sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Os dois senhores - Por amor a Deus ou ao dinheiro


Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Eis o servo do Senhor – M. Loyd-Jones



Cristão é aquele que por necessidade tem que estar interessado em guardar a lei de Deus. . . Não estamos «sob a lei», mas a intenção de Deus ainda é que a guardemos; a «justiça da lei» é para ser «cumprida em nós», diz o apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos. . . Assim, é cristão aquele que está sempre interessado em viver e cumprir a lei de Deus. Aqui se lhe faz lembrar como é que se deve fazer isso.

Volto a dizer que uma das coisas mais óbvias e essenciais quanto ao cristão é que ele vive sempre cônscio de que está na presença de Deus. O mundo não vive desta maneira; essa é a grande diferença existente .entre o cristão e o não-cristão. O cristão. . . não é, por assim dizer, um livre agente. Ele é filho de Deus, de modo que tudo quanto faz o faz do ponto-de-vista de estar sendo agradável aos olhos de Deus. Aí está porque o cristão, necessariamente, deve ver tudo o que lhe sucede neste mundo de maneira inteiramente diversa de toda gente. . .

O cristão não se aflige por causa de comida, bebida, casa e roupas. Não é que ele diga que essas coisas não lhe importam, mas elas não constituem o seu principal interesse, não são as coisas pelas quais ele vive. O cristão não se apega demais a este mundo e seus lidares. Por que? Porque pertence a outro reino e a outro modo de ser. Ele não se retira do mundo; esse foi o erro do monasticismo da Igreja Católica  Romana.

O Sermão da Montanha não lhe ordena que fuja da > vida para viver a vida cristã. Porém diz, isto sim, que a sua L atitude é por completo diferente da do não-cristão, por causa da relação que há entre você e Deus, e por causa de sua total dependência dEle.

Um Cristo apenas Utilitário – John MacArthur


- Nenhum Anseio de Prestar Culto –

Cristãos falsos não anseiam por cultuar verdadeiramente. Em João 4.23, Jesus define salvação como culto quando diz: "são estes que o Pai procura para seus adoradores". As pessoas perguntam-me como podemos determinar aqueles que são realmente cristãos ou não. Você não pode realmente diferenciá-los

apenas pela observação, pois alguns não-cristãos vivem, aparentemente, vidas moralmente corretas, ao passo que alguns cristãos pecam de modo visível e público. Você não pode distingui-los por aquilo que dizem; se você os ouvir durante bom tempo, a verdade provavelmente aparecerá, mas algumas pessoas vigiam muito bem a própria língua. O modo pelo qual você pode afirmar que uma pessoa é verdadeiramente cristã seria avaliando o que ela deseja. Se ela anseia por louvar e cultuar a Deus e Cristo, esta é uma evidência de um coração transformado.

Nos versículos seguintes de João 6, os discípulos navegaram pelo mar da Galiléia em direção a Cafarnaum, deixando Jesus para trás como ele os ordenara fazer. O verdadeiro teste do seu discipulado manifesta-se no versículo 18: "E o mar começava a empolar-se, agitado por vento rijo que soprava". Qualquer pessoa que já tenha estado no mar da Galiléia com certeza pode compreender isso. O mar da Galiléia está abaixo do nível do mar e cercado por montanhas. O vento seco do deserto, chamado siroco, precipita-se pelo Canyon abaixo e rodopia pelo lago formando um turbilhão tão forte que pode provocar ondas realmente violentas.

O versículo seguinte continua a história: "Tendo navegado uns vinte e cinco a trinta estádios, eis que viram Jesus andando por sobre o mar, aproximando-se do barco; e ficaram possuídos de temor". Novamente se Jesus pensava que um bom espetáculo poderia salvar as pessoas, ele deixou passar a oportunidade. Nenhum toque de trombeta celestial ou relâmpagos do céu anunciaram sua presença. Sua chegada foi simples e discreta. Aqui o cenário foi uma tempestade no mar no meio da noite. Um barco cheio de homens exaustos depois de horas  de luta nas águas turbulentas sem saber se iriam sobreviver ou não. Então, de repente, eles olharam e lá estava Jesus caminhando sobre o mar em direção ao barco.

João diz-nos que eles ficaram aterrorizados. Eu também entraria em pânico. Ninguém anda sobre a água. A passagem paralela em Mateus acrescenta o fato de que Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água em direção a Jesus, mas "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (14.30). Em sua excitação e impetuosidade, Pedro pulou do barco, mas então olhou ao redor e disse a si mesmo: "O que estou fazendo aqui?"

Sem dúvida os discípulos estavam com medo da tempestade, mas estavam com muito mais medo daquele Ser andando sobre as águas, o qual era ninguém mais do que o próprio Deus. A chave está no versículo seguinte: "Mas Jesus lhes disse: Sou eu. Não temais!" Ele acalmou a tempestade e imediatamente o barco seguiu de onde estava até a praia. A passagem soa quase como se tivessem viajado miraculosamente, sem cruzar o mar. E Mateus diz: "os que estavam no barco o adoraram" (veja 14.33)

Alguns crentes nunca se dobram em maravilhada adoração. Sua perspectiva é estritamente utilitária: "O que você fará por mim, Jesus? Desejo segui-lo porque é aqui que as coisas acontecem. E eu poderia fazer um bom uso de alguns milagres a mais". Não há nenhum movimento de adoração profunda diante do Senhor.

Mas os verdadeiros discípulos estão presentes também e suas atitudes os separam do resto. Como Mateus descreve em 14.33: "E os que estavam no barco o adoraram". Observe as pessoas que alegam ser cristãs e perceba quão profundamente elas adoram ao Senhor. Observe como cantam os hinos. Pergunte a elas como é sua vida de oração. Qual a importância de ir à igreja aos domingos? Será Jesus Cristo o amado de sua vida? Isso parece óbvio?

E possível distinguir, se você olhar bem de perto. Crentes verdadeiros demonstram profunda humildade, um senso de respeito genuíno e reverência por Jesus Cristo. São eles marcados por uma adoração maravilhada? Se não são, não permanecerão junto daqueles que apresentam essa atitude a despeito de tudo que se fizer para torná-la atraente. Quando apresentam essa disposição para a adoração, você não consegue mantê-los longe não importa o quanto a verdade possa ser nítida e desafiadora.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verdadeira comunhão com Deus – Jonathan Edwards



O Diabo tem grau elevado de conhecimento especulativo sobre a divindade, tendo sido educado na melhor escola de teologia do universo, ou seja, o céu dos céus. Ele tem de ter tal conhecimento extenso e preciso relativo à natureza e atributos de Deus, que nós, vermes do pó, em nosso estado atual não estamos aptos. Ele tem de ter conhecimento mais extenso das obras de Deus desde a obra da criação em particular, pois ele foi espectador da criação deste mundo visível e foi uma das estrelas da alva: "Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?" (Jó 38.4-7).

Ele tem de ter conhecimento muito grande das obras do Deus da providência. Desde o princípio, ele foi um espectador da seqüência destas obras. Ele viu como Deus governou o mundo em todos os séculos. Viu a série das maravilhosas dispensações sucessivas do Deus da providência para a igreja de geração em geração. Ele não foi espectador indiferente, mas a grande oposição entre Deus e ele no transcurso das dispensações necessariamente prendeu-lhe a atenção da observação mais rígida. Ele tem de ter elevado grau de conhecimento em relação a Jesus Cristo como Salvador dos homens, a natureza e método da obra de redenção e a sabedoria maravilhosa de Deus nesse esquema. É essa obra de Deus na qual, acima de todas as outras, agiu em oposição a ele e na qual ele se fixou em oposição a Deus. E com relação a este assunto que a guerra poderosa foi deflagrada, a qual prosseguiu entre Miguel e seus anjos e o Diabo e seus anjos ao longo de todas as épocas desde o princípio do mundo e, sobretudo, desde que Cristo apareceu. O demônio teve o bastante para ocupar sua atenção nos passos da sabedoria divina nesta obra, pois é a essa sabedoria que ele opôs sua sutileza. Ele viu e descobriu, para grande decepção e tormento indizível seu, como a sabedoria divina, segundo foi exercida nessa obra, frustrou e confundiu seus dispositivos. Ele tem imenso conhecimento das coisas do outro mundo, pois as coisas daquele mundo estão na sua visão imediata.

Ele tem vasto conhecimento do céu, porque foi habitante desse mundo de glória. Tem amplo conhecimento do inferno e da natureza de sua miséria, porque ele é o primeiro habitante do inferno, e, acima de todos os outros habitantes, tem a experiência dos seus tormentos, pois constantemente os sentiu por mais de cinco mil e setecentos anos. Ele tem de ter extenso conhecimento das Escrituras Santas, porque é evidente que não teve dificuldade em saber o que está escrito lá pelo uso que fez das palavras da Escritura na tentação de nosso Salvador. Ele pode e tem muita oportunidade e disposição para perverter e torcer a Escritura, e impedir tal efeito da Palavra de Deus no coração dos homens, como tenderá a subverter o seu Reino. Ele tem de ter grande conhecimento da natureza do gênero humano, sua capacidade, disposições e corrupções do coração, pois teve muito tempo e observação e experiência livres. Ele teve de tratar principalmente com o coração do homem em seus artifícios sutis, esforços portentosos, operações inquietantes e infatigáveis e esforços desde o princípio do mundo. E evidente que ele tem amplo conhecimento especulativo da natureza da religião experimental, por ser capaz de imitá-lo tão ardilosamente e de maneira tal quanto a se transformar em anjo de luz.

É óbvio pelo meu texto e doutrina que nenhum grau de conhecimento especulativo da religião é evidência da verdadeira devoção. Quaisquer que sejam as noções claras que o homem tenha dos atributos de Deus, da doutrina da Trindade, da natureza das duas alianças, da economia das pessoas da Trindade e da parte que cada pessoa tem na questão da redenção do homem, se ele nunca pode discursar tão excelentemente dos ofícios de Cristo, do caminho da salvação por meio dEle, dos métodos admiráveis da sabedoria divina e da harmonia dos vários atributos de Deus nesse caminho; se ele nunca pode falar tão clara e exatamente do método de justificação do pecador, da natureza da conversão e das operações do Espírito de Deus, aplicando a redenção de Cristo, dando boa distinção, resolvendo alegremente dificuldades e respondendo objeções, até certo ponto tendendo a esclarecer os ignorantes para a edificação da igreja de Deus, a convicção dos contradizentes e o grande aumento de luz no mundo; se ele tem mais conhecimento deste tipo do que centenas de verdadeiros santos de educação comum e da maioria dos teólogos, não obstante, tudo isso não é evidência certa, em qualquer medida, da graça salvadora no coração.

E verdade que a Escritura fala de conhecimento das coisas divinas como algo peculiar aos verdadeiros santos, como vemos: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste"(Jo 17.3); "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt 11.27); "E em ti confiarão os que conhecem o teu nome" (SI 9.10); "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como estéreo, para que possa ganhar a Cristo" (Fp 3.8). Temos de entender que se trata de tipo diferente de conhecimento da compreensão especulativa que o demônio tem em tão elevada medida. Também se admitirá que o conhecimento salvador espiritual de Deus e das coisas divinas promove grandemente o conhecimento especulativo, quando engaja a mente na busca de coisas desse tipo e muito ajuda na compreensão distinta entre elas, de forma que, outras coisas que sejam iguais, os que têm conhecimento espiritual são mais prováveis que outros de ter boa familiaridade doutrinária das coisas da religião. Entretanto, tal familiaridade pode não ser característica distintiva dos verdadeiros santos.

O Rei da Glória - Paul Washer

Paul Washer - O Rei da Glória from Portal Testemunho on Vimeo.

Fonte: http://vimeo.com/

A Única forma de Servir a Deus - C. H. Spurgeon


Servi ao SENHOR com alegria. Salmos 100.2

Satisfação no servir a Deus é uma evidência de nossa aceitação. Aqueles que O servem com um semblante tristonho, porque estão fazendo alguma coisa que é desagradável para si mesmos, não O estão servindo de maneira alguma. Eles apresentam uma forma de reverência, mas a vida espiritual encontra-se ausente.

Nosso Deus não exige a presença de escravos para embelezar seu trono. Ele é o Senhor de um reino de amor e deseja que seus servos estejam vestidos com vestes de alegria. Os anjos de Deus O servem com cânticos e não com murmurações. Uma murmuração ou um lamento seria uma rebelião nas hostes angelicais. A obediência involuntária equivale a desobediência. O Senhor olha para o coração; e, se Ele vê que O servimos por obrigação e não porque O amamos, Ele rejeitará nossa adoração. Se retirarmos a alegre espontaneidade do crente, teremos removido o teste de sua sinceridade.

Se um homem tem de ser levado forçadamente à batalha, ele não é um patriota. Aquele, porém, que marcha para a guerra com feição radiante, cantando: "E agradável morrer pela pátria", comprova que é sincero em seu patriotismo. O regozijo é o sustentáculo de nosso vigor. Na alegria do Senhor, nós somos fortes; ela age como um instrumento de remoção das dificuldades. A alegria do Senhor é para o nosso culto aquilo que o óleo é para as rodas de um veículo.

Sem óleo, o eixo logo se torna aquecido e acontecem acidentes. Se não houver um regozijo santo para lubrificar nossas rodas, nosso espírito ficará travado com fadiga. O homem que se regozija no serviço de Deus prova que a obediência é a sua vida. Você serve ao Senhor com alegria? Mostremos às pessoas do mundo, as quais pensam que nosso cristianismo é uma servidão, que para nós o cristianismo é um deleite e um regozijo. Deixemos que a nossa alegria demonstre que servimos um excelente Senhor.