sábado, 5 de março de 2011

Um Livro Sobrenatural - A. W. Tozer














Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difícil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de motivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as dificuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma resposta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de entender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de estar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acredito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como teríamos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. O que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e outros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.

Por que orar se Deus conhece nossas necessidades? - D. A. Carson



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

sexta-feira, 4 de março de 2011

Como Construir Um Ídolo

Como Construir Um Ídolo from iPródigo on Vimeo.


Fonte: http://vimeo.com/

Cristianismo - Como Jesus é diferente - Mark Driscoll

Cristianismo - Como Jesus é diferente from iPródigo on Vimeo.


Fonte: http://vimeo.com/

A pedagogia das perdas





Por Pr. Estevam Fernandes de Oliveira

Não somos educados para conviver com algumas realidades cruéis, como a experiência da perda. Perder, para nós, significa sempre um grande fracasso quando, na realidade, nem sempre o é. A Bíblia ressalta: Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8.28).
Muitas vezes, é exatamente por meio das perdas que aprendemos a ganhar. Elas abrem caminhos novos para nós, especialmente quando nos permitem rever nossos valores, impactando nosso “homem interior” e despertando sentimentos antes adormecidos, e motivam-nos a tomar atitudes diferentes no cotidiano.
Das experiências de perdas pelas quais passamos na vida, a mais dolorosa é, sem dúvida, a do luto. Perder uma pessoa amada, especialmente no seio da família, é sentir que foi embora um pedaço de nós. Uma sensação de vazio, de impotência e uma tristeza profunda tomam conta do nosso coração. No entanto, até mesmo a experiência do luto pode ser transformada em ganho quando refletida com mais profundidade. Por exemplo, a perder alguém, aprendemos valorizar mais os que ficaram e canalizar, com maior intensidade, o nosso amor, carinho e afeto para eles. Todo dia é dia de amar e de vivenciar a afetividade com as pessoas queridas, pois nunca sabemos quando poderemos perdê-las.
Outra lição que aprendemos com o luto é valorizar o tempo que ainda nos resta de vida e transformá-lo em um tempo de perdão, de paz, de solidariedade e de companheirismo.
Costumamos perder muito tempo com coisas e atitudes mesquinhas que, às vezes, em nada enriquecem nossos relacionamentos; antes, empobrecem nossa qualidade de vida. A experiência do luto nos revela amigos ocultos, reaproxima amizades esquecidas, quebranta o coração para que não haja espaço para a amargura e, especialmente, revela a fragilidade de nossa humanidade. Só Deus é realmente grande; e nós somos nada sem Ele.
Por último, a experiência do luto desperta em nós a reflexão sobre a vida eterna para além dos limites da materialidade, quando, então, firmados pela fé em Deus, entendemos que ninguém morre para sempre, pois o próprio Jesus Cristo nos afirma: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá (João 11.25).
Por isso, ainda que dolorosas, as perdas podem ser transformadas em ganhos. Basta entendermos que Deus está no controle de tudo e que aquilo que hoje aparentemente nos parece grande perda, amanhã se transformará numa vitória ainda maior.  

Fonte: http://www.guiame.com.br/

O mau uso do caráter – Dan Doriani



Apesar da clareza do ensinamento bíblico sobre caráter, alguns teólogos ficam inquietos. Eles pensam primeiro no perigo de que os discípulos se gabarão de suas realizações, tirando de Deus a glória e escorregando para a autoconfiança. Porém, o maior perigo não está no egoísmo, mas na confiança na carne, no desvio de Deus para a força própria. Os luteranos em especial admoestam que "nossa própria justiça pessoal" é tão perigosa à alma quanto o vício, pois ameaça perverter o evangelho da justificação pela fé. O próprio conceito insinua que os seres humanos podem alcançar mérito diante de Deus. Lutero diz que o êxodo dos redimidos não é do vício para a virtude, mas "da virtude para a graça de Cristo". O "inimigo mais vital da justiça não é o pecador sem Deus, mas o justo que pensa em termos de progresso ou movimento". Muito se esforçam para alcançar uma vida virtuosa, mas a virtude deles nunca se preocupa em glorificar a Deus. Essa virtude natural não possui mérito verdadeiro. Ela é o vício esplêndido do jovem rico que sempre obedecia a Deus, mas jamais o amou. Essa virtude traz o mal, porque infla o orgulho humano e a "confiança insana".

Essa crítica observa que a confiança na própria virtude transmite um falso sentido de paz. Uma ênfase em passos pequenos e disciplinados em direção à virtude ameaça obscurecer o salto infinitamente maior do pecado humano para a misericórdia de Deus. É muito melhor conhecer o nosso pecado e ainda encontrar paz fundamentada na graça de Deus. Como disse um poeta-teólogo:

Oro incessantemente pela conversão do irmão do filho pródigo. Sempre em meu ouvido soa o terrível aviso:

"Este despertou
de sua vida de pecado.
Quando será que o outro
despertará
da sua virtude?"

Outro crítico da virtude observa: "Como era previsível que um interesse pela virtude surgisse agora, numa cultura consumida por teorias de autodesenvolvimento e auto-absorção narcisista". A virtude pode se desin¬tegrar num bem moral que possuímos e admiramos em nós mesmos. Se alguém age com generosidade porque isso se encaixa na imagem que ele tem de si mesmo como pessoa generosa, em benefício de quem ele estará agindo com generosidade?45 Assim, a virtude devora a si mesma quando a sua atenção está voltada para si e longe daquele a quem trata generosamen¬te. Ela sucumbe num programa de saúde física da alma: "Um pouco de sacrifício talvez lhe faça bem". No pior dos casos, ela salva o profissional que faz um trabalho pro bono para manter uma boa imagem ou o clube de bebidas que realiza um serviço público para aliviar a consciência.

No entanto, devemos hesitar em condenar totalmente o desejo de virtude.46 Suponhamos que uma mulher avarenta queira pensar em si como generosa. Inicialmente, a sua generosidade não tem espontaneidade; ela tem de perguntar a si mesma: "O que é que faço para agir generosamente?" Se ela der a resposta correia a essa pergunta e age baseada nela, não uma, mas muitas vezes, ela pode aprender a ver mais prontamente o caminho da generosidade, adquirindo o hábito de agir com generosidade, até tornar-se, finalmente, uma pessoa generosa. Nesse caso, a linha entre a hipocrisia e a aspiração se torna inesperadamente obscura. C. S. Lewis reconheceu isso na sua autobiografia. Quando ainda não era cristão, impressionado pela virtude de um amigo do exército que lutara na Primeira Guerra Mundial, Lewis começou primeiro a admirar, e depois a fingir virtude na sua presença. Comenta Lewis:

Se isso for hipocrisia, devo concluir que a hipocrisia pode fazer bem a um homem. Ter vergonha do que se está prestes a dizer, fingir que algo que você queria dizer seriamente era apenas uma brincadeira - essa é a parte ignóbil. Mas é melhor do que não ter vergonha alguma. A distinção entre fingir que se é melhor do que é e começar a ser melhor na verdade é mais sutil do que podem conceber os patrulheiros morais.48
Se Lewis estiver certo, então até o baixo-ventre da virtude tem o seu valor. A virtude pode se enfeitar para o espelho, mas talvez seja melhor enfeitar-se do que ser indiferente em relação à própria aparência. É claro que um interesse pela aparência da virtude, ou em sentir-se melhor sobre si será fatal se terminar ali. Porém, o interesse pela aparência da virtude pode ser o primeiro sinal tangível de que Deus está operando, conven¬cendo do pecado, levando ao espírito um descontentamento com suas trevas e despertando o desejo da verdadeira retidão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Deus dos Montes, Planícies e Vales




 "Em tudo dai graça" I Ts 5:18

No Antigo Testamento, os inimigos do povo de Deus cometeram um sério erro de cálculo. Depois de terem perdido a batalha contra os Israelitas, os conselheiros do Rei da Síria disseram: "Seus deuses são deuses dos montes. Por isso, eles foram mais fortes do que nós, mas se lutarmos com eles na planície, com certeza seremos mais fortes do que eles" I Reis 20:23

Quando estavam prontos para atacar o povo de Deus, usando sua nova estratégia, Deus veio com uma surpresa para eles: "Então um homem de Deus veio e falou ao rei de Israel: "Assim diz o Senhor: Porquanto os sírios disseram: 'O senhor é Deus dos montes, mas ele não é Deus dos vales,vou entregar toda essa multidão em sua mão, e sabereis que eu sou o Senhor'" I Rs 20:28

Os sírios tinham a idéia de que Deus era "territorial", restrito em Sua habilidade de defender seu povo. Eles pensaram que Deus era apenas um Deus dos montes, mas Deus quer que saibamos que Ele é Deus dos montes, das planícies e vales! Como isso se aplica às nossas vidas?

O Deus dos Montes

Figurativamente falando, as colinas representam os pontos altos de nossas vidas, as experiências do cume, os momentos em que nos sentimos como se estivéssemos no topo do mundo. Certamente, é fácil de se relacionar com a idéia de Deus ser o Deus dos montes, afinal de contas:


 - Deus se revelou a Abraão como Jeová Jiré, no Monte Moriá.
- Deus deu a Lei a Moisés no Monte Sinai.
- Deus falou a Elias, em uma voz mansa e delicada no Monte Horebe
- Mesmo na vida de Jesus, a vitória sobre as maiores tentações ocorreu em uma montanha. Seu momento mais glorioso foi no Monte da Transfiguração.
- As montanhas foram usadas por Deus para os tempos de visitação e de revelação, quando Sua glória foi revelada de uma maneira especial. Esses marcos em nossas vidas são acontecimentos e experiências que nos fortalecem e nos lança o Plano de Deus.

O Deus das Planícies

Mas Deus não está conosco apenas quando estamos no topo de tudo. Ele é também o Deus das planícies. As planícies falam daquilo que consideramos ser a rotina diária, nosso dia a dia. Richard J. Foster disse: "A descoberta de Deus encontra-se no cotidiano e rotineiro e não no espetacular e heróico. Se não podemos encontrar Deus nas rotinas da casa, fazendo compras, etc, então vamos encontrá-Lo em tudo".

Deus está interessado na "planície" em nossas vidas! Não deixe a impaciência e a falta de contentamento arruinarem a importância das "pequenas coisas" em sua vida! A grama não é mais verde do outro lado!

O Deus dos Vales

E sobre os vales? Nós sabemos o que eles representam: Tempos de baixa, difíceis. Deus está conosco nos vales! Ele não nos abandona quando chegam as dificuldades. Lembre-se sempre do Salmo 23:4: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam" Lembre-se de enfatizar a parte "a" do versículo. Winston Churchill disse: "Se você está atravessando o inferno, continue indo e recitando".

Às vezes, nos tempos difíceis, podemos ser tentados a achar que Deus não está mais conosco. Não importa o que você está passando, deus é "Aqui agora"com você! Ele não é apenas o Deus dos montes, mas Ele é dos montes, das panícies e vales. Ele é deus em todos os momentos e em todas as épocas de nossas vidas.