terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O Evangelho é suficiente para você, para que você fale sobre ele?
Fonte: http://www.vemvertvblog.com/
Erótico Versus Espiritual – A. W. Tozer
O período em que vivemos bem pode passar à história como a Era Erótica. O amor sexual foi elevado à posição de culto. Eros tem mais cultuadores entre os homens civilizados de hoje do que qualquer outro deus. Para milhões o erótico suplantou completamente o espiritual.
Não é difícil verificar como o mundo chegou a este estado. Entre os favores que contribuíram para isso estão o fonógrafo e o rádio, que podem difundir canções de amor de costa a costa sem problema de dias ou de ocasiões; o cinema e a televisão, que possibilitam a toda a população focalizar mulheres sensuais e jovens amorosos ferrados em apaixonado abraço (e isto nas salas de estar de lares "cristãos" e diante dos olhos de crianças inocentes!); jornada de trabalho mais curta e uma multiplicidade de artefatos mecânicos com o resultante aumento do lazer para toda gente. Acrescentem-se a isso tudo as dezenas de campanhas publicitárias astutamente idealizadas, que fazem do sexo a isca não muito secretamente escondida para atrair compradores de quase todos os produtos imagináveis; os corruptos colunistas que consagraram a vida à tarefa de publicar fofas e sorrateiras nulidades com rostos de anjos e com moral de gatas da rua; romancistas sem consciência, que conquistam fama duvidosa e se enriquecem graças ao trabalho inglório de dragar podridões literárias das imundas fossas das suas almas para dar entretenimento às massas. Estas coisas nos dizem algo sobre a maneira pela qual Eros conseguiu seu triunfo sobre o mundo civilizado.
Pois bem, se esse deus nos deixasse a nós, cristãos, em paz, eu por mim deixaria em paz o seu culto. Toda a sua esponjosa e fétida sujeira afundará um dia sob o seu próprio peso e será excelente combustível para as chamas do inferno, justa recompensa recebida, e que nos enche de compaixão por aqueles que são arrastados em sua ruinosa voragem. Lágrimas e silêncio talvez fossem melhores do que palavras, se as coisas fossem ligeiramente diversas do que são. Mas o culto de Eros está afetando gravemente a igreja. A religião pura de Cristo que flui como rio cristalino do coração de Deus está sendo poluída pelas águas impuras que escorrem de trás dos altares da abominação que aparecem sobre todo monte alto e sob toda árvore verde, de Nova Iorque a Los Angeles.
Sente-se a influência do espírito erótico em toda parte quase, nos arraiais evangélicos. Grande parte dos cânticos de certos tipos de reuniões têm em si maior porção de romance do que do Espírito Santo.. Tanto as palavras como a música se destinam a provocar o libidinoso. Cristo é cortejado com uma familiaridade que revela total ignorância de quem Ele é. Não é a reverente intimidade do santo em adoração, mas a impudente familiaridade do amante carnal.
A ficção religiosa também faz uso do sexo para dar interesse à leitura pública, a fina desculpa sendo que, se o romance e a religião forem entretecidos compondo uma história, a pessoa comum que não leria um livro puramente religioso lerá a história, e assim se defrontará com o Evangelho. Deixando de lado o fato de que, na maioria, os romancistas religiosos modernos são amadores de talento caseiro, sendo raros os capazes de escrever uma única linha de boa literatura, todo o conceito subjacente ao romance religioso é errôneo. Os impulsos libidinosos e os suaves e profundos movimentos do Espírito são diametralmente opostos uns aos outros. A noção de que Eros pode ser induzido a servir de assistente do Senhor da glória é ultrajante. A película "cristã" que procura atrair espectadores retratando cenas de amor carnal em sua propaganda é completamente infiel à religião de Cristo. Só quem for espiritualmente cego se deixará levar por isso.
A moda atual de usar beleza física e personalidades brilhantes na promoção religiosa é outra manifestação da influência do espírito romântico na igreja. O balanceio rítmico, o sorriso plástico, e a voz muito, mas muito alegre mesmo, denunciam a frivolidade religiosa mundana. O executante aprendeu a sua técnica da tela da TV, mas não a apreendeu suficientemente bem para ter sucesso no campo profissional. Daí, ele traz a sua produção inepta para o lugar santo e a mascateia, oferecendo-a aos cristãos doentios e inferiores que andam à procura de alguma coisa que os divirta enquanto ficarem dentro dos limites dos costumes sócio-religiosos vigentes.
Se meu linguajar parece severo, é bom lembrar que não o dirijo a nenhuma pessoa individualmente. Para com o mundo perdido dos homens, só tenho uma grande compaixão e o desejo de que todos venham a arrepender-se. Pelos cristãos cuja liderança vigorosa mas equivocada tem procurado atrair a igreja moderna do altar de |eová para os altares do erro, sinto genuíno amor e simpatia. Quero ser o último a ofendê-los e o primeiro a perdoá-los, lembrando-me dos meus pecados passados e da minha necessidade de misericórdia, bem como da minha fraqueza pessoal e da minha tendência natural para o pecado e o erro. A jumenta de Balaão foi usada por Deus para repreender um profeta. Daí parece que Deus não exige perfeição no instrumento que Ele emprega para advertir e exortar o Seu povo.
Quando as ovelhas de Deus estão em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas "inspiradores". É obrigado a agarrar sua arma e a correr em defesa delas. Quando as circunstâncias o exigirem, o amor poderá usar a espada, embora por sua natureza deva, em vez disso, ligar o coração quebrantado e atender os feridos. É tempo de o profeta e o vidente se fazerem ouvir e sentir outra vez. Nas últimas três décadas a timidez disfarçada de humildade tem ficado encolhida no seu canto enquanto a qualidade do cristianismo evangélico vem piorando ano após ano.
Até quando. Senhor, até quando?
Fonte: http://www.ortopraxia.com/
Compreendes as Escrituras? C. H. Spurgeon
Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras.
Lucas 24.45
Aquele que abriu as Escrituras também abriu o entendimento. Muitos podem apresentar as Escrituras à mente dos homens, mas somente o Senhor Jesus pode preparar o entendimento para recebê-las. O Senhor é diferente de todos os outros mestres. Estes alcançam o ouvido, Ele instruiu o coração. Os outros mestres lidam com a letra exterior; o Senhor Jesus, porém, implanta um deleite pela verdade, e por meio de tal deleite sentimos o sabor e a essência da verdade. Os homens menos instruídos se tornam eruditos na escola da graça, quando o Senhor Jesus, por intermédio de seu Espírito Santo, desvenda para eles os mistérios do reino de Deus. Ele lhes outorga a unção divina, por meio da qual são capacitados a contemplar o invisível.
Quantos homens de grande erudição são ignorantes a respeito das coisas eternas! Eles conhecem o aspecto mortífero da letra da revelação bíblica, mas são incapazes de discernir seu espírito vivificante. Eles têm um véu sobre seus corações, um véu que os olhos da razão humana não podem penetrar. Antes, nós éramos tão cegos quanto eles o são.
A verdade era para nós uma beleza obscura, algo que não percebíamos e negligenciávamos. Se não fora o amor de Jesus por nós, teríamos permanecido na ignorância. Sem a graciosa atitude dEle em abrir nosso entendimento, não teríamos atingido o conhecimento das coisas espirituais, assim como uma criança não pode escalar as pirâmides. A Escola de Jesus é a única onde a verdade de Deus pode ser aprendida. Outras escolas podem nos ensinar em que temos de crer; porém, somente o Senhor Jesus é capaz de nos mostrar como devemos crer. Assentemo-nos aos pés de Jesus. Com oração sincera, supliquemos a bendita ajuda de Cristo, a fim de que nosso frágil entendimento receba as verdades celestiais.
Levando a sério o Evangelho – M. Lloyd-Jones
Não podemos dizer, verdadeiramente, de muitos de nós que, no terreno da prática concreta, nosso conceito da doutrina da graça é tal que raramente chegamos a encarar com seriedade o claro ensino do Senhor Jesus Cristo? Temos dado tanta ênfase ao ensino de que tudo ê de graça e que não é mister procurarmos seguir o Seu exemplo, a fim de nos _tornarmos cristãos, que virtualmente nos colocamos na posição de ignorar totalmente o Seu ensino e de dizer que este nada tem a ver conosco, porquanto estamos sob a Sua graça.
Agora indago até que ponto levamos a sério o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A melhor maneira de focalizar essa questão é, creio eu, encarar o Sermão da Montanha. Qual é, pergunto, nosso conceito desse sermão? Pensando nisso, sugiro que escrevamos num papel nossas respostas às seguintes indagações:
Que significa para nós o Sermão da Montanha? Onde entra ele em nossas vidas, e qual o lugar que ocupa em nosso pensamento e em nossa perspectiva?
Qual é nossa relação com esse extraordinário sermão, que ocupa tão proeminente posição nesses três capítulos do Evangelho segundo Mateus?
Acredito que você descobriria que o resultado é muito interessante e quiçá mui surpreendente. Oh, sim, sabemos tudo sobre a doutrina da graça e do perdão, e estamos olhando para Cristo. Mas eis que nestes documentos, que apregoamos como revestidos de autoridade, está este sermão.
Em que ponto entra ele em nosso esquema?
sábado, 22 de janeiro de 2011
Eu não consigo cantar estas canções!
O surgimento da denominada música gospel nos fez esquecer de algumas canções extremamente relevantes. Por acaso, você já se deu conta que em nossas igrejas não cantamos mais sobre o céu, sobre o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, sobre a graça imerecida, sobre conversão, sobre perdão de pecados, e outros temas mais? Pois é, lamentavelmente, ao contrário disto, nossa hinologia está repleta de expressões simplistas, onde temas como chuva, milagres, bênçãos, vitória e prosperidade se fazem presentes.
Há pouco ouvi uma canção, do Ministério de música "Toque no Altar" que dizia:
"Onde era tristeza se verá
A dupla honra me ornar
Com boas novas proclamar-lhe
Uma nova história celebrar
É chegada a minha hora
Meu silêncio já acabou
Ouça o som da minha grande festa
Eu vou Viver uma virada
Em minha vida, eu creio
Eu vou viver uma virada
O que eu achava estar perdido
E tinha desistido de sonhar
Meu Deus já decretou este é o meu dia
Minha virada festejar"
Caro leitor, repare que a canção em questão é extremamente antropocêntrica, cujo objetivo final é promover a satisfação do cliente. Se não bastasse isso, o ministério em questão é expert no assunto de criar canções cujo foco PRINCIPAL é o prazer do homem. Um exemplo claro disso, é a música “restitui” onde a ênfase primordial encontra-se no realização pessoal através da ação de um Deus cujo atributo principal é obedecer as ordens de seus filhos.
Ah! Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor.
Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.
Pense nisso!
Renato Vargens
Assinar:
Postagens (Atom)



