quinta-feira, 9 de junho de 2011

Somos uma grande farsa




Alex Carrari

“Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” Mt 15.7-9

Salvo alguns que não se dobraram a baal, somos todos uns canalhas. Eu, você, nós todos somos uma grande farsa, a maior de todas as farsas. E sabe por quê?
Organizamos nossas vidas de modo que tenhamos o mínimo dispêndio com a garantia do maior e melhor retorno. Fingimos que somos de outra estirpe, a dos filhos prediletos. Como filhos prediletos, queremos ser restituídos, queremos de volta o que é nosso. Rejeitamos todo mal, declaramos a nossa vitória, quebramos todas as correntes, exigimos nossa benção, sacudimos o inferno, não por sermos de Espírito libertário, muito menos altruístas; reagimos às ameaças negativas do “no mundo tereis aflições”como bons invólucros do espírito do capitalismo, do que é nosso e ninguém tasca, sendo essa nossa ética gospelizante. Dos nossos guetos, claustros protegidos por hostes angélicas imaginárias, estabelecemo-nos nas estatísticas do emergente mercado com produtos alinhados com o exigente gosto do consumidor evangélico. “Enfim uma linha de produtos com a nossa cara” declara a perua de Jesus.
A cruz da vergonha, símbolo de assombro, pedestal do maldito, foi estampada com alegres cores e as vendas alavancaram. O peixinho antes solitário na rabeira dos carros agora endossa Filipenses 4.13, assim, não se dá satisfação para o significado de um ao passo que ninguém se atenta para o versículo anterior do outro. Podemos então astutamente declarar “tudo posso naquele que me fortalece” depurando nossa ganância, afinando o mau senso de que temos o rei na barriga. Na cara dura agradecemos a Deus por nossos sonhos de consumo se realizarem, mesmo que uma pequena – ou grande dependendo da gula do fiel – barganha tenha sido requerida para a liberação das bênçãos. A campanha dos vinte e um dias de Daniel não costuma falhar com aqueles que são, digamos mais liberais nas contribuições. Jesus é nosso chapa, e Deus dá honra a quem tem honra é o ditado e pretexto.
Comer a carne e beber o sangue do Filho do Homem é demais para nosso paladar requintado, queremos os manjares de Nabucodonozor, basta obedecer o Cristo em outra instância – que não a de tomar a cruz diária – e comeremos do melhor desta terra. A promessa concreta que é “Cristo em nós esperança da glória”, que permeia a história do Antigo e Novo Testamento, foi dissolvida, perdeu seu caráter e virou qualquer coisa, quem tiver a mais criativa imaginação que molde e determine a sua. Deus é Deus de promessa “mer mão” vocifera em saltos histéricos o pastor que se gabou de comprar um jato pela “pequena bagatela” de
doze milhões de reais com o dinheiro sabe de quem?

O mandamento era ide e fazei discípulos, e o que fizemos? Cínico proselitismo. E sabe por quê? Porque somos uma farsa e já percebemos isso, nossa casa caiu. Então arregimentamos novas “almas” para compor uma sofisticada logística do entretenimento em que o evangelho é servido via fast food, e a igreja para não ir a bancarrota por causa de sua insipidez importa fórmulas de crescimento, franquias norte-americanas compondo o pacote camisetas, canecas, bonés, manuais de auto-ajuda e sermões previamente arranjados. Somos uma farsa denunciada por nossos projetos megalomaníacos, mega-templos – com loja de conveniência e chafariz –, marcha para Jesus – ufanismo quantitativo –, assistência social – desencargo de consciência e escape do sentimento de culpa por sermos avarentos e egoístas –, descaso com missões – o que importa são as almas –, discipulado – catecismo de cacoetes, novas manias e antigas neuroses.
Criamos uma bem guardada resistência às histórias de sofrimento alheio quando o assunto é padecer pela causa do Cristo. A emoção corre solta durante o testemunho do missionário, e dura até no máximo a primeira oração da próxima reunião, quando o mundo volta a girar em torno do centro da terra, o umbigo das nossas panças bem forradas. Histórias como da pequena Nina de dois anos que vive com seus pais missionários embrenhada nas matas entre os ribeirinhos do amazonas, que está vomitando a dias com suspeita de algum parasita ter tomado sua barriga, é exemplo sabe pra que? Sabe qual a grande lição que guardamos das crianças ribeirinhas que adquirem doenças desconhecidas por comerem peixes contaminados por não terem outra opção? Que Deus é bondoso conosco e nos garante comida limpa e mesa farta – afinal o justo não mendiga o pão. Que esse é um forte indício para acolhermos nossos bens de consumo e agradecer a Deus por nossos filhos estarem a salvo dos perigos da pobreza.
No caso de sermos acusados por nossa própria consciência – o juiz que Deus nos colocou no íntimo – de que algo nessa trama não se harmoniza com as palavras do Nazareno, somos confortados com saídas bem satisfatórias, tipo: Deus tem um propósito nisso, ou, foram predestinados para esse fim, ou ainda, não chegou o tempo de Deus na vida desses coitados.
O drama de Nina é um dentre tantos dramas contados por aí sobre os que pagam um alto preço por proclamar a rude cruz com todas as suas implicações, que deveria deixar-nos envergonhados por habitarmos em belas e espaçosas casas, por termos comida boa, roupa nova, plano de saúde, igreja com banco confortável, projetos, sonhos, canecas, bonés e camisas floridas estilo Rick Warren.

Deveríamos nos arrepender por comermos contra-filé e tomarmos Coca diet enquanto nas eiras do norte e nordeste comunidades inteiras comem bife de cacto não sem antes beber a água. Nossa cara deveria enrubescer por um missionário ter seu sustento – que é ínfimo, migalhas que caem da mesa de seus donos – ser desconsiderado como prioridade porque outros projetos institucionais são de maior importância e urgência. Por projetos institucionais entenda a construção do mega-templo, o aumento do salário de parlamentar do pastor, o gasto com propaganda midiática da denominação, a manutenção do conforto dominical do contribuinte-consumidor, importação de produtos da franquia, etc.
Julgamos ser assunto de primeira ordem a conservação do excedente dos nossos luxos e prazeres inúteis. Morreremos pela boca, já que com a boca distorcemos o discurso do Cristo para satisfazer nossos prazeres e deleites quando pedimos o que não se deve pedir. Pedimos mal e nos prostramos sobre a proposta do tentador que habita em nós. Queremos tudo e tudo nos será dado se prostrados adorarmos o lado enegrecido da nossa alma. Desconfiados de que amanhã o maná não cairá, estocamos hoje o da semana e quando percebemos que a sobra azedou fazemos caridade com a comida que já não presta. Não há em nosso discurso e prática, equivalente lingüístico nem espaço físico para o nós, tampouco para o nosso. É o meu milagre, a minha vitória, a minha benção, eu, meu, eu, meu, meu, minha, meu, minha... É só crer e não duvidar que hoje o meu milagre vai chegar.
Do conselho de Paulo “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” só consideramos o que do outro eu também almejo, seus bens de consumo. Com a cara lavada somos gratos a Deus por nosso padrão de vida estar se elevando ao passo que indiretamente afirmamos que Deus faz acepção de pessoas, já que pra mim aqui no sudeste é prometido uma terra que mana leite e mel, enquanto no norte e nordeste outros comem cacto não sem antes beber a água.
Somos a maior farsa de todas, pois, corrompemos a maior história de todas. Por conveniência dizemos coisas que o Cristo não disse e omitimos outras que ele disse. Caso nossa estabilidade e tranqüilidade – que com muito custo conquistamos domingo a pós domingo, mensagem após mensagem, louvor após louvor, dízimo após dízimo – seja de alguma forma ameaçada sacamos logo de uma fala de Jesus e entoamos um mântra para amarrar todo mal. Assim proclamamos, por uma questão muito mais de fazer novos prosélitos e mostrar que detemos o monopólio da verdade do que propriamente amor ao outro, um Jesus que nunca conhecemos.
Diógenes circula com uma lanterna no meio dos crentes em pleno meio dia procurando algum sábio sem que o possa achar.
Os sábios não estão entre nós, estão existencialmente no exílio, onde até as pedras estão clamando. Elias não fazia a menor idéia, mas sete mil ainda não tinham se dobrado, pois estes estavam fora do grande eixo, não possuíam nome nem imagem. Deus não esta no templo. Deus clama no deserto e o batista lhe empresta a voz.

O sal se tornou insípido. A luz está colocada de baixo do alqueire. A casa foi construída na areia. O Cristo está à porta, mas não lhe abrimos passagem. E juramos de pé junto com base nas estatísticas que estamos certos.

Diário de um adorador III


Escrito por Gerson Ortega
UM ADORADOR QUE SERVIA…
Vou morrer! Por favor… que risada é essa , o que está acontecendo? Socccoorroo!!!
Nabih tinha acompanhado parte da disputa entre Satan e o filho de Deus que ainda era um estranho para ele… sua garganta sufocava e ele começou a sentir faltar o ar… na sua mente borbulhante veio a pergunta: “Se tu és o Filho de Deus…?”. No seu desespero, sem saber bem o que estava fazendo, Nabih clamou:  “Se tu és o Filho de Deus, me livra desta morte e eu te servirei!”. Imediatamente, algo como um vento, uma brisa, veio sobre ele e aquele desespero de morte o deixou imediatamente. Ele se viu caído na estrada para Jericó, estava machucado, a roupa rasgada… como tudo isso aconteceu?
Olhou para a estrada e viu aproximar-se um sacerdote todo paramentado, orgulhoso de suas vestes que mostravam a todos a sua posição de importância: sobre a túnica branca de algodão (feita para que não suasse quando ministrando a Deus) ele vestia uma outra túnica azul longa, que ia até o tornozelo, com pedras de ônix nos ombros com os nomes das doze tribos de Israel e um peitoral feito do material da túnica azul (também chamada  éfode), com doze pedras embutidas em ouro em quatro fileiras, também escritos os nomes das tribos de Israel, além da mitra, uma espécie de turbante com uma lâmina de ouro onde estava escrito: “Santo ao Senhor”. Realmente, uma suntuosidade, estando ele ainda acompanhado de outros sacerdotes que vestiam somente a túnica branca de linho! Mas, olhando para Nabih, viu nele um maltrapilho, talvez um fora-da-lei, talvez doente, pensou: “Se eu o tocar, posso me contaminar”. Apressou o passo junto com seus companheiros e o deixou caído a beira da estrada.
Sem tempo sequer de Nabih pedir ajuda aos sacerdotes, surge um levita, cantando, totalmente absorto e desligado de tudo e todos. Nabih o reconheceu pela voz afinada, bem postada e pela canção que cantava, a qual ele mesmo ministrou tantas e tantas vezes na sinagoga e no templo. Pensou: “Sendo separado para o trabalho de Jeová, este levita certamente se sensibilizará com minha condição e virá na minha direção para me ajudar”. Bem, não foi assim… o levita chegou a vê-lo, Nabih tentou falar com ele, mas ainda sentia uma dor muito forte na garganta que, momentos atrás havia sido apertada quase até a morte… “Parece que cantar para ele é mais importante que uma pessoa machucada, caída na estrada. Como ele pode ser um servo de Jeová dessa forma?” pensou um Nabih cheio de decepção, cansaço, triste e assustado.
Quando tudo parecia perdido, o dia começando a se pôr, a estrada sendo pouco a pouco dominada pelas sombras da noite, apareceu um homem com seu jumentinho… parecia aquele que Nabih viu descendo a estrada quando teve a visão do homem e do anjo… o homem se aproximou; Nabih ficou desesperado para que ele se achegasse embora… bem, embora ele parecia ser um samaritano… gente inferior aos judeus, cuja poeira de Samaria não deveria sujar sequer os pés de um judeu (por isso os judeus evitavam passar por Samaria quando necessitavam cruzá-la).
Além disso, Nabih ouviu várias vezes de fariseus e doutores da lei que samaritanos eram endemoninhados, falsos, “meio” judeus, só criam nos cinco livros de Moisés mas rejeitavam a Torah . Pensou: “Seja como for, digam o que disserem, o samaritano vem na minha direção”… e parecia decidido a alcançá-lo para o ajudar… o coração de Nabih acelerou de emoção e alegria quando viu aquele homem parar o seu jumentinho, pegar um cantil e trazer água para ele beber. Sua garganta ainda doía muito, mas aquela água parecia a mais doce e refrescante bebida para ele naquele momento. Depois, aquele homem bondoso, que já nem me parecia mais um, um endemoninhado, ou um sujo segundo a lei, ou alguém que não parecesse amar a Jeová… aquele homem tirou do seu alforje azeite e vinho para limpar e acalmar as  dores de Nabih e seus ferimentos…
“Como pode um samaritano, não judeu, nem sacerdote, nem levita, nem seguidor da Torah, me ajudar dessa forma? Jeová, o que está acontecendo comigo?”. Após tudo isso, ele me ajudou a montar no jumento, embora eu tenha precisado muito de sua ajuda até para subir no animal, e, como já havia escurecido e, como eu já disse, Jerusalém estava a mais de 20 kms de onde me encontrava, parou na próxima estalagem que encontrou e pediu ao hospedeiro que me conseguisse um bom quarto, pois eu precisava de descanso. Pensei: “Quem vai pagar essa conta? Bem, nós judeus somos bons para fazer contas… mas não tão bons para gastarmos nosso rico dinheiro… O samaritano foi logo se adiantando ao hospedeiro: “Vou pagar toda a despesa do meu amigo aqui!”.
De novo refleti: “Meu amigo? Mas ele nem me conhece? Quem é esse samaritano que me parece tão bom e amigo? “Antes de ser levado para o quarto ajudado pelo bom samaritano  e um serviçal do dono da estalagem, olhei para ele e perguntei: “Por que você decidiu me ajudar? Eu sou um judeu e você um samaritano?”  O samaritano me olhou bem nos olhos e disse: “Estive com João, o Batista, no rio Jordão. Ele me ensinou sobre o Reino que está chegando, o Rei que vem para salvar, cujo Reino está confirmado pelo profeta Isaías, Daniel e outros e é um Reino de amor, de ajuda, de serviço. Entendi que Jeová não busca palavras, mas atitudes; que meu próximo são os necessitados, não só os que crêem, como os judeus… ou como os samaritanos. Ouvi falar de um judeu que foi batizado por João alguns dias atrás. Há gente que ouviu João dizer que Ele pode ser o profeta Elias, ou mesmo o Messias, o Cristo! Dizem que quando ele foi batizado…
“Espera aí!” interveio Nabih. “Eu estava lá quando esse filho de Deus estava sendo batizado! Eu vi tudo! Vi o pássaro que veio sobre sua cabeça… e também uma voz como de trovão dizendo… “Você estava lá?” interrompeu o samaritano. “Daria tudo para estar nesse momento. Imagino que foi diferente de tudo que já se viu em Israel! Bem, você está cansado e eu preciso partir cedo amanhã. Descanse bem e não se preocupe com as contas da hospedaria; eu cuido disso!” Enquanto se dirigia a porta eu quis chamá-lo para perguntar seu nome… mas ele apressadamente se despediu e fechou a porta… Naquela noite, mesmo cansado e dolorido, eu não conseguia dormir. Primeiro aquela discussão dos dois homens…homens?? Anjos??? Depois aquela “viagem” louca indo parar perto de Jericó… aí a outra discussão, o anjo, a voz, o medo da morte, e aí… aí eu clamei pelo Filho?? É isso? E fiquei livre? “Se tu és o Filho de Deus, me livra dessa morte e eu… eu… eu te servirei? Servir a quem? E o samaritano? Não me serviu? O que ele fez por mim? Ele nem me conhece? Como ele apareceu na minha frente?”
De repente, uma luz como aquela do batismo no Jordão, encheu o quarto, e eu senti algo muito forte, meu coração batia apressado… uma paz, uma presença doce, forte, alegre e eu ouvi uma voz dizendo: “Filho meu, dá-me o teu coração!” “Quem és tu Senhor?” eu disse soluçando, sem conseguir levantar minha cabeça. “Eu sou o que sou. Meu Filho está entre vocês, a Ele ouvi!” Lembrei da frase: “Este é meu Filho Amado em quem tenho prazer!!!
Meu pai Azhih sempre me contava a história de Moisés quando se encontrou com Jeová, e Jeová sempre se apresentava como “Eu sou”. Saí da cama e me prostrei no chão do quarto enquanto bebia daquela doce presença e entendi: “Jeová falou comigo hoje e Seu Filho está entre nós! Preciso sair daqui amanhã o mais cedo possível. Onde eu poderei encontrá-lo?” Enquanto pensava em como achar o Filho, ouvi um som, um cântico, como som de muitas águas, com muitas vozes cantando ao mesmo tempo,  e o som de muitas harpas, flautas, alaúdes, címbalos, tambores que, juntos faziam uma sinfonia
“Hosana ao Filho de Davi, bendito o que vem em nome do Senhor
Sua glória é para sempre, seu Reino inabalável
O Ancião de dias, o Senhor é o Seu nome
Glória e majestade estão diante dele
Força e formosura no seu santuário
Reina o Senhor, tremam os povos…”
Quando me levantei do chão, percebi o sol entrando pela janela… já era dia!…lembrei-me da Miriam…
CONTINUA…
Ola pessoal! Nesta altura da história vale um IBOPE! Gostaria de saber como está sua leitura do ” Diário”…tem sido prático? Vc está tirando conclusões para sua própria vida e ministério? Vc tem se identificado com Nabih?…bem, agora tem a Miriam  chegando.Quem é ela?…

Diário de um adorador II




Escrito por Gerson Ortega

Nosso personagem é o levita Nabih
TUDO ISSO TE DAREI…

O templo de Jerusalém era o orgulho dos judeus. Ele era o ponto máximo da religião judaica. Os sacrifícios e ofertas pelos pecados só podiam ser oferecidos alí! Com o reinado de Herodes, o grande, reformas estavam sendo feitas nele para ganhar mais suntuosidade…porém sem seguir as ordens dadas por Deus a Davi e cumpridas por seu filho Salomão! Este então, era o chamado 2o. templo, reconstruído, após sua destruição por Nabucodonozor, pelo trabalho de Zorobabel cinqüenta anos depois.
Nabih amava o agito do templo. Conhecia bem seus quatro grandes pórticos sendo os mais famosos: ao sul, o pórtico real, e ao leste o pórtico de Salomão. O pináculo, a parte mais alta estava na região sudoeste do templo acima do vale de Cedron. Ele tinha uma inscrição que dizia “para o local da trombeta “, onde a trombeta era tocada para anunciar o sábado ( shabat ) e outros dias santos…
Já fazia dias desde o encontro no rio Jordão com aquele, aquele…”filho” de Deus?!! Assim disse aquela voz que ouvi´?? Não havia noticias recentes dele. Alguns especulavam que ele ficou mais uns dias no deserto após seu batismo. Outros achavam que tinha desaparecido.
De repente vi duas pessoas no alto do pináculo…mas estavam bem no alto do pináculo; podiam cair de lá; nunca vi alguém subir acima do lugar da trombeta. As pessoas andavam e continuavam sua vida aqui no vale de Cedron, sem perceberem a presença dos dois. Hãn?Hein?!! Um deles parecia o “filho” de Deus,…era ele sim! Eu tinha certeza que era ele, mesmo com o sol do dia me atrapalhando novamente. Ele parecia cansado, com areia nos cabelos…uma aparência de quem não comia ha dias, os olhos fundos…O outro homem também era diferente, mas parecia um anjo, forte, brilhante, com uma expressão atrativa, tentadora, vitoriosa! Fiquei inquieto. Será que só eu via isso? Por que as pessoas a minha volta não viam o que eu estava vendo? Seria uma alucinação?
Começaram uma conversa que mais parecia um desafio. O “anjo” estranho mostrava as pedras para o filho de Deus e  falava em alta voz como com autoridade, me arrepiando: ” Se tu és o Filho de Deus , lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Que aos teus anjos darás ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos para que nunca tropeces em alguma pedra!” disse ele sarcástica mas vigorosamente. Espera um pouco, essa citação é de outro salmo do Tehillin!!! Como aquele anjo diferente estava citando o salmo e sugerindo para o filho de Deus se atirar de cima do pináculo? O filho de Deus decididamente gesticulou com segurança e respondeu:”Nem só de pão viverá o homem , mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.
Pensei: “como pode vir tudo isso da minha imaginação? Desde que encontrei esse homem no Jordão, coisas estranhas estão acontecendo…quem é ele? Embora cansado na aparência, sua presença sobrepujava toda aquela força do anjo; e a sua voz tinha autoridade, mas não me assustava!
Jeová, meu Senhor, o que está acontecendo comigo? De repente, os dois desapareceram! Eu estava no meu corpo, mas  me vi como que correndo muito mais rápido que uma quadriga romana com quatro potentes cavalos,…como voando na estrada Jerusalém – Jericó, que tem quase 28 kms e de repente eu estava lá, em frente do grande monte de Jericó! De lá de cima seria possível ver ao longe o Mar Morto que estava há uns oito kms de Jericó, a cidade fragrante.  Fiquei assustado! Estava só e um pouco tonto…será que esse caminho que era descendente levando a uns 280 metros abaixo do nível do mar estaria mexendo comigo? Ao longe vinha um homem com sua carroça e uma mula lentamente caminhando e recebendo chicotadas para tentarem animá-la a andar mais rápido… Que força era essa que me levou até lá? Para que? Então eu vi os dois novamente! Que loucura! Outra visão?!? O anjo olhava de cima abaixo e apontava regiões a norte, sul, leste e oeste para o filho de Deus e dizia” Tudo isso te darei se prostrado me adorares!” Prostrar-se ? Mas quem era esse anjo para que o filho de Deus se prostrasse diante dele?! Será que ele obedeceria? Seria este anjo um deus? Como assim um deus, se só existe um Deus verdadeiro, Jeová, o Senhor? Mas ele era tão forte e cativante…pareceu mais próximo, cheio de luz, provocava uma atração inexplicável…disse então, o filho de Deus: “Vai-te inimigo, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto!” Ei!! O filho de Deus usou a palavra Satan; a mesma que é usada no livro das crônicas quando Satan tentou Davi a fazer um censo do povo de Israel e foi castigado por Jeová por não confiar nEle!
“Tudo isso te darei, Nabih, tudo isso te darei Nabih…Nabih você é meu! Você sempre quis ser reconhecido, famoso entre os levitas, maior entre os maiores, o melhor harpista, o melhor cantor, com roupas sacerdotais de ouro, desejado entre as mulheres…Nabih, você é meu! Você sempre quis ter Miriam…eu posso dá-la a você! Você quer ouro das ofertas do templo? Quer ganhar mais do que o dízimo das ofertas de animais trazidos todos os dias? Claro que sim! Você merece mais, muito mais…Tenho muito mais para você! Você não precisa ser fiel a Jeová…ele é Deus distante, só quer seus sacrifícios, quer sua obediência! Eu posso te dar muito mais do que tudo isso! Basta você, basta você…Nabih, adore-me e eu te darei tudo isso Nabih! Não só Miriam, mas muitas mulheres, você é jovem, você as quer, não é? Eu posso faze-las virem até você…imagine alguém,…isso! Pense em estar com ela, levá-la para sua casa, na intimidade, só vocês dois, ninguém vai ver, Jeová não vai se importar! Ele é muito ocupado, não se preocupa com você, só quer seus sacrifícios e cânticos sabáticos… isso é muito pouco Nabih! Nabih! Nabih, você é meu ! Meu! Meu!”
Caí no chão, sentí minha garganta sufocar como se alguém estivesse com garras sobre mim…o ar começou a faltar, o medo tomou conta da minha mente completamente…como ele fala assim como se me conhecesse há muito tempo??? Jeová me salva!! Vou morrer! Por favor… que risada é essa, o que está acontecendo?!?! Socooorrrroooo!
continua…

OS EVANGÉLICOS IDÓLATRAS DE HOJE



Por Ricardo Gondim

O evangélico é idólatra! Tenho ministrado em alguns grandes congressos e o nível de idolatria assusta. Basta o cantor (ou pregador) ser famoso e pronto, está deflagrado o processo idólatra. Olhinhos brilhando, tietagem, lágrimas, milhares de fotos, celulares brotando do chão, em alguns lugares gritos eufóricos tiram Cristo do foco e assassinam o sagrado.

A mentalidade evangélica do show não é mais novidade - e a idolatria também não - tanto que já não choca, não "escandaliza" ninguém. Já não se respeita o lugar do culto, a ambiência do sagrado, o momento da adoração. O que importa é tirar fotos com o ídolo, abraçar, chorar, entronizar o novo deus do instante.

Os chamados "artistas gospel" adoram isso tudo! Basta ver em seus rostos a expressão de êxtase por estarem na mira dos holofotes. Notei o modus operandi desses deuses de hoje: as mesmas técnicas dos "artistas" seculares em seus shows: "Joga a mão pra cima!" Enquanto o "culto" se desenrola em sua forçada normalidade, o povo tenta esconder sua alarmante ansiedade pelo show, até que chega o momento esperado: "com vocês: o nosso deus!" E o povo... abraça a idolatria em sua mais nefasta expressão - a substituição do Deus verdadeiro pela cópia bizarra do momento.

Eugene Peterson escreveu: "Gostamos dos ídolos porque gostamos secretamente da ilusão de controlá-los. São deuses destituídos de divindade para que nós possamos continuar a ser deuses de nós mesmos. A adoração de ídolos (em todas as dimensões: céu, terra, embaixo da terra) sempre foi o jogo religioso predileto. A adoração de ídolos é o vazio batizado de espiritualidade" Dt. 5. 8-10.

Não preciso lembrar que a idolatria é um pecado que fere profundamente o coração de Deus, preciso? O grande problema na adoração aos ídolos é a inversão teológica que é feita. Passa-se a adorar o objeto criado ao invés do Criador de todas as coisas (Rm. 1.19-23). Alguns estudiosos trabalham com a ideia de que o deus de uma pessoa é aquilo a que ela dedica seu tempo, seus bens e seus talentos; aquilo a que ela se entrega. A ideia teológica dessa linha de pensamento é a de que sempre que alguém, ou algum objeto, ou até mesmo alguma função ocupa o lugar central em nosso coração, mente e intenção, torna-se um ídolo, porque tomou o lugar que pertence a Deus (Mt. 22.37).

Não há problema em gostar do trabalho de alguém, ou mesmo tirar uma foto com ele(a), mas a questão é: dentro do templo? No ambiente do culto? Qual é a intenção em celebrar tão desesperadamente alguém? Em matéria de idolatria, todo cuidado é pouco.

A W Tozer disse: "Um ídolo na mente é tão ofensivo a Deus quanto um ídolo na mão".

domingo, 5 de junho de 2011

ERA UMA IGREJA MUITO ENGRAÇADA...











A parórdia a seguir cai como uma luva na igreja moderna que se alastra como praga nos rádios, nas Tvs e nas cidades desse país.

Jonara Gonçalves
Era uma igreja muito engraçada
Não tinha culto, não tinha nada.
Lá Deus não ouve minha oração
Só a do “apóstolo” com sua unção.

O lenço dele é uma tristeza
Mas tá curando que é uma beleza.
Lá não se fala contra o pecado
Porque não rende nem um trocado.

E os seus membros tão enganados
Pois o Evangelho não é pregado.
E Cristo aqui é só um curandeiro
Que troca a bênção por seu dinheiro.

Lá nós tomamos “posse da bença”
O pano suado faz diferença
E nessa igreja encontrei “vitória”
Mas eu não sei se vou para glória.
E abocanhado fui por um lobo
Que o tempo todo me fez de bobo…

sábado, 4 de junho de 2011

Meu Cristianismo é Verdadeiro? - C. H. Spurgeon




Pesado foste na balança e achado em falta.
Daniel 5.27


Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/

A quem você serve? A Deus ou a igreja?


A quem você serve? A Deus ou a igreja?
Estou indignada, e ao mesmo tempo triste com tal situação…já se ouve muitas vezes pessoas se esquecendo de Deus por viverem na religiosidade, cobrando algo que não precisam cobrar e muito menos fingirem ser.
Mas hoje coloco em pauta um outro assunto, que como tal vem tomando grandes proporções nos nossos dias.
Pessoas estão abandonando seu chamado, sua intimidade e santidade…abandonando Deus por causa de outras pessoas! Já reparou? Quando você pergunta à alguém que saiu da igreja, que se distanciou de Deus, que está “decepcionado com Ele”, a pessoa responde: ah, lá na igreja as pessoas são falsas, só tem problema, ninguém conversa comigo, olha aquele lá no púlpito não tem dignidade pra fazer o q faz! Viver minha vida fora dela eh bem melhor, as pessoas lá de dentro são muito piores que as aqui de fora”
PÁRA TUDO..espera aí….não quero discutir sobre obreiros e líderes de ministério e seus comprometimentos com Deus, não se discute o fato de que elas deveriam SIM dar exemplo e buscar o caráter de Cristo. Mas esse não é o assunto em questão. Gostaria de entender o porquê das pessoas se afastarem de Deus, se decepcionarem com Ele, sendo que o coração dEle também se entristece ao olhar para a não graça que tem pairado no mundo cristão.Você consegue enxergar que quem faz essa escolha, de rejeitar a Deus, seus planos, seus sonhos, a vida com Ele, está indo pro inferno??? Não, não, eu não estou exagerando…a Salvação não é conquistada pelo fato de vc simplismente dizer q aceita Jesus e ponto. Não, a partir daí se coloca uma VÍRGULA, um novo começo, uma nova história que ESCOLHEMOS deixar que Ele escreva. Se ser filho de Deus fosse recebê-lo num único dia da nossa vida, o apóstolo Paulo não teria dito: “Quero conhecer a Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso o tenha sido aperfeiçoado, mas PROSSIGO PARA ALCANÇÁ-LO, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus” Fp 3:10-12
E se você escolhe se afastar do Senhor como passará a eternidade ao lado dEle?? A graça nos foi dada, mas é mais que isso, ela precisa ser recebida por nós! E somente um coração humilde, que reconhece suas falhas e olha para o outro como que olhando para si mesmo, entende que a caminhada cristã é focada no alto e não nos lados. Esse coração pode ser lavado pela graça de Deus.
O quanto usamos nossa boca pra falar mal da igreja, dos ministérios, dos líderes, das pessoas? E o quanto usamos nossa boca pra clamar, orar, chorar desesperadamente pra que a situação mude, para que quem está em pecado se volte pra Deus, para que todos se unam pra caminhar juntos, crescendo em santidade!? Quanto tempo gastamos pensando em argumentos pra dar às pessoas que nos perguntam por que estamos afastados? E Quanto tempo gastamos para pensar em mudanças, em pequenas atitudes começando por nós mesmos, como ir conversar com quem vemos que precisa, e até se abaixar e segurar a mão de quem está caído? Quanto tempo usamos pra julgar as pessoas por tais situações se o pecado delas não é maior que o nosso só pelo fato delas estarem mais a frente e aparecendo mais do que nós? E Quanto tempo usamos para, ao invés de sair da igreja, fazer nossa parte em conversar com as pessoas certas, em não nos emburrarmos e continuarmos prosseguindo para o alvo por mais que tudo esteja desabando?
Uma oração muda tudo se ela for de coração e com fé.
Pare pra pensar…sua intimidade e vida com Deus não depende de ninguém, só de você! Você não precisa notar o que as pessoas ao seu redor fazem, pensam e dizem pra se relacionar com Ele, sua história é diferente, é pessoal e especial, Ele a fez pra você. A igreja é importante sim, traz comunhão e crescimento, e se você ficar pensando que do jeito que está não tem comunhão nem crescimento nenhum..é claro..as coisas não mudam, e você acaba contagiando as pessoas com pensamentos ruins e desânimos, e isso, tenho certeza que não agrada a Deus.
Não desanime pq há gigantes à sua frente, não desanime pq pessoas caem em pecados e são falhas…desanime sim, se você escolher viver dessa forma, sem acreditar que Deus é a essência da sua vida, e q Ele acreditar em você é o suficiente!
“Quando se deixa de reconhecer e valorizar o amor do Pai, o que se faz na verdade é colocar Deus contra a parede e privá-lo da oportunidade de nos amar de maneiras novas e surpreendentes” Brennan Manning – Convite à solitude.