sábado, 16 de abril de 2011

15 princípios para viver como cristão em um mundo crescentemente hostil



martirio.jpg (35K) - Perdão

Adrian Warnock

1. Precisamos tomar cuidado para não generalizar. É fácil e intelectualmente preguiçoso assumir que todos os cristãos ou todos os evangélicos e até mesmo todos os muçulmanos pensam de uma certa forma e agirão, portanto, de uma certa maneira. Isso é patentemente falso.

2. Cada indivíduo de fé tem sua própria consciência. É claro que ela será influenciada pelas interpretações dos seus líderes e outros membros da igreja, mas no final das contas todos nós permanecemos de pé ou caímos diante do nosso próprio Mestre (Romanos 14:4). Temos que entender e aceitar que pessoas de fé genuína podem chegar a conclusões muito diferentes de nós em certos assuntos.

3. Jamais devemos compelir outros a agir contra suas consciências. O que não procede de fé é pecado.(Romanos 14:23)

4. Um aspecto crítico que os cristãos têm que trabalhar é a distinção entre apoiar os outros e participar do pecado alheio. Isso nem sempre é tão claro quanto se possa pensar inicialmente.

5. Para usar alguns exemplos, se você está convencido que a aspersão de bebês está errada, você peca por comparecer ao batizado de um membro da família? A maioria provavelmente pensa que não. Mas a maioria de nós concordaria que se você não acredita em batismo de adultos para alguém que já tenha sido batizado quando bebê estaria errado em ser batizado só para que pudesse integrar-se a uma igreja.

6. Precisamos aprender a ser cativantes e a falar a verdade em amor (Efésios 4:15) quando discordamos de outros cristãos ou de incrédulos.

7. Não é razoável esperarmos que aqueles que não conhecem a Jesus sigam códigos morais bíblicos.

8. Devemos cuidar para não sermos mais conhecidos por aquilo que somos contra do que por aquilo que defendemos e cuidar para que sejamos pessoas cheias de amor.

9. Jesus era conhecido como amigo de pecadores e não teve problema algum em comer com cobradores de impostos.

10. Precisamos aprender a estar no mundo sem ser do mundo.

11. Se nós vamos ser uma sociedade que verdadeiramente valoriza a diversidade um dos diversos conjuntos de opiniões que temos que aprender a valorizar como sociedade é o daqueles que levam suas escrituras a sério. Eu digo isso cuidadosamente, porque os cristãos não são os únicos que enfrentam esse problema no século 21.

12. Temos que entender cuidadosamente o que o Estado ordena e exige de nós e em quase todos os casos obedecê-lo. Devemos dar a César o que é de César (Marcos 12:17).

13. Haverá momentos em que o que o Estado pede que façamos estará em conflito direto com algo que Deus ordena e cobra de nós. Nessas circunstâncias, nós temos que obedecer a Deus e não ao homem (Atos 4:19). Devemos dar a Deus o que é de Deus (Marcos 12:17).

14. Há tempos em que precisamos aprender a ser uma Ester, o agente secreto de Deus em um mundo que nos odeia, construindo um depósito de confiança e honra, mas (como ordenado por Mordecai) não dizendo quem realmente somos. (Ester 2:10)

15. Há tempos em que temos que falar. Um dessas vezes é quando somos questionados diretamente sobre algo. Não devemos mentir. Não devemos negá-lo. Devemos ser destemidos, porém gentis, quando chamados a tomar posição por nosso Deus e o Seu glorioso Evangelho. (1 Pedro 3:15-16)

O escândalo do pecado – John MacArthur



O pecado domina o coração humano, e se fosse pela sua vontade, condenaria cada alma. Se não compreendermos nossa própria perversidade ou não enxergarmos nosso pecado como Deus o vê, não poderemos entendê-lo ou fazer uso do remédio contra ele. Aqueles que tentam justificá-lo, negligenciam ajustificação de Deus. Até compreendermos quão totalmente repugnante nosso pecado é, nunca poderemos conhecer a Deus.

O pecado é abominável a Deus. Ele o odeia (cf. Dt 12.31). "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar..." (He 1.13). O pecado é contrário à sua própria natureza (Is 6.3; 1Jo 1.5). A pena máxima — a morte — é exigida para cada infração contra a lei de Deus (Ez 18.4, 20; Rm 6.23). Até a menor transgressão é digna da mesma pena severa: "Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um ponto, se torna culpado de todos" (Tg 2.10).

O pecado suja a alma. Ele rebaixa a dignidade da pessoa. Obscurece o entendimento. Torna-nos piores que animais, pois os animais não podem pecar. Polui, corrompe, suja. Todo pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. A Bíblia o chama de imundícia (Pv 30.12; Ez 24.13; Tg 1.21). O pecado é comparado ao vômito, e os pecadores são os cães que voltam ao seu próprio vômito (Pv 26.11; 2Pe 2.22). O pecado é chamado de lamaçal, e os pecadores são os porcos que rolam nele (SI 69.2; 2Pe 2.22). O pecado é semelhante ao cadáver em putrefação, e os pecadores são os túmulos que contêm o malcheiro e a sujeira (Mt 23.27). O pecado transformou a humanidade em uma raça poluída e imunda.

As terríveis consequências do pecado incluem o inferno, sobre o qual Jesus disse: "E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo inferno" (Mt 5.30). As Escrituras descrevem o inferno como um lu¬gar terrível e medonho onde pecadores são "atormentados com fogo e enxo¬fre..." e "A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome" (Ap 14.10,11). Essas verdades se tornam mais alarmantes ainda quando percebemos que são parte da Palavra inspirada de um Deus de infinita misericórdia e graça.

Deus quer que entendamos a excessiva pecaminosidade do pecado (Rm 7.13). Não ousemos encará-lo com leviandade ou rejeitar nossa própria culpa frivolamente. Quando encaramos o pecado como ele é, é nosso dever odiá-lo. As Escrituras vão até mais fundo que isso: "Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniquidades que tendes cometido" (Ez 20.43, ênfase acrescentada). Em outras palavras, quando verdadeiramente vemos o que o pecado é, longe de obter auto-estima, nós nos desprezaremos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Silêncio de Cristo - C. H. Spurgeon



Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/

Vale a pena orar?





Por Ariovaldo Ramos

Jesus nos ensinou a pedir a vontade do Pai. Mt 6.10


O Espírito Santo intercede por nós, falando o que Deus quer ouvir. Rm 8.27

Deus só faz o que quer, mas, o que Deus quer é sempre o melhor. Rm 12.2

Entretanto, falar com quem só faz o que quer deixa pouco espaço para quem com ele fala.

Parece só restar a frase atribuída a C.S. Lewis, no filme Terra das Sombras: “Não oro para que Deus faça a minha vontade, mas para que me adeque à vontade dele.”

É possível, portanto, concluir que não vale a pena orar.

Mas, as nossas orações estão em taças de ouro! Ap 5.8

E nós, os que cremos, somos sacerdotes que reinam. Ap 5.10

E sacerdotes reinam por meio da oração.

Abraão teve atendida uma oração que não conseguiu verbalizar.

Porque Abraão, orando por Sodoma, pediu que, se encontrasse 10 justos, Deus poupasse as cidades, mas os anjos não encontraram tal contingente. Gn 18.16-33

Abraão, ao orar, lembrava-se de Ló, e Deus salvou Ló, por lembrar de Abraão. Gn 19.29

Moisés ordenou que o povo de Israel lutasse com os amalequitas, porque atacaram a Israel.

Arão e Hur perceberam que era pela oração de Moisés que a batalha era ganha, e sustentaram as suas mãos até Amaleque ser desbaratada. Ex 17.9-13

Josué orou e Deus deteve o movimento do Universo” Jo 10.6-15


"Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o Senhor, assim atendido à voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel.” Jo 10.14

Ana, movida pela aflição e pelo excesso de ansiedade orou por um filho.

Eli, o Sumo Sacerdote, que 1º a julgou embriagada, quando a compreendeu, a abençoou.

E Deus lhe concedeu um filho, Samuel, porque lembrou-se dela. 1Sm 1.10-20

Um anjo lutou 21 dias contra as potestades da Pérsia para atender a oração de Daniel.

Porque, disse o anjo: “foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim. Dn 10.10-14

Jesus, a pedido, fez um milagre antes da hora (v4), para manter um estado de festa. Jo 2. 1-11

Jesus atendeu a uma mulher antes do tempo. Mc 7.24-30

Jesus incitou a pedir para Deus permitir que o inevitável aconteça em tempo onde mais gente possa se salvar. Mt 24.20

Jesus disse que se um juiz iníquo pode vir a atender a um clamor, quanto mais Deus que é justo. Lc 18.1-8

Por princípio e definição todo desejo de orar é ímpeto para Deus.

Paulo orou contra o que havia visto e admoestado (At 27.21-24) e Deus salvou a todos que estavam em estado de morte certa. At 27.9-26

Deus só faz o que quer, e tem de ser assim, porque o melhor é sempre o que Deus quer; mas vale a pena orar porque o querer de Deus é mais extenso, abrangente e inclusivo do que qualquer ser humano é capaz de imaginar!


Fonte: http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/

O deus alternativo do Teísmo Relacional



Por Philip R. Johnson

Essa é precisamente a forma pela qual os teístas relacionais - e até mesmo alguns que rejeitam o teísmo relacional - têm compreendido mal a doutrina da impassibilidade divina. Um artigo recente em Christianity Today afirmou que a doutrina da impassibilidade é realmente uma relíquia fora de moda da filosofia grega que mina o amor de Deus.

Se amor implica vulnerabilidade, a compreensão tradicional de Deus como impassível torna impossível dizer que “Deus é amor”. Um Deus Todo-Poderoso que não pode sofrer está miseravelmente prostrado, porque não pode amar nem se envolver. Se Deus permanece imóvel diante do que quer que nós façamos, há realmente muito pouca importância em se fazer uma coisa ou outra. Se amizade significa permitir-se ser afetado pelo outro, então essa Divindade imóvel e sem sentimentos não pode ter amigos nem ser nossa amiga[1].

O teísta relacional Richard Rice também exagera a doutrina da impassibilidade. De acordo com ele, esta é a doutrina de Deus que tem dominado a história da Igreja:

Deus mora em perfeita bem-aventurança fora da esfera do tempo e do espaço... Ele permanece essencialmente não-afetado por eventos e experiências das criaturas. Ele não é tocado pelo desapontamento, pesar ou sofrimento de suas criaturas. Assim como sua soberania não encontra oposição, sua serena tranqüilidade não conhece interrupções[2].

Em outro lugar, Rice alega que os teístas clássicos comumente consideram a terminologia bíblica sobre as afeições divinas como “vôos poéticos essencialmente não-relacionados às qualidades centrais que o Antigo Testamento atribui a Deus”. Em vez disso, de acordo com Rice, o Deus do teísmo clássico “é feito de estofo duro. Ele é poderoso, autoritário e inflexível, por isso os doces sentimentos dos quais nós lemos nos profetas são meramente exemplos de licença poética”[3] Para Rice, o Deus da principal corrente histórica do Cristianismo é distante, reservado, descuidado, sem sentimentos e totalmente indiferente aos apuros de suas criaturas.

Por outro lado, Rice retrata o deus do teísmo relacional como um deus de fervente paixão, cuja “vida interior”[4] é movida por “uma ampla faixa de sentimentos, incluindo alegria, dor, ira e arrependimento”[5]. De acordo com Rice, Deus também experimenta desejos frustrados, sofrimento, agonia e angústia severa. Além disso, todas essas agressões são infligidas a ele por suas próprias criaturas [6].

Clark Pinnock concorda: “Deus não é calmo nem retraído, mas profundamente envolvido e pode se ferir”[7]. Pinnock crê que a essência do amor e da ternura divina são vistos no fato de Deus “tornar-se vulnerável dentro de um relacionamento conosco”[8].
E assim os teístas relacionais querem apresentar uma dicotomia ao público cristão. As duas claras e únicas opções, de acordo com eles, são o deus tempestuosamente apaixonado do teísmo relacional (que está sujeito a feridas que podem ser infligidas por suas criaturas) e o deus totalmente indiferente que eles relacionam ao teísmo clássico (que, no fim, se parece com um iceberg metafísico).“[9]

Considere cuidadosamente o que os teístas relacionais estão dizendo: seu deus pode ser ferido; suas próprias criaturas podem com angústia e mágoa; ele é regularmente frustrado quando seus planos são contrariados; e ele amargamente desapontado quando sua vontade não é cumprida - o que acontece regularmente [10]. Os teístas relacionais colocaram Deus nas mãos de pecadores irados, porque somente esse tipo de deus, eles alegam, é capaz de amor verdadeiro, doçura genuína ou afeições significativas de qualquer espécie.

De fato, já que o Deus do teísmo clássico não pode ser ferido por suas criaturas, os teístas relacionais insistem em que ele não pode ser “relacional”. Ele é muito isolado, desprovido de sentimentos, apático e privado de toda sensibilidade. De acordo com o teísmo relacional, essas são ramificações inescapáveis da doutrina da impassibilidade divina.

Essa é, francamente, a investida favorita do teísmo relacional sobre o teísmo clássico. Ela tem grande apelo no que se refere aos típicos cristãos de banco de igreja, pois nenhum verdadeiro crente jamais admitiria que Deus é insensível e descuidado.[11]

A triste verdade é que, nesses dias, a doutrina da impassibilidade divina tem sido geralmente negligenciada e menosprezada até mesmo por aqueles que ainda afirmam o teísmo clássico. Muitos daqueles que rejeitam as outras inovações do teísmo relacional são vacilantes com relação à impassibilidade. Eles têm sido facilmente influenciados pelas caricaturas, ou têm sido muito lentos em refutá-las.[12].

Fonte: http://www.bereianos.blogspot.com/

domingo, 10 de abril de 2011

Esconde – esconde


-Onde está você?
-Por que se escondeu?
Imagine essas palavras sendo pronunciadas pelo próprio Deus. Imagine Ele chamando por Adão no Jardim do Éden, logo depois que ele e Eva pecaram.
“Mas o Deus Eterno chamou o homem e perguntou: -Onde é que você está? O homem respondeu: -Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi.” Gênesis 3: 9 e 10
Adão e Eva haviam pecado. E porque tomaram consciência disso, se esconderam. Eles sentiram vergonha por estarem nus. O que antes era uma coisa natural e pura, agora era algo vergonhoso. O que fez eles se sentirem assim? PECADO.
O pecado faz com que você se sinta impuro. Faz com que você tenha medo.
E qual é a sua atitude?
Se esconder e tentar se tapar com folhas de figueira, como Adão e Eva fizeram.
“Nesse momento os olhos dos dois se abriram, e eles perceberam que estavam nus. Então costuraram umas folhas de figueira para usarem como tangas” Gênesis 6: 7
As coisas na nossa vida não são diferentes.
Quando pecamos e sabemos disso, nos escondemos com medo. E tentamos nos tapar com folhas, que são nossas desculpas. Tentamos nos esconder atrás de folhas, que teoricamente, nos esconderiam de Deus. Essas folhas (desculpas) pensamos que seriam capazes de nos esconder dos olhos do Senhor.
Mas, será que Deus não sabia onde Adão e Eva estavam, que chamou por Eles?
É claro que Ele sabia. Estamos falando de um Deus onisciente e onipresente.
“Os olhos do Senhor estão em todo lugar” Provérbios 15:3
Se Deus sabia onde eles estavam, porque Ele chamou por eles então?
Porque ele queria ouvir da boca deles o arrependimento.
NÓS gostamos de brincar de esconde-esconde com Ele, pensando que Ele demorará para nos encontrar. Nós gostamos de pecar e de nos esconder. Pensamos que Ele não vai nos achar. Pensamos que estamos tão bem escondidos no meio de nossas folhas de figueira, que Ele não vai nos ver.

Mas Deus não gosta de brincar de esconde-esconde. Porque, pra Ele, não tem graça. Ele está em TODOS os lugares, e sempre sabe onde você está! Ele sempre vai te achar!
“Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença?  Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também.  Se eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente,  ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas.  Eu poderia pedir que a escuridão me escondesse e que em volta de mim a luz virasse noite;  mas isso não adiantaria nada porque para ti a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o dia. Tu não fazes diferença entre a luz e a escuridão.” Salmos 139: 7-12
Mas uma coisa muito legal sobre Deus, é que se você brincar de esconde-esconde com Ele, Ele vai fazer questão de te achar e ainda vai te receber de braços abertos.
Agora, pare por um minuto para ouvir a voz de Deus… será que Ele não está chamando o seu nome?
-Onde está você?
- Por que se escondeu?
Com amor
Escrito por Pati Geiger

Como funciona a santificação? – John MacArthur



A palavra santificar nas Escrituras vem de palavras gregas e hebraicas que significam "separar". Ser santificado é ser separado do pecado. Na conversão, todos os crentes são libertos da escravidão do pecado, libertos do cativeiro do pecado — separados para Deus, ou santificados. No entanto, nesse momento, o processo de separação do pecado apenas teve seu início. ( Conforme crescemos em Cristo, nos tornamos mais separados do pecado e mais consagrados a Deus. Assim, a santificação que ocorre na conversão apenas inicia um processo, que dura toda a vida, pelo qual somos separados mais e mais do pecado e moldados em conformidade com Cristo — separados do pecado e separados para Deus.

Cristãos no processo de amadurecimento nunca transformam-se em pessoas que se autojustificam, presunçosas ou satisfeitas com seu progresso. Não buscam a auto-estima, mas em vez disso procuram trabalhar com seu pecado. E quanto mais nos tornamos semelhantes a Cristo, mais sensíveis ficamos aos vestígios corruptos da carne. Quando amadurecemos na santidade, nosso pecado se torna mais doloroso e mais óbvio a nós mesmos. Quanto mais rejeitamos nosso pecado, mais percebemos as tendências pecaminosas que ainda precisam ser abandonadas. Este é o paradoxo da santificação: quanto mais santos nos tornamos, mais frustrados ficamos pelos restos resistentes do nosso pecado. O apóstolo Paulo descreve nitidamente sua própria angústia sobre esta realidade em Romanos 7. 21-24:

Então, ao querer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra iei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

Romanos 7 apresenta muitos desafios difíceis aos intérpretes da Bíblia, mas certamente a questão mais difícil de todas é como é que Paulo pôde dizer essas coisas após ter escrito no capítulo 6: " Foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado" (Rm 6.6,7).

Essas são verdades vitais para o cristão entender. Elas detêm a fórmula para um andar espiritual saudável e dão um discernimento prático de como deveríamos batalhar contra o pecado em nossa vida.A fim de entendê-las melhor devemos voltar a Romanos 6. De acordo com o Dr. Warfield, Romanos 6 "foi escrito com o único propósito de afirmar e demonstrar que justificação e santificação estão indissoluvelmente ligadas". Ou, na imaginação de Paulo, o morrer com Cristo (justificação) e o viver com Cristo (santificação) são ambos resultados necessários da verdadeira fé. Aqueles que acham que a graça trata a santidade como opcional estão tragicamente enganados. Aqueles que acham que experimentaram toda a santificação que precisavam estão igualmente iludidos. Aqueles que acham que a auto-estima é mais importante que a santidade estão cegos para verdade. Se conhecêssemos os princípios de Deus para trabalhar com o pecado, deveríamos compreender que isso é uma luta de vida e morte, até o final. Contentar-se com bons sentimentos a respeito de si mesmo é contentar-se com o pecado.