terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

QUEM SÃO OS FARISEUS DE HOJE?





Por Manoel Silva Filho

QUEM SÃO MESMO OS FARISEUS DE HOJE?

São os exterminadores da liberdade alheia, que excluem sumariamente as pessoas e se afastam delas, achando que são muito melhores do que elas.

São os que usam luvas de assepsia e jogam no lixo os diferentes, os quais diferem deles quanto ao estilo, conceitos, doutrina, postura moral, ética e religiosa.

São os que têm “complexo de São Pedro” por se julgarem acima da lei, se achando no direito de abrir ou fechar as portas do céu de acordo com seu julgamento distorcido, separando antes do tempo determinado o joio do trigo, quem é salvo ou não, quando Jesus proíbe veementemente tal atitude.

São os que pensam que estão sozinhos no mundo, e acham que eles e sua igreja, serão os únicos que vão ser salvos, e sua doutrina, teologia, liturgia e preceitos morais são os únicos certos e todos ao redor estão errados.

São os que se prendem a teias de legalismos tentando comprar a graça de Deus com obras humanas e ofertas de desempenho pessoal. Estes, na prática, esperam ainda obter o favor de Deus, com boa moralidade e bom comportamento, anulando assim, completamente o sacrifício de Cristo na cruz.

São os que colam máscaras de religiosidade na cara para impressionar o mundo, assumindo ridículas atitudes de bajulação e arrotando vantagens, tecem grandes relatos de proezas espirituais exacerbadas.

São os que ficam à espreita da liberdade dos outros, criticando e disseminado suspeitas de todo tipo, visando salvar sua própria reputação e descobrir e expor à vergonha a reputação de quem não concorda com sua maneira hipócrita de ser.

Se nos tempos de Cristo os fariseus eram os líderes religiosos de sua época, os anciãos do povo, os que compunham o Sinédrio, os líderes que detinham o poder religioso e mantinham o status quo econômico da nação, os fariseus de hoje também compõem grande parte da liderança das igrejas de hoje. Eles são os que se assentam nos concílios, nas juntas administrativas, nas comissões gestoras das organizações eclesiásticas, e se reúnem como donos e os chefes das grandes corporações da fé.

São, no entanto, aos olhos infalíveis de Jesus, hipócritas (atores que atuam com máscaras) que disseminaram ervas danosas no meio do trigo da igreja.

Sua atitude, apesar do alto teor moral, é tida diante de Deus, como palha que queima e que, ao passar pelo crivo do fogo purificador dos olhos do Rei, só sobrará cinza e poeira.

São os que ainda hoje Jesus chama de cobras venenosas, sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e todo tipo de imundície, os que coem um mosquito e engolem um camelo, guia de cegos, e dignos do inferno.

São esses aos quais Jesus disse que o honram com os lábios mais seu coração está longe Dele, e que adoram a Deus em vão, e cujos ensinos não passam de regras ensinados por homens.

Fico pensando em quão inconsistente é, para Jesus, tanta pompa, tantas construções, tantos cursos infindáveis de educação religiosa, tantas regras proibitivas, tantos sistemas complexos, tantos preceitos inócuos, e que no final pouca coisa sobrará de útil para o Reino, e quase nada que perdurará para vida eterna.

Não seja nem consinta ser um fariseu de hoje. Sai das fileiras da hipocrisia, e venha se alistar no exército dos filhos da luz, que andam na verdade, na simplicidade do Reino e que não tem outra motivação que não seja agradar ao Rei oferecendo um coração sincero e transparente, e motivações que advém do coração, por saber que Ele se compraz (se alegra sobremaneira) da verdade no íntimo.

A cruz do passado, e a cruz do presente
















Por A.W.Tozer
Silenciosamente e sem que se apercebesse, uma nova cruz apareceu nesses tempos modernos tomando conta dos círculos evangélicos. É muito parecida com a velha cruz, mas só na aparência, porque é diferente: A semelhança é superficial, e a diferença fundamental. Dessa nova cruz apareceu uma nova filosofia de vida cristã e a partir dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo tipo de culto e de pregações. Esse novo evangelismo usa a mesma linguagem que o antigo, mas seu conteúdo já não é o mesmo e suas ênfases não são iguais ao velho evangelho.
A velha cruz não estava engajada com o mundo. Para a velha carne adâmica ela significava o fim de uma jornada. Carregava consigo a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana, ao contrário, é uma amiga e, se bem compreendida tornou-se a fonte de bem-estar, de beleza e de inocentes prazeres mundanos. Ela permite que o Adão viva sem interferências. As motivações de sua vida continuam a mesma; o homem não muda. Continua a viver para seu próprio prazer, com a diferença de que agora se deleita em cantar hinos e de ver filmes cristãos – os quais se tornaram substitutos das músicas do mundo e das bebidas. A tônica de sua vida continua o prazer – um prazer num nível mais elevado e intelectualizado.
A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística totalmente diferente. O novo evangelho não exige que a pessoa renuncie à vida de pecado para poder receber uma nova vida. Ele não aborda os contrastes, mas as similaridades. Faz questão de mostrar ao seu auditório que o cristianismo não faz exigências e demandas desconfortáveis, ao contrário, oferece o que o mundo dá, apenas num nível superior. Os glamoures do mundo são substituídos pelos glamoures da nova religião que é um produto bem melhor.
A nova cruz não sacrifica o pecador, apenas o redireciona. Ela o conduz por uma vida mais limpa e alegre e preserva sua auto-reputação. Para o auto-determinado diz: Venha e tome uma determinação por Cristo. Ao egoísta proclama: Venha e se alegre no Senhor. Para o aventureiro, diz: Venha e descubra a aventura da comunhão cristã.
A mensagem cristã segue a moda em voga para ser aceitável ao público. A filosofia por trás dessa cruz pode até ser sincera, mas a sinceridade não encobre sua falsidade. É falsa porque é cega. Perde de vista completamente o sentido da cruz. A velha cruz é símbolo de morte. Está ali para dizer ao homem de forma violenta que sua vida chegou ao fim. No império romano quando alguém passava pelas estreitas ruas carregando uma cruz, já havia se despedido de todos os amigos. Não podia voltar atrás. Tinha de seguir até o fim.
A cruz não permitia acordos, nada modificava e nada preservava. Ela matava o homem completamente e para seu bem. A cruz não fazia acordos com sua vítima; ela agia de maneira cruel e dura, e quando sua tarefa terminava, o velho homem deixava de existir. A raça adâmica está condenada a morrer. Não há comutação ou substituição da pena nem escape.
Deus não aprova nenhum dos frutos do pecado, por mais inocente ou belo que pareçam aos olhos do ser humano. Deus salva o homem liquidando-o completamente pra depois ressuscitá-lo a um novo estilo de vida. A evangelização que traça paralelos amistosos entre os caminhos de Deus e do homem é falsa, anti-bíblica e cruel para as almas dos ouvintes.
A fé de Cristo não anda paralela com o mundo; ela o intercepta. Ao nos achegarmos a Cristo não elevamos nossa velha vida a um plano maior; nós a deixamos na cruz. O grão precisa ser enterrado e morrer, antes de ressurgir uma nova planta. Nós os que pregamos o evangelho devemos deixar de lado a ideia de que somos agentes do bom relacionamento de Cristo com o mundo. Não podemos alimentar a ideia de que fomos comissionados para tornar Cristo agradável aos grandes homens de negócios, à imprensa, à mídia, ao mundo dos esportes e da cultura. Não somos diplomatas; somos profetas, e nossa mensagem não é uma aliança, um acordo, e sim um ultimato.
Deus oferece vida, mas não a improvisação da velha vida. A vida que ele oferece é vida que nasce da morte. É uma vida que se posiciona ao lado da cruz. Todos os que a querem têm de passar sob a vara. Precisam negar-se a si mesmo aceitando a justiça de Deus sobre sua vida. O que dizer de uma pessoa condenada que encontra vida em Cristo Jesus? Como essa teologia pode ser aplicada à sua vida? Simples: O homem tem que se arrepender e crer. Ele precisa deixar para trás seus pecados e depois sentir-se perdoado. Não pode encobrir coisa alguma, defender-se e escusar-se.
O homem não pode tentar fazer acordos com Deus, tem que baixar a cabeça ante o descontentamento divino. Deve reconhecer que está disposto a morrer. Depois, espera e confia no Senhor ressuscitado, porque do Senhor vem a vida, o renascimento, a purificação e o poder.
A cruz que deu fim à vida terrena de Jesus põe fim ao pecador; e o poder que ressuscitou a Cristo dos mortos, agora ergue o pecador para sua nova vida com Cristo. Àqueles que fazem objeção a esse fato ou acham que é um ponto de vista estreito e particular da verdade, é preciso dizer que Deus estabeleceu sua marca de aprovação dessa mensagem dos dias de Paulo até hoje. Ditas ou não com essas mesmas palavras, este tem sido o conteúdo de todas as pregações que trouxeram vida e poder ao mundo ao longo dos séculos. Os místicos, os reformadores e os avivalistas deram ênfase à cruz, e sinais, milagres e maravilhas de poder do Espírito Santo são testemunhas da aprovação de Deus.
Será que nós, os herdeiros desse legado de poder podemos contender com a verdade? Será que podemos com nossos lápis (escritos) apagar a marca registrada ou alterar o modelo que nos foi mostrado no monte? Que Deus nos proíba! Preguemos sobre a velha cruz e conheceremos o velho poder.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pare! – Martyn Lloyd-Jones




Você e eu somos pessoas que havemos sido, chamados por Deus do presente mundo mau. Fomos adquiridos pelo preço do sangue do unigênito Filho de Deus derramado numa cruz, na colina do Calvário, não apenas para que recebêssemos o perdão e pudéssemos ir para o Céu, mas para que fôssemos libertos de todo pecado e iniquidade, e para que Ele purificasse «para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras» (Tito 2.14) . . .sempre que surja alguma perplexidade ou alguma coisa que tenda a sacudi-lo, tome-a e coloque-a sob essa luz.  .  .

Não importa em que nível resistimos a esse inimigo de nossas almas, não importa quão baixo seja o nível, desde que resistamos.  .  . esse homem (Salmo 73) resistia num nível bem baixo. Apoiou-se simples¬mente num princípio: «Se eu fizer isso, ofenderei esse povo ...» Não me preocupa quão baixo seja o nível. Tão logo você encontre algo que o segure,  utilize-o.   .   . Firme-se em qualquer ponto possível.  .   .

O assunto se resume nisto: quando seus pés resvalam, a única coisa de que você precisa é poder estar firme. Pare de escorregar e deslizar. Mantenha firmes os seus pés por um momento e aferre-se a qualquer coisa que se ofereça para este fim; fírme-se nisso e permaneça ali. Estamos engajados num alpinismo espiritual. As ladeiras são como vidro, e você pode escorregar ravina abaixo e perder-se. Digo, pois, que se você vir algum perigo, ainda que seja um pequenino broto,  agarre-se a ele,  segure-o, ponha os seus pés no mais diminuto buraco, ou na mais estreita borda, qualquer coisa que lhe sirva para firmar-se e que o capacite a parar um pouco. Uma vez que você tenha parado de escorregar e cair, poderá recomeçar a subir. Foi porque o salmista achou aquele pequeno ponto de apoio e nele fincou os pés, que ele parou de escorregar. E a partir daquele instante começou de novo o maravilhoso processo de escalar, até que eventualmente viu-se capaz de regozijar-se mais uma vez com o conhecimento de Deus, e até de compreender o problema que o deixara perplexo.

Você não pode servir a si mesmo e a Deus - C. H. Spurgeon



O principal propósito da vida do autêntico cristão deve ser o de tentar expandir o reino de Cristo. O cristão deve também procurar demonstrar a glória de Cristo em sua vida. Se vocês empenham seu tempo servindo a si mesmos, então não são servos de Deus. Se Cristo realmente vive em vocês, desejarão viver para Ele. Muitas pessoas dizem que são cristãs, mas não vivem como cristãs. Elas servem a Deus limitando-se a freqüentar a igreja. A Bíblia nos diz que as nossas obras para Cristo que não são verdadeiras serão queimadas por completo como se fossem madeira, palha ou restolho. Até mesmo pregadores podem pregar a mensagem de Cristo com falta de sinceridade. Eles podem estar pregando somente para demonstrarem suas próprias habilidades. Tais pregadores trazem desonra ao nome de Cristo.

Venhamos a Cristo e confessemos nossas faltas. Peçamos graça para que em dias futuros possamos viver somente para Ele, que é o nosso "culto racional" (Rom. 12:1). Nossos espíritos, almas e corpos pertencem a Ele.

A oferta das primícias no Velho Testamento era voluntária. Não era obrigatório trazer as primícias. Entretanto, se a pessoa não trouxesse as primícias, ela perdia a bênção de Deus. Se trouxesse as primícias, Deus a amava porque era uma pessoa que dava prazerosamente. Peço que vocês se entreguem a Deus com a mesma disposição. Aos cristãos que não se entregaram verdadeiramente, eu digo: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rom. 12:1). Rogar é uma palavra bem forte. Mas de fato eu "rogo" que vocês se entreguem a Deus. Em breve deixaremos este mundo. Lamentaremos então que perdemos oportunidades de servir ao Senhor. Vocês estão fazendo tudo que podem por Cristo? Jovens, vocês têm certeza que estão usando todas as habilidades que Deus lhes deu? Há algo mais que podem fazer por Cristo? Podemos continuar vivendo vidas vulgares. No entanto, tudo pode ser feito para a glória de Deus, até o comer e o beber. Qualquer que seja o nosso trabalho, devemos fazê-lo diligentemente e no temor de Deus. Então nosso serviço será aceito por Deus como se fôssemos pregadores do evangelho, os quais estão a serviço de Cristo em tempo integral. Venham como são e entreguem-se com tudo que possuem com alegria a Deus. Façam de vocês mesmos um "sacrifício vivo".

Observem em Deuteronômio 26:4 que o homem trazia as espigas de trigo numa cesta. Ele trazia de livre vontade, porém não era ele quem as oferecia a Deus. "E o sacerdote tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do Senhor teu Deus". Nossa oferta deve também ser entregue a Deus por meio de um mediador. Não podemos nos oferecer diretamente a Deus. Devemos vir a Deus através do nosso Mediador, o Senhor Jesus Cristo. Nada que podemos fazer é em si mesmo aceitável a Deus. Cristo deve cobrir tudo que fazemos com Seu próprio mérito. Devemos trazer nossos corações e nossas obras ao Senhor Jesus Cristo, que é o nosso Sumo Sacerdote. Devemos pedir a Cristo que nos tome da maneira que somos e nos ofereça diante do trono eterno de Deus. Quando Cristo faz isso, somos feitos "agradáveis no amado" (Ef. 1:6). Somos aceitos por causa do sangue e da justiça de Cristo.

Depois que as primícias foram oferecidas, parece que o adorador em Deuteronômio, capítulo 26, fazia uma confissão do que ele devia a Deus. O judeu lá permanecia com suas espigas de trigo. Ele confessava que seu pai era "Siro". Por "Siro" ele queria dizer "Abraão". Os descendentes de Abraão emigraram ao Egito. Lá, Deus multiplicou-os e eles se tornaram a nação de Israel. Deus libertou e trouxe os filhos de Israel do Egito, através do deserto, para a terra que Ele lhes havia prometido. O adorador lembrava-se então que à parte da bondade de Deus ele nada tinha. Ele dizia a Deus: "... tudo vem de ti, e da tua mão to damos" (I Crôn. 29:14). Nós também devemos lembrar de tudo que Deus nos tem feito. Por isso, devemos nos entregar de novo — e tudo que temos — a Deus.

Que privilégio é conhecer o Senhor Jesus Cristo como Salvador por muitos anos. Tivemos muitas experiências em nossas vidas. Fomos muito ingratos e omissos. Mas Deus tem demonstrado fidelidade e benevolência a nós que nada merecemos. Louvemos a Deus pelo Seu amor, pela Sua imutabilidade e pela Sua graça perdoadora. Lembrem-se de todos os pecados que lhes foram perdoados e de toda a graça que receberam. Lembrem-se de todas as orações que foram respondidas. Pensem em todas as provações das quais foram libertos. Pensem em todos os conflitos em que Deus lhes ajudou a ser vitoriosos e ofereçam-se como sacrifícios vivos a Deus. Se você, amigo, nunca negou nada de si para Cristo, faça-o agora. Quanto mais negar a si mesmo e fizer mais por Cristo, tanto mais feliz você será. A religião será um peso ao cristão indiferente, um costume a ser suportado, não um banquete a ser desfrutado.

O adorador seguia seu caminho após ter apresentado seu feixe de trigo. Deuteronômio diz que seu coração ficará alegre, e que ele será abençoado. O fato de que as primícias foram dadas a Deus significava que toda a colheita seria abençoada. Da mesma forma, os crentes hoje em dia são abençoados por Deus e são eles próprios uma bênção para os seus semelhantes.

A Bíblia diz: "Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação" (Sal. 67:1-2). Bênçãos são dadas às nações através do povo de Deus. Lem¬brem-se da promessa: "Eu serei para Israel como orvalho; ele florescerá como o lírio, e espalhará as suas raízes como o Líbano" (Os. 14:5). Quando vocês se entregarem completamente a Deus, as pessoas ao seu redor serão abençoadas pela graça que Deus lhes dará. O verdadeiro avivamento começa em casa. Tirem primeiro as ervas daninhas de seus próprios jardins. Capinem seus jardins para que deles possam crescer flores. Se vocês querem que a graça de Deus passe às suas famílias, cuidem para que a graça de Deus esteja em suas próprias vidas. Entreguem-se ao Senhor agora, assim como as cestas de espigas de trigo eram entregues a Ele nos dias do Velho Testamento.

Até aqui estive falando aos filhos de Deus. Não posso falar, porém, da mesma maneira aos que não são filhos de Deus. Se o seu coração, meu ouvinte, não está correto diante de Deus, você não pode fazer oferta alguma a Ele. Deus não aceitaria nenhuma oferta a Ele oferecida que venha de um incrédulo.

No entanto, digo o que você pode fazer, por meio da graça de Deus. Você não pode trazer nada a Ele, mas pode pedir-Lhe algo. Você não pode ser um doador porém pode ser um receptor. Pode receber o amor de Cristo. Cristo apela a você que traga seu coração vazio e necessitado a Ele. Seu mandamento é: "Creia, e viverá". Crer é confiar em Cristo para lhe salvar. Ninguém que já creu em Cristo constatou que Ele não cumpriu a Sua promessa. Que você seja guiado pelo Espírito Santo a vir em confiança ao Salvador, Àquele que uma vez foi morto, mas que agora vive. Daí você dará a Deus todo o seu coração. Você irá então viver para Aquele que morreu por você.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Minha maçã de estimação


A Paz queridos!
Sei que vc deve ter achado esse título estranho, mas logo você vai entender.
Para falar sobre esse assunto, gostaria de fazer uma comparação.
Imagine que você possui um pacote de maçãs. Um pacote enorme. Com 100 maçãs. E cada uma representa um pecado seu. De todo o tipo. Bom, você sabe o que deve fazer com o pecado, certo? Você deve confessá-lo e entregá-lo a Jesus. Ele joga fora esse pecado e não  lembra mais dele.
Então, você pega o seu pacote com 100 maçãs, e vai entregando uma a uma a Cristo. Com lágrimas, dores, arrependimento, vc as entrega. Não todas no mesmo momento, mas à medida que Deus vai trabalhando na sua vida você vai entregando as maçãs (pecados) a Ele.
Até que você entrega a maçã de número 99. Só mais uma e você estará livre desse fardo tão pesado. Mas espere, essa eu não vou entregar, eu não posso entregar, essa é a minha maçã de estimação!
maçã 300x280 Minha maçã de estimação
Melhor dizendo, esse é meu pecado de estimação.
Confessemos, todos temos um pecado de estimação, uma maçã tão saborosa e deliciosa que não queremos abrir mão.
“Jesus, toma conta de 99% do meu coração, mas esse 1% aqui, pode deixar que eu cuido”
Você sabe que precisa mudar. Você sabe que precisa se arrepender de seus pecado, e você até faz isso. O sangue de Jesus começa a te limpar por dentro, começa a purificar o seu coração, mas você não quer o sangue dele 100%, você quer 99%. Porque daquele pedacinho, que você considera inofensivo, você acha que não precisa entregar isso a Deus. Afinal, ninguém vai ficar sabendo. Tá aqui guardado, escondido. Não faz mal a ninguém.
Mas o que você esqueceu é que toda a maçã apodrece. E cheira mal. Você pode guardar essa maçã bonita e até pode conservá-la linda, suculenta e deliciosa por algum tempo. Mas logo ela apodrece. E sabe o que é pior?
“Uma maçã podre no pacote, vai estragar todas as demais frutas.”
Tudo o que você já entregou a Ele e Ele já purificou, todas as bençãos que você já recebeu, os sentimentos mudados, seu temperamente tranformado, TUDO, vai perder o valor, vai perder o crédito, quando a sua maçã podre começar a cheirar. Não que vc quisesse que isso acontecesse. Mas as pessoas, não vão olhar para as frutas bonitas na sua vida, porque o cheiro da maçã podre, falará mais alto que qualquer outra coisa. A podridão será muito mais visível do que as coisas boas que você já fez até aqui. E essa podridão pode ser capaz de destruir sua vida, seu ministério, seu casamento, sua profissão, sua família, sua igreja.
E sabe qual é o primeiro sinal da maçã podre? As pessoas vão notar o suco dela escorrendo na sua boca. E logo, logo, a maçã vai aparecer.
E o resultado de algo podre, é a morte. A podridão pode te levar à morte.
Eu não sei qual é a sua maçã de estimação. (O seu pecado de estimação).
Pode ser pornografia, drogas, sexo fora do casamento, álcool, mentiras, fofocas, rebeldia, desobediência, infidelidade, traição, luxúria, dinheiro, poder, orgulho, raiva, mágoas… enfim, existem várias maçãs deliciosas (por um tempo), mas que depois revelam sua real face: podridão.
maçã podre 237x300 Minha maçã de estimação
O que fazer então?
Parece simples, pegar seu pacote de maçãs e entregá-lo a Cristo. Mas nem sempre é fácil. Pode ser fácil com outras maçãs, outros vícios, outros pecados. Abrir mão da desobediência? Fácil! Abrir mão do meu dinheiro? Fácil! Abrir mão daquelas minhas revistas e dos sites que insistem em me chamar? Ah, não! Isso não! Posso manter esse “pecadinho de estimação”, ninguém vai saber.
Talvez, ninguém saiba por um tempo. Mas, Deus sempre vai saber!
Não deixe que essa maçã apodreça. Livre-se logo dela.
Então, leve todas as suas maçãs hoje mesmo diante dos pés dAquele que venceu a morte para que você tivesse vida! Aquele que carregou todas essas maçãs em Seus próprios ombros para que, você, ficasse livre delas! Ele tem o poder para pisar sobre essas suas maçãs (seus pecados) e te deixar livre dessa podridão!
Essa entrega, nem sempre é fácil. Não é do dia pra noite, nem da noite pro dia. Essa entrega, exige muita coisa. Exige o “abrir mão” o “negar-se a si mesmo”. Exige cura. Exige libertação e tratamento das feridas. Exige escolhas!  E, o principal: exige morteMorte do eu, dos meus desejos, da minha carne.
Afinal, você prefere matar a maçã, ou prefere  deixar que ela mate você?
“Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente.” Romanos 8:13
Com amor
Pati Geiger

O Nome – C. H. Spurgeon



E lhe porás o nome de Jesus. Mateus 1.21

Quando uma pessoa é amada, tudo o que está ligado a ela se torna amado. Assim é o Senhor Jesus no afeto de todos os verdadeiros crentes. Estes consideram tudo a respeito dEle como excessivamente precioso. "Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia" (Salmos 45.8), disse o rei Davi, como se a pessoa do próprio Senhor Jesus tornasse tão preciosas as suas vestes, que Davi não podia fazer outra coisa, senão amá-las.

Cada lugar por onde os pés de Jesus passaram, cada palavra que seus benditos lábios proferiram, e qualquer pensamento dEle, revelado na Palavra Sacra, é inestimável para nós. Isto também é verdade no que se refere aos nomes de Jesus. Eles são todos preciosos ao ouvido do crente. Quer seja chamado Esposo da igreja, Noivo, Amigo "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13.8), Rei, Profeta, Sacerdote; cada título de nosso Mestre — Silo, Emanuel, Maravilhoso, Poderoso Conselheiro — cada nome é como um favo de mel derramando deliciosas gotas. Porém, se existe um nome mais precioso do que os outros, este nome é Jesus.

Jesus! Este é o nome que impulsiona as harpas do céu a ressoarem melodias! Jesus — a essência de todas as nossas alegrias. Se existe um nome mais encantador, mais precioso do que outro, este nome é Jesus; ele está entrelaçado na base de nossa salmodia.

Muitos de nossos hinos começam com este nome, e poucos dos hinos que são dignos de ser entoados não terminam com este nome. O nome Jesus é a suma de todos os deleites. É a música que move os sinos do céu — uma música em uma palavra; um oceano a ser compreendido, embora seja uma gota de brevidade; uma oratória inigualável em duas sílabas; um coro de aleluias em cinco letras.

O Caráter da fé – Martyn Lloyd-Jones



Qual é a natureza da fé? ... É óbvio que a fé não é simples questão de sentimento. . . se a fé fosse apenas questão de sentimentos, então, quando as coisas andassem mal e os sentimentos mudassem, a fé desapareceria. Mas a fé não é somente coisa dos sentimentos. A fé abrange o homem integral, incluindo a mente, b intelecto e o entendimento. É sua resposta à verdade, come veremos...

A fé não age automaticamente. . . magicamente. . . Muita gente concebe a fé como algo semelhante aos termos-tatos de um aparelho de aquecimento. Você ajusta o termostado num certo nível. . . e ele funciona automaticamente. . . Pois bem, existem muitos que parecem pensar que a fé opera desse jeito. Supõem que, não importando o que lhes suceda, a fé funcionará e tudo estará bem. Todavia, a fé não age assim, mágica e automaticamente. Se fosse assim (para os dis¬cípulos, durante a tempestade na Galileia — Lucas 8.22-25) não teria havido problema algum; a fé teria entrado em funcionamento, eles teriam permanecido calmos e tranquilos, e tudo teria andado muito bem. Mas a fé não é desse jeito. . .

O que é a fé?  Consideremo-la  positivamente.   O princípio ali ensinado é que a fé é uma atividade, e uma coisa que tem de ser exercida. Não entra em operação por si mesma; você e eu temos que fazê-la funcionar. . . Foi exata-mente isso que o Senhor disse àqueles homens.  Declarou-lhes: «Onde está a vossa fé?» É o mesmo que se Ele tivesse dito: «Porque não tomais a fé que tendes e a aplicais à presente situação?» ... A fé consiste de nos recusarmos a entrar em pânico. . . Parece ser, então, algo demasiado terreno e não suficientemente espiritual? Isso é algo que pertence à própria essência da fé.