segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Um Cristo e um Evangelho Fictício - João Calvino
Espanta-me( Gl 1.6-8). O apóstolo começa com uma reprimenda, ainda que algo um tanto mais brando do que mereciam. Prefere, porém, dirigir sua ira contra os falsos apóstolos, como veremos. Ele acusa os gaiatas de apostasia, não só em relação ao ensino do apóstolo, mas em relação a Cristo mesmo. Pois só poderiam conservar a Cristo através do reconhecimento de que é por meio de seu benefício que nos tornamos livres da escravidão da lei. Mas a necessidade de cerimônias que os falsos apóstolos estabelecem é frontalmente contrária a isso. Por isso estavam afastados de Cristo, não porque rejeitassem inteiramente o Cristianismo, mas porque, numa corrupção de tal proporção, só lhes fora deixado um Cristo fictício. Assim também hoje, os papistas decidiram conservar um Cristo pelas metades e um Cristo mutilado, e nada mais, e estão, portanto, separados de Cristo. Estão saturados de superstições, as quais são frontalmente opostas à natureza de Cristo. Deve-se observar criteriosamente que estamos separados de Cristo quando aceitamos o que é inconsistente com seu ofício mediatorial; porquanto a luz não pode misturar-se com as trevas.Pela mesma razão, ele o chama outro evangelho, ou seja, outro evangelho além do genuíno. E no entanto os falsos apóstolos alegavam pregar o evangelho de Cristo; mas, ao mutilá-lo com suas próprias invenções, destruíam a força motriz do evangelho para em seguida defender um evangelho falso, corrompido e espúrio. O apóstolo usa o verbo no tempo presente, como se, até então, estivessem, por assim dizer, apenas em processo de queda. E como se dissesse: "No entanto, não digo que já estais separados. Se esse fosse o caso, teria sido muito mais difícil voltardes ao caminho. Agora, porém, enquanto vos achais ainda no caminho, retrocedei; não deis sequer um passo adiante."Algumas versões trazem: "daquele que vos chamou pela graça de Cristo", subentendendo o Pai. Mas a redação que temos adotado é mais simples. Ao dizer que foram chamados por Cristo através da graça, é como se o apóstolo reprovasse sua ingratidão. Desertar-se do Filho de Deus é algo por si só desonroso e desditoso; mas desertamo-nos dele, quando ele nos chamou graciosamente para a salvação, é algo muito mais terrível, visto que sua bondade para conosco, tendo como resposta nossa ingratidão, intensifica ainda mais a gravidade do pecado.Tão depressa. Ele põe ênfase na perversidade da inconstância dos gaiatas. Não existe ocasião que justifique nossa deserção de Cristo; mas os gaiatas eram muito mais censuráveis diante do fato de que voltaram atrás no momento em que Paulo os deixou. Portanto, assim como sua ingratidão se revelara quando pela primeira vez o apóstolo a confrontou com a graça da vocação, assim agora ele intensifica sua leviandade ao mencionar o tempo decorrido.7. O qual não é outro. Há quem apresente a seguinte explicação: "Embora não exista outro evangelho" - como se fosse uma freada contra alguém que cresse na existência de outro evangelho. No que tange à explicação das palavras, faço-a de uma forma mais simples, ou seja: o apóstolo fala desdenhosamente do ensino dos falsos apóstolos como sendo a única causa de confusão e destruição. Parafraseando: "O que eles propõem? Sobre que bases atacam a doutrina que tenho anunciado? Simplesmente vos perturbam e destroem o evangelho.É tudo o que sabem fazer." Mas isso vem a ser a mesma coisa, pois admito que essa expressão corrige o que ele disse acerca de outro evangelho. Ele declara que tal coisa não era o evangelho, senão uma mera sublevação. Tudo o que eu quis dizer é que, em minha opinião, 'outro' significa 'outra coisa'. Como às vezes dizemos: "Isso não significa outra coisa, senão que sua intenção é enganar/7E querem perverter. Ele os culpa de um segundo crime, ou seja, de fazer injúria a Cristo, querendo destruir o seu evangelho. E esse é um crime em extremo terrível; pois a destruição é pior que a corrupção. E ele os acusa com boas razões. Quando a glória de justificar uma pessoa é transferida para outro, e uma armadilha se arma para as consciências, o Salvador não mais permanece firme e o ensino do evangelho é arruinado. Pois devemos sempre tomar o máximo cuidado com os artigos primordiais do evangelho. Aquele que os ataca é um destruidor do evangelho.Ao adicionar as palavras, de Cristo, isso pode explicar-se de duas formas: ou que ele [o evangelho] veio de Cristo, como seu Autor, ou que ele simplesmente exibe a Cristo. Mas não há dúvida de que o apóstolo, com esse termo, pretendia descrever o verdadeiro e genuíno evangelho, o único que deve ser considerado como evangelho.8'. Mas ainda que nós. Aqui o apóstolo se ergue com grande ousadia para defender a autoridade de seu ensino. Em primeiro lugar, ele declara que a doutrina que ele tinha pregado é o único evangelho, e que é uma atitude ímpia tentar subvertê-lo. Caso contrário, os falsos apóstolos poderiam objetar: "Nós também queremos manter o evangelho incorruptível, nem sentimos por ele menos reverência que a que tu sentes/7 Justamente como hoje os papistas proclamam quão santo lhes é o evangelho, e beijam a própria palavra [evangelho] com a mais profunda reverência. Mas quando chega o momento de provar tal coisa, promovem feroz perseguição à doutrina do evangelho em sua pureza e simplicidade. Portanto, Paulo não se satisfaz com essa declaração geral, senão que define o que o evangelho é e o que ele contém e pronuncia que seu ensino é o genuíno evangelho, para que não se vá buscá-lo em qualquer outra fonte.Que costume é esse de professar o evangelho sem saber o ele significa? Para os papistas, que se deixam dominar pela fé implícita, tal coisa pode ser suficiente. Mas para os cristãos não existe fé onde não haja conhecimento. A fim de que os gaiatas, que ao contrário estavam dispostos a obedecer ao evangelho, não vagueassem sem rumo sem encontrar firme fundamento em que se apoiassem, Paulo lhes ordena a permanecerem na doutrina que ele lhes ensinara. Ele exige uma confiança tal em sua pregação, que pronuncia uma maldição sobre todos aqueles que ousassem contradizê-lo. Era-lhe também necessário começar consigo mesmo. E assim ele antecipa uma calúnia por parte de seus desafetos: "Tu queres ter tudo o que procede do que recebeste, e sem hesitação, só porque te pertence." Para mostrar que não há nisso o menor fundamento, o apóstolo é o primeiro a resignar o direito de promover qualquer coisa contra este ensino. Ao proceder assim, ele não se sujeita aos demais, senão que, como é justo, põe a todos juntamente consigo numa só categoria, para que todos se sujeitassem à Palavra de Deus.Com o fim de fulminar os falsos apóstolos ainda mais violentamente, ele evoca os próprios anjos. Também não diz simplesmente que não deveriam ser ouvidos caso anunciassem algo diferente, mas declara que devem ser tidos como seres execráveis. Alguém pode concluir que era totalmente errôneo envolver os anjos numa controvérsia acerca de doutrina; mas qualquer um que considere a questão apropriadamente verá que ele tinha que proceder assim. Com toda certeza é impossível que os anjos celestiais ensinem qualquer coisa além da pura verdade de Deus. Mas quando havia controvérsia concernente à fé na doutrina que Deus revelara sobre a salvação dos homens, ele não considerava como suficiente refutar o julgamento humano sem também evocar o mais elevado julgamento angelical.E assim, não é supérfluo que o apóstolo pronuncie um juízo de anátema sobre os anjos, caso ensinassem algo mais, ainda quando seu argumento tenha por base uma impossibilidade. Pois tal hipérbole contribuiu para aumentar a autoridade da pregação de Paulo. Ele percebeu que tanto ele como seu ensino eram atacados mediante o uso de nomes famosos. Então responde que nem mesmo os anjos têm autoridade para prejudicá-lo. Isso de forma alguma constitui uma ofensa aos anjos. Eles foram criados para realçar a glória de Deus por todos os meios possíveis. Portanto, se alguém, com esse mesmo intuito piedoso, os deprecia, não detrai um mínimo sequer de sua dignidade. Desse fato, porém, não só retemos a imensa majestade da Palavra de Deus, mas também nossa fé recebe um extraordinário revigoramento, quando, em confiança na Palavra de Deus, podemos triunfar sobre a tendência de falar mal dos anjos.Quando o apóstolo diz: que o mesmo seja maldito, "que vós" deve ser subentendido. Falamos sobre a palavra 'anátema' em 1 Coríntios 123. Aqui ela denota maldição.
Fonte: http://www.ocalvinista.com/
Deus a Tudo Controla - C. H. SPURGEON
Teu é o dia; tua, também, a noite. Salmos 74.16
Senhor, Tu não abdicas o teu trono, quando o sol se põe; tampouco Tu deixas, durante todas as longas noites de inverno, que sejamos presas do mal. Teus olhos nos vêem como estrelas, e teus braços nos cercam como as constelações do espaço. Todas as influências da luz estão em tuas mãos. Isto é muito agradável para mim, quando estou acordado na cama, nas horas da madrugada ou quando estou me remexendo de um lado para o outro, em inquietação.
A noite da aflição está no controle do Senhor de amor, assim como estão os resplandecentes dias de verão, quando tudo é bênção. O Senhor Jesus está na tempestade. O seu amor envolve a noite como um manto. Os olhos da fé podem ver através das vestes e contemplar o próprio amor.
Desde o amanhecer até ao cair do dia, o Observador eterno contempla seus santos e controla as sombras e o orvalho da meia-noite para o mais elevado bem do seu povo. Ouvimos a voz de Jeová, dizendo: "Eu formo a luz e crio as trevas... eu, o SENHOR, faço todas estas coisas" (Isaías 45.7). Melancólicas estações de indiferença espiritual e de pecado não estão excluídas dos propósitos divinos.
Quando os altares da verdade estão deteriorados, e os caminhos de Deus, abandonados, os servos dEle lamentam com amarga tristeza. Mas não devem desesperar-se, pois as suas épocas mais escuras são governadas pelo Senhor e, em breve, chegarão ao fim. O que parece ser uma derrota para nós pode ser uma vitória para o Senhor.
Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Igrejas Usando Meios Carnais Para Atrair Pessoas Carnais - Paul Washer
Fonte: http://www.vemvertvblog.com/
A promessa de Deus e o dever do cristão – John Owen - (1616 -1683)
Em Romanos 8:13 o apóstolo Paulo confronta seus leitores com duas maneiras diferentes de se viver. A primeira é esta: "se vi verdes segundo a carne, caminhais para a morte". A segunda - a alternativa - é: "se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis". O propósito deste livro é estudar a segunda destas maneiras de viver.
Começaremos o nosso estudo examinando as cinco palavras ou frases que formam o nosso texto:
Em primeiro lugar, o texto começa com a palavra "se". Paulo usa este "se" para indicar a conexão entre mortificar os feitos do corpo e o viver. E como se disséssemos a um homem doente: "se tomar o remédio, logo se sentirá melhor". Ao homem doente se está fazendo uma promessa de melhoria na sua saúde, desde que siga o conselho que lhe é dado. Da mesma maneira, o "se" do nosso texto nos diz que Deus determinou "mortificar os feitos do corpo" como o meio infalível de conseguirmos "vida". Há uma conexão inquebrável entre verdadeiramente mortificarmos o pecado e a vida eterna. "Se...mortificardes o pecado vivereis!" Aqui está a razão para cumprirmos o dever que Paulo nos prescreve.
Em segundo lugar, a palavra "vós" nos diz a quem o dever e a promessa se aplicam. "Vós" se refere aos cristãos descritos no versículo 1 como "os que estão em Cristo Jesus". Refere-se àqueles nos quais o Espírito vive (vs. 10,11). E estupidez e ignorância se esperar que qualquer um, exceto um verdadeiro cristão, desempenhe este dever. Se pensarmos cuidadosamente sobre para quem Paulo está escrevendo e o que ele lhes está dizendo, podemos fazer a seguinte afirmação:
Os verdadeiros cristãos, que estão definitivamente livres do poder condenatório do pecado, ainda devem se ocupar durante toda a vida com a mortificação do remanescente poder do pecado.
Em terceiro lugar, a frase "pelo Espírito" se refere à causa principal ou aos meios para cumprirmos esse dever. O Espírito aqui é o mesmo do vs. 11. Ele vive em nós (v. 9) e nos dá vida (v. 11). Ele é o Espírito de adoção (v. 15) e nos ajuda nas nossas fraquezas (v. 26). Todos os outros meios de tentarmos mortifícar o pecado são inúteis. As pessoas podem tentar isso de outras maneiras (Rom. 9:30-32). Eles sempre o fizeram e sempre o farão. "Mas esta é a obra do Espírito", diz Paulo. Só Ele pode realizá-la. Mortifícar o pecado na sua própria força, segundo as suas idéias, leva à justiça-própria. Isso é a essência de toda religião falsa.
Em quarto lugar, a frase, "mortificardes os feitos do corpo" nos apresenta o dever a ser cumprido. Consideremos esta frase perguntando e respondendo três perguntas:
a) O que se entende por "o corpo"? É uma outra expressão semelhante, no seu significado, à "natureza pecaminosa" a qual Paulo tem feito referências freqüentes neste capítulo (vs. 3,4, 5, 8,12 e 13). Paulo está enfatizando a diferença entre o Espírito e a natureza pecaminosa. O corpo é o instrumento que o pecado inerente em nós usa para se expressar. Desse modo Paulo usa a expressão "o corpo" para representar a corrupção e a depravação do homem.
b) O que significa "os feitos"? Isto se refere às ações pecaminosas que uma natureza pecaminosa produz. Em Gaiatas 5:19 no qual estes atos são descritos, Paulo nos dá alguns exemplos destes "feitos". A maior preocupação de Paulo não é com os "feitos" externos mas com suas causas internas. E com desinibído desejo mal, o qual produz os feitos que precisamos lidar radicalamente.
c) O que significa "mortificardes"? Esta é uma linguagem figurada. Imagine que se mate um animal. Matar um animal é tirar-lhe sua força, seu poder e sua vida de tal maneira que ele não possa mais agir ou fazer o que quiser. Esta é a figura aqui. A natureza pecaminosa (ou, o pecado remanescente) é comparado a uma pessoa, o "velho eu", com seus recursos, habilidades, sabedoria, sutileza, força, etc. Isto, diz-nos Paulo, precisa morrer. Precisa ser morto (mortificado), ou seja, sua força, poder e vida precisam ser tirados pelo Espírito.
Em certo sentido este é um fato que já ocorreu. Diz-se que o velho eu já está "crucificado com Cristo" (Rom. 6:6). "Morremos com Cristo" (Rom. 6:8). Isto aconteceu quando nascemos de novo (Rom. 6:3-8). Entretanto, cada cristão ainda tem os remanescentes de uma natureza pecaminosa que irão constantemente procurar se expressar. E dever de cada cristão mortificar os remanescentes desta natureza pecaminosa. Isto precisa ser feito continuadamente de modo que aos desejos da natureza pecaminosa não seja dada oportunidade para se expressarem (Gál. 5:16).
Finalmente, a frase "vivereis" prove a promessa que é dada para encorajar os cristãos no seu dever. A vida prometida é o oposto da morte enunciada no caso anterior, "se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte" (veja também Gal. 6:8). E provável que Paulo tenha em mente tanto a vida espiritual em Cristo como a vida eterna. Todos os cristãos verdadeiros têm esta vida mas podem perder o seu gozo, seu conforto e sua força. Num contexto diferente, o apóstolo Paulo escreve: "porque agora vivemos, se é que estais firmados no Senhor" (1 Tess. 3:8), isto é, agora a minha vida me fará bem; terei gozo e conforto na minha vida. De modo semelhante, o apóstolo está dizendo aqui: "vocês terão uma vida boa, vigorosa, confortável, e espiritual, enquanto estiverem aqui, e receberão a vida eterna ao final".
Se tomarmos essa promessa desta maneira teremos mais motivos para realizarmos este dever.A força, o poder, e o gozo em nossa vida espiritual dependem de mortificarmos os atos da natureza pecaminosa.
Fonte: http://www.josemarbessa.com/
Porque Ele Veio? C. H. SPURGEON
Se fez pobre por amor de vós (2 Coríntios 8.9)
O Senhor Jesus era eternamente rico, glorioso e exaltado, mas, "sendo rico, se fez pobre por amor de vós". O crente rico não pode ser verdadeiro em sua comunhão com seu irmão pobre, se não oferecer seus recursos para atender às necessidades deste. De modo semelhante é a Cabeça e os membros do corpo de Cristo. Seria impossível nosso divino Senhor ter comunhão conosco, se não nos houvesse comunicado de sua abundante riqueza e se tornado pobre, a fim de enriquecer-nos.
Se o Senhor Jesus tivesse permanecido em seu trono de gló-ria, e houvéssemos nós permanecido nas ruínas da Queda, sem recebermos a salvação consumada por Ele, a comunhão teria sido impossível para ambos os lados. Devido à Queda, a nossa posição, à parte da aliança da graça, fez com que se tornasse tão impossível para nós, criaturas arruinadas, o comungarmos com Deus como é impossível a Belial viver em harmonia com Cristo. Para a comunhão ser alcançada, foi necessário que o rico Resgatador concedesse suas posses aos seus pobres parentes; que o Salvador justo desse de sua própria perfeição aos seus irmãos pecadores e que nós, os infelizes culpados, recebêssemos da plenitude dEle "graça sobre graça" (João 1.16).
Deste modo, em dar e receber, Um desceria das alturas e o outro subiria das profundezas, sendo assim capazes de se encontrarem em ver¬dadeira e sincera comunhão. A pobreza deve ser enriquecida por Ele, em quem há tesouros infinitos, antes de poder chegar ao ponto da comunhão; a culpa deve dar lugar à justiça imputada antes que a alma possa caminhar em companheirismo com a pureza.
Jesus tem de vestir seu povo com suas próprias vestes, pois, do contrário, não pode admiti-los em seu palácio de glória. Ele tem de lavá-los em seu próprio sangue, pois, se não fizer isso, eles permanecerão muito contaminados para o encontro de comunhão com Jesus. Crente, isto é amor! Por amor a você, o Senhor Jesus se fez pobre, a fim de elevá-lo à comunhão com Ele mesmo.
Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/
EU PROPONHO...SOLUÇÃO PARA A SAÚDE DO BRASIL.
Por Hélio Amaro Dias Filho
Após receber um telefonema de uma moça, fui até uma entidade filantrópica e lá avistei um casal de pessoas já de idade, muito gentil, que para lá se dirigiram levando o almoço de natal daquelas pessoas.
Fiquei encantado. Começei a pensar com os meus botões, pertenço a chamada Comunidade dos Evangélicos e me considero um Cristão e me fiz uma pergunta, o que temos feito como Comunidade Evangélica neste país??. Alguns diria, temos pregado o Evangelho. Será??. O que tenho visto na realidade é a construção e mais construção de Catedrais, Lideres religiosos comprando Jatinhos a milhares de dolares, Disputas na aquisição de horário de televisão, gasto de milhares de reais para eventos que mais promove o Conferencista, outros Lideres de Igrejas menores e locais, comprando Chacaras, etc. É a gastança do dinheiro da VIUVA POBRE naquilo que a Biblia em nenhum momento sugere que o mesmo seja gasto. O Investimento em Missões é quase nulo. Considero estes dias piores do que os dias em que Jesus exerceu o seu Ministério e, procurava ficar longe dos religiosos da época, a quem chamava de Fariseus hipócritas.
Muitas das Denominações outrora sérias, estão sendo invadidas por verdadeiros USURPADORES, gente sem escrupulos, que não medem esforços e se utilizam de qualquer método para colocar para fora Pastores de Deus, gente que jamais utilizariam as mesmas armas utilizadas por estes crápulas, que ao se apossarem de Igrejas, levantadas e construídas com o suor de milhares de Irmãos, mudam seu Estatuto para se tornarem Donos dessas mesmas Igrejas. VERDADEIROS DIÓTREFES da nossa época. Este pessoal ainda acha que tem um lugarzinho no CEU, mas se eles forem para o CEU, eu prefiro ir para o INFERNO, pois não desejo conviver com estes crápulas aqui e nem em lugar nenhum.
Bom, o que quero dizer com tudo isto, é que temos em uma grande parte das Instituições Religiosas, não em todas, pois Deus tem conservado Denominações livres dessa escória de gente, um enorme contigente de Arrecadadores de Dinheiro, eu os chamo de Tosquiadores de Ovelhas, pois não podem jamais, a luz da Biblia serem chamados de Pastores, Bispos ou qualquer outro nome permitido por Deus. Esta gente utiliza-se da maior parte de seus cultos para mencionar Malaquias 3:10 e, fazer com que o Povo Cristão, dizime e façam ofertas. Muito bem, eu pergunto, para onde vai o dizimo daquilo que é arrecadado??. A passagem do BOM SAMARITANO, nunca foi tão VIVA como nos dias de hoje, pois a minha COMUNIDADE EVANGELICA, CRISTÃ, não tem OBRAS. Cadê as creches das Igrejas, Cadê as Casas de Recuperação, Cadê as Casas de Sopa, Cadê as Casas para recolher moradores de Rua, Casas para habitação de Viúvas, enfim, não vejo os milhões de Reais serem aplicados nestas coisas. Alguns aparecerão e dirão, nosso negócio é pregar o Evangelho. É bom ficarem quietos, pois nem isto tem sido feito. O Rotary está agindo com seus membros, vi isto com os meus próprios olhos, o que dizer dos Espiritas, a maior parte das entidades filantropicas são dirigidas por eles.
ENTÃO PROPONHO que apareça algum Deputado ou Senador de coragem que não esteja preucupado com a próxima eleição e que proponha uma Lei que faça com que toda Entidade religiosa pague 10% de IMPOSTO para ser aplicado na SAÚDE DO BRASIL, que é uma calamidade.
A SAÚDE DO BRASILEIRO, se COMPARA AO MORIMBUDO DA HISTÓRIA CONTADO POR JESUS A RESPEITO DO BOM SAMARITANO "alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família - sem ninguém - a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, ferido, machucado, caído na sarjeta abandonado.". Esta é a situação da maioria esmagadora de brasileiros diante a necessidade da SAÚDE PÚBLICA e, o que os CRISTÃOS PROPÕE??. Na proposta poderia constar a ISENÇÃO as pequenas Igrejas e, cobrar somente daquelas que mais arrecadam, assim como é feito com pessoas como eu. MUITOS SE ASSUSTARÃO E PERGUNTARÃO, PORQUE AS ENTIDADES RELIGIOSAS DEVEM PAGAR IMPOSTO E, EU DIGO, POR QUE NÃO?. Todos devem convir comigo que provavelmente a arrecadação das Igrejas no Brasil, superem a arrecadação de muitos Estados pequenos da Federação e se podem comprar Jatinhos, Mansões, etc. Porque não pegar parte desse dinheiro e aplicar na Saúde dos Brasileiros. Além do que pra mim, quem faz a diferença na Evangelização do Povo, não é essa gente briguenta da Midia e sim as pequenas Congregações que estão espalhadas pelos bairros, favelas, etc.
"Aqui estão algumas verdades para nós:
1. Muitos se dizem religiosos, cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os problemas dos outros. Isto é negação de religião, isto é negar a Cristo.
2. Muitos julgam que devam ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada mais. O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita.
3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar.
4. A parábola nos ensina que a verdadeira religião é a prática do amor. É crer fazendo. É viver o que crê, e fazer o bem que se deve fazer. Tiago diz: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações." Tiago 1:.27
A Bíblia nos diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas as tuas forças e todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27
Quando Jesus terminou de contar esta história do bom Samaritano, disse para o doutor da lei: "Vai e procede tu de igual modo, e mais, . . . faze isto e viverás." Lucas 10:37-38.
Nesta parábola contada por Jesus, se você fosse um dos integrantes, quem seria você?
O sacerdote? O levita? Ou o bom samaritano?
Agora olhe ao seu redor: Veja quantos necessitados, abandonados e carentes estão à beira da estrada, destruídos pelo pecado assaltados pelo mal.
Veja quanta ruína e tragédia! então reaja: Ajude alguém hoje! faça o bem a alguém; diga uma palavra de conforto; levante um caído, anime-o, ponha seu amor em prática."
PORQUE NÃO AJUNTAR DE TODAS AS IGREJAS 10% DO DINHEIRO ARRECADADO, INCLUSIVE NAS IGREJAS CATÓLICAS E TERMOS UM MONTANTE PARA AJUDAR AQUELES QUE NÃO TEM PLANO DE SAÚDE??. PENSE NISTO. EU TENHO UNIMED, VOCÊ TEM, MAS A GRANDE MAIORIA NÃO TEM E NEM TEM COMO TER. PRA MIM ESTES SÃO AQUELES QUE ESTÃO A BEIRA DO CAMINHO, QUE FORAM SURRADOS PELA VIDA E NÃO TEM A QUEM PEDIR AJUDA. SE JESUS ESTIVESSE AQUI, TENHO CERTEZA QUE INDICARIA A ATITUDE DO SAMARITANO.
DEUS ABENÇOE A TODOS.
Após receber um telefonema de uma moça, fui até uma entidade filantrópica e lá avistei um casal de pessoas já de idade, muito gentil, que para lá se dirigiram levando o almoço de natal daquelas pessoas.
Fiquei encantado. Começei a pensar com os meus botões, pertenço a chamada Comunidade dos Evangélicos e me considero um Cristão e me fiz uma pergunta, o que temos feito como Comunidade Evangélica neste país??. Alguns diria, temos pregado o Evangelho. Será??. O que tenho visto na realidade é a construção e mais construção de Catedrais, Lideres religiosos comprando Jatinhos a milhares de dolares, Disputas na aquisição de horário de televisão, gasto de milhares de reais para eventos que mais promove o Conferencista, outros Lideres de Igrejas menores e locais, comprando Chacaras, etc. É a gastança do dinheiro da VIUVA POBRE naquilo que a Biblia em nenhum momento sugere que o mesmo seja gasto. O Investimento em Missões é quase nulo. Considero estes dias piores do que os dias em que Jesus exerceu o seu Ministério e, procurava ficar longe dos religiosos da época, a quem chamava de Fariseus hipócritas.
Muitas das Denominações outrora sérias, estão sendo invadidas por verdadeiros USURPADORES, gente sem escrupulos, que não medem esforços e se utilizam de qualquer método para colocar para fora Pastores de Deus, gente que jamais utilizariam as mesmas armas utilizadas por estes crápulas, que ao se apossarem de Igrejas, levantadas e construídas com o suor de milhares de Irmãos, mudam seu Estatuto para se tornarem Donos dessas mesmas Igrejas. VERDADEIROS DIÓTREFES da nossa época. Este pessoal ainda acha que tem um lugarzinho no CEU, mas se eles forem para o CEU, eu prefiro ir para o INFERNO, pois não desejo conviver com estes crápulas aqui e nem em lugar nenhum.
Bom, o que quero dizer com tudo isto, é que temos em uma grande parte das Instituições Religiosas, não em todas, pois Deus tem conservado Denominações livres dessa escória de gente, um enorme contigente de Arrecadadores de Dinheiro, eu os chamo de Tosquiadores de Ovelhas, pois não podem jamais, a luz da Biblia serem chamados de Pastores, Bispos ou qualquer outro nome permitido por Deus. Esta gente utiliza-se da maior parte de seus cultos para mencionar Malaquias 3:10 e, fazer com que o Povo Cristão, dizime e façam ofertas. Muito bem, eu pergunto, para onde vai o dizimo daquilo que é arrecadado??. A passagem do BOM SAMARITANO, nunca foi tão VIVA como nos dias de hoje, pois a minha COMUNIDADE EVANGELICA, CRISTÃ, não tem OBRAS. Cadê as creches das Igrejas, Cadê as Casas de Recuperação, Cadê as Casas de Sopa, Cadê as Casas para recolher moradores de Rua, Casas para habitação de Viúvas, enfim, não vejo os milhões de Reais serem aplicados nestas coisas. Alguns aparecerão e dirão, nosso negócio é pregar o Evangelho. É bom ficarem quietos, pois nem isto tem sido feito. O Rotary está agindo com seus membros, vi isto com os meus próprios olhos, o que dizer dos Espiritas, a maior parte das entidades filantropicas são dirigidas por eles.
ENTÃO PROPONHO que apareça algum Deputado ou Senador de coragem que não esteja preucupado com a próxima eleição e que proponha uma Lei que faça com que toda Entidade religiosa pague 10% de IMPOSTO para ser aplicado na SAÚDE DO BRASIL, que é uma calamidade.
A SAÚDE DO BRASILEIRO, se COMPARA AO MORIMBUDO DA HISTÓRIA CONTADO POR JESUS A RESPEITO DO BOM SAMARITANO "alguém carente, desprotegido, marginalizado, sem amigos, sem dinheiro, sem família - sem ninguém - a sós no mundo, como milhões de outros por aí. Lá está ele: jogado à beira da estrada, ferido, machucado, caído na sarjeta abandonado.". Esta é a situação da maioria esmagadora de brasileiros diante a necessidade da SAÚDE PÚBLICA e, o que os CRISTÃOS PROPÕE??. Na proposta poderia constar a ISENÇÃO as pequenas Igrejas e, cobrar somente daquelas que mais arrecadam, assim como é feito com pessoas como eu. MUITOS SE ASSUSTARÃO E PERGUNTARÃO, PORQUE AS ENTIDADES RELIGIOSAS DEVEM PAGAR IMPOSTO E, EU DIGO, POR QUE NÃO?. Todos devem convir comigo que provavelmente a arrecadação das Igrejas no Brasil, superem a arrecadação de muitos Estados pequenos da Federação e se podem comprar Jatinhos, Mansões, etc. Porque não pegar parte desse dinheiro e aplicar na Saúde dos Brasileiros. Além do que pra mim, quem faz a diferença na Evangelização do Povo, não é essa gente briguenta da Midia e sim as pequenas Congregações que estão espalhadas pelos bairros, favelas, etc.
"Aqui estão algumas verdades para nós:
1. Muitos se dizem religiosos, cristãos, mas não desejam nenhum comprometimento com os problemas dos outros. Isto é negação de religião, isto é negar a Cristo.
2. Muitos julgam que devam ajudar aos seus familiares, seus parentes, colegas e amigos, e nada mais. O seu círculo de amor é muito limitado, sua atuação muito restrita.
3. Na concepção cristã, o nosso próximo não está limitado à nossa família, nossas amizades, nossa raça. Nosso próximo é todo aquele que necessita de auxílio e quem podemos ajudar.
4. A parábola nos ensina que a verdadeira religião é a prática do amor. É crer fazendo. É viver o que crê, e fazer o bem que se deve fazer. Tiago diz: "A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações." Tiago 1:.27
A Bíblia nos diz: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas as tuas forças e todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27
Quando Jesus terminou de contar esta história do bom Samaritano, disse para o doutor da lei: "Vai e procede tu de igual modo, e mais, . . . faze isto e viverás." Lucas 10:37-38.
Nesta parábola contada por Jesus, se você fosse um dos integrantes, quem seria você?
O sacerdote? O levita? Ou o bom samaritano?
Agora olhe ao seu redor: Veja quantos necessitados, abandonados e carentes estão à beira da estrada, destruídos pelo pecado assaltados pelo mal.
Veja quanta ruína e tragédia! então reaja: Ajude alguém hoje! faça o bem a alguém; diga uma palavra de conforto; levante um caído, anime-o, ponha seu amor em prática."
PORQUE NÃO AJUNTAR DE TODAS AS IGREJAS 10% DO DINHEIRO ARRECADADO, INCLUSIVE NAS IGREJAS CATÓLICAS E TERMOS UM MONTANTE PARA AJUDAR AQUELES QUE NÃO TEM PLANO DE SAÚDE??. PENSE NISTO. EU TENHO UNIMED, VOCÊ TEM, MAS A GRANDE MAIORIA NÃO TEM E NEM TEM COMO TER. PRA MIM ESTES SÃO AQUELES QUE ESTÃO A BEIRA DO CAMINHO, QUE FORAM SURRADOS PELA VIDA E NÃO TEM A QUEM PEDIR AJUDA. SE JESUS ESTIVESSE AQUI, TENHO CERTEZA QUE INDICARIA A ATITUDE DO SAMARITANO.
DEUS ABENÇOE A TODOS.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Igreja: um delírio
Por Ariovaldo Ramos
Quando me converti, muitas coisas passaram pela minha cabeça. E devido à efusividade de meus “mentores” que insistiam que eu deixasse as ideias revolucionárias de lado, acabei por simplesmente obedecer. Mas muitos anos se passaram, de modo que hoje eu estou na posição de mentorear outros. Sinto muito por decepcionar todos os meus companheiro de ministério, mas me recuso a amputar sonhos e revoluções. Principalmente se estes tiverem algo a ver com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Dentre as coisas que me senti profundamente incomodado nestes anos todos e agora me sinto sufocado ao extremo, está a institucionalização da Igreja de Cristo. Criamos hierarquias rígidas, debaixo de um discurso hipócrita de flexibilidade. Ah sim! Percebemos que a igreja também tem “donos”. A política, no seu sentido mais sujo e desprezível, passou a influenciar todos os níveis daquilo que antigamente era apenas um dom: a liderança. As decisões se tornaram arbitrárias (muitas vezes não fazem sentido e são fruto de interesses particulares de um pequeno grupo), as “visões” cada vez mais se parecem com metas empresariais, planos de carreira passaram a ser oferecidos a quem deveria se preocupar exclusivamente com o ensino da palavra de Deus e o ativismo se tornou uma bandeira. A pressa que desde os primórdios do mundo era apenas de Deus, agora é parte inalienável de 99,9% dos ministérios. A “produtividade” passou a ser o critério mais importante.
Paralelo a isso tudo, sinto saudades de uma Igreja que nunca conheci. Onde a pressa é realmente inimiga da perfeição e onde vivemos um dia de cada vez. Ministérios estão debaixo do chamado individual de cada um (ah… Deus realmente considera cada um especial e único!) e suas funções são plenamente desempenhadas à medida que nos tornamos cristãos melhores. O ensino se dá através do relacionamento e não através de escolas infinitas, cujo currículo constantemente vai sendo inflacionado. Evangelismos ocorrem quando vivemos, quando comemos, quando conversamos sobre as trivialidades da vida. O Reino de Deus está em nós e não conseguimos mudar isso mesmo que nos esforcemos muito. Toda vez que nos sentamos ao redor de uma mesa ocorre uma “santa ceia”. Deus é glorificado na lentidão em que ingerimos o vinho e a cerveja. Ao mesmo tempo há choro e intenso confronto. Amigos não se poupam; mas espremem as feridas uns dos outros e em seguida oferecem todo cuidado para que haja cura completa. A plantação de Igrejas é alvo vivo e orgânico, naturalmente acontecendo à medida em que os “santos” se sentem capacitados e conscientes de sua vocação. Todo cristão se torna um missionário e, à medida que a vida nos leva para longe, naturalmente um pedaço desta Igreja e do Reino vão junto. Amigos inseparáveis, um evangelho implacável, a justiça que excede os interesses individuais e o amor sem limites. A liderança volta a ser conquistada pela influência e, o maior volta a ser o que mais serve. Um mundo quase paralelo, onde vivemos para perder. Gastamos nosso tempo, dinheiro e o que resta de juventude para cultivar relacionamentos conforme aquilo que compreendemos que não dá mais pra separar de nossa alma: a vontade de revelar ao mundo que Deus é bom e que por mais que nos esforcemos, não conseguimos abandonar amor tão intenso.
Não! O delírio não é a Igreja que acabei de descrever. O delírio está nos prédios e em tudo que transformaram a tradição de nossos antepassados. O delírio está em achar que fora deste sistema maligno não há vida.
No fundo, do mais herege ao menos herege, pessoas provavelmente encontram a salvação pela pura misericória de Deus. Mas a plenitude da revelação que está em Cristo continua a ser amputada, geração após geração. Bando de religiosos nos tornamos. Grande porcaria de igreja nós construímos.
Cansei. Parei. E não estou nem um pouco interessado em me aposentar. Mas diligentemente quero ver o evangelho renascer com todo o seu esplendor e simplicidade. Nem que isso nos custe a vida. Minha, da minha família e de meus companheiros de jornada.
Não temos outro lugar pra ir. Não temos outra coisa pra fazer.
Fonte: http://www.ariovaldo.com.br/
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