quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quem Sou Eu, quando ninguém me vê?




“Em cada um de nós existem três pessoas: a que nós achamos que somos; a que os outros pensam que somos; e a que Deus sabe que somos.”
(Leonard Ravenhill)

Por Josiel Dias
Richard vivia uma vida constante em sua igreja, seu Pastor, as vezes, nos sermões, o elogiava, pois Richard era referencia no trabalho em sua igreja. Desde pequenino aprendeu com sua mãe o caminho de Deus e sua palavra. Richard sabia tudo da Bíblia, decorava salmos inteiros, até foi elogiado na escola dominical por responder com tanta precisão o questionamento passado por seu professor. Só que Richard tinha algo que não correspondia com toda sua aparente capa de cristão. Na igreja, em frente dos irmãos Richard se comportava como um jovem piedoso. Fora da igreja, longe dos irmãos, longe de sua mãe, Richard negava e praticava tudo de errado. Foi assim sua vida durante sua infância e adolescência. Richard achava que era santo, pois o povo da igreja, sua mãe e pastor assim falava dele, mas Richard bem sabia que a opinião de Deus em relação a sua vida de aparência era bem diferente. Mas esta história de Richard não acaba desta forma, um dia ele estava dentro de um supermercado olhando um estande de Livros Cristãos, quando ele olhou para um livro que tinha o seguinte título “ Deixados para Trás”
Sentiu-se como o personagem da historia e que se ele continuasse vivendo conforme estava seria deixado de lado por ser hipócrita.
Quantas pessoas vivem uma vida de dupla personalidade, ou seja vivem com máscaras. Na igreja é uma benção mas em sua casa, só a misericórdia de Deus em sua vida.
Se tem algo que Deus não suporta é a hipocrisia. E isto vemos de Gênesis a Apocalipse. O próprio Senhor Jesus muito censurou esta pratica entre os que diziam ser justos e guardadores da Lei.

“Milhões de cristãos professos falam como se Cristo fosse real, mas agem como se Ele não fosse.” (AW Tozer)

“Tudo o que dizemos será inútil, se não for confirmado pelo que fazemos.”
(Jonathan Edwards)

“O melhor teste para um homem santificado está naquilo que sua família diz sobre ele".
(CT Studd)
“Nossa religião é inútil se não mudar o nosso coração e nos transformar em novas criaturas.” (João Calvino)

Reflitamos: Quem somos nós quando ninguém está nos vendo? Quem somos nós quando estamos longe da igreja e dos irmãos? Seriamos tão bonitos por dentro conforme os outros acham e dizem ao nosso respeito?

Estaria Deus aprovando o nosso comportamento?

Que o Senhor tenha misericórdia de nossas vidas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Teísmo Aberto ou Heresia Velada?


Teísmo Aberto ou Heresia Velada?

Alguma vez você já se perguntou se foi você mesmo quem tomou aquela importante decisão de receber a Cristo em sua vida ou se foi Deus quem a tomou por você? Já chegou a questionar se realmente tem “liberdade” de escolha para decidir por si mesmo ou se Deus já determinou todas as coisas a seu respeito? Se a sua resposta for afirmativa, é sinal de que você já experimentou a tensão que deu origem ao Teísmo Aberto – uma perspectiva teológica relativamente nova que amplia o alcance do livre-arbítrio humano e alega que Deus não conhece o futuro.
Concebido em 1980 (com a publicação do livro de Richard Rice, intitulado The Openness of God [A Abertura de Deus]) o Teísmo Aberto surgiu no cenário teológico evangélico nos idos de 1990, chegando ao centro desse palco no ano de 1994 com a publicação do livro The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God [A Abertura de Deus: Um Desafio Bíblico à Concepção Tradicional de Deus].[1]
Clark Pinnock, um dos autores dessa última obra referida, adere ao Teísmo Aberto “porque [Deus] concede liberdade às Suas criaturas, alegra-se em aceitar o futuro como uma realidade aberta, não fechada, e em manter um relacionamento dinâmico com o mundo, não estático”.[2]
Entretanto, será que tal “abertura” é bíblica?

O contexto histórico

Há centenas de anos as pessoas lutam com dois ensinos da Bíblia aparentemente incompatíveis entre si: a determinação global e onisciente [por parte de Deus] de tudo o que acontece em Sua criação (denominada “providência” ou “presciência”) e a liberdade e responsabilidade humanas de escolher seu próprio caminho (chamada de “livre-arbítrio”). Essa antinomia bíblica apresenta a soberania divina e a responsabilidade humana numa situação de convivência mútua. Entretanto, o raciocínio humano procura solucionar a situação com a exclusão de uma delas.
As Escrituras Sagradas descrevem Deus como Criador absolutamente soberano e onisciente“que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade [...] para louvor da sua glória” (Ef 1.11-12) e para o próprio bem dEle e de Suas criaturas. Aqueles que dão ênfase a esses elementos, normalmente identificam-se com o reformador protestante francês João Calvino (1509-1564).

João Calvino (1509-1564).
Contudo, as Escrituras também descrevem a responsabilidade humana: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Conseqüentemente, outros crêem que a visão determinista do Criador e de Seu cosmos diminui a responsabilidade do ser humano e a importância da glória de Deus. Tais pessoas têm uma inclinação para o que entendem ser uma posição mais justa, que enfatiza a natureza autônoma das escolhas humanas. Elas se identificam com o teólogo holandês Jacobus Arminius (1560-1609).
O Teísmo Aberto é uma tentativa recente de se encontrar um meio-termo aceitável.

Os argumentos

Clark Pinnock alega que o Teísmo Aberto é necessário para que as criaturas de Deus sejam expressivamente agentes pessoais livres. Essa abertura significa que Deus não determina, aliás, Ele nem mesmo sabe um resultado ou desdobramento futuro até que os agentes pessoais livres façam suas escolhas. Ao advogar tal abertura como a melhor solução para a tensão da soberania divina versus a responsabilidade humana, Gregory Boyd considera “a abertura de Deus quanto ao futuro como um dos seus atributos de grandeza”, porque, “um Deus que [...] tem a disposição de se comprometer com um determinado elemento de risco é mais sublime do que um Deus que contempla um futuro eternamente estabelecido”.[3]
Boyd insiste na idéia de que a abertura não diminui a presciência de Deus; pelo contrário, uma vez que as ações futuras dos agentes pessoais livres ainda não aconteceram, não existe nada nesse domínio que Deus tenha de saber.[4]
Entretanto, o Teísmo Aberto se apresenta como uma séria ameaça à concepção bíblica de Deus, o Deus que conhece todas as coisas – reais e possíveis – sem nenhum esforço e igualmente bem. O assunto dessa controvérsia, em vez de ser periférico e incidental, é, de fato, fundamental e danoso para a teologia evangélica.
Bruce Ware, um opositor do Teísmo Aberto, escreveu:
Nossa concepção da providência de Deus exercerá obrigatoriamente uma influência sobre o cotidiano da vida e prática cristã de inúmeras maneiras [...] cometer um erro aqui, é criar milhares de problemas, tanto teológicos quanto práticos.[5]
O Teísmo Clássico (posição na qual cremos) ensina que a onisciência soberana de Deus, de onde se origina Sua presciência, prepondera sobre a liberdade humana; essa natureza de Deus não pode ser menosprezada por uma ênfase exagerada na responsabilidade do ser humano. O fato de que a perspectiva tradicional de Deus, por vezes, é mal expressada ou ridiculariza Deus como “um monarca altivo alheio às contingências do mundo, imutável em todos os aspectos do seu ser [...] um poder irresistível que determina tudo, ciente de tudo o que vai acontecer e que nunca corre riscos”,[6] não quer dizer que o evangelicalismo clássico ignore as tensões geradas pela revelação bíblica.
O Teísmo Aberto não soluciona esse problema da antinomia bíblica. Ele simplesmente remete a discussão para um outro ponto do espectro. A questão agora, passa a ser a seguinte: o que constitui uma livre ação futura em contraste com uma futura ação que não seja livre (i.e., determinada)?
De acordo com o teísta aberto William Hasker, “um agente é livre no que se refere a uma certa ação em dado momento, se naquele momento estiver no poder do agente a capacidade de realizar tal ação e também a capacidade de abster-se dela”.[7]
Entretanto, os teístas abertos adotam um conceito de liberdade humana inadequado que chega a ser quase libertário. John Frame, em seu livro No Other God [Não há Outro Deus], explica:
Os defensores do livre-arbítrio [i.e., os libertários] afirmam que só podemos ser considerados responsáveis por nossas ações se tivermos esse tipo de liberdade radical. O princípio no qual se baseiam é bastante simples: se nossas decisões são induzidas por qualquer coisa ou qualquer pessoa (inclusive nossos próprios desejos), não se pode dizer que são decisões genuinamente nossas e, portanto, não podemos ser considerados responsáveis por elas.[8]
Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais). Uma vez que a liberdade das criaturas é obviamente limitada (por exemplo, pela força da gravidade), é mais correto admitir a existência dessa antinomia, exaltar o caráter de Deus e permitir que a autonomia humana seja reduzida até enquadrar-se na responsabilidade biblicamente ordenada.

Os perigos

1. O Teísmo Aberto menospreza a glória divina


Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais).
O Teísmo Aberto dá crédito à criatividade e à desenvoltura de Deus quando Ele consegue “instigar” os agentes morais livres a agirem de conformidade com os planos e caminhos dEle.
Ao perguntar-se acerca do que acontece “quando o índice de sucesso de Deus diminui”, Ware menciona que os teístas abertos reconhecem que “a liberdade possibilita que males horríveis e despropositais venham a acontecer. Embora Deus tente evitar tal sofrimento horrível, dizem eles, há muitas ocasiões em que Ele, simplesmente, não consegue evitá-lo”. Nesse caso, Deus tem que assumir a responsabilidade pelo fracasso de Seus planos.
Em lugar de um Deus temível que controla e dirige tudo o que acontece sem o mínimo esforço, temos que abrir espaço para um Deus que trabalha fazendo horas extras para se manter à frente de todas as livres decisões morais, previamente desconhecidas e inexistentes, tomadas a cada instante de cada dia.

2. O Teísmo Aberto menospreza a esperança humana

A partir de tal perspectiva, o nosso precioso versículo bíblico de Romanos 8.28, deve ser lido da seguinte maneira: “a maioria das coisas coopera para o bem, desde que Deus consiga instigar as pessoas ao meu redor”, em vez de “sabemos que todas as coisas cooperam [i.e. que Deus leva todas as coisas a cooperarem] para o bem daqueles que amam a Deus”.
Não teremos mais condição de dizer, como declarou José a seus irmãos: Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).
Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida. Porém, o apóstolo Paulo afirmou exatamente o contrário:“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida.
Ao invés de ter um Deus que não conhece aquilo que ainda está por acontecer, é confortador, e até mesmo um tanto assombroso, saber que “...não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).

3. O Teísmo Aberto menospreza a confiabilidade profética

Lá se foi o amor pela Palavra de Deus e por Suas promessas referentes ao futuro, as quais amamos ler e considerar. Um crítico do Teísmo Aberto disse: “imagine só o compositor do hino tentando animar os desvalidos com estas palavras: “Não sei o que de mal ou bem é destinado a mim [...] mas eu sei em quem tenho crido, o qual também não conhece o meu futuro”.

4. O Teísmo Aberto menospreza o futuro de Israel

Após rebelar-se por repetidas vezes e frustrar o plano de Deus para ela, será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez? Ter-se-ia que reconhecer o fracasso de Deus em Sua criatividade e poder de persuasão no passado e perder as esperanças na competência de Deus quanto ao futuro.
A conclusão inevitável a que tal pensamento leva é que a posse da Terra de Israel é uma questão de quem se apoderar dela, visto que Deus não conhece o futuro, nem predeterminou o resultado final.

Será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez?
Por outro lado, Paulo declara que a atual condição de Israel faz parte de um inescrutável plano de Deus para a Sua própria glória: Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia [...] Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.16,18).
O Teísmo Aberto é uma tentativa de modelar uma forma mais conveniente de liberdade humana, à custa da concepção de Deus ensinada no Teísmo Clássico. Todavia, em seu desdobramento final, menospreza a glória de Deus para exaltar a liberdade do homem. É um esforço de produzir a conclusão final acerca de uma antinomia bíblica que está muito além da compreensão das criaturas. E, nesse intento, o Teísmo Aberto prejudica a confiança do crente tanto na providência benigna de Deus, quanto em Sua Palavra profética.

Fonte: http://www.chamada.com.br/

A Santidade de Deus - Cornelius Van Til



Ao discutir a santidade de Deus, novamente começamos no ponto de Sua auto-suficiência. Moisés diz em Êxodo 18:11: “Agora sei que o SENHOR é maior que todos os deuses; porque na coisa em que se ensoberbeceram, os sobrepujou”. Em 1 Samuel 2:2, Ana louva a Deus quando ela diz: “Não há santo como é o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus”. Assim, a santidade de Deus reside em Sua incomparável auto-existência. Deus não tem santidade, mas Ele é santidade. O profeta Amós salienta isso nessas palavras: “Jurou o Senhor JEOVÁ, pela sua santidade, que dias estão para vir sobre vós, em que vos levarão com anzóis e a vossos descendentes com anzóis de pesca” (Amós 4:2). O Senhor não poderia jurar pela Sua santidade se Sua santidade não fosse idêntica a Si mesmo.

Por santidade de Deus, portanto, queremos dizer a absoluta pureza interna de Deus. Deve ser naturalmente esperado que, quando esse atributo de Deus é expresso na revelação de Deus ao homem, ele requer sua pureza completa. Essa pureza completa no homem consiste na dedicação completa da atividade moral do homem para a glória de Deus. Negativamente, isso necessariamente se expressará como separação do pecado.

No Antigo Testamento essa expressão negativa da santidade de Deus é apresentada fortemente. Há toda uma maneira de dedicação a Deus de pessoas e coisas de um uso secular para um uso sagrado. A idéia é que, por causa do pecado, o todo da vida humana se tornou profanado. Não que isso fosse originalmente assim; totalmente o contrário. O “secular”, como tal, não é mal. Ele se tornou mal por causa do pecado do homem. A teologia barthiana não sustenta a queda do homem na história e, consequentemente, não pode fazer justiça à distinção bíblica entre o sagrado e o secular. A visão de Barth realmente se resume em dizer que há mal na matéria per se. É, portanto, impossível, segundo Barth, que deva existir quaisquer atos feitos pelo homem temporal que sejam verdadeiramente santos, mesmo no princípio. Não pode realmente existir nada sagrado como distinto de atos não-sagrados dele.

A posição de Barth não é radicalmente diferente da do modernismo. Ela não tem lugar para o que é verdadeiramente santo neste mundo, porque ela não crê numa criação original perfeita, nem numa queda histórica. E nem ela crê num Deus santo auto-suficiente por detrás do mundo. Se cresse, também teria que crer numa criação temporal e na queda do homem na história.

No Novo Testamento, a expressão positiva da santidade de Deus é mais forte do que negativa. Deus quer que Seu povo, deliberadamente, pelo dom de Sua graça, dedique-se a Ele. É o Espírito Santo que cria no homem uma verdadeira santidade a Deus. Certamente, o aspecto negativo não desapareceu. Ele se mostra na punição dos ímpios, daqueles que rejeitam o Santo. O castigo eterno para o ímpio é o resultado natural da santidade de Deus.

...Assim como Nós Temos Perdoado aos Nossos Devedores – R. C. Sproul



Visto que o homem é salvo pela graça, qual melhor evidência poderia haver da salvação de um ser humano do que quando ele oferece aos outros a graça que ele mesmo recebeu com tanta generosidade? Se essa graça não é aparente em nossas vidas, podemos questionar de maneira válida a genuinidade de nossa própria alegada conversão.

Devemos levar Deus a sério quanto a este ponto. Em Mateus 18.23-35, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro. Um deles devia aproximadamente dez milhões de reais, e o outro devia cerca de dezoito reais. Aquele que devia os dez milhões de reais teve a sua dívida perdoada pelo homem a quem devia o dinheiro. Mas o devedor, por sua vez, não quis perdoar o homem que lhe devia a soma ridícula de dezoito reais. E bastante interessante que ambos os homens pediram a mesma coisa - mais tempo - e não o perdão da dívida total.

Foi cômico o indivíduo que devia a quantia exorbitantemente elevada pedir mais tempo para pagar a sua dívida, visto que até mesmo pelos padrões de salários atuais, a quantia que ele devia perfazia uma figura astronômica. 0 salário diário da época era, aproximadamente, dezoito centavos por dia. 0 homem com a pequena dívida poderia ter pago a sua dívida em três meses. Seu pedido por mais tempo não foi descabido, mas seu credor, em lugar de expressar o mesmo perdão que já tinha recebido, começou a apertá-lo. 0 ponto deve estar claro. Nossas ofensas que outras pessoas cometem contra nós são como uma dívida de dezoito reais, ao passo que as inúmeras ofensas que temos cometido contra o Senhor Deus onipotente são como a dívida de dez milhões de reais.

Jonathan Edwards, em seu famoso sermão, intitulado "A Justiça de Deus na Condenação dos Pecadores", disse que qualquer pecado é mais ou menos hediondo, dependendo da honra e da majestade daquele a quem tivermos ofendido. Visto que Deus é dotado de honra infinita, majestade infinita e santidade infinita, o pecado mais leve tem uma consequência infinita. Pecados aparentemente triviais são nada menos do que "traição cósmica" quando vistos à luz do grande Rei contra quem temos cometido nossos pecados. E assim, tornamo-nos devedores que não podem pagar, e, no entanto, temos sido liberados da ameaça da prisão merecida pelos devedores. É um insulto contra Deus retermos o perdão e a graça daqueles que os solicitarem a nós, ao mesmo tempo em que reivindicamos ter sido perdoados e salvos por meio da graça divina.

Há um outro ponto importante a considerarmos aqui. Até mesmo em nossos atos de perdão, não temos qualquer mérito. Não podemos exigir o perdão meramente por que temos demonstrado perdão para alguma outra pessoa. 0 perdão que dermos a alguém não obriga Deus a abençoar-nos. O trecho de Lucas 17.10 claramente salienta que não há qualquer mérito mesmo em nossas melhores boas obras: "Assim tam¬bém vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer".

Nada merecemos pela nossa obediência, porquanto a obediência - mesmo que chegássemos à perfeição - é o requerimento mínimo para alguém ser um cidadão do reino de Deus. A obediência é o nosso dever. A única coisa que poderíamos reivindicar seria a ausência de punição, mas certamente não mereceríamos nenhuma recompensa, por termos feito somente aquilo que era esperado de nossa parte. A obediência nunca qualifica como serviço "acima e além da chamada para o dever". Estamos meramente em uma posição de nos prostrarmos diante de Deus e implorar pelo Seu perdão. Mas, se assim tiver de acontecer, devemos estar preparados para mostrar que sabemos perdoar; de outro modo, nossa posição em Cristo se inclinará na direção do tombamento de modo precário. A linha de conclusão daquilo que Jesus estava dizendo é esta: "As pessoas perdoadas perdoam outras pessoas". Não ousaremos reivindicar-nos possuidores da vida de Cristo e de Sua natureza, ao mesmo tempo em que falharmos de exibir essa vida e essa natureza.

Levando mais adiante ainda esse pensamento. Se Deus perdoou a alguém, poderíamos nós fazer menos do que perdoar? Seria incrível pensarmos que nós, que somos tão culpados, nos recusaríamos a perdoar alguém que foi perdoado por Deus, e que, portanto, é completamente inocente. Devemos ser espelhos da graça para outros, refletindo aquilo que nós mesmos temos recebido. Isso implementa a Regra Áurea em termos práticos.

O perdão não é uma questão particular, mas uma questão coletiva. O    corpo de Cristo é um grupo de pessoas que vivem diariamente no contexto do perdão. O que nos distingue é o fato que somos pecadores perdoados. Jesus chamou a nossa atenção não somente para os elementos horizontais existentes nessa petição, mas também os elementos verticais. Devemos orar todos os dias pelo perdão de nossos pecados.

Alguém poderia indagar neste ponto: "Se Deus já nos perdoou, por qual razão deveríamos pedir perdão? Não é errado pedir por algo que Ele já nos deu?" A resposta final a perguntas semelhantes a essa será sempre a mesma. Fazemos assim por causa dos mandamentos de Deus.

1 João 1.9 salienta que uma das características do crente é o seu contínuo pedido de perdão. O tempo verbal, no original grego, indica um processo em andamento. O perdão separa o crente como uma criatura diferente das demais. O incrédulo tenta esconder a sua pecaminosidade, mas o crente é sensível para com sua falta de valia. A confissão toma uma porção significativa de seu tempo de oração.

Pessoalmente penso ser um tanto assustador pedir perdão a Deus, na mesma extensão em que temos perdoado a nossos semelhantes. É quase como pedir justiça da parte de Deus. Costumo advertir meus alunos: "Não peçam justiça da parte de Deus. Vocês poderão obtê-la". Se Deus, de fato, me perdoasse na exata proporção em que me disponho a perdoar outras pessoas, tenho medo de que estarei em profunda dificuldade.
0 mandato para perdoarmos a outras pessoas, conforme temos sido perdoados, aplica-se também à questão do auto-perdão. Quando confessamos nossos pecados a Deus, contamos então com a Sua promessa de que Ele nos perdoará. Infelizmente, nem sempre acreditamos nessa promessa. A confissão requer humildade em dois níveis. 0 primeiro nível é a admissão real de culpa; o segundo nível é a aceitação humilde do perdão.

Um homem perturbado diante do problema do senso de culpa, veio a mim certo dia e disse: "Já pedi de Deus que me perdoasse desse pecado por muitas e muitas vezes, mas ainda me sinto culpado. Que poderei fazer?" Essa situação não envolvia a múltipla repetição do mesmo pecado, mas a múltipla confissão de um pecado cometido por uma só vez.

Repliquei: "Você deve orar de novo e pedir que Deus lhe perdoe". Um olhar de impaciência frustrada se estampou em seus olhos. "Mas eu já fiz isso!" exclamou ele. "Tenho pedido que Deus me perdoe, por muitas e muitas vezes. Que bem me fará se eu Lhe pedir isso de novo?"

Em minha resposta apliquei a força firme e proverbial do cacete na cabeça da mula: "Não estou sugerindo que você peça a Deus que lhe perdoe por esse pecado. Estou sugerindo que você busque perdão por sua arrogância".

O homem ficou incrédulo. "Arrogância? Que arrogância? 0 homem estava supondo que suas repetidas solicitações eram uma prova positiva de sua humildade. Ele estaria tão contrito diante de seu pecado que sentia que tinha que arrepender-se do mesmo para sempre. Seu pecado era grande demais para ser perdoado por uma única dose de arrependimento. Que outros se satisfizessem com a graça divina. Quanto a ele, ele haveria de sofrer por seu pecado, sem importar quão gracioso Deus se mostrasse. O orgulho tinha fixado uma barreira na aceitação daquele homem do perdão de Deus. Quando Deus nos promete dar o perdão, insultamos a integridade do Senhor quando nos recusamos a aceitar o Seu perdão. Perdoar a nós mesmos depois que Deus nos perdoou é um dever, bem como um privilégio.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quanto custa ser um homem?


Segue um texto do pastor Paul Washer:
A perda da masculinidade nos nossos dias.
Nas escrituras e em muitas civilizações havia esta noção de que o macho ou era um menino ou era um homem. Não há muitos jovens que gostam de ser chamados de meninos. Então, havendo apenas duas opções, um jovem iria se esforçar para se tornar um homem, pois não quer ser um menino. Mas esta falsa idéia de “modelos evolucionários” trouxe uma terceira categoria: adolescentes.
Então agora quando um garoto atinge a idade de onze, doze anos, ele é chamado de adolescente. E é dito a ele que ele tem que se auto-descobrir, buscar autonomia, ser rebelde, etc.
homem bebe Quanto custa ser um homem?
Mas a bíblia não ensina que exista um período assim. E esta fase é perfeita para o cara preguiçoso, que quer experimentar os privilégios de um homem, mas não quer assumir as responsabilidades de um homem, e continua agindo como um menino, até a idade de trinta anos. A responsabilidade primordial de um homem santo é gerar homens santos. A responsabilidade primordial de um pai é investir sua vida, a todo custo, para criar seus filhos, de maneira que eles cheguem a idade de 17 ou 18 anos e possam assumir o título de homem.
Alguns jovens me perguntam: “Quando eu devo começar a namorar?”. O namoro é algo recente, cultural, que nasceu nos últimos cem anos para cá. É algo recreacional. Você quer sair com uma garota… por que? Porque você quer os privilégios de ter uma parceira ao seu lado mas sem assumir as responsabilidade de ter uma parceira. Então, quando eu posso começar a me relacionar com alguém do sexo oposto? Quando você se tornar um homem.
E o que quer dizer se tornar um homem?
De acordo com as escrituras, em primeiro lugar, é ser capaz de ser o líder espiritual de uma mulher e de uma casa. Antes disso, biblicamente, você não é considerado um homem. Não é apenas ter a capacidade de fazer isto, mas é assumir a responsabilidade, o peso nos seus ombros, de guiar espiritualmente sua família, ensinando e sendo exemplo.
Além disso, você estar pronto para proteger sua família. Não significa ser cheio de músculos, mas ter o caráter forte e necessário para enfrentar as adversidades que batem a porta. Não é obrigação da sua esposa fazer isto. É sua responsabilidade se colocar na porta para que sua mulher nunca tenha que enfrentar os problemas e seus filhos tenham um lugar seguro para crescer e se desenvolver.
Quando um rapaz pode iniciar um relacionamento?
Quando ele pode ser um provedor para aquela pessoa. Por exemplo, se seu pai e sua mãe ainda pagam suas contas, “você não tem o direito” de pensar em alguém do sexo oposto. Apenas porque você atingiu certa idade não quer dizer que pode participar de tudo o que diz respeito a um homem.Você pode ter vinte e um anos e ser ainda um menino. A bíblia sempre trata com homens: “e por esta razão o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir a mulher”.
Esta idéia de namoro recreacional, “estou com ela porque gosto dela”, não existe na bíblia, nem mesmo nas culturas dos povos, exceto na cultura moderna ocidental. Os cristãos tem pelo menos cinco relacionamentos antes de se casarem, então quando chegam no altar, cinco partes deles estão espalhadas por aí. Eles não são uma pessoa completa. Você não pode entrar em um relacionamento, de qualquer tipo de intimidade, sem deixar uma parte de você mesmo para trás.
bebe homem Quanto custa ser um homem?
Não existe na bíblia a idéia de um garoto, debaixo do teto de seus pais, se alimentando da mesa deles, sustentado por eles, irá sair e se divertir com alguém do sexo oposto. Ela diz que para estar junto com alguém você deve deixar seu pai e sua mãe.
Então, tudo o que conhecemos terá que ser mudado? Exatamente. Mas se você é jovem, você crescerá rápido e se disser: “Eu não posso mais ser um garoto ou brincar com as coisas de garoto, e ao mesmo tempo esperar ter a permissão de participar nos privilégios de homens”.
Pais, é sua principal responsabilidade que quando seus garotos atingirem 18 anos, eles sejam homens. E por que a masculinidade bíblica se perdeu nos dias de hoje? Eu perguntava para um grupo de garotos: “Vocês estão no ensino médio. Vocês já escutaram seus amigos conversando sobre como crescer e se tornar um homem de verdade, desenvolver o meu caráter, ser capaz de tomar conta de mim mesmo, depois encontrar um esposa e criar uma família santa?” Não, eles estão todos brincando com Playstations e coisas assim.
Eu morei em uma tribo no Peru por muitos anos. Lá, quando um garoto tem 14 anos ele pode se casar, porque ele pode construir sua casa, pode fazer uma plantação, pode lutar para defender sua tribo de outras tribos. Mas na nossa cultura, a época do colégio é pura diversão, sem essa noção de “Eu tenho que me tornar um homem”. Depois, vem a universidade, que nada mais é que um colégio com pessoas mais velhas, onde o mesmo espírito permanece:
“Vamos pra festa! Vamos andar poraí com nossos amigos! Vamos continuar a nos divertir”.
E alguns, quando saem da universidade, continuam:
“Ótimo, agora eu tenho dinheiro, posso comprar mais Playstations! Posso ter mais hobbies e comprar brinquedos mais caros”.
E claro, eles querem sexo, então entram em um relacionamento. Mas, mesmo após o casamento, nunca assumem a responsabilidade de seu relacionamento. Pois não sabem que estão casando com uma esposa, acham que estão casando com uma “mãe”, então querem que o tratamento de “mãe” continue.
homem bebe2 Quanto custa ser um homem?
Os pais tem essa idéia de que quando seus filhos atingem a idade de 12 anos, 11 anos (e a idade continua diminuindo), e começam a pensar sobre o sexo oposto é chegada a hora deles entrarem em relacionamentos. Este não é o sinal de Deus de que seu filho deve entrar em um relacionamento, mas é o sinal de Deus que é hora de começar a trabalhar a sua masculinidade, para que com o tempo ele se torne um homem e possa entrar em um relacionamento. O mesmo vale para as meninas. A idéia de ter garotos e garotas de 12 e 13 anos se relacionando é doente.
O pior erro que você pode cometer é chegar para um de meus garotos e dizer: “Você é jovem, bonito, porque você não arranja umas namoradinhas?”. Eu vou lhe parar no mesmo instante e lhe manter distante dos meus filhos. Jovens garotos devem estar construindo castelos, lutando contra dragões e lendo Crônicas de Narnia.
O que acontece é que quando aquela faísca aparece, não há ninguém para direcioná-lo. Quem lhe ensina sobre isto é a televisão, revistas e outros garotos como você. É gasto muito tempo conversando sobre garotas, e jogos, e passeando por shoppings, e todo aquele tempo que deveria ser usado para desenvolver masculinidade e feminilidade é jogado fora.
Nos anos 60 e 70, nós quisemos dar ouvidos a grupos de feministas e homossexuais que queriam nos ensinar a como criar nossos filhos. Nós deveríamos ter ido nas escrituras, nas veredas antigas, nos caminhos do Senhor.
Houve o tempo em que os homens eram respeitados por colocarem comida na mesa. Agora, isto não é suficiente, você deve colocar dois carrões na garagem. E muitos homens e mulheres estão trabalhando e não é para colocar comida na mesa, é para comprar todos os brinquedos que a sociedade compra, pagar pelos seus hobbies e a crianças são esquecidas.
Sua obrigação não é dar as crianças todas as coisas que você nunca teve, pois foram as coisas que você nunca teve que fez de você o homem que você é hoje, e são estas coisas que você nunca teve e que você dá aos seus filhos que estão transformando-os em inúteis. Não devemos dar as nossas crianças tudo o que não tivemos, devemos dar a elas nós mesmos, um mentor, um pai, um líder.
Verso 19 de Gênesis 3 diz: “Do suor da tua face tu comerás o pão…”. Há tempos atrás, apenas pessoas milionárias viviam em mansões. Mas, na nossa sociedade moderna, achamos que qualquer pessoa que trabalhe meio-período tem o direito de morar em uma casa destas. Achamos que merecemos tudo, e que temos o dever de viver o estilo de vida que os ricos famosos vivem.
Não, não caiam na falsa idéia de que merecemos uma vida fácil, com várias férias, podendo viajar quando bem quisermos, que podemos terminar nosso trabalho no final do dia, trazer comida para casa, depois sentar na poltrona e ficar ali como um tronco de madeira morto, porque você merece. Isto está errado. Você deve viver do suor do seu trabalho. Esta é sua vida como homem. Você tem muitas obrigações a cumprir e pouco tempo para descansar. Sinto muito, isto é masculinidade.
Em suma, devemos acordar bem cedo, ir trabalhar, voltar para casa, e então nosso real trabalho começa. Temos uma esposa em casa para cuidar que precisa de muito mais do que apenas trazermos comida. E temos crianças que precisam ser discipuladas e mentoreadas. Então, desabamos na cama, para acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Esta é a razão pela qual a mulher deve cuidar da casa e viver para seu marido, pois a vida dele é viver para eles.
bebe fazendo a barba Quanto custa ser um homem?
Nossa cultura prega que devemos ter uma vida fácil. Quando a queda aconteceu, no jardim, a vida fácil foi embora. Muitos homens trabalham, e eles odeiam isso, e eles ficam com suas famílias apenas suficiente para fazer o mínimo, e então podem fugir de seus trabalhos e de suas famílias para fazer algo que realmente gostem, e suas vidas ficam sempre nestes hobbies, nos esportes, em descansar, e outras coisas.
A única maneira de achar contentamento nesta vida é vendo o seu trabalho e suas responsabilidades nesta terra como ordenanças de Deus e aguardando sua recompensa no céu, realizando o trabalho que lhe é proposto e tirando sua alegria do fato de agradar a Deus ao assumir a responsabilidade de sua masculinidade.
Então não podemos praticar esportes ou descansar? Podemos, mas não tanto quanto gostaríamos, ou tanto quanto meus amigos, que não são casados ou não tem filhos. Existem fases diferentes em nossas vidas. Onde está seu coração? A verdadeira alegria não está em continuar sendo um menino eternamente, apenas com brinquedos mais caros e continuamente sendo cuidado por uma mãe, seja ela sua mãe mesmo ou sua esposa. A alegria e o contentamento vem de assumir sua responsabilidade que lhe foi proposta por Deus, de prover para sua família, e não apenas coisas físicas, pois isso é apenas uma pequena parte da provisão.
A pessoa mais importante na face da terra para um homem deve ser sua esposa.
E vice-versa. Uma terrível ilustração para isto é que, se eu estiver em um barco com minha mulher e meus filhos, e o barco estiver afundando, e apenas eu souber nadar e for capaz de salvar apenas uma pessoa, eu devo salvar minha esposa. Você já deve ter escutado: “Não há amor como o de mãe”, isso é errado, a bíblia fala que não há amor como o amor de um pai.
Você sabe porque tantas mulheres são tão ligadas as seus filhos?
Porque suas necessidades emocionais que deveriam ser supridas por seu marido não o são, então elas buscam esse suporte emocional nos seus filhos. O problema é que as crianças não foram feitas para nutrir emocionalmente os pais. Se o marido amar a esposa mais do que tudo, as crianças olharão e dirão: “Meu pai ama minha mãe mais do que tudo neste mundo. Este lar está seguro como uma rocha, papai não vai a lugar nenhum”. E a filha dirá: “Então é assim que um homem deve tratar uma mulher. Meu pai trata minha mãe como se fosse uma rainha. Eu não irei aceitar nada menos do que isto”.

O evangelho para os crentes





Por Karl Heinz Kepler


Geralmente a Igreja faz muito bem às pessoas que dela se aproximam, especialmente as que são resgatadas de um modo de vida bastante corrompido, que de fato lhes fazia muito mal ("o mundo"). Mas há casos (cada vez mais numerosos) em que não é bem assim.
Exemplos: 
1) Doentes Mentais nos sanatórios e clínicas psiquiátricas: a maior parte deles é de evangélicos, especialmente pentecostais.
2) O grande estresse e alta ansiedade, que várias vezes paralisam muitos crentes, enquanto eles não têm certeza da vontade de Deus.
Causas prováveis
1) Afastamento da Verdade/Realidade - tentamos (ou tentaram-nos) "pintar" o Cristianismo como sendo, do ponto de vista humano, mais fantástico do que de fato é (mais sobrenatural, grandioso, soberbo, "mágico"). Jo 8.32; I Co 11:1; Tg 4.6

2) Relacionamento marcado MEDO - de pecar, de castigo, de Deus. Imagem de um Deus insatisfeito (reforçada por sermões dominicais em tom cobrador). Relação de escravo - Romanos 8.15
O Caminho da Solução: O Evangelho de Jesus Cristo
Tal qual o irmão mais velho do Filho Pródigo (Lc 15), vivemos na casa de Deus, trabalhamos para Deus, mas não desfrutamos da graça de Deus.
FUNDAMENTOS DO EVANGELHO - A GRAÇA DE DEUS
(sabemos o começo, cfe. nossa pregação para incrédulos)

1) Mt 11.28 Vinde a mim - achareis DESCANSO - não há referência a mudar para cobrança depois de aceito o convite
2) Rom 5.1 Para que foi dada a justificação pela fé? Para termos PAZ com Deus, e para não termos mais nenhuma condenação (Rm 8.1), apesar de nossa pecaminosidade (Rm 7)
3) O que Deus queria em lugar do medo de um escravo? O amor "de coração" de um filho - Rom 8.15-17; I João 4.16-18;
4) A vida com Jesus neste mundo é, então, um processo de transformação em filhos de Deus, que são por Ele amados e também O amam João 1.12; Romanos 8.28,29
5) Vários outros conceitos bíblicos apontam para a mesma direção: O ministério da reconciliação; a Nova Aliança; a crença básica em que Deus é bom, etc.
"MAPAS" PARA CLAREAR O RUMO
Crescendo na Graça e no Conhecimento de Deus

1) A busca da verdade. 1.1 Sobre nós mesmos: pecadores até morrer (I João 1.8 - 2.2 - João escreve aos 90 anos de idade)
1.2 Sobre a igreja: pecadora até morrer; sempre com falhas, sempre com joio e com trigo
1.3 Sobre os pastores, pregadores e profetas: pecadores até morrer. A Palavra de Deus é só a Bíblia. Sermões e profecias são esforços bons e bem intencionados, mas "pecadores"; fazem parte da "tradição dos homens" e não da Palavra de Deus (o mesmo se aplica a esta palestra). Marcos 7.1-23
A verdade é que muita coisa que é dita "em nome de Deus" não foi Deus que disse. Pregadores e profetas: mais humildade e muito mais cuidado! I Ts 5.20,21 (não desprezar, mas "peneirar"tudo)
1.4 Sobre Deus: ama pecadores até morrer. Rom 5.8; João 13.1; e deixa seus filhos amados passar por aflições Jo 16.33 (com paz!)
2) Retificar: Temor de Deus significa apenas "prestar atenção, internamente" (Richard Rohr)
3) A libertação da Lei - Romanos 6 a 8, a "aposta" de Deus pelo caminho do amor livre (perceba o medo que isso gera).
4) A autoridade do exemplo de Cristo - andava livremente entre "igrejas" (sinagogas) e festas, prostitutas, fiscais corruptos, e também líderes do povo de Deus, e não teve medo das críticas por isso; Jesus é o exemplo máximo de santidade: ninguém pode ser mais santo do que Ele. Ele cumpriu plenamente toda a vontade de Deus.
"MULETAS" PARA OS PRIMEIROS PASSOS
Apóie-se na Bíblia: é de Deus. "Levanta, toma o teu leito, e anda!"

1) O interior é o que importa, o exterior não Mt 15.8-11,18,19
2) Pessoas são mais importantes do que leis (Davi e os pães sagrados) - esta é a primeira aplicação prática do "Vinde a mim e achareis descanso" (Mt11.28 a 12.8). Obs. 12.7: "Não condenaríeis inocentes"
3) O amor é o cumprimento da Lei Rom 13.8
4) Consciência não é o E.S. e pode adoecer I Jo 3.20
5) A "Igreja Mínima" (2 ou 3) é bíblica. Busque relacionar-se primeiro com Jesus. A Igreja local, a membresia, é secundária, efeito colateral. Não é desprezível, mas não é a prioridade mais urgente. O caminho da "Igreja primeiro" pode não funcionar.
6) Se o problema está na família ("obediência a pais"): Lc 14.26
COMPANHIA PARA OS "SEGUNDOS PASSOS"
Crescendo na Fé

1. Quem é Jesus.
O "curso" ministrado por Jesus aos 12 discípulos, através da convivência total, consistia basicamente de levá-los a crerem nEle, em quem Ele era (e por consequência na eficácia da Sua obra). Por exemplo, as travessias do Mar da Galiléia (Mateus 8.23-27; 14.22-33) e a confissão de Pedro (Mt 16.13-17). "Crer" no sentido bíblico é "crer em quem é Jesus". Quanto mais conhecermos Jesus, mais fé teremos. Esse terreno sempre nos trará novidades.
2. Fracos e Fortes na Fé
Rom 14 e 15; I Co 8: Os fracos na fé crêem em Jesus, mas sentem que precisam também obedecer a certas leis para não serem rejeitados por Deus. Cfe. Gálatas (3.3-6; 4.10,11; 5.4), esse caminho corre o sério risco de nos afastar da graça de Deus.


Karl Heinz Kepler é pastor, psicólogo clínico, editor de revista e atual presidente do CPPC (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos)


Fonte: http://www.guiame.com.br/

Semeadura e colheita



Por Hernandes Dias Lopes


Estamos iniciando mais um ano. É tempo de novos sonhos e desafios. É tempo de investimento e semeadura. A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada distanciar-nos-emos do alvo de Deus para nossa vida. Se fizermos uma semeadura errada, no campo errado, faremos também uma colheita errada. A lei da semeadura e da colheita é universal. Colhemos o que semeamos, e colhemos mais do que plantamos. Destacaremos alguns princípios para a nossa reflexão:

1. A semeadura exige um tempo de preparação. 
Antes de semear um campo, o agricultor prepara o terreno. Lançar a preciosa semente sem primeiro arar a terra é trabalhar para o desastre. Na parábola de Jesus, o semeador lançou a semente à beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente no terreno pedregoso e a semente até nasceu, mas por falta de umidade, mais tarde secou. De igual forma, semeou no meio dos espinheiros e a semente ao nascer foi sufocada, e mirrada, não produziu frutos. Apenas a semente que caiu na boa terra frutificou a trinta, a sessenta e a cem por um. Nós somos os semeadores e também o campo onde a semente é lançada. Precisamos preparar nosso coração para receber essa divina semente!


2. A semeadura exige esforço e sacrifício. 
O salmista diz que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. Muitas vezes devemos umedecer o solo duro com as nossas próprias lágrimas. Semear não é coisa fácil: exige preparo, esforço e sacrifício. Para semear precisamos sair e nos desinstalar do nosso comodismo. Às vezes, nessa semeadura nós encontramos toda sorte de resistência. Na parábola do semeador a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiraram contra a semente. O diabo rouba, os homens pisam, as aves arrebatam, os espinhos picam e as pedras ferem a semente. É por isso, que a semeadura, muitas vezes, arranca lágrimas dos nossos olhos. Mas, o semeador não desiste por causa do sacrifício da semeadura, ele sai andando e chorando enquanto semeia pela certeza de que a colheita é certa, abundante e feliz.


3. A semeadura determinada a colheita
Nós colhemos o que semeamos. A colheita é da mesma natureza da semeadura. Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Quem semeia amizade, colhe afeto. Quem semeia amor, colhe simpatia. Quem semeia bondade, colhe misericórdia. Quem semeia no Espírito, do Espírito colhe vida eterna; mas quem semeia na carne, da carne colhe corrupção. Não podemos colher figos de espinheiros. A colheita não é apenas da mesma natureza da semeadura, mas também mais numerosa que a semeadura. Quem muito semeia, com abundância ceifará. Quem semeia ventos colhe tempestade. A semeadura é apenas um vento, mas a colheita é uma tempestade. Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Precisamos ser criteriosos na escolha das sementes. Estamos entrando pelos portais de mais um ano. 
Que tipo de semente nós vamos semear, em nossa vida, em nossa família e em nossa igreja? Que tipo de semeadura nós teremos em nossos estudos, em nossos relacionamentos e em nosso trabalho? Como será nossa semeadura em nossa vida espiritual? 
Que Deus nos ajude a semearmos com alegria e com abundância no campo certo, usando as sementes certas, para colhermos os frutos certos. Nós somos a lavoura de Deus e ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que ele é glorificado!


Fonte: http://www.guiame.com.br/