sábado, 30 de abril de 2011

Devo sentir algo para adorá-lo?


E ae cambada! (tem gente q se assusta se eu chamo assim, então pra vc eu chamo de “E ae lindão!” Heheh..)
Graças a DEUS esta é a última semana sem meus amados irmãos colunistas! Q saudade do Márcio, Pati e Lê! Heheh!
Bom… na terça escrevi um breve estudo sobre adoração vs. música. Teve um tópico q abordei no qual queria trabalhar melhor aqui:
Devo sentir algo para adorá-lo?
devo-sentir-algo-pra-adorar
Vc já sentiu isso?
Tipo, vc está no meio do louvor, dae começa a adorar. Coloca seu coração em cada palavra, masssssss……. não sente aquela “unção”…… ou presença de DEUS…. como vc queira chamar.
Dae vc começa a se perguntar:
- Será q DEUS está recebendo meu louvor?
- Será q tenho algum pecado a ser confessado?
- Será q DEUS se afastou de mim?
Então te pergunto: – Pq vc fica se perguntando isso????
Vc responde: – Ué… pq não to sentindo nada!
Béeeeeee!!! Resposta errada!
Quem disse q vc precisa sentir algo para adorar a DEUS???? Hein? Hein? Hein?????
Vou lhes contar um testemunho:Eis q estava eu em meu aposento (huahauha q brega!). Então como gosto de fazer, deitei no chão e comecei a orar e adorar a DEUS. Passaram-se os minutos e não sentia “aquela presença de DEUS”…..
Passado mais um tempo, disse: “Amém, SENHOR…. vou dormir….” – Disse isso, mas o q meu coração dizia era “já q o SENHOR não vem, eu vou dormir…..”
Coloquei o 1º pé debaixo do edredon qndo DEUS resolve me dar uma lição:
- Fê, pq vc está indo dormir?
- Ah PAI…. o SENHOR não veio… fiquei orando e adorando aqui e nada……
- E quem disse q não estava aqui?
- Sei lá…. não senti nada…..
- Ah…. quer dizer q vc precisa de um toque pra me adorar???
- Não… é que eu……
- Significa q vc é como um carro velho q precisa ser empurrado???
- Não PAI…… é que…..
- Então vc precisa sentir algo pra me adorar???
- Ok…. entendi……
- Fê, desde q vc fechou os olhos eu estou aqui!
Cara, eu gosto como DEUS trata comigo! Hahaha!! Sei lá… acho cômico as vezes!
empurrando-carro
Mas depois de ouvir isso DELE, pulei da cama e voltei a orar e adorar. Dai pra frente durou mais de 1 hora!!!
Por isso q falo: Vc não tem q adorar a DEUS pelo o q ELE faz em vc e sim pelo o q ELE é!
O q nós queremos fazer com o louvor e adoração é agradar a DEUS certo? (sabendo q nossas vidas por completo devem ser para exclusiva adoração a ELE, quer comamos ou quer bebamos – 1 Coríntios 10:31 )
Ok, agora analisemos o seguinte versículo:
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. – Hebreus 11:6
Sem fé é impossível agradar-lhe: Não dá pra montar um estudo sobre fé aqui, mas a fé é racional! Não tem nada com emocional. DEUS permite q vc veja milagres, coisas aconteçam e até sensações em seu corpo com o objetivo exclusivo de te dar fé. Pq é assim q vc verá o teu SENHOR agindo e isso fará vc crer com mais convicção NELE. Então se vc tiver fé (q não é baseada em emoções) então vc estará agradando a DEUS.
Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe: Não sei se na sua bíblia está diferente, mas na minha diz “CREIA q ELE existe” e não “SINTA q ELE existe”!!! Perceba q nessa frase tem o “é necessário”. É de suma importância vc crer q ELE está onde vc está!
e que é galardoador dos que o buscam: Se vc o buscar de tdo o coração, não tem como ELE resistir à sua adoração! (Salmos 51:17). Imagina um pai q ouve sua filhinha dizer: “Papai, ti amuuu!!!” – Q PAI q resiste a isso??? Com certeza ele vai correr ao encontro dela e abraçá-la, beijá-la, apertá-la……
A adoração deve ser baseada em nossa fé e não em nossas emoções! Fé é o firme fundamento e emoção é instável.
Talvez vc já ficou chateado(a) pq no acampamento tds foram tocados menos vc, no culto, os irmãos são cheios e vc não, no seu quarto, parece q a oração não passa do teto…….
Não seja um carro velho! Não se apoie em suas emoções para adorar a DEUS! Apoie-se na fé! Vc não precisa sentir q ELE está com vc, vc precisa CRER q ELE está ali com vc!
Não adore a DEUS barganhando com ELE, ou seja: “DEUS eu te adoro e vc me toca ok?”
Não o adore só por causa de SUA maravilhosa presença, não o adore já esperando q ELE vai vir e te tocar, não o adore esperando q ELE vai se manisfestar!!!! Adore pelo o q ELE é! Pelo o seu infinito amor!
Vc ficaria feliz se as pessoas te procurassem SOMENTE por algo q vc tem, ou seja, por interesse?
Morrer na cruz não foi o bastante pra vc?
Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. – Gálatas 5:6
Fé q opera por amor: Este é um versículo q o SENHOR me mostrou de forma tremenda! Sua fé, deve agir baseado em amor!! Vc crê pq O ama!!!
Por exemplo: Vc pode evangelizar alguém pq crê q JESUS salva ou pq ama a JESUS e a consequência disso é a salvação!
Se na adoração devemos crer, então creiamos amando ELE!
Uhuuuuuuu!! Cara!! Meu coração se enche de alegria enquanto escrevo isso!!! DEUS é fantástico cara!!! Glória a ELE!!! ELE é lindo, lindo, lindo!!!! E cheroso!!! Heheh!
Na próxima vez q vc quiser adorá-lo (agradá-lo), faça-o com fé baseada no amor a ELE e crendo q ELE está no exato lugar onde vc está! Tipo ae do seu lado enquanto vc lê este estudo! 
;)
Q tal olhar pra ELE agora e o adorar???

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Zelo sem Entendimento - Martyn Lloyd - Jones



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

O Plano De Deus - Hernades Dias Lopes



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Pastores da Visão




Por Marcelo Quirino

Biblicamente, um líder de verdade não tem uma visão própria, ao contrário do que muitos pensam. Soa estranho isso e até meio absurdo, mas como diz o ilustre mestre de epistemologia psicológica, Hilton Japiassu, ‘as palavras são exatas para cada área do conhecimento’.
Palavras são plurissêmicas, têm vários sentidos. Dependendo de qual campo de conhecimento estejam, possuem este ou aquele sentido. Assim, “líderes de verdade não têm uma visão“ possui um sentido de leitura bem específico. Um sentido psicológico e por incrível que pareça, cristão. É óbvio que aqui nos restringimos à liderança que se pretende cristã.
A visão pode ser definida como um alvo, uma forma de caminhar, as companhias e os recursos utilizados para se chegar onde se pretende. Esse alvo pode ser de alcance de um estado grupal ou de objetivos de estado para o grupo.

É imprescindível deixar anotado que uma visão não deve ser um pacote pronto formulado nas experiências passadas de um pastor que padroniza modos de direção e de liderança em detrimento das especificidades dos grupos.

Para essa temática de especificidade dos grupos, leia o texto
Sustentar uma visão assim é como andar por aí com uma caixinha quadrada para enfiar pessoas redondas, triangulares, retangulares, etc. Acaba-se excluindo ao invés de incluir. 
A tarefa que era de pastoreio vira de opressão. Sustenta-se autoritarismo em nome de Deus.
Essa opressão pode ser efetuada através do ‘deus me deu essa visão’, mas um modo de liderança que causa mais confusão do que direção. Mais reação do que ação, mais conflitos do que diálogo e mais discussão do que adesão. Destarte, confirma-se que é uma visão padronizada retirada de pensamentos humanos.
A visão divina considera o bem da igreja e principalmente é realizada nos formatos bíblicos
Pode até gerar discussão por ser divina, dirão alguns, mas será neotestamentária e não veterotestamentária, onde o líder se põe na posição de sacerdote exclusivo entre o povo e Deus em detrimento do sacerdócio universal.
O sacerdócio universal é muito mais do que um simples acesso ao Pai. O acesso ao Pai traz implicações necessárias. É muito mais do que ter acesso à oração sem interveniência de um terceiro. É um atributo da igreja neotestamentária.
Com acesso ao pai, a igreja alcança status de autonomia perante suas escolhas e decisões eclesiásticas. A posição de homem interpondo-se entre Deus e o homem para trazer as visões se esvaiu na passagem do velho para o novo.
Líderes que possuem uma visão desconsideram o fator complexidade que possui a liderança e apenas demonstram que não entendem nada desse fenômeno. 
Se tal visão for rígida e inflexível, são líderes localizados na leva de autoritários e cegos.
A cegueira advém justamente por se ter uma visão e se desconsiderar a complexidade que são as pessoas e a igreja neotestamentária. Líderes precisam entender que pessoas são complexas, paradoxais, divergentes e mutáveis. Torna-se mais complexo quando toda essa estabilidade encontra-se reunida num grupo. Contudo não é a complexidade que vai nos permitir sustentar o autoritarismo.
Temos que ressaltar que o Espírito não é uma dádiva de líderes, mas de toda igreja. Assim, o Espírito se revela em todos nós possibilitando o Sacerdócio Universal. É justamente essa prerrogativa que confere à igreja uma visão partilhada de seu caminhar e um planejamento conjunto de suas atividades.
Deve-se ressaltar que os princípios desse bem comum estão todos elencados na Bíblia e óbvio que nem passa perto de benção, promessa, conquista, vitória, catarse emocional, etc. O evangelho é negação da carne e elevação do espírito. É uma luta constante entre a santidade e alguns elementos da cultura.
Portanto, qualquer visão deve ser feita a partir da igreja, pela igreja, com a igreja e para o bem da igreja. 
A igreja é o fim de toda visão dada por Deus. Visão compartilhada, porque a igreja é neotestamentária.
Líder não tem uma visão própria. Ele carreia uma visão embasada na Bíblia e formulada em conjunto com a igreja na qual se encontra. Contudo, o maior desafio está em ser profeta de acordo com I Co 14:3 e ao mesmo tempo um líder democrático.

Marcelo Quirino é Psicólogo Clínico (UFRJ)

domingo, 24 de abril de 2011

Adoração – J. I. Packer













Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão.
SALMO 95.6,7

Adoração na Bíblia é a resposta devida pelas criaturas irracionais à auto-revelação de seu Criador. É uma honraria e glorificação a Deus por meio de um grato oferecimento retribuidor a Ele por todas as boas dádivas, e todo o conheci¬mento de sua grandeza e graça a nós concedidas. Isto inclui o louvor a Ele pelo que Ele é, agradecendo-lhe os seus feitos, desejando-lhe glória adicional por seus atos de misericórdia, julgamento e poder, e crendo nele pelo futuro bem-estar nosso e de outrem. Posturas de mística solenidade e celebração animada, todas fazem parte dela: Davi dançou com ardente entusiasmo "diante do SENHOR", quando trouxe de volta a arca a Jerusalém, e se pôs humildemente perplexo "perante o SENHOR", quando lhe foi prometida uma dinas¬tia, e sua adoração evidentemente agradou a Deus em ambas ocasiões (2 Sm 6.14-16; 7.18). Aprender com Deus é também adoração: atenção à sua palavra de instrução honra-o; a desatenção é um insulto a Ele. Uma adoração aceitável requer "mãos limpas e um coração puro" (SI 24.4), como também a disposição de expressar a devoção em atos de serviço e em palavras de adoração.

A base da adoração é o relacionamento pactual, por meio do qual Deus se associou àqueles a quem salvou e reivindicou para si. Isto foi verdadeiro na adoração a Ele prestada no Velho Testamento, como agora na adoração cristã. O espírito da adoração pactuai, como o Velho Testamento o modelou, é uma mescla de temor respeitoso e alegria pelo privilégio de aproximar-se do poderoso Criador com total auto-humilhação e confissão honesta de pecado, insensatez e necessidade. Sendo Deus santo e nós, humanos, imperfeitos, isto deve ser sempre assim neste mundo. E como a adoração deve ser o ponto central na vida celestial (Ap 4.8-11; 5.9-14; 7.9-17; 11.15-18; 15-2-4; 19.1-10), assim deve ser na vida da igreja sobre a terra, e deve ser desde já a principal atividade, tanto individual como corporativa, na vida de cada crente (Cl 3.17).

Na legislação mosaica, Deus deu a seu povo da aliança um modelo completo para adoração. Todos os elementos da verdadeira adoração foram incluídos nele, embora alguns fossem típicos, apontando para Cristo e deixando de valer após sua vinda. No livro de Salmos, hinos e preces para uso na adoração dos israelitas foram providenciadas. Os cristãos corretamente os utilizam em sua adoração hoje, fazendo ajustes mentais quando a referência é dirigida a características peculiares da dispensação da aliança de Deus no Velho Testamento — rei terreno de Israel, reino, inimigos, batalhas e experiências de prosperidade, empobrecimento e disciplina divina, além do que era típico do modelo judaico de adoração.

Os principais aspectos no modelo litúrgico que Deus deu a Israel foram os seguintes:

(a) O sábado, cada sétimo dia seguinte aos seis dias de trabalho: um dia santo de descanso, a ser observado como um memorial da Criação (Gn 2.3; Êx 20.8-11) e redenção (Dt 5.12-15). Deus insistiu na guarda do sábado (Êx 16.21-30; 20.8,9; 31.12-17; 34.21; 35.1-3; Lv 19.3,30; 23.3; cf. Is 58.13,14) e fez da quebra do sábado um pecado mortal (Éx 31.14; Nm 15.32-36).

(b) Três festas anuais nacionais (Êx 23.14-17; 34.23; Dt 16.6), nas quais o povo se reunia no santuário de Deus para oferecer sacrifícios, celebrando sua generosidade, para buscar e agradecer a reconciliação e comunhão com Ele, e para comer e beber juntos como expressão de alegria. A festa da Páscoa e do Pão Asmo, realizada no décimo quarto dia do pri¬meiro mês, comemorava o êxodo (Êx 12; Lv 23.5-8; Nm 28.16-25; Dt 16-1-8); a Festa das Semanas, também chamada Festa da Colheita e Dia dos Primeiros Frutos, marcava o fim da colheita dos grãos, e era realizada cinquenta dias após o sábado que iniciava a Páscoa (Êx 23.16; 34.22; Lv 23.15-22; Nm 28.26-31; Dt 16.9-12); e a Festa dos Tabernáculos ou Tendas, também chamada Festa do Ajuntamento, realizada do décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês, celebrada no fim do ano agrícola e também como lembrança de como Deus guiou Israel pelo deserto (Lv 23.39-43; Nm 29.12-38; Dt 16.13-15).

(c) O Dia da Expiação, comemorado no décimo dia do sétimo mês, quando o sumo sacerdote levava o sangue ao pro¬piciatório no centro do santuário para expiar os pecados de Israel durante o ano anterior, e o bode emissário saía para o deserto como sinal de que aqueles pecados tinham então ido embora (Lv 16).

(d) O sistema sacrificial regular, envolvendo diariamente e mensalmente as ofertas queimadas (Nm 28.1-15), e mais uma variedade de sacrifícios pessoais, características comuns aos quais eram que qualquer coisa ofertada devia ser sem defeitos e que, quando um animal era oferecido, seu sangue devia ser esparzido sobre o altar das ofertas queimadas para que fosse feita a expiação (Lv 17.11).

Rituais de purificação pessoal (Lv 12-15; Nm 19) e devoção (por exemplo, a consagração dos primogênitos, Èx 13.1-16) também faziam parte do modelo dado por Deus.

Sob a nova aliança, em que os tipos do Velho Testamento cederam lugar a seus antítipos, o sacerdócio, sacrifício e intercessão de Cristo substituíram todo o sistema mosaico de expia¬ção do pecado (Hb 7-10); o batismo (Mt 28.19) e a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29; 1 Co 11.23-26) substituíram a circuncisão (Gl 2.3-5; 6.12-16) e a Páscoa (1 Co 5.7,8); o calendário festivo judaico não mais obriga (Gl 4.10; Cl 2.16); noções do cerimonial de purificação, imposto por Deus para a conscientização de que algumas coisas afastavam o homem de Deus, cessaram de ser aplicadas (Mc 7.19; 1 Tm 4.3,4); o sábado foi renovado com a casuística de fazer o bem do que nada fazer (Lc 13.10-16; 14.1-6), e recontado na base de um dia mais seis e não mais seis mais um. Parece claro que os apóstolos ensina¬ram os cristãos a adorar no primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus, "o dia do Senhor" (At 20.7; Ap 1.10), tratando-o como o sábado cristão. Estas mudanças foram importantes, porém o modelo do louvor, agradecimento, gozo, crença, pureza e serviço, que constitui a verdadeira adoração, continua imutável até estes dias.

sábado, 23 de abril de 2011

Por que me Desamparaste? - C. H. Spurgeon



Fonte: http://www.josemarbessa.com/

O Poder da Ressurreição de Cristo- Dave Hunt


O Poder da Ressurreição de Cristo

A oração de Paulo pelos crentes efésios é muito específica. Ele pede a Deus que lhes dê um entendimento e conhecimento mais profundo acerca de Cristo, e seria bom se buscássemos o mesmo para a nossa vida. Isso não é algo que se possa aprender num seminário ou mesmo num estudo bíblico ou na leitura de livros devocionais. O desejo de Paulo era que eles recebessem de Deus, voluntariamente, o “espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Ef 1.17-23).
Especificamente, Paulo ora para que eles conheçam a “suprema grandeza” do poder que Deus queria demonstrar na vida deles. A explicação de Paulo sobre esse assunto é muito esclarecedora. Paulo nos fala sobre esse poder em Filipenses 3. Esse poder era, de fato, o que ele tanto desejava para si mesmo. Ele o chama de “o poder da sua ressurreição” e declarou: “Para o conhecer, e o poder (dynamis) da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;  para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.10-12).
Será que Paulo estava em dúvida quanto à sua salvação, achando que talvez não estivesse qualificado para a ressurreição dos crentes no Arrebatamento? Dificilmente! Ele está nos dizendo que a Ressurreição não é apenas um evento histórico do qual nos lembramos com satisfação e alegria, mas também o maior acontecimento da história (passada, presente e futura) de todo o cosmos! O maior evento de todos os tempos no universo é também um dos mais difíceis de entender. Nós falamos sobre esse acontecimento de uma forma extremamente trivial, mas ele é o pivô em torno do qual toda a história se articula e que a dividiu para sempre em duas partes. A divisão do tempo não deveria ser apenas a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo); deveria ser a.R. (antes da Ressurreição) e d.R. (depois da Ressurreição).
Diante dos telescópios e dos meios tecnológicos de que dispomos hoje para aparentemente esquadrinhar os mais remotos cantos do universo, as palavras de Davi no Salmo 19 assumem um significado ainda mais profundo: “Os céus proclamam a glória de Deus [...]”. A Criação é a maior expressão visível de poder, e nós nos curvamos em espanto e adoração quando pensamos no Deus infinito que está por trás de tudo o que se pode ver. Mas Paulo diz que isso não é nada em comparação com o poder demonstrado na Ressurreição de Jesus Cristo, e esse é o grande poder que Paulo queria que os efésios experimentassem diariamente.
A Ressurreição não é apenas um evento histórico do qual nos lembramos com satisfação e alegria, mas também o maior acontecimento da história (passada, presente e futura) de todo o cosmos!
De fato, Paulo nos diz que a Ressurreição é a maior prova do poder de Deus jamais apresentada e cuja grandeza não pode ser superada. Precisamos entender o porquê dessa afirmação e por que Paulo orou daquela forma. Afinal de contas, “A vida estava nele [em Cristo]” (Jo 1.4). Jesus disse: “[...] tenho poder para a dar [minha vida] e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (Jo 10.18, ARC). Então, por que foi necessário um poder tão grande para ressuscitar Cristo dentre os mortos?
Durante sua vida na terra, e antes de sua própria ressurreição, Cristo havia ressuscitado muitos dentre os mortos. Mas aqueles a quem ele ressuscitou, como Lázaro (Jo 11.1-43) e o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-16), morreram novamente após alguns dias ou anos para aguardar a ressurreição de todos os crentes no Arrebatamento.
Como o Doador da vida, por intermédio de quem foram criadas todas as coisas (Jo 1.3), poderia ser morto? Temos aqui uma aparente contradição. Foi Cristo mesmo quem disse, a respeito de sua vida: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou” (Jo 10.18). Entretanto, Pedro acusa os judeus de terem matado Jesus: “vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2.23). Dirigindo-se ao conselho rabínico, Estêvão usa uma linguagem ainda mais forte: “do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos [...]” (At 7.52).
O motivo pelo qual foi necessário usar o maior poder jamais aplicado a fim de ressuscitar a Cristo dentre os mortos só pode estar associado ao tipo de morte que Ele morreu. Deus havia declarado que a penalidade para o pecado é a morte, que é a eterna separação de Deus. Mas será que esse castigo não é forte demais? Adão e Eva foram expulsos do jardim paradisíaco por seu Criador (que os havia colocado ali) por causa de uma infração aparentemente pequena: comer um determinado fruto. Isso é motivo para um castigo eterno?
Nós tratamos o pecado com muito descaso, vendo apenas o ato em si e esquecendo contra quem ele é cometido. O pecado de Adão e Eva não foi apenas comer o fruto proibido. Foi desafiar e se rebelar deliberadamente contra Aquele que havia criado não só a eles, mas a todo o universo. Na nossa perspectiva, o pecado de Davi – adultério, assassinato e mentira – foi muito mais condenável. Mas Davi sabia o que era o pecado: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos” (Sl 51.4).
Em sua essência, o pecado é uma traição intencional, uma rebelião clara e desafiadora contra o Criador e Governador do universo. Precisamos nos lembrar desse fato. A maioria dos cristãos que, ao serem convencidos pela consciência, caem com o rosto em terra e confessam seus pecados, não está realmente confessando o horror do que fizeram. Não basta se arrepender dos atos praticados. É preciso confessar também que, não importa quão trivial nos pareça o ato que praticamos, o que nós fizemos foi repetir a traição de Adão e Eva contra o Senhor Deus. Se não reconhecermos isso com convicção profunda no coração, a confissão será incompleta.
O pecado tem uma dimensão moral e espiritual que Cristo teve que suportar por todo indivíduo, e nenhum outro poderia fazê-lo.
Agora, começamos a entender por que foi necessária “a suprema grandeza do seu poder” (Ef 1.19) para ressuscitar a Cristo dentre os mortos. O escritor de um hino disse com muita propriedade: “Foi o enorme fardo dos nossos pecados que te deitou no túmulo, ó Senhor da vida”. O que quer dizer isso? Como poderiam os nossos pecados ser lançados sobre o Cristo sem pecado? Isso certamente não foi feito quando Pilatos condenou a Cristo, nem quando os ímpios soldados romanos O açoitaram e O pregaram numa cruz. Contudo, foi isso que o filme antibíblico A Paixão de Cristo (de Mel Gibson) retratou – e o filme foi elogiado por milhares de evangélicos, entre eles centenas de líderes.
O que realmente aconteceu na Cruz não só não poderia ser retratado num filme como, ao ser omitido, foi negado por ele. Isaías escreveu: “Todavia, ao senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado” (Is 53.10).Claramente, o que os homens fizeram com Cristo não teve nada a ver com o Senhor moê-lo e fazer de Sua alma um sacrifício pelo pecado. O pecado tem uma dimensão moral e espiritual que Cristo teve que suportar por todo indivíduo, e  nenhum outro poderia fazê-lo.
O nosso Salvador não tinha que ser apenas perfeitamente sem pecado para poder pagar pelos pecados dos outros – ele tinha que ser infinito. Ninguém, a não ser Deus, poderia satisfazer a justiça dessa forma. Mas a sentença havia sido pronunciada contra ahumanidade. Portanto, Deus, apesar de infinito, não poderia pagar essa pena, a não ser que se tornasse totalmente homem sem deixar de ser Deus. Por isso a necessidade do primeiro e único nascimento virginal.
Os ateus alegam que seria injusto um inocente pagar pelos culpados. Isso seria verdade, não fosse por outra dimensão da Cruz. Para os que crêem, Deus considera a morte e a ressurreição de Cristo como se fosse a deles. Todo aquele que crê sofre uma milagrosa transformação interior que foi prometida por Cristo e que Ele chamou de “nascer de novo” (Jo 3.3-16). Isso não é um clichê, é a realidade.
Pilatos não tinha idéia do que estava dizendo quando apresentou Cristo à multidão agitada:“Eis o homem!” Aquele era o homem como Deus queria que fosse. Paulo o chamou de “o segundo homem” e de “o último Adão” (1 Co 15.45,47). Em outras palavras, desde Adão – criado pela mão de Deus no Jardim, sem contaminação – até Jesus, o último Adão – formado no útero de uma virgem, sem contaminação – não havia ninguém de quem se pudesse dizer: “Eis o homem como Deus queria que fosse”.
“O enorme fardo dos nossos pecados”, que teria mantido a humanidade no Lago de Fogo para sempre, poderia ser suportado pelo Ser infinito na Cruz, onde Ele se colocou entre Deus e o Homem. Se a Justiça Infinita não tivesse sido satisfeita através do pagamento integral dos nossos pecados efetuado por Cristo, Ele não poderia ter saído daquele sepulcro.
“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15.19-20).
A penalidade para o pecado é ser banido eternamente da presença de Deus e de todo o seu universo e lançado no exílio no Lago de Fogo. Esse é o castigo determinado pela Suprema Corte de Deus para a alta traição contra o Criador de todas as coisas. Um dos maiores horrores do Lago de Fogo será o fato de que mesmo naquele lugar de tormento os que odeiam a Deus não conseguirão escapar dEle. Ele estará lá, na consciência dos perdidos, consciências que não poderão mais se esconder atrás de nenhuma desculpa. Não haverá como fugir da verdade que eles rejeitaram e que os atormentará eternamente. Davi afirmou:“Se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás” (Sl 139.8).
Nenhum ser finito poderia pagar a penalidade exigida pela infinita justiça de Deus. Nenhum ser humano que tentasse pagar por seus próprios pecados poderia dizer finalmente, como exclamou Cristo em triunfo na Cruz: “Está consumado! A dívida foi paga”.  Mas o preço tinhaque ser pago integralmente. De que outro modo os portões da justiça se abririam?
No Livro de Jó, temos uma noção da verdadeira luta entre Satanás e Deus pelo domínio do Cosmo. “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles” (Jó 1.6). Essa narrativa espantosa nos dá uma idéia do que está envolvido na batalha entre Deus e Satanás. É um conflito de proporções cósmicas pelo controle do universo, e o homem é o prêmio que ambos os lados desejam. É uma batalha bem real, cujo objetivo é conquistar o coração e a afeição do homem. Mas é bom lembrar que não há nenhuma garantia de que Deus triunfará em cada caso individual. Com o dom do livre arbítrio, cabe a cada ser humano escolher de que lado ficará nessa batalha.
Os cristãos têm um papel fundamental na derrota final de Satanás: “Eles, pois, o venceram [a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás – Ap 12.9] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11). Com o amor de Cristo em nosso coração, seguimos o exemplo que Ele mesmo deixou para nós: “Pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2.21-25).
Satanás continua a entrar na presença de Deus desafiadoramente, como fazia na época de Jó. Como podemos ter certeza disso? Pelo fato de que ele ainda acusa os irmãos diante do trono de Deus dia e noite, e continuará fazendo isso até o fim (Ap 12.10). Como já dissemos certa vez, e sempre é bom repetir, Satanás é como um presidente no fim do mandato. Ele ainda pode andar livremente pelos corredores do poder e tem bastante influência por trás dos panos. Ele ainda não foi expulso do céu, mas esse dia está chegando:
“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12.7-9).
Como Satanás será expulso no final? Existe um velho hino que expressa com simplicidade e beleza o que a Escritura retrata:
Em fraqueza, como um derrotado, Ele conquistou a coroa da vitória; Permitindo que pisassem nele, colocou todos os nossos inimigos sob seus pés. Ele abateu o poder de Satanás; Feito pecado, derrotou o pecado. Curvou-se ante o sepulcro, destruiu-o também; e, ao morrer, matou a morte.
Satanás não consegue entender como Cristo, com brandura e aparente fraqueza, pôde triunfar sobre ele. Ele fica confuso com tudo que diz respeito à Cruz. Primeiro, ele inspirou Pedro para impedir Cristo de ir para a Cruz: “Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22). Sabemos que Satanás inspirou Pedro por causa da resposta de Cristo: “Arreda, Satanás!” Depois, ele inspirou Judas para entregar Jesus aos rabinos para que eles pudessem conseguir Sua crucificação: “Entrou nele Satanás” (Jo 13.27). Até hoje, Satanás não entendeu nada.
“Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).
Na minha opinião, Satanás realmente acha que pode sair vencedor dessa batalha pelos corações e mentes da humanidade. E por que não? Ele oferece exatamente aquilo que treinou o homem para cobiçar: riqueza, bens, prazer hedonista, sexo livre, popularidade, fama, drogas e álcool em abundância, satisfação de todos os seus desejos sensuais. Mas, apesar disso, multidões preferem seguir a Cristo, embora Ele ofereça o ódio e a rejeição do mundo, com perseguição e sofrimento – mas também a eternidade em sua presença, onde há felicidade verdadeira: “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).
E o que acontece com os que fazem a escolha errada e preferem juntar-se a Satanás em sua traição? Deus não tem prazer em castigar os perversos (Ez 33.11), mas a punição de cada um é de acordo com seu crime. Quando lemos o que os líderes ateus dizem a respeito de Deus em flagrante e desafiadora rebeldia, temos certeza de que eles arrancariam Deus de Seu trono se pudessem. Eles odeiam a Deus. Sem dúvida, o tormento eterno no Lago de Fogo por causa de sua traição será a colheita daquilo que eles mesmos semearam.
Veja o que disse Richard Dawkins, líder do movimento do Novo Ateísmo, num debate com John Lennox, um cristão fervoroso e também professor de Oxford, cientista com dois Ph.D.s e que, em seu comentário final, deu testemunho de sua fé em Cristo e na ressurreição de nosso Senhor:
“Sim, bem, esse pedacinho final” – disse Dawkins, com os lábios encurvados de desprezo, a voz gotejando veneno – “entrega o jogo todo, não? Toda aquela história de ciência e física... tudo isso é muito grandioso e maravilhoso, e então, de repente, voltamos à ressurreição de Jesus. Isso é tão insignificante, tão trivial, tão local, tão sem imaginação –  tão indigno do universo”.
Mas, para Deus, a Ressurreição foi a maior demonstração de Sua majestade e poder. Que lamentável exibição do ódio mortal que corrói Dawkins! Esse pagão, que obviamente adora a criação ao invés do Criador (Rm 1.21-23), está espumando de raiva. Essa manifestação de seu ódio a Deus vai zombar dele eternamente (Pv 1.20-33), enquanto os céus ressoarão com o eterno mas sempre renovado hino de louvor a Deus e ao Cordeiro: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.