quarta-feira, 2 de março de 2011

Idolatria - Mark Driscoll



Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

O Evangelho do Esforço Humano



Graça e Paz!


Muitas pessoas vivem uma jornada cristã frustrada por não conseguirem atingir um nível de ‘santidade’ almejado. Pessoas que possuem vícios, lutas com pecados específicos, gente que continua se condenando pelo seu passado. Se você é uma dessas pessoas (e eu também sou) este texto é para você.

O curioso é que a frustração no meio evangélico é uma via de mão dupla. Líderes impõem níveis morais elevadíssimos para o seu rebanho. Apresentam-se como verdadeiros super-heróis gospel. As pessoas, por sua vez, até tentam seguir aquele padrão por um determinado tempo, mas acabam sucumbindo. Ou desistem da fé, ou passam a usar máscaras, como num teatro, fingindo que a vida é perfeita, quando, na verdade, escondem muitos ‘esqueletos nos seus guarda-roupas’. O líder, ao presenciar esta situação, frustrasse duplamente: primeiro por ver que seu rebanho está se desgarrando, e também por perceber que nem ele próprio consegue seguir os padrões que estabeleceu.

Em Gálatas 5.22 lemos : “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Ora, vemos que o fruto é do Espírito, ou seja, resultado de sua atuação em nossa vida.

É muito importante que entendamos que nossa santidade não é, e nem pode ser conseguida através de nosso esforço pessoal em seguir regras. Sobre isso o apóstolo Paulo também nos fala em Colossenses 2.20-23: “Vocês morreram com Cristo e por isso estão livres dos espíritos maus que dominam o Universo. Então, por que é que vocês estão vivendo como se fossem deste mundo? Não obedeçam mais a regras como estas: ‘Não toque nesta coisa’, ‘não prove aquela’, ‘não pegue naquela’. Todas essas proibições têm a ver com coisas que se tornam inúteis depois de usadas. São apenas regras e ensinamentos que as pessoas inventam. De fato, essas regras parecem ser sábias, ao exigirem a adoração forçada dos anjos, a falsa humildade e um modo duro de tratar o corpo. Mas tudo isso não tem nenhum valor para controlar as paixões que levam à imoralidade.” – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Neste texto, Paulo nos mostra que nosso esforço em cumprir regras humanas em nada adianta para controlar nossos desejos pelo que é mal (pecaminosidade).

“Então quer dizer que estamos liberados para fazermos o que bem entendermos?” Amigo, entenda uma coisa: Se você deseja fazer o que “lhe der na telha”, religião nenhuma, nem o próprio Deus , vão lhe fazer mudar de ideia. O cristianismo consiste em uma eterna entrega, em considerar a Deus e aos outros melhores e mais importantes do que você mesmo, este é o princípio do amor.

“Então, qual o caminho?” Para quem está cansado por não conseguir atender a tantas demandas de um Deus tão exigente, Jesus sugere: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.” – Mt 11.28 (NTLH)

O caminho sempre foi esse, entregar-se a Jesus. O cristão não frutifica por se esforçar em fazer o bem. Pelo contrário, a boa obra é o próprio fruto, um sinal de que a Seiva de Deus corre por entre seus galhos. Jesus também falou sobre isso: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada.” – Jo 15.5 (NTLH)

Então quer dizer que não há esforço humano nenhum no evangelho? Pelo contrário, há um esforço imenso, mas não em cumprir tradições humanas. O grande esforço do Evangelho é não desistirmos de crer que Deus nos ama apesar de nossos pecados. Não importa o que tenhamos feito, “Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor!” - Lm 3.23 (NTLH)

Pra mim, santidade não consiste em cumprir preceitos, mas em não abandonar a Deus, em persistir seguindo-o, mesmo apesar de nossos erros, sabendo que já fomos perdoados e que Ele nos quer bem.

Para finalizar, deixo mais um versículo que mostra quão grande é o poder do Senhor em nos perdoar e nos manter próximos ao seu amor: “Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” 1 Jo 1.9 (NTLH)

Querido leitor, apenas entregue o que você fez de errado nas mãos de Deus, e Ele o perdoará. Não desista, insista em seguir os passos de Jesus, e Deus o transformará de dentro para fora. Diga não ao evangelho do esforço humano

Deus lhe abençoe

Fonte: http://refletindoagraca.blogspot.com/

Um Tipo Diferente de Fariseu



por Brad Ruggles
Cresci em um ambiente legalista e rígido, que dava muito valor à aparência externa – como você se veste, o que você disse, o que você escutou, etc. Eu tinha três ternos para ir à igreja (3 vezes por semana) para vestir o meu melhor para Deus. Eu não tive uma televisão na maior parte da minha infância, por causa da “influência do mundo”. E ouvia apenas música cristã bem conservadora, porque me ensinaram que todas as outras músicas me afastariam de Deus.
Resumindo: eu era um bom fariseuzinho.

Com vinte e poucos anos, lentamente passei a fugir das armadilhas do legalismo. Comecei a ver que Deus era muito maior que a caixinha em que eu O havia confinado. Comecei a experimentar a alegria da liberdade e da graça, e me permita dizer: foi maravilhoso!
Eu troquei meus ternos e gravatas por camisas de rock e jeans rasgado.
Eu assisti a alguns filmes. Eu nunca pude vê-los enquanto crescia.
Eu troquei meus hinos por algo com mais batida e guitarra.
Eu percebi que Deus estava mais preocupado sobre meu coração que sobre como eu me apresento exteriormente. Ele queria um relacionamento, não religião.
Quanto mais eu começava a experimentar a graça de Deus, mais reagia e me afastava do legalismo em que cresci. Eu não queria nada mais com a subcultura cristã de “camisetas cristãs” e adesivos bregas de para-choque. Comecei a rir um pouco disso… eu usava uma camisa que estampava simplesmente “CAMISETA CRISTÔ (tenho que admitir, ainda é uma das minhas camisas favoritas).
Decidi que, se algum dia eu plantasse uma igreja, “Autenticidade” estaria no topo dos nosso valores fundamentais, pois se você não está sendo autêntico, você é um “deles”. E por “eles”, quero dizer as pessoas que vão à igreja todo domingo usando ternos enquanto ligam a rádio cristã em seus carros com adesivos de para-choque cristãos.
Tenho visitado igrejas nos últimos anos e escolhido meu guarda-roupa somente para “testar as águas”. Meu jeans e camiseta esburacados terão uma reação? Queria ter uma tatuagem para mostrar… o que eles pensariam disso? Embora eu talvez não expressasse minhas intenções tão descaradamente se me perguntassem, as atitudes estavam definitivamente sob a superfície.
Então, há algumas semanas, estávamos visitando uma igreja (eu estava vestindo jeans e camiseta, claro) em que a mensagem era sobre fariseus contemporâneos. Eu seguia tudo o que era dito, porque se havia uma coisa que eu não podia suportar era alguém que tenta vestir, falar e agir de uma certa maneira para provar seu relacionamento com Deus.
E então o pastor disse algo que me atingiu como uma tonelada de tijolos:
“Deus não está mais impressionado com nossas camisetas que com nossas gravatas”.
Espere um pouco: ele realmente quis dizer “Deus não está mais impressionado com nossas gravatas que com nossas camisetas”, certo? Afinal, eu estou vestindo uma camiseta na igreja, o que prova quão autêntico eu sou…
Oh.
Sem perceber, eu tinha trocado uma forma de hipocrisia por outra mais nova e legal. Desenvolvi uma autenticidade autojustificadora que me levou a rebaixar alguém que vestisse ternos ou cantasse hinos. Minha fé era mais real, mais “autêntica” que a deles.
Eu era apenas um tipo diferente de fariseu.
Eu tinha caído na mesma armadilha de que tentei fugir por tantos anos – comecei a agir como se Deus, de alguma forma, se impressionasse com o quão “autêntico” eu era exteriormente.
“Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura… porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” (1 Samuel 16.7)
Autenticidade é uma coisa engraçada. Deus a deseja, mas Ele não precisa dela. Ele já nos conhece interiormente. Não podemos guardar segredos de Deus. Autenticidade é mais sobre como agimos em relação aos outros. É importante ser “verdadeiro” com os outros, mas se não formos cuidadosos, nossa autenticidade pode tornar-se um distintivo que carregamos. Deus odeia máscaras… mas ele também odeia distintivos.
Não deixe sua calça hipster, suas bandas de louvor atuais ou Bíblia no iPhone te ludibriarem a pensar que você é de alguma forma mais perto de Deus que o cara de terno sentado no banco.
Talvez isso seja apenas algo que tive de combater. Mas, se alguma coisas dessas ressoam em você também, então minha oração é que possamos arrancar toda “autenticidade” farisaica que obstrui um relacionamento genuíno com Deus.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Princípios para uma ministração abençoada








Por  Ronaldo Bezerra


"Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos" -  Apocalipse 15:4.


Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.
A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).


Sensibilidade - Salmos 43:3.
Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.



Dependência do Espírito - Efésios 5:18.
É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.



Inspiração (Palavra de Deus) - Salmos 22:25.
O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).



Expressão - Gálatas 5:22.
A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.



Segurança (saber o que fazer) - II Coríntios 3:4-6.
A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.



Identificação (sacerdote) - Hebreus 5:1.
O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens.



O ministério de Jesus - Hebreus 2:12.
O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).



Conclusão
Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo.


Fonte: http://www.guiame.com.br/

O que cantar?





Por ELEILTON FREITAS

A Bíblia ensina o povo de Deus a louvá-lo. Louvar é um mandamento: Louvai ao Senhor...  (Sl 117:1 cf. Rm 15:11). 
Entretanto, a supervalorização dos ritmos e o desprezo pelas letras dos cânticos, por parte de muitos líderes de louvores dos dias atuais é lamentável e, precisa urgentemente ser repensada. Partindo do principio que o louvor é para Deus, nossa expressão de ações de graça tem que ter entendimento, isto é, precisamos saber o que estamos cantando ou dizendo a Ele. Não podemos nos iludir com o emocionalismo dos ritmos. Temos que ter em mente que cantar hinos não é mera exibição, mas sim, um momento de exaltação a Deus.
Quando não nos preocupamos com o que estamos cantando corremos o grande risco de cantar doutrinas anti bíblicas. Por isso, nossa base para os louvores deve ser a Palavra de Deus. Tudo o que cantamos precisa passar pelo crivo das Escrituras. É fundamental analisarmos nossos cânticos, para que em nossos cultos, o Senhor Jesus seja louvado com sabedoria por sua igreja. O louvor a Deus precisa estar embasado na Palavra de Deus!
Veja o que Paulo disse aos irmãos de Colossos: Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração (Cl 3:16). Veja como “louvor” e “palavra” andam juntos. De acordo com Paulo, existe uma relação clara entre o conhecimento da Bíblia e a adoração em cânticos. Neste texto, Paulo nos ensina que a palavra de Cristo precede toda e qualquer prática, pois como cantaremos ou oraremos a um Deus cujo ensino ignoramos ou desprezamos? Só conhecemos a Cristo através de sua palavra.
No Salmo 119, Davi mostra quão valiosa são as Escrituras Sagradas. Ela deve ser o conteúdo da nossa adoração e deve habitar ricamente em nós. Habitar, diga-se de passagem, não é “ficar” por alguns momentos, mas é morar para sempre! A palavra de Cristo deve influenciar nossa vida constantemente. Segundo Warren Wiersbe, a palavra “habitar”, neste texto, significa “sentir-se em casa”. Todo cristão precisa ter familiaridade com a Palavra de Deus! A Palavra de Deus precisa achar guarida no coração daquele que o adora. Ela tem de se sentir em casa para transformar o que precisa ser transformado, mudar o que precisa ser mudado, restaurar o que precisa ser restaurado.    
Aquele que adora deve constantemente ser alimentado, edificado, transformado pela Palavra. Ela deve ser o alicerce da adoração e a direção do adorador. Os grandes cânticos cristãos foram escritos por homens e mulheres, que em sua maioria, eram profundos conhecedores da Palavra de Deus. Viviam a Palavra de Deus. Transpiravam a Palavra de Deus. Cantavam a Palavra de Deus. Enfim, tinham familiaridade com a Palavra de Deus. É assim que tem de ser!

Que os cânticos em nossas igrejas, cada vez menos cocem o ego dos adoradores, e cada dia mais, toquem o coração de Deus! 

Que a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, cada vez mais ache guarida, morada, “sinta-se em casa”, enfim, habite no coração de cada adorador. 

E que acima de tudo, o Senhor Jesus, seja sempre engrandecido por nós, em nossos cânticos!

Será que as palavras que usamos no louvor e na oração realmente importam? - Glenn Packiam




“Músicas de louvor” não são apenas “expressões de nossos corações para Deus”, são o molde daquilo que acreditamos sobre Deus. 
Nos primeiros 1600 anos, aproximadamente, poucas pessoas se aventuravam em escrever “suas próprias músicas” para o louvor congregacional. As primeiras orações e músicas da igreja eram Salmos (orações que eles haviam aprendido quando crianças judias) que falavam de Cristo. Por volta do final do século primeiro, vemos o surgimento de alguns credos surgirem, dos quais a maioria refletiam as palavras das cartas de Paulo. Mais tarde, quando mais músicas e liturgias surgiram, elas eram cuidadosamente trabalhadas por teólogos como João Crisóstomo, no século IV (cujas liturgias ainda são usadas pela Igreja Ortodoxa), e muito mais tarde, Lutero, no século XVI. Por muitos séculos após a Reforma, as músicas usadas para o louvor público tinham suas letras retiradas diretamente da Escritura. Hoje, somos mais tranqüilos com isso. Nós sentamos – e eu digo “nós” porque também sou culpado – e tentamos escrever músicas baseadas no que está em nosso coração, no que queremos dizer, no que a minha igreja quer cantar… o que, em geral, não tem problema, se tudo isso é submetido à questão principal – “O que é verdade a respeito de Deus?” – mas mesmo quando não é o caso, algumas pessoas insistem…

1 – “É o que está no coração que importa”
Diga isso para Nadabe e Abiú – você sabe, aqueles caras que ofereceram “fogo estranho” e foram fulminados em Números 3. Ou Uzá, o cara que caiu morto por apoiar a Arca, que estava caindo da carroça em que ela nunca deveria ter entrado, porque Davi não “buscou ao Senhor da forma correta.” Quando foi que chegamos à conclusão que Deus não se importa com a forma com que adoramos? Ou tudo que importa é o coração? E o que só confunde mais ainda a questão é a noção do que “coração” significa. Fomos moldados pela Era Romântica de tal forma que quando ouvimos “coração”, pensamos em “intenção” ou “desejo”. Mas nas Escrituras, o “coração” é o lugar da vontade. É de onde vem as ações. Mas a questão mais importante é: Você tem certeza de que as suas palavras e o seu coração são coisas separadas? Você é capaz de cantar palavras “ruins” mas tem um “bom” coração? Jesus pareceu deixar muito claro que  nossas palavras sempre falam do que está no coração. Talvez nossas palavras no louvor revelem o que nós realmente acreditamos sobre Deus nos nossos corações. Esse é o alvo de toda aquela coisa de Lex Orandi, Lex Credendi, Lex Vivendi. É a convicção de que a forma como acreditamos é a forma como vivemos. Não é só uma frase antiga em latim. Será que é coincidência que, junto do crescimento das “músicas de louvor popular”, vazias de significado e afastadas do conteúdo dos Credos e das Confissões históricas da igreja, também tenha surgido uma nova “religião”, conhecida como Deísmo Moralista Terapêutico [saiba mais aqui], que muitos pensam ser uma forma de “Cristianismo”? Será que nossos louvores e orações se tornaram tão genéricas que a maior parte do que cantamos pode ser facilmente cantado para Simba, o Rei Leão, ou, melhor ainda, a ‘Deusa’ Oprah?

A Bíblia também nos fala que nosso coração é desesperadamente mau. As Escrituras e os Credos e as Confissões históricas da igreja (que foram baseadas nas Escrituras, ou a base para a seleção do Canon da Escritura) são como aquelas hastes de metal fincadas ao lado de uma árvore em cresciment. Sem elas, nosso louvor fica torto.

2 – “O que realmente precisamos é que o Espírito aja”.
Quero perguntar imediatamente: “qual Espírito?” e “como você sabe que é Ele?”. O que essa afirmação pode revelar é uma fixação com alguma experiência. Mas os Cristãos não se reúnem para “experimentar Deus”, como se fossem algum tipo de seita. Nos reunimos para prestar atenção em Deus  – Sua presença nos sacramentos, Sua voz nas Escrituras, Seu Espírito em Seu povo – e prestar atenção uns nos outros -  nossos companheiros no caminho da cruz. Dizer que é tudo para Deus “mover” em um culto é deixar que no ar uma experiência subjetiva se Ele “moveu” ou não. Se não tomarmos cuidado, podemos pensar que, desde que tenhamos dançado/chorado/gritado/nos movido/etc, não importa se o que foi dito ou cantado foi de fato a verdade sobre o Pai, o Filho e o Espírito. Fazer isso é deixar que a experiência defina a verdade, ao invés de deixar que a verdade defina a experiência. É uma afirmação bizarra: “Eu sinto, logo, é verdade”. Ninguém falaria isso de verdade, mas as nossas ações talvez indiquem que estamos mais preocupados com “como é experimentar Deus” do que com “quem é o Deus da experiência”. Perdoe-me por ser um pouco duro, mas é como dizer “desde que o sexo seja bom, não me importo com quem seja”. E, de fato, esse parece ser o lema da nossa cultura. Mas se queremos ser a Noiva de Cristo, e não a Prostituta da Babilônia, não podemos qualificar um culto cheio de teologia barata por quanto ele nos fez sentir bem.Nosso louvor deve começar com a pergunta “O que é verdadeiro sobre Deus?”, não “O que eu quero/preciso/espero sentir?”

Ah, e falando nisso, todas as vezes em que o Povo de Deus se reúne em nome de Cristo, o Espírito de Deus está lá. Vocês são o Templo do Espírito Santo. Ele está presente quando nos reunimos. A prática de nos reunirmos semanalmente para adorar é para aprender a prestar mais atenção no Pai, no Filho e no Espírito Santo, não para ter uma experiência coletiva.

3 – “Precisamos ser livres para nos expressarmos de nossa própria forma”
Resistindo à necessidade de me referir novamente a Nadabe e Abiú, vou dizer, ao invés disso, que você é livre para fazer um monte de coisas. Você é livre para adorar um falso deus, se quiser. Você é livre, como Adão e Eva eram, para tentar ser como um deus, ao invés de ser um refletor da Imagem de Deus.

“Liberdade” é outra palavra complicada, deturpada pela Era Romântica e pela Revolução Americana. “Liberdade”, no sentido mais americano, é bem diferente na “Liberdade em Cristo”. Jesus não morreu para nos dar liberdade de expressão; Ele morreu para nos libertar do jugo do pecado e da morte que agia sobre nós. Nossa cultura tem idolatrado a autonomia e chamado isso de “liberdade”. Nós gostamos de inovações e não de imitações porque inovação é uma expressão de independência, e imitação é prova de dependência. Mas o louvor bíblico não tem nada com os arrogantes e os independentes. Se você insiste em tornar o louvor em algo sobre “se expressar”, você vai se sentir mais à vontade com o Bezerro de Ouro do que com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Afinal, o Bezerro de Ouro era uma imagem com que Israel estava familiarizada, uma “expressão de adoração” que eles conheciam, e que fazia sentido para eles. Você não pode moldar YAWEH à sua imagem; você é moldado à imagem dEle, e isso é o porquê de haver uma “maneira correta” de adorá-Lo. É necessária alguma humildade para dizer “eu realmente não sei como adorar”. É necessária alguma humildade para pedir, como os discípulos fizeram, “Senhor, ensina-nos a orar”. E então ouvir as palavras do Pai Nosso e deixar que essas palavras moldem a linguagem da nossa oração. Nós podemos orar nossas próprias orações e escrever nossas próprias músicas? Claro. Mas faríamos bem se deixássemos a nossa linguagem ser moldada primeiro pelos Salmos e pelas Escrituras.

Quando crianças, aprendemos a falar por ouvir. Nossa mãe ou nosso pai falam “bola”, e nós vemos sua boca se mexer e tentamos repetir. Aí falamos junto com eles. Logo, estamos falando por conta própria. Mas não “com as nossas próprias palavras”. Isso seria bobagem. Nós falamos as palavras que falaram para nós. Assim, no louvor e na oração: fale, cante e ore a Palavra que lhe foi falada. Ou, como Paulo escreveu, “habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração.” Colossenses 3.16

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PECADO TRAZ CONSEQUÊNCIAS



"A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada. Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra." (Isaías 1.7-9)


O pecado sempre traz consequências. Israel, o reino do norte, já sentia o peso do julgamento. Soldados do exército assírio ocupavam suas cidades. Os poucos sobreviventes eram escravizados e expatriados.

A Assíria também se aproximava de Judá. As fronteiras ao norte já estavam cercadas, mas nem assim o aviso de Deus era ouvido pelo reino do sul. A vizinhança de Jerusalém experimentava um duro destino: “suas cidades... destruídas a fogo; seus campos.... tomados por estrangeiros...”.

Diante desse quadro dramático, Isaías relembra a história de Sodoma e Gomorra, cidades que ilustram o julgamento de Deus contra o pecado e que, num segundo plano, atestam sua misericórdia na preservação de um remanescente. Israel já estava arruinado, como Sodoma e Gomorra. Mas, assim como poupou a vida de Ló ao destruir as duas cidades (Gênesis 18 – 19), o Senhor havia poupado alguns dos cidadãos de Judá, que agora lembravam ao restante da nação a urgente necessidade de arrependimento.

Nossos dias também são marcados por decadência moral e espiritual. Como os poucos sobreviventes de Judá, nós também somos chamados a atestar o juízo e a misericórdia de Deus, e a convidar pecadores ao arrependimento.

Que o o Senhor Deus, nos ajude a honrá-lo e a testemunhar ao mundo pecador a urgente necessidade de arrependimento. Amém.