domingo, 7 de novembro de 2010

Espiritualidade fora de foco



Por Rev. Hernandes Dias Lopes

O texto de Lucas 9.28-45 relata a experiência de Jesus subindo o Monte da Transfiguração a fim de orar. Levou consigo Pedro, Tiago e João enquanto os outros discípulos ficaram no sopé do Monte. Tanto os discípulos que subiram o monte com Jesus quanto os que ficaram no vale não oraram. Os que subiram entregaram-se ao sono e os que ficaram no vale travaram uma infrutífera discussão com os escribas. Desse episódio extraímos dois tipos de espiritualidade, ambas fora de foco.

1. A espiritualidade do monte, o êxtase sem entendimento.
Pedro, Tiago e João subiram o monte com Jesus, mas eles não oraram como Jesus nem com Jesus. Ao contrário, eles dormiram. Eles viram milagres extraordinários: Moisés e Elias glorificados, Jesus transfigurado em glória, uma nuvem luminosa e uma voz divina reafirmando a filiação de Jesus. Eles pisaram o terreno do sobrenatural, mas estavam desprovidos de entendimento. Ao mesmo tempo que viam coisas maravilhosas, suas mentes estavam vazias de discernimento. Eles não discerniram a centralidade da pessoa de Jesus. Não discerniram a centralidade da missão de Jesus. Não discerniram a centralidade da missão deles mesmos. A ausência de oração roubou-lhes o discernimento e essa falta de discernimento os levou a ficar com medo de Deus, em vez de se deleitarem em Deus. Há muitos que ainda hoje buscam as coisas sobrenaturais, mas estão sem percepção espiritual. Correm atrás de milagres, mas não discernem as verdades essenciais da fé cristã. Experimentam êxtases arrebatadores, mas não compreendem nem mesmo os fundamentos do cristianismo. Essa é uma espiritualidade fora de foco, deficiente, trôpega, que produz sono e não intimidade com Deus.

2. A espiritualidade do vale, a discussão sem poder. 
Os nove discípulos que ficaram no sopé do monte também não oraram. Ao contrário, eles se envolveram numa discussão com os escribas (Mc 9.14). Nesse ínterim, um pai aflito, com um filho endemoninhado roga a esses discípulos para socorrer seu filho, mas os discípulos não puderam. Eles estavam desprovidos de poder. A espiritualidade deles era a espiritualidade da discussão sem poder. Em vez de orar e jejuar, eles discutiram. Em vez de fazer a obra de Deus, eles discutiram acerca da obra. Em vez de manterem-se fiéis à sua vocação, perderam o foco do ministério numa vã discussão com os opositores de Jesus. Enquanto aqueles discípulos estavam discutindo, o diabo estava agindo. Porque não oraram nem jejuaram estavam vazios de poder e porque estavam vazios de poder não puderam expelir a casta de demônios que atormentava o filho único daquele pai aflito. Ainda hoje, corremos o risco de perder o foco do nosso ministério. Deus nos chamou para o buscarmos com todas as forças da nossa alma. Oração precede ação. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. Muitas vezes deixamos de orar e de trabalhar porque estamos envolvidos em discussões intérminas e infrutíferas. Discutimos muito e trabalhamos pouco. Fazemos muito barulho com nossas palavras, mas produzimos pouco com as nossas mãos. Se o êxtase sem entendimento é uma espiritualidade fora de foco, o é de igual modo, a discussão sem poder.
Concluímos, dizendo que Jesus é o nosso modelo. Ele demonstrou três atitudes que corrigem o foco da espiritualidade. Sua espiritualidade foi evidenciada por oração, obediência e poder. Porque orou seu rosto transfigurou. Porque orou, desceu do monte determinado a cumprir o propósito do Pai, indo para a cruz como um rei caminha para a coroação. Porque orou estava cheio de poder para libertar o jovem possesso. É tempo de realinharmos nossa vida espiritual pelo foco de Jesus!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Verdade é um Tesouro que devemos defender a todo custo - John MacArthur



O julgar a verdade que Paulo ordena não é apenas um exercício acadêmico. Demanda uma resposta ativa e dupla. Primeiro, há uma resposta positiva para o que é bom:"Retende o que é bom" (1 Ts 5.21). Isto ecoa Romanos 12.9: "Detestai o mal, apegando-vos ao bem"A expressão "apegando-vos" fala de proteger vigilantemente a verdade. Paulo está demandando a mesma vigilância cautelosa que exigiu de Timóteo em todas as cartas que lhe escreveu: "Tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado" (1 Tm 6.20); "Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste... Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós" (2 Tm 1.13-14). Em outras palavras, a verdade é deixada sob nossa custódia, e temos a incumbência de protegê-la de toda ameaça possível.

Isso descreve uma postura militante, defensiva e protetora contra qualquer coisa que mine a verdade ou que, de algum modo, lhe cause danos. Precisamos manter a verdade segura, defendê-la zelosamente, preservá-la de todas as ameaças. Aplacar os inimigos da verdade ou baixar a nossa guarda é uma violação deste mandamento.

"Retende" também possui a idéia de aceitar alguma coisa. Vai além da mera anuência ao que é "bom" e fala de amar a verdade com todo o coração. Aqueles que são verdadeiramente capazes de discernir são comprometidos com a sã doutrina, a verdade e tudo aquilo que é inspirado por Deus.

Todo cristão verdadeiro tem esta qualidade em algum nível. Paulo define a salvação como "amor da verdade" (2 Ts 2.10) e disse aos coríntios que eles provariam sua salvação, se retivessem a palavra que ele pregara (1 Co 15.2). Aqueles que falham por completo em reter a mensagem salvífica são os que têm "crido em vão"; isto significa, antes de tudo, que sua fé é vazia. O apóstolo João disse algo parecido: "Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos" (1 Jo 2.19). Todos os verdadeiros crentes retêm o evangelho.

Paulo estava insistindo em que os crentes de Tessalônica cultivassem e fortalecessem seu amor pela verdade, permitindo que ela governasse seu pensamento. Paulo desejava que eles nutrissem uma dedicação consciente a toda a verdade, uma fidelidade à sã doutrina e um exemplo de reter tudo o que era bom. A atitude que isso exige é incompatível com o pensamento de que devemos deixar a doutrina de lado por amor à unidade. Tal atitude não pode ser conciliada com a opinião de que as verdades severas devem ser amenizadas, a fim de tornar a Palavra de Deus mais agradável aos incrédulos. É contrária à idéia de que a experiência pessoal tem primazia sobre a verdade objetiva. Deus nos deu sua verdade objetivamente em sua Palavra. Ela é um tesouro que devemos proteger a todo custo.

Isto é o oposto da fé sem discernimento. Nestas palavras de Paulo, não há lugar para a tradição, nem para a fé irracional e cega que se recusa a considerar a autenticidade de seu objeto e aceita sem questionamento tudo que alega ser verdade. Paulo descarta esse tipo de "fé", norteada pelas emoções, sentimentos e imaginação humana. Em vez disso, temos de identificar "o que é bom" por meio do exame cuidadoso, objetivo e racional de todas as coisas — usando as Escrituras como nosso padrão.

Nenhum mestre humano, nenhuma experiência pessoal, nenhum sentimento forte está isento deste teste objetivo. Jay Adams escreveu: "Se as profecias inspiradas da era apostólica tinham de ser submetidas a testes... então, os ensinos dos homens de nossos dias devem ser provados". De fato, se as palavras dos profetas dos tempos apostólicos precisavam ser examinadas e avaliadas, certamente devemos sujeitar as palavras daqueles que hoje se declaram "profetas" e pregadores a um escrutínio ainda mais intenso, à luz de todo o Novo Testamento. Isso também deve ser feito com qualquer emoção ou experiência subjetiva. Experiência e sentimentos — não importa quão fortes sejam — não determinam o que é a verdade. Em vez disso, elas mesmas devem ser submetidas aos testes.

"O que é bom" é a verdade que se harmoniza com a Palavra de Deus. A palavra "bom" é kalos, que significa algo inerentemente bom. Não é apenas uma coisa de boa aparência, bonita ou amável. Esta palavra fala de algo bom em si mesmo — genuíno, verdadeiro, nobre, correto e bom. Em outras palavras, "o que é bom" não se refere a entretenimento. Não se refere àquilo que recebe elogios do mundo. Não se refere àquilo que satisfaz à carne. Refere-se ao que é bom, verdadeiro, correto, autêntico, fidedigno — aquilo que se harmoniza com a infalível Palavra de Deus.

Quando você encontrar tal verdade, receba-a e guarde-a como um verdadeiro tesouro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Você só tem duas opções: Uma é Jesus- Mark Driscoll

Você só tem duas opções: Uma é Jesus. from iPródigo on Vimeo.

Fonte: http://vimeo.com/

Antes de pedir – adore! – M. Lloyd-Jones


«Esta condição de ansiedade», diz Paulo, «é algo que em certo sentido está fora do seu controle, acontece sem a sua participação e apesar de você.» ... O coração e a mente estão fora do nosso controle. ... Aí «coração» não significa apenas sede das emoções; significa a parte verdadeiramente central da personalidade. «Mente» pode ser traduzido pelo termo «pensamento». ... O coração tem sentimentos e emoções. Se ura ente querido cai enfermo, como começa a trabalhar o coração! ... Não somente isso como também a imaginação! Que prolífera causa de ansiedade é a imaginação! ... Neste estado de ansiedade, passamos o tempo todo raciocinando, debatendo e correndo atrás de imaginações. E nesse estado somos inúteis. .., E assim, infelizmente, o nosso testemunho é vão. Não valemos nada para os outros e, sobretudo, perdemos o gozo do Senhor. ,..

Que havemos de fazer para evitar esse tumulto interior? . . . (Paulo) não diz: «Pare de afligir-se»... (pois isso) é inútil. Dá-se o caso de que também é má psicologia. . . . Do mesmo modo, a Bíblia não diz: «Não se aborreça; isso talvez jamais acontecerá» . . . quando me encontro nessas condições, minha reação é «Sim, mas pode acontecer»... todos esses métodos fracassam quanto ao enfrentar a minha situação porque nunca percebem o poder daquilo que Paulo chama «coração» e «mente» . . . (Paulo) aplica seu remédio na forma de uma injunção positiva. «Sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições» (Filipenses 4.6) ... e ele nos deu instruções específicas para o cumprimento do seu mandado. ... Primeiro nos recomenda orar. ... Esta é a palavra mais geral e significa adoração e culto. Se você tem problemas que parecem insolúveis, se você está sujeito a se tornar ansioso e sobrecarregado, e alguém lhe diz que ore, não corra a Deus com sua petição. ... Antes de tornar conhecidas as suas petições diante de Deus, ore, cultue, adore. Entre na presença de Deus e por algum tempo esqueça os seus problemas. Não comece com eles. Trate de dar-se conta de que você está face a face com Deus.   

Um Evangelho honesto! – Lloyd-Jones


(A vida cristã) não é vida que no início seja lindamente ampla e que, à medida em que você prossegue, vá ficando cada vez mais estreita. Não! Já desde o portal, no próprio caminho de entrada a essa vida, há vereda estreita. . . Muitíssimas vezes têm-se a impressão de que ser cristão é, afinal, bem pouco diferente de não ser cristão, de que você não precisa pensar no cristianismo como uma vida estreita, mas como algo atraente, maravilhoso e emocionante, e de que entramos ali formando multidões. Isso não está de acordo com nosso Senhor. O Evangelho de Jesus Cristo é por demais honesto, para ficar dirigindo convites dessa natureza as pessoas. Ele não tenta persuadir-nos de que se trata de algo fácil, sendo que só mais tarde começaremos a descobrir quão difícil é realmente. O Evangelho de Jesus Cristo apresenta-se franca e incondicionalmente como algo que começa com uma entrada estreita, com uma porta estreita. . .

É-nos dito logo no início deste caminho da vida, antes de começarmos a marcha, que se queremos percorrê-lo há certas coisas que terão de ser deixadas de lado, para trás de nós. Não há espaço para elas passarem, porque temos que começar entrando por uma porta estreita e apertada. Gosto de imaginá-la como um torniquete. A porta é bem parecida com um torniquete que admite uma pessoa por vez, e somente uma. E é tão estreita que há certas coisas que você simplesmente não pode levar com você. Desde o começo o caminho é exclusivo, e importa que examinemos o Sermão da Montanha para vermos algumas coisas que é preciso deixar atrás.

A primeira coisa que deixamos para trás é o que se chama de mundanismo. Deixamos atrás a multidão, o modo de viver do mundo. . . O modo cristão de viver não goza de popularidade. . . Você não pode levar a multidão em sua companhia na carreira da vida cristã; esta, inevitavelmente, requer rompimento.


Às vezes, para crer é preciso duvidar!





"Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!"


Esta oração é a prova que a mente de Cristo não é materialista! Deus não pensa nas categorias humanistas, a igreja em sua grande massa perverteu o Evangelho de tal maneira que a confusão está institucionalizada, e aquilo que as pessoas chamam de evangélico, em quase nada se parece com a doutrina de Cristo, a não ser o fato de usarmos a mesma Bíblia, obviamente com interpretações dissonantes entre si.
De acordo com Paulo, onde se prega um evangelho diferente do Evangelho de Cristo, esse lugar ou pessoa deve ser considerado maldito (anátema). Antonio Vieira dizia que a palavra de Deus na boca do Diabo, é considerada palavra do Diabo. Isto é, o simples fato de utilizarmos a Bíblia não faz de nós seguidores de Cristo. A vida cristã não está relacionado com usar uma Bíblia, mas em interpreta-lá e vive-lá de acordo com os princípios que norteavam a Igreja dos Apóstolos do Cordeiro.
A. W. Tozer afirmava que a fé verdadeira não é focar nossa atenção naquilo que não podemos ver procurando satisfazer nossa mente carnal, mas antes, ter o poder moral de confiar em Deus apesar das circunstâncias. Eu concordo plenamente com isso, afinal não podemos confiar em nossa capacidade imaginativa, nossa fé deve ser uma postura real diante do mundo e perante o Senhor.
Estamos vivendo um tempo em que as virtudes estão sendo vencidas pelos vícios, já não possuímos referenciais altruístas em nossa geração. O ideal de nossa geração é obter o último lançamento eletrônico, não porque precise ou seja de fato necessário, mas porque as coisas lhe conferem valor. Já não valemos o que somos, valemos o que temos.
O grande problema é que procuramos satisfação fora de nós, e Jesus sempre disse que a verdadeira satisfação estaria dentro de nós se Ele estive em nosso interior fazendo morada e convivendo dia a dia em nossos pequenos e grandes conflitos pessoais, nos ajustando para ser sua imagem e semelhança.
Se o evangelho dos evangélicos atuais não nos torna melhores, então este não pode ser o verdadeiro Evangelho. Creio na capacidade de transformação que Deus delegou a Sua Palavra, e se ela não transforma mais, estamos ouvindo palavras de homens. 
As vezes para crer é preciso duvidar! 
A Ele toda a Glória!


Por Bruno Santos


Fonte: http://www.guiame.com.br/

O Mais Sublime Conhecimento. - C. H.Spurgeon


O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte. - Daniel 11.32


Todo crente sabe que conhecer a Deus é a melhor e mais sublime forma de conhecimento. Este conhecimento espiritual é uma fonte de fortalecimento para o crente. Fortalece a sua fé. As Escrituras constantemente se referem aos crentes como pessoas iluminadas e ensinadas pelo próprio Senhor. As Escrituras afirmam que os crentes possuem a unção do Santo (ver 1 João 2.20) e que o ofício peculiar do Espírito Santo é guiá-los em toda a verdade; tudo para o incremento e a nutrição de sua fé. O conhecimento fortalece o amor, assim como revigora a fé. O conhecimento abre a porta; e, por meio desta porta, vemos nosso Salvador. Ou, empregando outra figura, o conhecimento pinta um retrato do Senhor Jesus. E, quando vemos esse retrato, passamos a amar a Jesus. Pelo menos em algum grau, não podemos amar um Cristo a quem não conhecemos. Se conhecemos pouco das excelências de Jesus, o que Ele fez e o que está fazendo agora por nós, não podemos amá-Lo tanto. No entanto, quanto mais conhecemos a Jesus, tanto mais nós O amamos.

O conhecimento também revigora a esperança. Como podemos esperar algo, se não temos conhecimento da sua existência? A esperança pode ser o telescópio, mas, até que recebamos instruções, nossa ignorância se coloca na frente da lente, e nada podemos ver. O conhecimento remove o objeto interferente e quando olhamos através da brilhante lente, discernimos a glória a ser revelada e a antecipamos com confiança jubilante. O conhecimento nos fornece razões para sermos pacientes. Como teremos paciência, a menos que saibamos algo da compaixão de Cristo e entendamos o bem que é sair da disciplina na qual nosso Pai celeste nos corrige? Não existe uma única virtude do crente que, nos desígnios de Deus, não será fomentada e trazida à perfeição por meio do conhecimento. Quão importante é que cresçamos não somente em graça, mas também "no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!" (2 Pedro 3.18).