segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Razão para Adoração – C. H. Spurgeon


A razão para adorar e servir a Deus encontra-se aqui: 
"Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração – (Sal 100.5)"
Aí estão três motivos principais para servirmos ao Senhor nosso Deus. O, que todos possam sentir o peso deles!

Primeiramente, Ele é bom. 
Ora, se eu levantasse uma bandeira e dissesse: "Esse pendão representa a causa de tudo o que é justo, correto, verdadeiro, gentil e benevolente", esperaria que muitos jovens corações alistar--se-iam sob ela, pois quando embusteiros de todas as nações têm falado de liberdade e virtude, excelentes almas têm se encantado e se apressado à morte pela velha e grande causa. Bem, Deus é justo, correto, verdadeiro, gentil e benevolente; numa só palavra, Deus é amor, e portanto quem não Lhe serviria? Quem recusaria ser o servo de infinita perfeição? Se Ele não fosse meu Deus, mas sim o Deus de outro homem, acho que fugiria às escondidas a Ele para alistar-me sob a bandeira de um Deus tal como Ele. Cumprir as Suas leis deve sempre ser a nossa obrigação, porque essas leis são a verdadeira essência do que é correto; nenhuma delas é arbitrária, todas são as exigências de santidade imaculada e de justiça imutável. De fato, os decretos de Deus são mais do que simplesmente corretos; são bons no sentido de serem benéficos. Quando Deus diz: "Não faça isto", é somente como uma mãe que proibe seu filho de cortar os dedos num instrumento afiado, ou de comer frutas venenosas. Quando Deus diz: "Faça isto", é praticamente como uma instrução para sermos felizes, ou pelo menos para fazermos aquilo que no devido tempo levará à felicidade. As leis do Senhor nosso Deus são corretas com relação a tudo, e por isso exijo de todos vocês a obediência de seu coração a Deus.

Então é acrescentada: "e eterna a sua misericórdia". 
Quem não serviria a Alguém cuja misericórdia é eterna? Observem que Ele é sempre misericordioso. Nunca um pecador poderia chegar a Ele e encontrá-10 destituído de compaixão. O Senhor nos é misericordioso e cheio de graça na nossa infância, semelhantemente Ele nos é assim na meia idade, e quando ficamos velhos Ele ainda nos é misericordioso. Não nos é possível esgotar a Sua paciência ou exaurir o Seu amor perdoador. Ele nos tem dado um Salvador que vive para interceder pelos pecadores. Que bênção! Enquanto pecarmos teremos um Advogado que pleiteia por nós! Ele tem estabelecido um propiciatório a nosso favor, para sempre, e podemos ir aí tão freqüentemente quanto quisermos. Não é o caso que Ele ergueu um propiciatório na terra somente durante cem anos e então o retirou; ao contrário, bendito seja o Seu nome, temos sempre direito de acesso, e ainda temos um apelo a apresentar, pois o sangue de Jesus não tem perdido seu aroma. Há também o Espírito de Deus sempre à disposição para ajudar-nos a orar, e sempre que desejarmos nos aproximar do propiciatório Ele está pronto para ensinar-nos como e para o que deveríamos orar, e até mesmo para emitir gemidos que nós mesmos não seríamos capazes de fazer. O, quem não serviria a um Deus cuja misericórdia é eterna? Quão cruel é o coração que infinita ternura não consegue persuadir! Sendo que Deus é misericordioso, o homem não deveria mais ser rebelde.

O texto acrescenta ainda: "a sua verdade estende-se de geração a geração", isto é, não encontrará em Deus uma coisa hoje e outra amanhã. Aquilo que Ele promete Ele cumprirá. Toda palavra dEle permanece firme para sempre, como Ele, imutável. Amigo, confie nEle hoje e você verá que Ele não lhe falhará, nem amanhã, e em nenhum dos dias de sua vida. O Deus de Abraão é o nosso Deus hoje, e não tem mudado com as mudanças dos anos. O Salvador em quem confiamos na nossa infância é ainda o mesmo, ontem, hoje e para todo o sempre. Bendito seja o Seu nome. Acho que era este atributo de Deus que mais encantou meu jovem coração; parecia-me tão agradável poder descansar a minha alma num Deus inalterável, tão deleitável saber que se uma vez eu desfrutasse de Seu amor Ele nunca tiraria isso de mim, que se uma vez Ele fosse reconciliado a mim através da morte de Seu Filho, sempre eu seria filho Seu e seria amado por Ele. Isso trouxe alegria ao meu coração e proclamo agora essa verdade como induzimento àquelas pessoas que não têm confiado no Senhor para que façam isso, pois o Senhor é bom e Sua misericórdia é eterna, e Sua verdade estende-se de geração à geração.

Assim, tenho lhes mostrado as bases das reivindicações de Deus; porventura são sólidas? Vocês concordam com elas? O, que a graça soberana constrinja cada um de nós a viver somente para a glória de Deus! E Seu direito, mais do que justo.

sábado, 13 de novembro de 2010

A VERDADE ACIMA DA UNIDADE - MARTINHO LUTERO


Fonte: http://www.josemarbessa.com/

Onde está o seu Coração? Richard Baxter



É apenas justo que nosso coração esteja em Deus, quando o coração de Deus está tanto em nós. Se o Senhor da glória pode inclinar-se tanto a ponto de fazer seu coração repousar em seres pecadores, feitos de pó, certamente seríamos persuadidos a pôr nosso coração em Cristo e na glória, e ascender a ele, que se digna a ser condescendente conosco, em nossos sentimentos diários! Ó, se o deleite de Deus não estivesse mais em nós na mesma proporção que o nosso não está nele, o que deveríamos fazer?

Em que situação estaríamos! Cristão, você não percebe que o coração de Deus está sobre você? E que ele ainda cuida de você com amor cuidadoso, mesmo quando se esquece de si mesmo e dele? Você não o vê quando o acompanha com suas misericórdias diárias, movendo-se em sua alma e provendo para seu corpo, a fim de preservar ambos? Ele não o acolhe continuamente nos braços do amor e promete que tudo coopera para o seu bem? E ajusta todas as formas de lidar com você para seu próprio benefício? E não pede que seus anjos tomem conta de você?

E você não consegue encontrar em seu coração um lugar para ele, pois está muito ocupado com as alegrias terrenas, a ponto de esquecer seu Senhor que não se esquece de você? Esse não foi o pecado que Isaías clamou, de forma solene, para que o céu e a terra testemunhassem contra ele? "O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende" (Is 1.3). Se o boi e o jumento desgarram-se durante o dia, eles, provavelmente, voltam para sua casa à noite, mas nós não elevamos nossos pensamentos a Deus nem uma vez ao dia. Portanto, permita que sua alma ascenda até Deus e o visite todas as manhãs, e que seu coração se volte para ele todos os momentos.

Os Bordéis e o Falso Evangelho - Martinho Lutero


Fonte: http://www.josemarbessa.com/

Deixe que a Bíblia fale! – M. Lloyd-Jones



. . .(Alguns) . . .nunca chegam a aceitar plenamente o ensino e a autoridade das Escrituras. . . Não se aproximam da Bíblia para submeter-se completa e absolutamente a ela. Se ao menos chegássemos às Escrituras como crianças, e as aceitássemos em seu significado transparente, e permitíssemos que elas nos falassem, esta espécie de dificuldade não surgiria nunca. Essas pessoas não fazem isso. O que fazem é misturar as suas idéias pessoais com a verdade espiritual.

É claro que alegam que tiram suas idéias basicamente das Escrituras, mas, e esta é a palavra fatal, imediatamente passam a modificá-la. Aceitam certas idéias bíblicas, mas há outras idéias e filosofias que desejam trazer consigo, de sua vida antiga. Misturam idéias naturais com idéias espirituais. Afirmam que gostam do Sermão da Montanha e de 1 Coríntios 13. Dizem que crêem em Cristo como Salvador, mas ainda argumentam que não devemos ir longe demais nessas questões, e que elas acreditam na moderação. Daí, começam a modificar as Escrituras. Negam-se a aceitá-las como autoridade em todos os pontos na pregação e no viver, na doutrina e na maneira de encarar o mundo.

«As circunstâncias mudaram», dizem tais pessoas, «e a vida não é mais o que costumava ser. Agora, estamos vivendo no século XX». Assim, pois, modificam as Escrituras aqui e ali, para adaptá-las às suas idéias pessoais, ao invés de levarem firmemente a doutrina escriturística à sua conclusão lógica, de começo a fim, e de confessarem quão irrelevante é a conversa sobre que estamos no século XX. Esta é a Palavra de Deus, não limitada pelo tempo, e, visto que é a Palavra de Deus, devemos submeter-nos a ela, confiando em Deus, crendo que Ele empregará os Seus próprios métodos e à Sua própria maneira.

Liberdade, liberdade




Por Ed René Kivitz


Vida cristã é uma expressão que, na verdade, significa jeito cristão de viver a vida. A vida é uma só. Não existe uma fatia da vida que pode ser rotulada de cristã, coisas próprias da prática religiosa, como ir aos cultos, trabalhar na igreja e servir aos pobres, e outra fatia considerada não cristã, como por exemplo fazer negócios, fazer política e fazer amor. O jeito cristão de viver a vida não distingue sagrado de profano, pois todas as coisas criadas por Deus são boas e devem ser desfrutadas com ações de graças. Na verdade, profano é tudo quanto está separado de Deus, e para os cristãos, nenhuma dimensão da vida se enquadra nessa categoria. Por esta razão não consideramos o momento da oração mais sagrado que a atividade profissional, nem o culto de domingo mais sagrado que o café da manhã com a família. Você não precisa nem deve sentir-se culpado por faltar ao culto para dormir um pouco mais no domingo pela manhã, nem tampouco achar que Deus vai ficar bravo se você deixar de dar o dízimo para socorrer um amigo em necessidade ou trocar a televisão de sua casa. O evangelho é a boa notícia de que podemos e devemos desfrutar a vida livres da preocupação quanto às eventuais maldições de Deus em resposta ao que fazemos ou deixamos de fazer. A "liberdade, liberdade" já abriu as asas sobre nós.
Então devemos aproveitar essa liberdade também para reunir os amigos em oração; buscar o ambiente do louvor e da adoração a Deus nas celebrações dominicais; separar tempo no dia-a-dia para a leitura, o estudo, a reflexão e a meditação na Bíblia Sagrada; exercitar a doação financeira generosa através dos dízimos e ofertas; conduzir os filhos no discipulado através dos ministérios oferecidos pela comunidade cristã; dedicar períodos da semana para o trabalho voluntário e a prática da solidariedade através do serviço abnegado; e compartilhar o amor de Cristo com os amigos e familiares.
Sendo verdade que somos livres da obrigatoriedade do que chamamos de práticas religiosas, também é verdadeiro que somos livres para incluir cada uma delas em nossa agenda diária e organizar nosso estilo de vida ao redor de prioridades e atividades orientadas pelos valores cristãos.
Somos livres, tanto para ver televisão quanto para selecionar a programação; tanto para encarar uma cerveja gelada quanto para conhecer nossos limites; tanto para emendar o feriadão quanto para buscar a comunhão na Eucaristia; tanto para investir no conforto pessoal quanto para repartir com os outros nossa colheita abundante.
Foi Paulo, apóstolo, quem assim nos ensinou. Deixou claro que foi para a liberdade que Cristo nos libertou, e nos exortou a permanecermos firmes e não nos dobrarmos novamente a um jugo de escravidão. Mas também nos lembrou que não deveríamos usar essa liberdade para abandonar o que realmente importa. Liberdade implica responsabilidade, pois é verdade que a gente pode dormir a gosto, mas também é verdade que a gente colhe o que planta.


Fonte: http://www.guiame.com.br/

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A dura tarefa de ser ovelha no Brasil.


O que fazer? Pra onde ir? Se Pedro fizesse essa clássica pergunta hoje, os interlocutores ficariam perplexos diante de fornecer uma resposta plausível aos dramas expostos nessas perguntas.

Cada vez que penso no declínio da pregação cristã no século XXI me deparo com o desafio enquanto pastor de me tornar relevante aos ouvintes. O desafio de ser inteligível tanto ao intelectual quanto ao iletrado me seduz muito.

Porque nosso panorama atual consiste em duas vertentes nitidamente distintas: de um lado o evangelho dos desesperados, promessas e mais promesssas, sementes e fogueiras santas. Do outro, a grande e majestosa torre de marfim da academia, cheia de teorias e de falsa compaixão e vazia de vida e amor ao próximo. É o Evangelho que divide ricos e pobres, cultos e carentes de cultura, é o evangelho semita que apesar de derivarem do mesmo pai, falam línguas totalmente diferentes.

É... sentar-se em um banco de igreja e ouvir algo que faça sentido tem sido uma tarefa árdua para quem procura uma igreja evangélica. Confiar nos pastores então, nem se fala, árdua missão já que as demonstrações públicas de falta de caráter são frequentes na televisão. Eu sou pastor, mas também sou ovelha, e dou graças a Deus por ter encontrado um "lar" sadio e gente que se preocupa comigo.

Que Deus levante uma geração de pastores que se importem com gente e não com dinheiro, que se preocupe com pessoas e não com estruturas. Pastores segundo o coração de Deus e não segundo a ordem de mamon.