sexta-feira, 4 de março de 2011

Cristianismo - Como Jesus é diferente - Mark Driscoll

Cristianismo - Como Jesus é diferente from iPródigo on Vimeo.


Fonte: http://vimeo.com/

A pedagogia das perdas





Por Pr. Estevam Fernandes de Oliveira

Não somos educados para conviver com algumas realidades cruéis, como a experiência da perda. Perder, para nós, significa sempre um grande fracasso quando, na realidade, nem sempre o é. A Bíblia ressalta: Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8.28).
Muitas vezes, é exatamente por meio das perdas que aprendemos a ganhar. Elas abrem caminhos novos para nós, especialmente quando nos permitem rever nossos valores, impactando nosso “homem interior” e despertando sentimentos antes adormecidos, e motivam-nos a tomar atitudes diferentes no cotidiano.
Das experiências de perdas pelas quais passamos na vida, a mais dolorosa é, sem dúvida, a do luto. Perder uma pessoa amada, especialmente no seio da família, é sentir que foi embora um pedaço de nós. Uma sensação de vazio, de impotência e uma tristeza profunda tomam conta do nosso coração. No entanto, até mesmo a experiência do luto pode ser transformada em ganho quando refletida com mais profundidade. Por exemplo, a perder alguém, aprendemos valorizar mais os que ficaram e canalizar, com maior intensidade, o nosso amor, carinho e afeto para eles. Todo dia é dia de amar e de vivenciar a afetividade com as pessoas queridas, pois nunca sabemos quando poderemos perdê-las.
Outra lição que aprendemos com o luto é valorizar o tempo que ainda nos resta de vida e transformá-lo em um tempo de perdão, de paz, de solidariedade e de companheirismo.
Costumamos perder muito tempo com coisas e atitudes mesquinhas que, às vezes, em nada enriquecem nossos relacionamentos; antes, empobrecem nossa qualidade de vida. A experiência do luto nos revela amigos ocultos, reaproxima amizades esquecidas, quebranta o coração para que não haja espaço para a amargura e, especialmente, revela a fragilidade de nossa humanidade. Só Deus é realmente grande; e nós somos nada sem Ele.
Por último, a experiência do luto desperta em nós a reflexão sobre a vida eterna para além dos limites da materialidade, quando, então, firmados pela fé em Deus, entendemos que ninguém morre para sempre, pois o próprio Jesus Cristo nos afirma: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá (João 11.25).
Por isso, ainda que dolorosas, as perdas podem ser transformadas em ganhos. Basta entendermos que Deus está no controle de tudo e que aquilo que hoje aparentemente nos parece grande perda, amanhã se transformará numa vitória ainda maior.  

Fonte: http://www.guiame.com.br/

O mau uso do caráter – Dan Doriani



Apesar da clareza do ensinamento bíblico sobre caráter, alguns teólogos ficam inquietos. Eles pensam primeiro no perigo de que os discípulos se gabarão de suas realizações, tirando de Deus a glória e escorregando para a autoconfiança. Porém, o maior perigo não está no egoísmo, mas na confiança na carne, no desvio de Deus para a força própria. Os luteranos em especial admoestam que "nossa própria justiça pessoal" é tão perigosa à alma quanto o vício, pois ameaça perverter o evangelho da justificação pela fé. O próprio conceito insinua que os seres humanos podem alcançar mérito diante de Deus. Lutero diz que o êxodo dos redimidos não é do vício para a virtude, mas "da virtude para a graça de Cristo". O "inimigo mais vital da justiça não é o pecador sem Deus, mas o justo que pensa em termos de progresso ou movimento". Muito se esforçam para alcançar uma vida virtuosa, mas a virtude deles nunca se preocupa em glorificar a Deus. Essa virtude natural não possui mérito verdadeiro. Ela é o vício esplêndido do jovem rico que sempre obedecia a Deus, mas jamais o amou. Essa virtude traz o mal, porque infla o orgulho humano e a "confiança insana".

Essa crítica observa que a confiança na própria virtude transmite um falso sentido de paz. Uma ênfase em passos pequenos e disciplinados em direção à virtude ameaça obscurecer o salto infinitamente maior do pecado humano para a misericórdia de Deus. É muito melhor conhecer o nosso pecado e ainda encontrar paz fundamentada na graça de Deus. Como disse um poeta-teólogo:

Oro incessantemente pela conversão do irmão do filho pródigo. Sempre em meu ouvido soa o terrível aviso:

"Este despertou
de sua vida de pecado.
Quando será que o outro
despertará
da sua virtude?"

Outro crítico da virtude observa: "Como era previsível que um interesse pela virtude surgisse agora, numa cultura consumida por teorias de autodesenvolvimento e auto-absorção narcisista". A virtude pode se desin¬tegrar num bem moral que possuímos e admiramos em nós mesmos. Se alguém age com generosidade porque isso se encaixa na imagem que ele tem de si mesmo como pessoa generosa, em benefício de quem ele estará agindo com generosidade?45 Assim, a virtude devora a si mesma quando a sua atenção está voltada para si e longe daquele a quem trata generosamen¬te. Ela sucumbe num programa de saúde física da alma: "Um pouco de sacrifício talvez lhe faça bem". No pior dos casos, ela salva o profissional que faz um trabalho pro bono para manter uma boa imagem ou o clube de bebidas que realiza um serviço público para aliviar a consciência.

No entanto, devemos hesitar em condenar totalmente o desejo de virtude.46 Suponhamos que uma mulher avarenta queira pensar em si como generosa. Inicialmente, a sua generosidade não tem espontaneidade; ela tem de perguntar a si mesma: "O que é que faço para agir generosamente?" Se ela der a resposta correia a essa pergunta e age baseada nela, não uma, mas muitas vezes, ela pode aprender a ver mais prontamente o caminho da generosidade, adquirindo o hábito de agir com generosidade, até tornar-se, finalmente, uma pessoa generosa. Nesse caso, a linha entre a hipocrisia e a aspiração se torna inesperadamente obscura. C. S. Lewis reconheceu isso na sua autobiografia. Quando ainda não era cristão, impressionado pela virtude de um amigo do exército que lutara na Primeira Guerra Mundial, Lewis começou primeiro a admirar, e depois a fingir virtude na sua presença. Comenta Lewis:

Se isso for hipocrisia, devo concluir que a hipocrisia pode fazer bem a um homem. Ter vergonha do que se está prestes a dizer, fingir que algo que você queria dizer seriamente era apenas uma brincadeira - essa é a parte ignóbil. Mas é melhor do que não ter vergonha alguma. A distinção entre fingir que se é melhor do que é e começar a ser melhor na verdade é mais sutil do que podem conceber os patrulheiros morais.48
Se Lewis estiver certo, então até o baixo-ventre da virtude tem o seu valor. A virtude pode se enfeitar para o espelho, mas talvez seja melhor enfeitar-se do que ser indiferente em relação à própria aparência. É claro que um interesse pela aparência da virtude, ou em sentir-se melhor sobre si será fatal se terminar ali. Porém, o interesse pela aparência da virtude pode ser o primeiro sinal tangível de que Deus está operando, conven¬cendo do pecado, levando ao espírito um descontentamento com suas trevas e despertando o desejo da verdadeira retidão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Deus dos Montes, Planícies e Vales




 "Em tudo dai graça" I Ts 5:18

No Antigo Testamento, os inimigos do povo de Deus cometeram um sério erro de cálculo. Depois de terem perdido a batalha contra os Israelitas, os conselheiros do Rei da Síria disseram: "Seus deuses são deuses dos montes. Por isso, eles foram mais fortes do que nós, mas se lutarmos com eles na planície, com certeza seremos mais fortes do que eles" I Reis 20:23

Quando estavam prontos para atacar o povo de Deus, usando sua nova estratégia, Deus veio com uma surpresa para eles: "Então um homem de Deus veio e falou ao rei de Israel: "Assim diz o Senhor: Porquanto os sírios disseram: 'O senhor é Deus dos montes, mas ele não é Deus dos vales,vou entregar toda essa multidão em sua mão, e sabereis que eu sou o Senhor'" I Rs 20:28

Os sírios tinham a idéia de que Deus era "territorial", restrito em Sua habilidade de defender seu povo. Eles pensaram que Deus era apenas um Deus dos montes, mas Deus quer que saibamos que Ele é Deus dos montes, das planícies e vales! Como isso se aplica às nossas vidas?

O Deus dos Montes

Figurativamente falando, as colinas representam os pontos altos de nossas vidas, as experiências do cume, os momentos em que nos sentimos como se estivéssemos no topo do mundo. Certamente, é fácil de se relacionar com a idéia de Deus ser o Deus dos montes, afinal de contas:


 - Deus se revelou a Abraão como Jeová Jiré, no Monte Moriá.
- Deus deu a Lei a Moisés no Monte Sinai.
- Deus falou a Elias, em uma voz mansa e delicada no Monte Horebe
- Mesmo na vida de Jesus, a vitória sobre as maiores tentações ocorreu em uma montanha. Seu momento mais glorioso foi no Monte da Transfiguração.
- As montanhas foram usadas por Deus para os tempos de visitação e de revelação, quando Sua glória foi revelada de uma maneira especial. Esses marcos em nossas vidas são acontecimentos e experiências que nos fortalecem e nos lança o Plano de Deus.

O Deus das Planícies

Mas Deus não está conosco apenas quando estamos no topo de tudo. Ele é também o Deus das planícies. As planícies falam daquilo que consideramos ser a rotina diária, nosso dia a dia. Richard J. Foster disse: "A descoberta de Deus encontra-se no cotidiano e rotineiro e não no espetacular e heróico. Se não podemos encontrar Deus nas rotinas da casa, fazendo compras, etc, então vamos encontrá-Lo em tudo".

Deus está interessado na "planície" em nossas vidas! Não deixe a impaciência e a falta de contentamento arruinarem a importância das "pequenas coisas" em sua vida! A grama não é mais verde do outro lado!

O Deus dos Vales

E sobre os vales? Nós sabemos o que eles representam: Tempos de baixa, difíceis. Deus está conosco nos vales! Ele não nos abandona quando chegam as dificuldades. Lembre-se sempre do Salmo 23:4: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam" Lembre-se de enfatizar a parte "a" do versículo. Winston Churchill disse: "Se você está atravessando o inferno, continue indo e recitando".

Às vezes, nos tempos difíceis, podemos ser tentados a achar que Deus não está mais conosco. Não importa o que você está passando, deus é "Aqui agora"com você! Ele não é apenas o Deus dos montes, mas Ele é dos montes, das panícies e vales. Ele é deus em todos os momentos e em todas as épocas de nossas vidas.

Idolatria - Mark Driscoll



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

O Evangelho do Esforço Humano



Graça e Paz!


Muitas pessoas vivem uma jornada cristã frustrada por não conseguirem atingir um nível de ‘santidade’ almejado. Pessoas que possuem vícios, lutas com pecados específicos, gente que continua se condenando pelo seu passado. Se você é uma dessas pessoas (e eu também sou) este texto é para você.

O curioso é que a frustração no meio evangélico é uma via de mão dupla. Líderes impõem níveis morais elevadíssimos para o seu rebanho. Apresentam-se como verdadeiros super-heróis gospel. As pessoas, por sua vez, até tentam seguir aquele padrão por um determinado tempo, mas acabam sucumbindo. Ou desistem da fé, ou passam a usar máscaras, como num teatro, fingindo que a vida é perfeita, quando, na verdade, escondem muitos ‘esqueletos nos seus guarda-roupas’. O líder, ao presenciar esta situação, frustrasse duplamente: primeiro por ver que seu rebanho está se desgarrando, e também por perceber que nem ele próprio consegue seguir os padrões que estabeleceu.

Em Gálatas 5.22 lemos : “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Ora, vemos que o fruto é do Espírito, ou seja, resultado de sua atuação em nossa vida.

É muito importante que entendamos que nossa santidade não é, e nem pode ser conseguida através de nosso esforço pessoal em seguir regras. Sobre isso o apóstolo Paulo também nos fala em Colossenses 2.20-23: “Vocês morreram com Cristo e por isso estão livres dos espíritos maus que dominam o Universo. Então, por que é que vocês estão vivendo como se fossem deste mundo? Não obedeçam mais a regras como estas: ‘Não toque nesta coisa’, ‘não prove aquela’, ‘não pegue naquela’. Todas essas proibições têm a ver com coisas que se tornam inúteis depois de usadas. São apenas regras e ensinamentos que as pessoas inventam. De fato, essas regras parecem ser sábias, ao exigirem a adoração forçada dos anjos, a falsa humildade e um modo duro de tratar o corpo. Mas tudo isso não tem nenhum valor para controlar as paixões que levam à imoralidade.” – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Neste texto, Paulo nos mostra que nosso esforço em cumprir regras humanas em nada adianta para controlar nossos desejos pelo que é mal (pecaminosidade).

“Então quer dizer que estamos liberados para fazermos o que bem entendermos?” Amigo, entenda uma coisa: Se você deseja fazer o que “lhe der na telha”, religião nenhuma, nem o próprio Deus , vão lhe fazer mudar de ideia. O cristianismo consiste em uma eterna entrega, em considerar a Deus e aos outros melhores e mais importantes do que você mesmo, este é o princípio do amor.

“Então, qual o caminho?” Para quem está cansado por não conseguir atender a tantas demandas de um Deus tão exigente, Jesus sugere: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.” – Mt 11.28 (NTLH)

O caminho sempre foi esse, entregar-se a Jesus. O cristão não frutifica por se esforçar em fazer o bem. Pelo contrário, a boa obra é o próprio fruto, um sinal de que a Seiva de Deus corre por entre seus galhos. Jesus também falou sobre isso: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada.” – Jo 15.5 (NTLH)

Então quer dizer que não há esforço humano nenhum no evangelho? Pelo contrário, há um esforço imenso, mas não em cumprir tradições humanas. O grande esforço do Evangelho é não desistirmos de crer que Deus nos ama apesar de nossos pecados. Não importa o que tenhamos feito, “Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor!” - Lm 3.23 (NTLH)

Pra mim, santidade não consiste em cumprir preceitos, mas em não abandonar a Deus, em persistir seguindo-o, mesmo apesar de nossos erros, sabendo que já fomos perdoados e que Ele nos quer bem.

Para finalizar, deixo mais um versículo que mostra quão grande é o poder do Senhor em nos perdoar e nos manter próximos ao seu amor: “Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” 1 Jo 1.9 (NTLH)

Querido leitor, apenas entregue o que você fez de errado nas mãos de Deus, e Ele o perdoará. Não desista, insista em seguir os passos de Jesus, e Deus o transformará de dentro para fora. Diga não ao evangelho do esforço humano

Deus lhe abençoe

Fonte: http://refletindoagraca.blogspot.com/

Um Tipo Diferente de Fariseu



por Brad Ruggles
Cresci em um ambiente legalista e rígido, que dava muito valor à aparência externa – como você se veste, o que você disse, o que você escutou, etc. Eu tinha três ternos para ir à igreja (3 vezes por semana) para vestir o meu melhor para Deus. Eu não tive uma televisão na maior parte da minha infância, por causa da “influência do mundo”. E ouvia apenas música cristã bem conservadora, porque me ensinaram que todas as outras músicas me afastariam de Deus.
Resumindo: eu era um bom fariseuzinho.

Com vinte e poucos anos, lentamente passei a fugir das armadilhas do legalismo. Comecei a ver que Deus era muito maior que a caixinha em que eu O havia confinado. Comecei a experimentar a alegria da liberdade e da graça, e me permita dizer: foi maravilhoso!
Eu troquei meus ternos e gravatas por camisas de rock e jeans rasgado.
Eu assisti a alguns filmes. Eu nunca pude vê-los enquanto crescia.
Eu troquei meus hinos por algo com mais batida e guitarra.
Eu percebi que Deus estava mais preocupado sobre meu coração que sobre como eu me apresento exteriormente. Ele queria um relacionamento, não religião.
Quanto mais eu começava a experimentar a graça de Deus, mais reagia e me afastava do legalismo em que cresci. Eu não queria nada mais com a subcultura cristã de “camisetas cristãs” e adesivos bregas de para-choque. Comecei a rir um pouco disso… eu usava uma camisa que estampava simplesmente “CAMISETA CRISTÔ (tenho que admitir, ainda é uma das minhas camisas favoritas).
Decidi que, se algum dia eu plantasse uma igreja, “Autenticidade” estaria no topo dos nosso valores fundamentais, pois se você não está sendo autêntico, você é um “deles”. E por “eles”, quero dizer as pessoas que vão à igreja todo domingo usando ternos enquanto ligam a rádio cristã em seus carros com adesivos de para-choque cristãos.
Tenho visitado igrejas nos últimos anos e escolhido meu guarda-roupa somente para “testar as águas”. Meu jeans e camiseta esburacados terão uma reação? Queria ter uma tatuagem para mostrar… o que eles pensariam disso? Embora eu talvez não expressasse minhas intenções tão descaradamente se me perguntassem, as atitudes estavam definitivamente sob a superfície.
Então, há algumas semanas, estávamos visitando uma igreja (eu estava vestindo jeans e camiseta, claro) em que a mensagem era sobre fariseus contemporâneos. Eu seguia tudo o que era dito, porque se havia uma coisa que eu não podia suportar era alguém que tenta vestir, falar e agir de uma certa maneira para provar seu relacionamento com Deus.
E então o pastor disse algo que me atingiu como uma tonelada de tijolos:
“Deus não está mais impressionado com nossas camisetas que com nossas gravatas”.
Espere um pouco: ele realmente quis dizer “Deus não está mais impressionado com nossas gravatas que com nossas camisetas”, certo? Afinal, eu estou vestindo uma camiseta na igreja, o que prova quão autêntico eu sou…
Oh.
Sem perceber, eu tinha trocado uma forma de hipocrisia por outra mais nova e legal. Desenvolvi uma autenticidade autojustificadora que me levou a rebaixar alguém que vestisse ternos ou cantasse hinos. Minha fé era mais real, mais “autêntica” que a deles.
Eu era apenas um tipo diferente de fariseu.
Eu tinha caído na mesma armadilha de que tentei fugir por tantos anos – comecei a agir como se Deus, de alguma forma, se impressionasse com o quão “autêntico” eu era exteriormente.
“Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura… porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” (1 Samuel 16.7)
Autenticidade é uma coisa engraçada. Deus a deseja, mas Ele não precisa dela. Ele já nos conhece interiormente. Não podemos guardar segredos de Deus. Autenticidade é mais sobre como agimos em relação aos outros. É importante ser “verdadeiro” com os outros, mas se não formos cuidadosos, nossa autenticidade pode tornar-se um distintivo que carregamos. Deus odeia máscaras… mas ele também odeia distintivos.
Não deixe sua calça hipster, suas bandas de louvor atuais ou Bíblia no iPhone te ludibriarem a pensar que você é de alguma forma mais perto de Deus que o cara de terno sentado no banco.
Talvez isso seja apenas algo que tive de combater. Mas, se alguma coisas dessas ressoam em você também, então minha oração é que possamos arrancar toda “autenticidade” farisaica que obstrui um relacionamento genuíno com Deus.