domingo, 3 de abril de 2011

Para que serve a igreja?



Por  Pastor Jonas Neves

Há inúmeras opiniões sobre este tema: A Bíblia - e ninguém mais - tem a resposta para essa pergunta. A Igreja é criação do Deus da Bíblia Sagrada. É Ele quem diz para que a criou.
Desde o princípio, o Criador tem tomado providências para que o homem O conheça e tenha relacionamento espiritual com Ele. A igreja é a Sua última ação para tornar-Se conhecido, até mesmo, dos anjos, que também são seres criados: “Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais” (Efésios 3:10).
Deus enviou o Seu Filho ao mundo e Ele afirmou: “... Eu edificarei a minha Igreja...”. É d’Ele e de ninguém mais. O escritor aos Hebreus assegura: “Havendo Deus, outrora, falado de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho...”. Jesus é esse Filho de Deus. Ele viveu entre nós e treinou os Seus discípulos para que fossem igreja de acordo com a natureza, o poder e o propósito estabelecido por Ele. Toda a pregação, ensino, milagres, sinais e maravilhas que Jesus realizou era um trabalho divino para a transformação daqueles homens, a fim de prepará-los como fundamento da igreja.
Depois de mais de três anos de ministério terreno, por meio de Sua morte, Jesus selou a Nova Aliança com os Seus, anulando a Antiga Aliança, e transformando os que creem n’Ele em membros do “Corpo de Cristo” (Efésios 1:22,23 e Hebreus 9:15-17). “Corpo” significa o meio pelo qual o Cabeça, Jesus, Se manifesta na Terra. Assim, o Senhor está afirmando que pela igreja Ele Se revela ao mundo
Após Sua ressurreição, Jesus derramou o Espírito Santo sobre os discípulos, cobrindo-os com a vida e o poder da Nova Aliança. A era da Igreja é inaugurada. Esse é o mesmo Espírito no qual são selados os que recebem a Jesus pela fé (Efésios 1.13,14) e por meio do Qual o crente pode realizar as mesmas obras que Jesus realizou (Marcos 16.17,18). “A Igreja é a família espiritual de Deus, uma comunidade criada pelo Espírito Santo, baseada na obra expiatória de Cristo”. Cristo é o Dono, o Senhor da Igreja. Ele criou a Igreja com três propósitos específicos:

1º. Adorar a Deus- Paulo lembra que fomos criados “para o louvor da Sua glória” (Efésios 1). João registra as seguintes palavras de Jesus: Vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque são os que o Pai procura para Seus adoradores. Deus é Espírito e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23,24). “A principal e mais elevada finalidade do homem consiste em glorificar a Deus e desfrutar d’Ele para sempre – (Catecismo de Westminster). Todos, sem exceção, de alguma forma adoramos a alguém ou a algo. O Eterno Criador busca que O adoremos. E só a Ele: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4.10).

2º. Evangelizar – Jesus veio para buscar e salvar o perdido. E enviou a igreja para fazer o mesmo. Está escrito: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” – Mateus 28.19,20. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer, será condenado” – Marcos 16.15,16. Pregar é proclamar, anunciar, testemunhar. Discipular é acolher, ensinar, educar, nutrir, indicar o Caminho. Evangelizar e discipular é ORDEM do Senhor aos que Lhe pertencem.

3º. Edificar – Evangelizar é o trabalho de conquista de vidas para Jesus feito pelos Seus adoradores, cujo coração está inteiramente voltado para Deus. Edificar é nutrir o crente até que ele se torne semelhante a Jesus. O objetivo é que, pela ação do Espírito Santo, a vida e o caráter de Jesus Cristo sejam implantados no convertido, e que o seu comportamento manifeste a presença e o poder do Reino de Deus na Terra.
Fica clara a importância da igreja para Deus e também para a raça humana que por Ele foi criada. Como resultado do seu relacionamento com o Senhor, ela santifica as suas relações com os homens e lhes transmite o conhecimento do Criador.
A igreja deve se empenhar em tudo o que puder ser feito, para que seus objetivos se concretizem. Mas, também deve fugir de tudo o que prejudica as principais finalidades da sua existência.
Essa é a nossa fé. Por ela a Igreja Batista do Povo tem se empenhado nestes seus 30 anos de existência. Por essa fé também viveremos todos os nossos dias.

A Bíblia Nos Promete Uma Vida de Prazeres?


A Bíblia Nos Promete Uma Vida de Prazeres?

Quando Saulo tornou-se Paulo, uma voz divina anunciou: “Vou lhe mostrar como você poderá gozar muito melhor a sua vida!” Será que é o que realmente está escrito na Bíblia? Pelo contrário, lemos: “Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16).Foi o que Deus disse a Ananias acerca de Paulo. Portanto, foi quase o oposto do que muitos entendem hoje por vida cristã.

Prazer e sofrimento

O Novo Testamento está permeado pelo tom do sofrimento, e é justamente isso que não agrada à nossa velha natureza, que adora cuidar bem de sua carne e de gozar a vida. Paulo e Barnabé, por exemplo, exortaram os discípulos “a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).
Paulo, o apóstolo dos gentios, lembra a Timóteo, seu discípulo mais fiel, que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12).
Isso não soa como uma vida de prazeres e de riqueza abundante, como tanto se apregoa hoje em dia. Temos inclusive uma carta inteira no Novo Testamento que se ocupa com o tema do sofrimento: a Primeira Epístola de Pedro. Ele explica que a fé é provada e aprovada através do sofrimento (1 Pe 1.6-7). Portanto, em completa oposição à sociedade caracterizada pelo entretenimento e ao cristianismo que confunde discipulado com diversão e festa. Aos crentes da Ásia Menor, Cristo é apresentado como exemplo naquilo que sofreu, para que sigamos os Seus passos (1 Pe 2.21).
Será que não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

Jesus e o sofrimento

A Carta aos Hebreus menciona, inclusive, que nosso Senhor, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8). Se isso foi válido para o Filho de Deus, quanto mais vale para nós! O servo, como se sabe, não está acima de seu Mestre.
Pedro diz ainda mais: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.1-2).

Tema recorrente

Sofrimento e não prazer ou bênçãos materiais é o tema recorrente nas cartas dos apóstolos. Paulo chega a dizer: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). De forma semelhante, Pedro admoesta em sua carta:“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4.12-13).
A fé é provada e aprovada através do sofrimento.
Será que isso ainda é proclamado em nossa sociedade de consumo, que já chega a “celebrar” o discipulado e a vida cristã? Será que frases tão negativas não deveriam ser sumariamente riscadas da Bíblia? Não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

Sem rodeios

Aos coríntios, que igualmente estavam em perigo de exercer poder e “domínio”, Paulo escreve sem rodeios: “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4.8-13).
Isso soa como prazer, sucesso, conforto e prosperidade? É quase o oposto de tudo aquilo que hoje nos é apresentado simuladamente pelos “evangelistas da prosperidade” como se fosse o Evangelho de Cristo.

Negativo e derrotista?

Para que minhas palavras não sejam interpretadas como uma defesa do sofrimento e uma declaração de derrotismo cristão, devo mencionar que Deus deseja que “vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.2). Na mesma Carta a Timóteo está escrito: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Tm 6.17).
O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas.
Somos gratos por toda a paz e pelo bem-estar que a graça de Deus tem nos concedido no mundo ocidental por um tempo admiravelmente longo. Mas fazer dessa realidade um evangelho é, brandamente falando, contradizer o espírito do Novo Testamento. O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas. Em obediência a Deus, o discípulo de Jesus pode ter, sim, muita alegria, alegria plena (1 Jo 1.4). Mas essa alegria é em primeiro lugar espiritual e não está, necessariamente, refletida no nível material.

Movido pela alegria

Quando Paulo ditou sua carta “movida pela alegria” aos filipenses exortando os crentes a “alegrar-se sempre” (Fp 4.4), ele próprio encontrava-se algemado na prisão.

Discutindo com os super-apóstolos

Em suas discussões com pregadores “poderosos” e triunfalistas, que Paulo chama ironicamente de “sábios”, “fortes”, “nobres” (1 Co 4.10), ele se gloria de sua própria fraqueza (2 Co 12.9), especialmente porque esses falsos mestres se vangloriavam de seu grande poder e de sua própria autoridade. Eles também passavam a idéia de que apenas através deles o mundo daquela época fora alcançado com um evangelho “poderoso” e “pleno” (2 Co 10.12-16). Paulo contrapõe a esses falsos apóstolos e obreiros fraudulentos, como também os chama, a extensa lista de seus próprios sofrimentos (2 Co 11.22-23), provando que ele era um apóstolo legítimo.
Isso ainda é pregado atualmente? Isso ainda é proclamado nos programas cristãos de televisão? Os apóstolos residiam em belas casas e lá ditavam suas cartas? A visão mais profunda dos mistérios do tempo da graça é fornecida por Paulo nas cartas aos efésios e aos colossenses, que ele escreveu quando se encontrava encarcerado. Em seu discurso de despedida em Mileto ele disse: “o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações” (At 20.23). Isso não soa como a expectativa por eventos especialmente prazerosos.

Vida de prazeres?

Humildade, lágrimas, provações, ciladas, cadeias e tribulações, de fato, uma vida “de prazeres”! Mesmo quando Paulo suplicou por uma vida física mais ou menos normal, sem o espinho na carne, seu pedido não foi atendido. Será que ele não deveria ter enfrentado essa limitação física com visualização ou pensamento positivo? Esse homem de Deus podia dizer de si mesmo: “...pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10). Devemos temer, com justiça, que muitos dos pregadores de sucesso de nossos dias literalmente invertem a ordem das coisas: “ricos, mas empobrecendo a muitos”.
Todo esse evangelho da prosperidade e do bem-estar é um cumprimento de 2 Timóteo 4.3, onde está escrito que os homens dos últimos dias cortejarão mestres por cujas palavras sentem coceira nos ouvidos, mestres que os agradem. Muitos gostariam de ouvir que Deus quer nos fazer grandes, ricos, saudáveis e poderosos. Essa era a mensagem dos amigos de Jó, que não conseguiam entender que Jó enfrentava tanto sofrimento por se encontrar dentro da vontade de Deus.
Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).

Uma geração hedonista

Esta é a mensagem para uma geração hedonista, como Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).
Será que Jesus também ofereceu uma falsa fé? Ele disse à igreja de Esmirna:Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o Diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

O oposto do triunfalismo

Isso é totalmente oposto ao atual triunfalismo do evangelho da prosperidade. É monstruoso o que é tolerado e propagado na cristandade contemporânea. Esta geração ocidental literalmente criou um evangelho resumido e derivado de seu hedonismo, de sua amoldagem ao espírito da época, de sua loucura por saúde, bem-estar e entretenimento, de seu desejo por prazeres carnais e de sua auto-estima.

Pobre, miserável, cego e nu

Talvez a melhor caracterização da situação espiritual desses pregadores e adeptos do evangelho da prosperidade e do bem-estar seja a declaração de Jesus Cristo a uma igreja próspera e abastada, mal acostumada ao sucesso, a igreja de Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17).


Fonte: http://www.chamada.com.br/

sábado, 2 de abril de 2011

O Evangelho do Entretenimento - C. H. Spurgeon



"Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo". C. H. Spurgeon



Fonte: http://www.josemarbessa.com/

Para Estarmos Certos, Temos de Pensar Certo – A. W. Tozer



O que pensamos quando estamos com liberdade para pensar sobre o que queremos ser — é isso que somos ou logo seremos.

A Bíblia tem muita coisa para dizer acerca dos nossos pensa¬mentos; o evangelismo atual não tem praticamente nada para dizer sobre eles. A razão por que a Bíblia fala tanto deles é que os nossos pensamentos são vitalmente importantes para nós; a razão por que o evangelismo fala tão pouco é que estamos reagindo exageradamente contra as seitas do "pensamento", como as do Novo Testamento, da Unidade, da Ciência Cristã, e outras semelhantes. Estas seitas fazem os nossos pensamentos ficarem muito perto de tudo, e nos opomos fazendo-os ficar muito perto de nada. Ambas as posições são erradas.

Os nossos pensamentos voluntários não só revelam o que somos; predizem o que seremos. A não ser aquela conduta que brota dos nossos instintos naturais básicos, todo o nosso comportamento é precedido pelos nossos pensamentos e deles se origina. A vontade pode vir a ser serva dos pensamentos, e, em elevado grau, mesmo as nossas emoções seguem o nosso pensar. "Quanto mais penso nisso. mais louco fico", é como o homem comum o coloca, e ao fazê-lo, não somente relata com precisão os seus processos mentais, mas também paga inconsciente tributo ao poder do pensamento, O pensa¬mento instiga o sentimento, e o sentimento dispara a ação. Assim fomos feitos, e bem que podemos aceitá-lo.

Os Salmos e os Profetas contêm numerosas referências ao poder que o reto pensamento tem de inspirar sentimento religioso e de incitar a conduta certa. "Considero os meus caminhos, e volto os meus passos para os teus testemunhos". "Enquanto eu meditava ateou-se o fogo: então disse eu com a própria língua. . ." Vezes sem conta os escritores do Velho Testamento nos exortam ã aquietar-nos e a pensar em coisas elevadas e santas como fator preliminar para a correção da vida ou uma boa ação ou um feito corajoso.

O Velho Testamento não está sozinho em seu respeito pelo poder do pensamento humano, poder outorgado por Deus. Cristo ensinou que os homens se corrompem por seus maus pensamentos, e chegou ao ponto de igualar o pensamento ao ato: "Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela". Paulo recitou uma lista de fulgentes virtudes, e ordenou: "Seja isso o que ocupe o vosso pensamento".

Estas citações são apenas quatro das centenas que poderiam fazer-se das Escrituras. Pensar em Deus e em coisas santas cria uma atmosfera moral favorável ao crescimento da fé, bem como do amor, da humildade e da reverência. Pelo pensamento não podemos regenerar os nossos corações, nem eliminar os nossos pecados, nem mudar as manchas do leopardo. Tampouco podemos com o pensamento acrescentar um côvado à nossa estatura, ou tornar o mal bem, ou as trevas luz. Ensinar isso é representar falsamente uma verdade bíblica e usá-la para a nossa própria ruína. Mas, pelo pensamento inspirado pelo Espírito, podemos ajudar a fazer de nossas mentes santuários purificados em que Deus terá prazer em habitar.

Referi-me num parágrafo anterior aos "nossos pensamentos vo¬luntários", e usei as palavras de propósito. Em nosso jornadear através deste mundo mau e hostil, ser-nos-ão impostos muitos pensamentos de que não gostamos e pelos quais não temos simpatia moral. As necessidades da vida podem compelir-nos por dias e anos a abrigar pensamentos em nenhum sentido edificantes. O conhecimento comum do que fazem os nossos semelhantes produz pensamentos repugnantes à nossa alma cristã. Estes necessariamente nos afetam, mas pouco. Não somos responsáveis por eles, e eles passam por nossas mentes como um pássaro cruzando os ares, sem deixar rastro. Não têm efeito duradouro em nós porque não são propriamente nossos. São intrusos mal recebidos pelos quais não temos amor e dos quais nos livramos tão depressa quanto possível.

Quem quiser verificar sua verdadeira condição espiritual pode fazê-lo notando quais foram os seus pensamentos nas últimas horas ou dias. Em que pensou quando estava livre para pensar no que lhe agradasse? Para o quê se voltou o íntimo do seu coração quando estava livre para voltar-se para onde quisesse? Quando o pássaro do pensamento foi posto em liberdade, voou para longe como o corvo, para pousar sobre as carcaças flutuantes ou, como a pomba, circulou e voltou para a arca de Deus? Ê fácil realizar esse teste, e, se formos sinceros conosco mesmos, poderemos descobrir não só o que somos, mas também o que vamos ser. Logo seremos a suma dos nossos pensamentos voluntários.

Conquanto os nossos pensamentos instiguem os nossos senti¬mentos, e assim influenciem fortemente as nossas vontades, é contudo certo que a vontade pode e deve ser senhora dos nossos pensamentos. Toda pessoa normal pode determinar aquilo em que vai pensar. Natu¬ralmente, a pessoa aflita ou tentada pode achar um tanto difícil con¬trolar os seus pensamentos, e mesmo enquanto se concentra num objeto digno, pensamentos insensatos e fugidios podem fazer travessuras sobre a sua mente, como vivos relâmpagos numa noite de verão. Tendem estes a ser mais molestos do que perniciosos e, no final das contas, não fazem muita diferença, sejam isto ou aquilo.

O melhor meio de controlar os nossos pensamentos é oferecer a mente a Deus em completa submissão. O Espírito Santo a aceitará e assumirá o controle dela imediatamente. Depois será relativamente fácil pensar em coisas espirituais, especialmente se treinarmos o nosso pensamento mediante longos períodos de oração diária. Praticar lon¬gamente a arte da oração mental (isto é, falar com Deus interiormente, enquanto trabalhamos ou viajamos) ajudará a formar o hábito do pensamento santo.

Bons frutos


Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Mt 7:15-20
Não sei quanto à vc, mas essa era uma pergunta q me assustava mto no começo da minha conversão, eu ficava pensando como o meu evangelizador foi o cara comigo, me orientou, cuidou, acolheu, teve paciência e graça, mta graça. E eu ficava querendo ser o espelho dele, vinha na minha mente: Poxa como vou dar bons frutos, será q estou fazendo a coisa certa? Já sei, se eu conseguir converter alguém estou agindo certo, e então darei bons frutos.
Sério mesmo, quem se depara com um versículo desse e não fica com medo?
também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. Mt 3:10
Eu morria de medo, mas não foi pelo medo q comecei a evangelizar, foi realmente por amor, só q…
Ficava medindo os resultados do meu evangelismo, tipo, será q a pessoa entendeu, será q agora ela se converte, acho q eu devo falar assim, fazer assado, etc… E adivinha no q deu? Q eu me decepcionei…
Já contei agumas experiências com evangelismo por aqui, porém hoje vai ser um pouquinho diferente. Vou te contar a história do João ( Ele existe, mas vou preservar o nome dele ok?)
Tdo começou numa tarde no estúdio de tatuagem do meu irmão, eu estava lá curtindo uns desenhos qdo me aparece o João, ele sempre foi o cara, não conheço ninguém no bairro q não goste dele, mto gente fina, bonitão, fortão, estava lá pra dar um tapinha em mais uma tatuagem. Até então éramos colegas, nos conhecíamos, mas não tinha uma amizade, só q ele ficou sabendo q eu estava indo na igreja, daí conversamos um pouco e ele topou colar na igreja comigo.
Foi amor a primeira vista, quer dizer… paixão, e não durou mto. Começamos a estudar a bíblia e eu realmente acompanhei ele bem de perto, comecei ver o Espírito Santo agindo na vida dele, lembro de um dia no grupo de jovens, onde estávamos orando e até o Fê estava presente, tdos fomos tomados pelo Espírito, agora já não era mais eu q estava orando, mas ele, cheio de Deus, falava coisas q só eu e o Próprio Deus sabia! Bênção.
Mas ainda tinha algumas dificuldades, o João não conseguia memorizar os versículos, se achava lento e dizia q nunca conseguiria conhecer a bíblia como eu, isso porque durante mto tempo foi usuário de drogas e achava q de alguma maneira isso afetava ele pois tinha dificuldade em se concentrar e memorizar as coisas, tenho q dizer q era verdade, mas um dia… Um dia uma dessas bênçãos da Assembléia no estilo cabelão e saia, pegou meu amigo no meio da rua e profetizou: Vc vai ter o dom da palavra, Deus vai te capacitar assim e assim.
Passado um tempo a paixão q João tinha pela minha igreja começou a sumir, e infelizmente não foi para dar lugar ao amor! Frequentemente reclamava e se dizia não estar à vontade naquele lugar, no começo fiquei de boa, oramos, depois ele começou a encher mesmo. Um dia no meio da rua, diante as reclamações, parei e disse, chega mano, se este não é o seu lugar amém, mas não peca, vou ajoelhar aqui e pedir para o Senhor mostrar qual o lugar onde vc deva estar, então ele me disse q achava já saber.
No fim de semana seguinte fomos à igreja q ele achava ter a cara dele(sem nomes aqui!) Mas ele curtiu e eu estava junto, conversamos com o pastor e fomos na semana seguinte, inclusive recebi o convite do pastor: Eu creio q é pra vc e o João vir para nossa igreja! E eu respondi: Isso é de Deus o do homem? Pq eu sei meu lugar pastor e estou em paz.(Profetada viu!)
E o João ficou lá na paz tbém, uns dois meses depois fui lá ver como ele estava, o cara já estava abrindo o culto e fazendo os devocionais, se eu não me engano ia liderar os jovens, porém começou a namorar uma mina ai, sabe dessas q eu não recomendaria… e qdo fui conversar com ele, nossa conversa era: Olha Marcião no livro de Isaías, cap tal, versículo tal…e no livro x, verso y. O cara falava tdo de cor, abria na página, como eu nunca tinha visto, parei e disse: Cara Deus te deu um dom,  lembra q vc me disse não conseguir memorizar nada? Mas ele não estava contente, eu disse q as coisas estavam rápidas demais, eu não colocaria ele pra abrir culto e mto menos liderar jovens, a formação na minha igreja é forte e qdo ele chegou lá acharam q estava pronto mas era cedo…
Tão cedo q a mina fez um belo estrago, e o cara saiu, saiu mesmo, a conversa q chegava no meu ouvido era: Sabe o João? Tá mal, caiu de novo nas drogas e tá mal!  Conversei com ele e me disse q pregava pros caras q fumavam maconha com ele, sempre tinha uma oportunidade pra falar de Jesus, mas se sentia culpado, detonado, era como se quisesse salvar os caras do inferno estando ele próprio no território inimigo.
O tempo passou e nada, cheguei a oferecer uns trabalhos pra ele, foi no primeiro mas logo me deixou na mão, eu apenas orava pois sabia q a situação dele não estava fácil. Mas no comecinho desse ano as coisas mudaram, e como!
Do nada recebo a ligação dele, me pedindo perdão por abandonar o posto na guerra, me agradecendo, e dizendo q estava firme com Jesus, firme como nunca esteve, e realmente tive provas disso. Essas horas é difícil segurar o choro, estava no meio do trampo, mas parei, quase gritei de alegria, foram uns 5 anos de história q eu resumi aqui. E essa é apenas uma das histórias, e o João é a prova do q se diz:
Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei. Is 55:11
Mesmo q demore galera, mesmo q vc não veja o resultado na hora, ou nunca veja, saiba q se a palavra de Deus estiver na sua boca, então ela cumprirá o propósito pela qual foi designada, e sempre será Salvação.
E não se preocupe se no meio na sua caminhada e evangelismos o fruto produzido não parecer mto bom na hora pois:
Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Co 3:7
Não se esqueça, não sou eu nem vc q converte ninguém. Somos aprendizes numa grande colheita, e nosso estágio é com o Mestre Jesus.
Eu quero continuar aprendendo Senhor, e o q eu plantar de ruim queime, de bom cresça! No fim espero ainda estar de pé.
Paz.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Um Novo Coração - C. H. Spurgeon



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

As leis do perdão – Martyn Lloyd-Jones




Alguns dizem. . . «Não diz nosso Senhor: Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas? E isso não é lei? Onde está a graça aí? Dizer-nos que se nós não perdoarmos não seremos perdoados, não é graça». Assim, parecem capazes de provar que o Sermão da Montanha não se aplica a nós. Mas se você disser isso, terá que tirar dos evangelhos quase todo o cristianismo. Lembre-se também que o Senhor ensinou exatamente a mesma coisa na parábola do credor incompassivo que ofendera a seu amo, parábola registrada na parte final do capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus.

Esse homem procurou o seu amo e lhe rogou que o perdoasse; e este o perdoou. Mas o perdoado negou-se a perdoar um subalterno que lhe era devedor, resul¬tando disso que o seu senhor retirou-lhe o perdão e o puniu. Nosso Senhor comenta o caso: «Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão». O ensino é idêntico em ambos os casos. Mas esse ensino significa que eu sou perdoado somente porque perdoei? Não.

O ensino é — e devemos levá-lo a sério — que se eu não perdoar, não sou alguém que foi perdoado. . . o homem que se reconhece culpado, vil pecador perante Deus, sabe que sua única esperança do Céu reside no fato em que Deus o perdoou livremente. O homem que de fato vê, sabe e crê isto não é capaz de recusar perdão a outrem. Deste modo, aquele que não perdoa ao próximo não conhece o perdão como sua experiência pessoal. Se meu coração já foi quebrantado na presença de Deus, não posso negar-me a perdoar; e, portanto, digo a qualquer pessoa que credulamente imagina que seus pecados devem ser perdoados por Cristo, apesar de não ter perdoado a ninguém: «Cautela, amigo, para evitar que você acorde na eternidade e ouça dizer-lhe o Senhor: Aparta-te de mim; nunca te conheci» . . . Aquele que foi perdoado de verdade, e sabe disso, é alguém que perdoa. Esse é o significado do Sermão da Montanha sobre este particular.