderia “ser tão adorador” quanto Asafe, o compositor. E um músico no culto público pode estar profanando o nome de Deus – se seu alvo não for a glória do Criador.
2) O chamado levítico originalmente envolvia toda a humanidade
Um dos assuntos mais interessantes da Bíblia é a teologia do local de adoração. Quando Adão e Eva foram criados, eles receberam um chamado de glorificar a Deus por meio do casamento e da procriação, do domínio sobre a natureza e do descanso no sétimo dia. E eles foram colocados em um Jardim, onde poderiam adorar o Criador e exercer a função de guardar e cuidar do Éden.
Algo que passa despercebido pela maioria dos cristãos é que Moisés e outros autores bíblicos repetiram certas expressões e símbolos sobre o Jardim do Éden quando falavam sobre o tabernáculo e o templo. Ou seja, o Éden era um “templo” que deveria ser guardado pelos primeiros levitas – Adão e Eva. O termo “lavrar e guardar” (Gn 2.15) é a mesmo usado para as funções dos levitas em Números 3.7-8, 8.26 e 18.5-6. O chamado de adoração e cuidado com o “templo” é um chamado geral, dado a nossos primeiros pais, assim como o casamento, a família, o trabalho e o descanso.
“Se o Éden é visto como um santuário ideal, então talvez Adão deva ser descrito como um Levita arquetípico” (Gordon J. Wenham)
3) O levita tinha um papel de mediador, assumido por Cristo
Como ungidos do Senhor, os levitas tinham um papel de mediar a Aliança entre Yahweh e o povo de Israel. Eles não eram simplesmente pessoas que “ministravam a adoração” para a congregação. Muitos veem o povo realizando sacrifícios e entendem que aquilo era o paralelo de nossos momentos de louvor hoje. Há certa relação, mas os sacerdotes faziam muito mais.
Como mediadores, eles exerciam o papel de representar Deus para o povo e representar o povo para Deus. É por isso que esse era um cargo de extrema importância e perigo. Se o levita chegasse contaminado na presença de Deus, ele estava dizendo que a nação estava em pecado. Se ele chegasse maculado na presença de Israel, era uma blasfêmia – “Deus” estava corrompido. Eles não estavam simplesmente realizando cultos, eles tornavam o culto possível.
Hoje, esse papel é cumprido perfeitamente por nosso sacerdote e cordeiro Jesus. Como perfeito Deus e perfeito homem, ele pode posicionar-se como representante de Yahweh diante do povo e representante da igreja diante de Deus. Como afirma o Apóstolo, “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2.5). Assim, o ministro de louvor hoje é meramente alguém dependente do verdadeiro mediador, aquele que torna o culto possível, o Senhor Jesus.
4) Jesus não é representante do sacerdócio levítico
Entretanto, apesar de sacerdote, Jesus não pode ser considerado um levita. Um motivo para isso é biológico – ele não é descendente de Levi, mas de Judá. Como ele poderia assumir a função sacerdotal? O segundo motivo é teológico. O autor de Hebreus ensina que Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 5.10).
O Salmo 110 (não sem motivo o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo) nos fala de um rei-sacerdote que se assenta no trono de Davi. De fato,o próprio Davi cumpriu certas funções sacerdotais sem ser realmente um levita. Como isso seria possível? Isso acontece porque esse sacerdote é da mesma ordem de um misterioso personagem de Gênesis 14, um rei de Salém (note as sílabas finais de uma tal Jerusalém) chamado Melquisedeque.
Esse personagem, por estar envolto em tanto mistério, é considerado uma figura de Cristo. Ele era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus” (Hb 7.3) e tanto rei de justiça, quanto de paz (7.2). Assim,valorizar demais o sacerdócio levítico pode nos levar a renegar uma ordem superior, a de Melquisedeque, por quem vem a perfeição (Hb 7.11).
5) A Nova Aliança, da qual fazemos parte, tornou o sacerdócio levítico caduco
O autor de Hebreus vai mais além e diz que o sacerdócio da ordem de Arão foi revogado. Diante da superioridade de um sacerdote que é eterno (Hb 7.24), mediador de uma Aliança superior (Hb 8.6), ele conclui que o sistema anterior era fraco e não podia aperfeiçoar (7.18,19).
Usando o relato sobre Abraão e Melquisedeque, o autor de Hebreus mostra que, quando o Patriarca entregou seus dízimos ao Rei de Salém, estava ali comprovado que o sacerdócio levítico era inferior ao sacerdócio de Jesus. Como assim? Ele explica que a tribo de Levi era responsável pelo recolhimento do dízimo no antigo Israel. Mas o que vemos em Gênesis? Um antepassado dos levitas entregando as ofertas e sendo abençoado por outro sacerdote! Levi, ainda nos lombos de Abraão (7.10), colocou-se debaixo da autoridade de Melquisedeque. Como sabemos, somente o maior abençoa o menor (7.7).
Assim, depois dessa interpretação pouco usual (mas inspirada), o autor de Hebreus conclui – a Nova Aliança envelheceu a primeira, que está velha e prestes a acabar (8.13). Assim, fazer referência a essa instituição em cultos neotestamentários é exaltar as sombras que passaram, que não aperfeiçoam (10.1) e são fundadas no que é terrestre e passageiro (8.2).
6) Em Cristo, todos somos sacerdotes
Unidos a Cristo, somos tratados como portadores de sua perfeita vida de obediência e, assim, podemos ser considerados sacerdotes. Um dos chamados de Israel era ser um reino de sacerdotes (Êx 19.6) – justamente a posição que Adão falhou em cumprir. O apóstolo Pedro aplica essa expressão à igreja e afirma que somos sacerdócio real (1 Pe 2.9).
Da mesma forma que a humanidade foi chamada, no primeiro Adão, para guardar o Éden, a nova humanidade, no último Adão, é chamada a ministrar na Nova Criação. Todos os crentes são chamados a adorar e oferecer sacrifícios (Rm 12.1), não apenas uma classe especial de pessoas. É isso que chamamos de sacerdócio universal dos crentes.
7) Cria uma divisão entre crentes “levitas” e “não-levitas”
A última razão é mais prática que teológica. Em muitas igrejas, essa separação entre “ministros de louvor” e a congregação gera uma perigosa classificação de espiritualidade. É claro que pessoas que se colocam à frente da congregação (e, de certa forma, ensinam e lideram o rebanho) devem tomar um cuidado especial em relação a suas atitudes e serão responsabilizados mais rigorosamente.
Entretanto, isso não coloca necessariamente os cantores e músicos em algum tipo de posição diferente, como alguém mais consagrado, um foco maior de ataques do inimigo, imune à críticas, etc. Tanto pastores, quanto músicos e “leigos” são aceitos por Deus por meio da fé em Cristo, porque ele viveu e morreu de forma perfeita por nós. Diante de Deus, todos têm 100% de aprovação.
Ao mesmo tempo em que músicos e cantores devem estar atentos para que não caiam, eles precisam se lembrar de que a cruz nivela tudo – somos todos merecedores da ira eterna, somos todos considerados perfeitos por Deus.
Em Cristo, não em Levi, todos somos templo, sacrifício e sacerdotes. Se Deus nos uniu assim, quem somos para separar?
Fonte: http://iprodigo.com/
segunda-feira, 25 de julho de 2011
DIÁRIO DE UM ADORADOR IX
Por Gerson Ortega
Nestes dois últimos capítulos deste primeiro episódio da vida de Nabih, as opções vão ficar mais difíceis e as escolhas mais apertadas! Seguir ou não o Mestre, eis a questão…
“Esse homem poderoso, que lidava com seres espirituais, anjos, demônios, e que estava curando por todo lugar onde andava, estava tomando conta de meu coração, me pedindo para seguí-lo…”
Eu andava muito pensativo e inquieto sobre o chamado de Jesus de Nazaré. Com freqüência eu estava conversando com Iscariotes, meu amigo zelote. Quando a noticia da morte de João chegou a Jesus, ele decidiu afastar-se para um lugar mais vazio, desértico junto com seus doze Talmidim, ou seja, seus seguidores, ou discípulos !
Herodes Antípas, filho de Herodes o grande, tinha em torno de oito anos quando seu pai acompanhou o desenrolar de acontecimentos muito estranhos. Esta história parecia uma fantasia, algo irreal…uma combinação de mistério dos céus com poder terreno e riqueza. Uma história contada por seus avós que, sentados acima do deserto da Judéia, numa noite de lua sobre Masada, o lugar de uma de suas fortalezas no deserto, viram reluzir sobre o Mar Morto aquela luz brilhante como um sinal dos céus que testemunhava e antevia o nascimento de alguém muito especial! Nômades e gente muito simples testemunhava que Herodes o grande, viu pessoalmente a estrela sobre Belém! Na época, Herodes o grande , perguntou a seus astrônomos quando e onde seria esperado o nascimento desse rei chamado, Messias!?! Os astrólogos do rei confirmaram a estrela no ano da conjunção de Saturno com Júpiter. Seus astrônomos não podiam responder com exatidão, mas lhe disseram que a cidade mais provável seria Belém. E lembraram seu rei da profecia da Torah: ”e uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel”
Pouco tempo depois dessas coisas, três visitantes chegaram a corte do rei. Eles diziam que eram astrônomos do Leste, membros da antiga sociedade dos Magos. Os avós de Antipas lhe contavam que realmente os magos eram Melchior, rei dos persas, Gaspar, governador da Índia, e Baltazar, líder das nações árabes!!! Antipas, que era criança na época, não conseguia entender por que lideres de nações pagãs viriam por um longo caminho até a Judéia , para celebrar o nascimento de um bebê judeu?! Os magos viajaram cruzando montanhas, rios, desertos para seguir a estrela que surgiu no céu e desapareceu…eles entraram na cidade para buscar os sacerdotes do Templo para tentarem resolver seu mistério. Bem, eles encontraram Herodes, que lhes fez as perguntas sobre lugar e tempo do nascimento e, quando tiveram uma oportunidade fugiram da presença do rei, percebendo algo estranho em sua pergunta: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus?”
Todas essas lembranças vieram a mente de Antipas, quando soube de Jesus. Certamente chegou a pensar que Jesus seria João que ressuscitou…e poderia voltar a atormentá-lo por seus pecados, mortes , assassinatos, política religiosa com os saduceus e muitas coisas! Jesus certa vez, foi advertido por fariseus ( contrários a Antipas) do ódio de Herodes que queria matá-lo! E ele lhes respondeu:”Ide e dizei aquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado” ( Lc13:32). Ah,ah,ah..Jesus chamou Antipas, o rei da Galiléia de raposa! Só ele mesmo! Que homem, profeta incrível!!! Cada vez mais ele se encaixava no Messias, o Salvador do nosso povo! Destemido, poderoso, sobrenatural!!!! Jesus de Nazaré!! Mas, Jesus não tinha um exército, soldados para defenderem-no…Antipas poderia matá-lo!
Quando Jesus soube da morte de João chamou seus discípulos para um lugar de descanso junto ao deserto…pois seus discípulos andavam com ele por muitos lugares sem ter tempo para comida ou descanso . Eu não agüentei e fui atrás dele, junto com uma multidão imensa que o reconheceu quando entrou no barco e se dirigiu para o outro lado do mar de Tiberíades! Chegamos antes deles correndo por toda a volta da margem…muita gente de várias cidades estavam alí . Jesus saiu do barco, parecia cansado, com fome, olhos abatidos, mas compassivos que atraíam todos a ele, crianças, jovens, prostitutas, enfermos, aleijados, cegos, endemoninhados…o dia já ia caindo e as trevas começando a aparecer. Eu estava junto de Iscariotes e ouvi seus discípulos aconselharem o Mestre para mandar a multidão embora pois não havia comida. Jesus ,muito calmo em uma situação dessa mandou os discípulos darem de comer ao povo…como assim??? Dar o que de comer??? Com que dinheiro??? Judas não entendeu nada! Não tinha dinheiro suficiente nem para o grupo dos Talmidim ? Como Jesus?!?! Como todos foram ficando desesperados, Jesus mandou que se assentassem em grupos de cinqüenta em cinqüenta sendo quase cinco mil homens ( na nossa cultura, não se contam mulheres e crianças, mas posso imaginar, pelo menos umas quinze mil pessoas). Não entendi?! Para que separar o povo em grupos…e pedir para que se assentassem! Procuraram algo e trouxeram um garoto na presença do Mestre, com cinco pães e dois peixes que era o seu lanche…pensei: ” mas vão tirar o lanche do pobre menino para Jesus comer? não posso crer que Ele faria algo assim???!!! Olhei para o Iscariotes e ele me acenou para esperar e ter calma! Parecia que ele sabia o que ia acontecer, ou já tinha visto algo parecido antes!!!
Quando Jesus tomou nas suas mãos aqueles pães e peixes houve um silêncio naquela multidão. Uma presença quase palpável se sentia alí! Algo parecido com o que senti na sinagoga quando cai no chão, ou quando o samaritano me acordou no caminho para Jericó…incrível, parecia que o tempo tinha parado. Ele ergueu aqueles pães e peixes e, numa atitude intensa de adoração e agradecimento a Jeová, atitude essa que toda aquela multidão podia sentir e ver ao mesmo tempo, começou a partir os peixes e os pães e dar aos discípulos…mas, espera aí! Ele continuava dividindo os peixes e a divisão não acabava!!!?? Os discípulos foram pegando e distribuindo conforme os grupos de cinqüenta e…acredite! Não acabava o pão nem o peixe…havia uma presença ali…havia uma nuvem, um poder, algo inexplicável…ao mesmo tempo que o dia ia escurecendo, as mãos de Jesus pareciam ” brilhar”…cestos de pescadores foram sendo trazidos e ficavam cheios de pães e de peixes!?!?! Quem é esse??? O Filho de Deus? O Messias? O Salvador de Israel??? Quem é ele????? Trouxeram para mim também uma porção de peixe e pão…quando a comida chegou as minhas mãos olhei para o Mestre…lembrei daquela incrível visitação que tive ouvindo Jesus cantar, das palavras que ele falou para mim e então ele se virou na minha direção, me chamou pelo nome e disse: Nabih, segue-me!!!! Agora não tinha como! Fui até ele com dificuldade. Um discípulo alto e forte, creio que pescador, me parou e disse: ” Onde vai rapaz? O Mestre precisa descansar agora!” Fiquei sem jeito, ele era bem forte, mas ouvi aquela voz incrível dizer: “Deixe-o Pedro! Este vai ser conhecido pelo meu nome e trará muitos a minha presença!”
Fonte: http://naomordamaca.com/
domingo, 24 de julho de 2011
Não Escuto o que Você Fala, Porque Vejo o que Você Faz
Carlos Moreira
Houve um tempo, na Grécia antiga, em que um grupo de professores viajantes obteve destaque e relevância. Eles eram chamados de sofistas, mestres que, por determinado preço, vendiam ensinamentos de filosofia.
Etimologicamente, o termo sofista significa sábio, mas, historicamente, eles ficaram marcados, sobretudo pelas críticas de Platão, como impostores. Para um sofista, não importava se um conhecimento era verdadeiro ou falso, mas apenas a capacidade de argumentação. O discurso de um sofista, apesar de primoroso, era esvaziado de conteúdos e significados, suas vidas restringiam-se a transmissão do conhecimento, jamais a sua encarnação.
Conta-se que, de certa feita, Sócrates, argumentando sobre o embuste dos sofistas, afirmou: “os Sofistas buscam o sucesso e ensinam as pessoas como conseguí-lo; Sócrates busca a verdade e incita seus discípulos a descobri-la”.
Você consegue ver semelhanças entre o discurso dos sofistas e a pregação dos pós-pentecostais? Estou usando o termo pós-pentecostais para acabar, definitivamente, com o uso do termo, ao meu ver equivocado, neopentecostais.
O pentecostalismo é um ramo sério da Igreja, que prega as verdades das Escrituras, os dons do Espírito Santo, a vida simples e a propagação do Evangelho através de ações de misericórdia. Isto não tem nada a ver com os pós-pentecostais, que enganam pessoas, falsificam doutrinas, extorquem dinheiro do povo, vivem em busca do sucesso, da prosperidade e da “benção”.
Pensando bem, o nome que melhor se aplicaria a este grupo seria o de “sofistas modernos”. Para eles, não importa se o que pregam é verdade ou não, mas apenas o fato de conseguirem, com argumentações supostamente lógicas, ancorados numa hermenêutica fraudulenta, convencer o povo a obedecer doutrinas de demônios. E a “massa”, muito mais interessada nas “promessas” de Deus do que no caráter de Deus, naquilo que Ele pode fazer, e não em quem Ele é, vai sendo espoliada, “depenada” como ave que vai para o abatedouro.
Quando Paulo escreve sua carta aos Romanos, faz uma citação de Isaías no capítulo 10 verso 14 “...como são belos os pés dos que anunciam boas novas”. Ora, eu sempre pensei, em se tratando da proclamação do Evangelho, que o apóstolo deveria afirmar “como é belo o discurso dos que anunciam a salvação”. Mas ele é que estava certo...
A questão é que o discurso vazio, desprovido de sentido, desacompanhado de boas obras, de nada aproveita para a vida. É por isso que a fala precisa ser seguida de ações, ou seja, de pés que se movam na direção do outro, pés que abandonem a zona de conforto, pés que representem este estado de movimento, de não-fixidez, que simbolizem o “espírito” do hebreu, na melhor acepção da palavra, um ser errante, desenraizado, habitante de tendas, peregrino em terra estrangeira.
A pregação do Evangelho, em nossos dias, precisa ser ressignificada. Ao invés de usarmos a boca, para a divulgação das verdades do Reino – o discurso, os recursos homiléticos, a oratória – vamos passar a usar os pés, membros do corpo que não possuem tanta beleza, que talvez não recebam de nós tanto decoro, mas que podem nos levar pelo caminho da justiça e da verdade revelando que, em nós, Cristo se constitui ação, e não meras palavras, que os que nos vêem podem seguir-nos, pois fazemos o que falamos, a nossa fé tem se materializado através de atos de bondade e amor.
Desta forma, nunca se esqueça: a Palavra só se tornou verbo porque, um dia, o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.
Fonte: http://www.genizahvirtual.com/
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Líderes em Fuga.
É de impressionar a quantidade de pessoas que estão fugindo do ministério hoje em dia. É claro que há uma explicação óbvia para isso. O cansaço e o desgaste que o dia a dia normalmente trazem e o descaso na hora de construir um líder.
Houve um momento na igreja evangélica onde qualquer pessoa um pouco carismática que chegava na igreja era empossado em algum cargo. Isso gerou uma onde de ordenações precoces e conseqüentemente uma safra de obreiros despreparados.
A bíblia é clara quando diz que não devemos chamar ao ministério neófitos (gente nova) porque lhes falta além de conhecimento, maturidade. Muitos pastores se deixam levar pelas habilidades dos membros da igreja. Por exemplo, se uma pessoa é bem sucedida no seu trabalho secular com sua equipe, automaticamente será bem sucedida com equipes na igreja.
Ledo engano! Igreja não é empresa, e nem funciona como empresa. As relações que são travadas na igreja são fraternas enquanto as da empresa são profissionais. Os métodos das empresas são em busca de resultados os da igreja são em busca do caráter cristão.
Hoje, conheço inúmeros casos de pessoas que nem querem ouvir falar de igreja porque a experiência que tiveram no ministério foi traumatizante. Ou porque a liderança foi além do que um ser humano suporta, ou porque não houve zelo com o processo de discipulado. Que Deus nos ensine a deixar a teologia do desperdício de lado e investir nas pessoas certas em lugares certos.
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