quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um Cristo apenas Utilitário – John MacArthur


- Nenhum Anseio de Prestar Culto –

Cristãos falsos não anseiam por cultuar verdadeiramente. Em João 4.23, Jesus define salvação como culto quando diz: "são estes que o Pai procura para seus adoradores". As pessoas perguntam-me como podemos determinar aqueles que são realmente cristãos ou não. Você não pode realmente diferenciá-los

apenas pela observação, pois alguns não-cristãos vivem, aparentemente, vidas moralmente corretas, ao passo que alguns cristãos pecam de modo visível e público. Você não pode distingui-los por aquilo que dizem; se você os ouvir durante bom tempo, a verdade provavelmente aparecerá, mas algumas pessoas vigiam muito bem a própria língua. O modo pelo qual você pode afirmar que uma pessoa é verdadeiramente cristã seria avaliando o que ela deseja. Se ela anseia por louvar e cultuar a Deus e Cristo, esta é uma evidência de um coração transformado.

Nos versículos seguintes de João 6, os discípulos navegaram pelo mar da Galiléia em direção a Cafarnaum, deixando Jesus para trás como ele os ordenara fazer. O verdadeiro teste do seu discipulado manifesta-se no versículo 18: "E o mar começava a empolar-se, agitado por vento rijo que soprava". Qualquer pessoa que já tenha estado no mar da Galiléia com certeza pode compreender isso. O mar da Galiléia está abaixo do nível do mar e cercado por montanhas. O vento seco do deserto, chamado siroco, precipita-se pelo Canyon abaixo e rodopia pelo lago formando um turbilhão tão forte que pode provocar ondas realmente violentas.

O versículo seguinte continua a história: "Tendo navegado uns vinte e cinco a trinta estádios, eis que viram Jesus andando por sobre o mar, aproximando-se do barco; e ficaram possuídos de temor". Novamente se Jesus pensava que um bom espetáculo poderia salvar as pessoas, ele deixou passar a oportunidade. Nenhum toque de trombeta celestial ou relâmpagos do céu anunciaram sua presença. Sua chegada foi simples e discreta. Aqui o cenário foi uma tempestade no mar no meio da noite. Um barco cheio de homens exaustos depois de horas  de luta nas águas turbulentas sem saber se iriam sobreviver ou não. Então, de repente, eles olharam e lá estava Jesus caminhando sobre o mar em direção ao barco.

João diz-nos que eles ficaram aterrorizados. Eu também entraria em pânico. Ninguém anda sobre a água. A passagem paralela em Mateus acrescenta o fato de que Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água em direção a Jesus, mas "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (14.30). Em sua excitação e impetuosidade, Pedro pulou do barco, mas então olhou ao redor e disse a si mesmo: "O que estou fazendo aqui?"

Sem dúvida os discípulos estavam com medo da tempestade, mas estavam com muito mais medo daquele Ser andando sobre as águas, o qual era ninguém mais do que o próprio Deus. A chave está no versículo seguinte: "Mas Jesus lhes disse: Sou eu. Não temais!" Ele acalmou a tempestade e imediatamente o barco seguiu de onde estava até a praia. A passagem soa quase como se tivessem viajado miraculosamente, sem cruzar o mar. E Mateus diz: "os que estavam no barco o adoraram" (veja 14.33)

Alguns crentes nunca se dobram em maravilhada adoração. Sua perspectiva é estritamente utilitária: "O que você fará por mim, Jesus? Desejo segui-lo porque é aqui que as coisas acontecem. E eu poderia fazer um bom uso de alguns milagres a mais". Não há nenhum movimento de adoração profunda diante do Senhor.

Mas os verdadeiros discípulos estão presentes também e suas atitudes os separam do resto. Como Mateus descreve em 14.33: "E os que estavam no barco o adoraram". Observe as pessoas que alegam ser cristãs e perceba quão profundamente elas adoram ao Senhor. Observe como cantam os hinos. Pergunte a elas como é sua vida de oração. Qual a importância de ir à igreja aos domingos? Será Jesus Cristo o amado de sua vida? Isso parece óbvio?

E possível distinguir, se você olhar bem de perto. Crentes verdadeiros demonstram profunda humildade, um senso de respeito genuíno e reverência por Jesus Cristo. São eles marcados por uma adoração maravilhada? Se não são, não permanecerão junto daqueles que apresentam essa atitude a despeito de tudo que se fizer para torná-la atraente. Quando apresentam essa disposição para a adoração, você não consegue mantê-los longe não importa o quanto a verdade possa ser nítida e desafiadora.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verdadeira comunhão com Deus – Jonathan Edwards



O Diabo tem grau elevado de conhecimento especulativo sobre a divindade, tendo sido educado na melhor escola de teologia do universo, ou seja, o céu dos céus. Ele tem de ter tal conhecimento extenso e preciso relativo à natureza e atributos de Deus, que nós, vermes do pó, em nosso estado atual não estamos aptos. Ele tem de ter conhecimento mais extenso das obras de Deus desde a obra da criação em particular, pois ele foi espectador da criação deste mundo visível e foi uma das estrelas da alva: "Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?" (Jó 38.4-7).

Ele tem de ter conhecimento muito grande das obras do Deus da providência. Desde o princípio, ele foi um espectador da seqüência destas obras. Ele viu como Deus governou o mundo em todos os séculos. Viu a série das maravilhosas dispensações sucessivas do Deus da providência para a igreja de geração em geração. Ele não foi espectador indiferente, mas a grande oposição entre Deus e ele no transcurso das dispensações necessariamente prendeu-lhe a atenção da observação mais rígida. Ele tem de ter elevado grau de conhecimento em relação a Jesus Cristo como Salvador dos homens, a natureza e método da obra de redenção e a sabedoria maravilhosa de Deus nesse esquema. É essa obra de Deus na qual, acima de todas as outras, agiu em oposição a ele e na qual ele se fixou em oposição a Deus. E com relação a este assunto que a guerra poderosa foi deflagrada, a qual prosseguiu entre Miguel e seus anjos e o Diabo e seus anjos ao longo de todas as épocas desde o princípio do mundo e, sobretudo, desde que Cristo apareceu. O demônio teve o bastante para ocupar sua atenção nos passos da sabedoria divina nesta obra, pois é a essa sabedoria que ele opôs sua sutileza. Ele viu e descobriu, para grande decepção e tormento indizível seu, como a sabedoria divina, segundo foi exercida nessa obra, frustrou e confundiu seus dispositivos. Ele tem imenso conhecimento das coisas do outro mundo, pois as coisas daquele mundo estão na sua visão imediata.

Ele tem vasto conhecimento do céu, porque foi habitante desse mundo de glória. Tem amplo conhecimento do inferno e da natureza de sua miséria, porque ele é o primeiro habitante do inferno, e, acima de todos os outros habitantes, tem a experiência dos seus tormentos, pois constantemente os sentiu por mais de cinco mil e setecentos anos. Ele tem de ter extenso conhecimento das Escrituras Santas, porque é evidente que não teve dificuldade em saber o que está escrito lá pelo uso que fez das palavras da Escritura na tentação de nosso Salvador. Ele pode e tem muita oportunidade e disposição para perverter e torcer a Escritura, e impedir tal efeito da Palavra de Deus no coração dos homens, como tenderá a subverter o seu Reino. Ele tem de ter grande conhecimento da natureza do gênero humano, sua capacidade, disposições e corrupções do coração, pois teve muito tempo e observação e experiência livres. Ele teve de tratar principalmente com o coração do homem em seus artifícios sutis, esforços portentosos, operações inquietantes e infatigáveis e esforços desde o princípio do mundo. E evidente que ele tem amplo conhecimento especulativo da natureza da religião experimental, por ser capaz de imitá-lo tão ardilosamente e de maneira tal quanto a se transformar em anjo de luz.

É óbvio pelo meu texto e doutrina que nenhum grau de conhecimento especulativo da religião é evidência da verdadeira devoção. Quaisquer que sejam as noções claras que o homem tenha dos atributos de Deus, da doutrina da Trindade, da natureza das duas alianças, da economia das pessoas da Trindade e da parte que cada pessoa tem na questão da redenção do homem, se ele nunca pode discursar tão excelentemente dos ofícios de Cristo, do caminho da salvação por meio dEle, dos métodos admiráveis da sabedoria divina e da harmonia dos vários atributos de Deus nesse caminho; se ele nunca pode falar tão clara e exatamente do método de justificação do pecador, da natureza da conversão e das operações do Espírito de Deus, aplicando a redenção de Cristo, dando boa distinção, resolvendo alegremente dificuldades e respondendo objeções, até certo ponto tendendo a esclarecer os ignorantes para a edificação da igreja de Deus, a convicção dos contradizentes e o grande aumento de luz no mundo; se ele tem mais conhecimento deste tipo do que centenas de verdadeiros santos de educação comum e da maioria dos teólogos, não obstante, tudo isso não é evidência certa, em qualquer medida, da graça salvadora no coração.

E verdade que a Escritura fala de conhecimento das coisas divinas como algo peculiar aos verdadeiros santos, como vemos: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste"(Jo 17.3); "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt 11.27); "E em ti confiarão os que conhecem o teu nome" (SI 9.10); "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como estéreo, para que possa ganhar a Cristo" (Fp 3.8). Temos de entender que se trata de tipo diferente de conhecimento da compreensão especulativa que o demônio tem em tão elevada medida. Também se admitirá que o conhecimento salvador espiritual de Deus e das coisas divinas promove grandemente o conhecimento especulativo, quando engaja a mente na busca de coisas desse tipo e muito ajuda na compreensão distinta entre elas, de forma que, outras coisas que sejam iguais, os que têm conhecimento espiritual são mais prováveis que outros de ter boa familiaridade doutrinária das coisas da religião. Entretanto, tal familiaridade pode não ser característica distintiva dos verdadeiros santos.

O Rei da Glória - Paul Washer

Paul Washer - O Rei da Glória from Portal Testemunho on Vimeo.

Fonte: http://vimeo.com/

A Única forma de Servir a Deus - C. H. Spurgeon


Servi ao SENHOR com alegria. Salmos 100.2

Satisfação no servir a Deus é uma evidência de nossa aceitação. Aqueles que O servem com um semblante tristonho, porque estão fazendo alguma coisa que é desagradável para si mesmos, não O estão servindo de maneira alguma. Eles apresentam uma forma de reverência, mas a vida espiritual encontra-se ausente.

Nosso Deus não exige a presença de escravos para embelezar seu trono. Ele é o Senhor de um reino de amor e deseja que seus servos estejam vestidos com vestes de alegria. Os anjos de Deus O servem com cânticos e não com murmurações. Uma murmuração ou um lamento seria uma rebelião nas hostes angelicais. A obediência involuntária equivale a desobediência. O Senhor olha para o coração; e, se Ele vê que O servimos por obrigação e não porque O amamos, Ele rejeitará nossa adoração. Se retirarmos a alegre espontaneidade do crente, teremos removido o teste de sua sinceridade.

Se um homem tem de ser levado forçadamente à batalha, ele não é um patriota. Aquele, porém, que marcha para a guerra com feição radiante, cantando: "E agradável morrer pela pátria", comprova que é sincero em seu patriotismo. O regozijo é o sustentáculo de nosso vigor. Na alegria do Senhor, nós somos fortes; ela age como um instrumento de remoção das dificuldades. A alegria do Senhor é para o nosso culto aquilo que o óleo é para as rodas de um veículo.

Sem óleo, o eixo logo se torna aquecido e acontecem acidentes. Se não houver um regozijo santo para lubrificar nossas rodas, nosso espírito ficará travado com fadiga. O homem que se regozija no serviço de Deus prova que a obediência é a sua vida. Você serve ao Senhor com alegria? Mostremos às pessoas do mundo, as quais pensam que nosso cristianismo é uma servidão, que para nós o cristianismo é um deleite e um regozijo. Deixemos que a nossa alegria demonstre que servimos um excelente Senhor.

O Poder de Deus é Exercido de Acordo com Seus Propósitos – J. I. packer


A Bíblia está cheia de referências ao poder de Deus. Ela nos fala dele agindo:


        na criação;

        na providência (regularidades naturais, coincidências significativas, livramentos milagrosos);

        na graça (a vivificação e habilitação de indivíduos para a fé, arrependimento, justificação, serviço e testemunho; também o reavivamento da igreja); e

        na glória futura que será introduzida pelo retorno de Cristo (a reorganização do cosmos, a ressurreição corporal de todos os mortos e a transformação corporal de todos os vivos).

Em todos estes atos de poder, Deus age soberanamente. Ele está executando seu próprio propósito para cada indivíduo, humano ou angelical, e para a História do universo, sobre o qual ele domina e direciona para a consumação do seu plano eterno.

No que diz respeito à História deste mundo, a Igreja se encontra no centro. A Bíblia nos diz que a essência do plano é: Jesus Cristo, que já reina sobre este mundo como Senhor, continuará a reinar até que, de um modo ou de outro (as opiniões, entre os cristãos, diferem no "como"), todos os seres racionais reconheçam o seu senhorio. Em um sentido mais amplo, Deus está exercendo o seu poder, aqui e agora, passo a passo, até a consumação final do seu plano.

Deus fez do seu propósito uma promessa para nós. A Bíblia está cheia de promessas particulares nas quais alguns aspectos do propósito divino são mencionados, formando, assim, uma base para a nossa confiança responsiva. Se não fosse desta maneira, dificilmente poderíamos chamar de contato pessoal o nosso relacionamento com Deus. Os relacionamentos pessoais verdadeiros sempre envolvem compromissos pessoais, e as promessas são as garantias que regulam tais compromissos. Uma promessa é uma palavra que alcança o futuro, criando uma ligação de obrigação por parte daquele que a faz e de expectativa da parte de quem a recebe. Neste sentido, é o que os lógicos chamam de uma palavra "realizadora", ou seja, uma palavra que provoca uma nova situação entre aquele que a fala e o que a recebe. Uma das maravilhas da religião bíblica é que o nosso poderoso Criador resolveu comprometer-se com o uso de seu poder para cumprir cada uma de suas promessas para nós - como Pedro disse: "suas preciosas e mui grandes promessas" (2Pe 1.4).

Todas as promessas de Deus se relacionam, de um modo ou de outro, com o seu propósito de glorificar a si mesmo, abençoando as criaturas humanas. A Bíblia anuncia os seus propósitos de:

        preservar a ordem natural da terra para a humanidade até o fim da História (Gn 9.8-17);

        manter um relacionamento permanente de aliança com Abraão e seus descendentes, incluindo todos que estão em Cristo (Gn 17.1-8; Gl 3.7-9,14,22-29);

        conceder benefícios particulares ao seu povo, aqui e agora, de acordo com as suas necessidades - perdoando seus pecados, livrando-os do mal, fortalecendo-os em suas fraquezas, confortando-os em suas tristezas, guiando-os em suas perplexidades, e assim por diante;


        enviar Cristo de volta ao mundo, em glória, para criar o novo céu e a nova terra e conduzir o seu povo a um estágio final de incomparável alegria com o seu Salvador.

Todas as promessas universais de Deus para o seu povo, relacionam-se com o cumprimento de seu propósito de salvação para ele. Ele quer que vejamos isto e nos alegremos.

As Escrituras também nos falam de Deus dando, e miraculosamente cum¬prindo, muitas promessas específicas para determinadas pessoas - por exemplo, promessas de fertilidade para algumas mulheres estéreis (Gn 17.15-19; 18.10-15; 30.22; Jz 13; ISm 1.9-20; Lc 1.7-20) e para a virgem Maria (Lc 1.26-38). Precisa¬mos ser cuidadosos nas lições que tiramos destes exemplos. Não devemos lê-los como uma promessa universal de gravidez para todas as mulheres que oram para ter um filho. Os exemplos citados apresentam casos nos quais todas as crianças que nasceram tinham papéis especiais no cumprimento dos propósitos divinos para o mundo.

Nem, só para citar outro exemplo, devemos tratar as narrativas das curas milagrosas de Jesus na Palestina, onde ele evidenciou sua natureza messiânica (Mt 11.2-6), como uma promessa de cura semelhante para todo aquele que ora, pedindo por ela, nos dias de hoje.

Apesar de estas ressalvas, todas as Histórias bíblicas do cumprimento de promessas específicas pelo poder de Deus, e das manifestações graciosas desse poder em bênçãos, nos recordam o que Deus pode fazer. Elas nos encorajam a descansar em sua onipotência e crer que ele cumprirá suas promessas na nossa vida da forma que entender ser a melhor para nós.

As questões sobre o poder da oração - o relacionamento entre nossa oração e o poder de Deus que está sendo usado nas situações pelas quais oramos -constantemente nos deixam perplexos. O que dissemos até aqui sugere o caminho para resolvê-las.

A oração e a vontade de Deus. Primeiro, será que podemos, por meio da oração de petição, controlar e direcionar o poder de Deus? Será que era isto que Jesus queria ensinar quando falou em mover montanhas pela oração (Mt 17.20; 21.21; Mc 11.22-24; cf. ICo 13.2)? É esta a lição que podemos tirar daexperiên-cia de Elias, quando orou para parar e para começar a chover (Jz 5.16b-18)? A resposta mais direta é: não. Não podemos manipular Deus para que faça a nossa vontade quando ela não corresponde à sua vontade para nós. Contudo, ele regularmente deseja nos abençoar, respondendo as orações que nos motiva a fazer, por meio do incentivo encontrado nas Escrituras e do Espírito Santo que aquece o nosso coração.

Desta maneira, ele realiza dois objetivos ao mesmo tempo. Primeiro, concede boas coisas aos seus filhos, o que ele ama fazer; e, segundo, o relacionamento deles com ele se enriquece por meio da alegria e entusiasmo especial, resultante do fato de ver que as boas coisas foram concedidas em resposta às suas orações. Além disso, existem ocasiões - não muitas, mas elas ocorrem - nas quais Deus concede uma grande clareza a respeito do que o povo deveria orar, e uma grande confiança de que ele responderá a oração (como fez no caso de Elias). A memória de tais ocasiões (ninguém consegue esquecê-las!) permanece como um forte incentivo à oração confiante e cheia de expectativa diante das necessidades.

Não posso dizer que sei muito a respeito disto. Mas me lembro de um dia de oração por uma instituição cristã, pela qual eu tinha alguma responsabilidade, e que, em virtude de dificuldades financeiras, decidiu-se parar com as suas atividades. Duas horas depois que começamos a orar, eu sabia exatamente o que deveria pedir - um modelo de sobrevivência que envolvia sete itens. Todos eles, naquele momento específico, pareciam ser impossíveis de alcançar, mas, após oito meses, sem nenhuma exceção, todos tinham se tornado realidade. Também me lembro de uma manhã quando, ao caminhar de volta para casa, aproveitei para orar por uma pessoa que faria uma cirurgia de câncer no dia seguinte. Ao aproximar-me de casa, o peso da preocupação desapareceu. Tive uma estranha impressão de que minha oração tinha sido ouvida, e que não precisaria orar mais. Muitos outros estavam orando por esta pessoa, e não sei dizer se também tiveram esta mesma experiência. Tudo o que sei é que, no dia seguinte, o cirurgião não achou nenhum sinal da doença. Esse tipo de anúncio divino no qual Deus diz, antecipadamente, como planeja usar o seu poder é (eu creio) algo muito raro. No entanto, outros me contaram de experiências nas quais Deus os intro¬duziu à sua intimidade, por assim dizer, enquanto estavam orando para que ele usasse o seu poder e lhes mostrasse sua glória em situações particulares. Como eu disse acima, estas coisas acontecem, e nós devemos reconhecê-las e nos alegrarmos com elas.

A verdade aqui não é que a oração muda a mente de Deus ou o pressione a fazer o que pedimos, mas, em vez disso, que a nossa oração, gerada e mantida como ela é pelo próprio Deus, torna-se o meio de nossa entrada na mente divina. Acabamos pedindo-lhe o que ele já havia planejado fazer. Se queremos ver o poder de Deus em ação, respondendo as nossas orações (e, se não quisermos, algo de errado estará acontecendo conosco), não devemos arrumar um jeito de induzirmos a nós mesmos a pensar que o que escolhemos pedir certamente acontecerá simplesmente por termos garantido a nós mesmos que assim será. Pelo contrário, nossa tarefa é buscar conhecer a mente de Deus sobre as necessidades que nos pressionam e permitir que ele nos mostre (com os detalhes sugeridos pelas Escrituras e pelo Espírito em cada caso) como devemos orar "seja feita a tua vontade" - assim, imitando o caminho da oração de Jesus, no Getsêmani.

Milagres. Segundo, é correto pedir a Deus que mostre o seu poder por meio de um milagre? Se ficar claro que o fundamento da nossa oração é que "a tua vontade seja feita", nada há de impróprio em dizer para Deus quando pensamos que um milagre - uma coincidência espetacular, ou uma amostra do poder da nova criação em uma cura orgânica, por exemplo - manifestaria a sua glória e a santificação do seu nome. Paulo orou por uma cura milagrosa do seu espinho na carne. Ele não estava errado em fazê-lo, embora o que se revelou como um milagre, não foi a resposta de Deus à sua oração (2Co 12.9). Passaremos por decepções se, quando pedirmos um milagre, não estivermos preparados para descobrir que os planos de Deus são outros. Mas seu poder permanece imenso; e, embora tenhamos de reconhecer que os milagres nem sempre são prováveis, precisamos lembrar que eles nunca são uma impossibilidade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Preço de nao Seguir a Cristo - Paul Washer

Paul Washer - O preço de não seguir a Cristo from Portal Testemunho on Vimeo.

Fonte: http://vimeo.com/

Edificou a sua casa sobre a areia – M. Lloyd-Jones



Quais as características do insensato? A primeira é que ele vive com pressa. Os tolos estão sempre com pressa; querem fazer tudo de uma vez; não têm tempo para esperar. Quantas vezes a Escritura nos adverte contra isso! Ela nos fala que o homem piedoso e reto «não se precipitará». Ele nunca se rende à agitação, à excitação e à pressa. Ele conhece a Deus e sabe que os decretos, os propósitos e o plano de Deus são eternos e imutáveis. Mas o insensato é impaciente; ele nunca tem tempo; está sempre interessado em atalhos e resultados imediatos. . . Todos nós estamos familiarizados com essa espécie de gente na vida de todo dia, mesmo não se tratando do cristianismo. Ele é o tipo de homem que diz: «Preciso ter uma casa de uma vez; não há tempo para o alicerce». Está sempre com pressa.

Ao mesmo tempo, por causa dessa mentalidade, ele não se preocupa em receber instruções; não dá atenção às normas que regem a construção de casas o que. . . é uma coisa séria, e quem deseja edificar uma casa devia. . . dar-se conta de que devem ser observados certos princípios de construção, se alguém quer ter um edifício satisfatório e durável... O homem prudente anseia por saber a maneira certa de fazer as coisas; sendo assim, ele dá ouvidos à instrução e está disposto a ser ensinado. Mas o insensato não se interessa por isso; ele quer uma casa; não quer ser molestado por regras e regulamentos. «Vamos levantá-la», diz ele. É impaciente, avesso à instrução e ao ensino, dizendo que o que ele quer é «ir adiante com a obra». . .

O insensato não somente anda muito apressado para estar ouvindo instruções como também acha isso desnecessário. Em sua opinião, suas idéias são as melhores. Ele não tem nada para aprender de quem quer que seja. . . Não dá atenção ao que foi feito no parado, mas simplesmente segue os seus próprios impulsos e idéias.