sábado, 4 de setembro de 2010

Homens, elefantes e Muita Confusão Espiritual.

Por Josemar Bessa 

A. W. Tozer certa vez disse: “Tudo que podemos tocar não é eterno”. Palavras sábias e verdadeiras. Como então podemos viver uma vida com a perspectiva da eternidade se tudo que tocamos com nossos sentidos;  e mesmo tudo que sentimos e tocamos com nossas faculdades naturais, não expressam a eternidade?

Precisamos de algo fora de nós, precisamos de algo de Deus. Esse foi um dos maiores achados na Reforma. Lutero repetia e repetia – A Palavra é externa – a verdade não está dentro... Além disso, nossas faculdades naturais não são suficientes, precisamos de um novo coração que vem do mesmo lugar de onde esta Palavra veio. Temos que “tocar’ a Verdade com nada que seja humano ou natural.

Nos dias de Jesus o profeta nos diz: “não vimos nele beleza alguma que nos atraísse”.Assim que Israel contemplou Deus andando no mundo, com olhos físicos, com o que podiam avaliar, ver, tocar, sentir – Resultado: ‘não vimos nada que nos atraísse”

Já João nos diz algo completamente diferente, ele diz: “O Verbo virou gente e habitou entre nós e vimos sua glória como a glória do unigênito do Pai” – Uau!! Que diferença! – “Não vimos beleza alguma...” – “...e vimos Sua Glória...”

Vivemos em dias de grande confusão espiritual. Nossa época é rica em heresias e desvios atordoantes da Palavra de Deus. Tudo seria mais fácil se o homem tão somente se fixasse naquilo que tão claramente a Palavra de Deus proclama.

As multidões não querem obedecer (ou sequer tem um coração para isso) a Deus, elas querem “senti-lo”. Uma das provas da maturidade (mesmo emocional – que dirá espiritual) é a capacidade (e a disposição) de superar os sentimentos efêmeros e governar nosso comportamento com o intelecto e a vontade.

Os ‘crentes’ infelizmente, parecem desconhecer esta fonte de confusão e desilusão. Como pastor estou sempre em contato com pessoas que estão passando por períodos de sofrimento ou que foram destruídas por doutrinas heréticas...

Muitas vezes, apesar do sofrimento, eles ainda não perceberam o fator que os levou até ali, e por isso, continuam indo no mesmo processo que os levará de volta ao mesmo desespero. Não percebem que o que eles sentem não reflete nada a não ser sua disposição de espírito.

Tanto na dificuldade do enfrentamento dos sofrimentos da vida, como na facilidade de se crer em falsas doutrinas, essa natureza que interpreta tudo na base do como estou sentindo, é a raiz destruidora.

Não podemos nos aproximar da Palavra de Deus, nem do próprio Deus com base no que estamos sentindo. Não podemos enfrentar as tristezas e sofrimentos inevitáveis de um mundo caído – na base de como nos sentimos.

Isso me faz lembrar de uma história bem antiga sobre quatro homens cegos que encontraram um elefante. Todos nós já encontramos tal elefante. Todos nós fomos tentados a agir da mesma maneira.

A história diz que um deles colocou a mão na perna do elefante. “Um é como uma árvore”, ele declarou: “grosso e forte”.
Outro homem pegou o elefante pela orelha. “Não meu amigo”, disse ele, “um elefante é como uma grande folha, chata e flexível”.
O terceiro pegou o animal pelo rabo. “Ambos vocês estão errados”, ele disse. “Um elefante é como uma corda, longo e fino”
O quarto homem encostou no corpo maciço do elefante. “Todos vocês são tão burros quanto são cegos”, ele disse: “um elefante não é nada disso. Ele é forte e duro, como um grande muro”.
Assim as pessoas tocam as doutrinas. Assim as pessoas tocam os problemas e tragédias da vida. Cada um com sua interpretação absurda dos fatos da vida e da Verdade de Deus que opera em todas essas coisas. Com isso a visão de Deus é distorcida, a visão do seu plano eterno é distorcida, a visão dos seus atributos é distorcida, a maneira como se enxerga o sofrimento é distorcida... Como conseqüência, vivemos na mentira e não compreendemos o sofrimento. Tudo isso porque somos cegos.

Um bom exemplo disso está em Lucas 24.13,14 – quando dois discípulos estavam a cominho da aldeia chamada Emaús. Eles haviam visto o ser Mestre horrivelmente crucificado três dias antes, e ficaram profundamente deprimidos. Toda a esperança que acalentaram por anos morreu numa cruz romana. Todos aqueles três anos juntos, os ensinamentos... pareciam agora apenas fantasia das suas mentes. Cristo havia falado com tal autoridade, mas agora estava morto. Eles tocaram esses fatos como os cegos tocaram o elefante. Seu Mestre estava morto e enterrado num túmulo emprestado. Isso era um fato e contra fatos não há argumento. Eles deviam lembrar dos últimos momentos de Cristo, tipo “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste...” (Mt 27.46). Isso não te deixaria confuso?

O que eles não podiam ver nem sentir, era que Jesus estava caminhando com eles na mesma estrada poeirenta, e naquele exato momento. Eles estavam prestes a receber a maior notícia que o ouvido humano já ouviu em toda a história. A notícia iria revolucionar as suas vidas e virar o resto do mundo de cabeça para baixo. Entretanto, eles só viamos fatos, fatos estes, que não podiam ser harmonizados.

Com meu trabalho como pastor junto a pessoas e famílias em crise, eu sempre as encontro lutando de maneira semelhante a esses discípulos e aos cegos com seu elefante. Enquanto caminham com seus problemas e dores, não há provas de que Jesus faz parte do universo deles. Porque eles não “sentem” sua presença. Como os fatos que estão vivendo e tocando não acrescentam nada, eles estão convencidos de que não há explicação razoável, ou estão tateando com opiniões absurdas do que seja um ‘elefante’.

As orações não trazem alívio imediato, por isso, eles imaginam que não são mais ouvidos. Estão enganados, tão enganados como os cegos tocando o elefante e tentando entender sua aparência.

Toda confiança e esperança é colocada no que elas sentem e não nas promessas de Deus que disse que supriria todas as nossas necessidades, segundo as riquezas na glória por Cristo Jesus (Fl 4.19).

Se você está hoje nessa estrada poeirenta para Emaús, e além disso, encontrou um ‘elefante’  - se as circunstâncias da vida o deixaram confuso e deprimido, se sentiu que uma doutrina herética estava certa, apenas para neste instante estar na mais profunda confusão, tenho um breve conselho pra te dar. Abandone completamente a tentativa decaminhar neste mundo baseado naquilo que você sente. Naquilo que você sente ser a verdade; naquilo que você sente no meio do sofrimento e das perdas da vida, na tentativa de novamente sentir para determinar que caminho tomar... Nunca presuma que o silêncio de Deus ou sua aparente inatividade, é prova de seu desinteresse... De uma vez por todas entenda – Sentimentos a respeito da inacessibilidade dele nada significam! Absolutamente nada! A Palavra de Deus é confiável. A Palavra dele é infinitamente mais confiável do quenossas sinistras emoções.

Não precisamos andar de heresia em heresia. Não precisamos mergulhar na confusão a cada sofrimento na vida. Como disse certo servo de Deus há muito tempo atrás: “Com Deus, mesmo quando nada está acontecendo – alguma coisa está acontecendo” – Deus está trabalhando à sua própria maneira.

Estabelecemos nossos alicerces, estabelecemos nossa vida na verdade, como reagimos na dor... não em emoções efêmeras, ou em qualquer capacidade natural de compreender as coisas; mas na Palavra escrita. Como disse Lutero, a Verdade é externa, está fora... A Palavra escrita e sua proclamação permanecem verdadeiras  mesmo quando não temos sentimentos espirituais quaisquer que sejam eles. Agarre-se somente a esta Verdade com a tenacidade de um bulldog.

Bulldog, elefante, esta história está ficando cheia de bichos. Vamos encerrá-la antes que mais bichos apareçam.

Se fizer assim, sua vida estará protegida contra o erro e as heresias que se multiplicam aos milhares em nossos dias; e estará pronto para enfrentar todo o sofrimento que Deus achar necessário para sua vida.

Tudo isso que vimos, acontece porque somos cegos. Nós só conseguimos ‘enxergar’ um pequeno pedaço do quadro todo – como aqueles cegos com seu elefante. Não Podemos ver o futuro – nem devemos tentar. Sequer conseguimos enxergar todo o presente! Nós não sabemos o efeito que nossas ações, quando não submetidas a Palavra, irão ter. Na verdade, seria mais fácil para um cego descrever um elefante do que qualquer um de nós ver bem e compreender os caminhos de Deus... Mas isto não faz mal.

Imagine se alguém com visão perfeita encontrasse os cegos discutindo sobre a aparência do elefante. Essa pessoa poderia descrever o elefante como ele é. Talvez os cegos não acreditassem nele (será essa a sua situação? ) mas se escutassem, sua descrição daria sentido a tudo.

É exatamente isso que Deus faz conosco. Ele nos diz – e somente na Sua Palavra (externa) – a verdade, e então como os olhos dos discípulos em Emaús, começamos a enxergar – tudo faz sentido – Essa vida é a que Deus ordenou para nós – confiança absoluta apenas naSua Palavra (externa) – e nós bradamos com os Reformadores – Sola Scriptura!! – Quando encontrar o próximo elefante, não se esqueça disso.

Soli Deo Gloria


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Só o que Deus Revelou Basta – C. H. Spurgeon


Não precisamos de nada mais do que aquilo que Deus achou por bem revelar. Certos espíritos errantes nunca estão em casa até que estejam viajando pelo exterior: têm fome de algo que nunca encontrarão "no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra" (Êx 20.4) enquanto tiverem o pensamento que têm agora. Nunca descansam, porque não querem ter nada que ver com uma revelação infalível, por isso, eles estão fadados a perambular através do tempo e da eternidade e a não encontrar nenhuma cidade em que possam descansar. Pois, no momento, eles se gloriam como se satisfeitos com seu último brinquedo novo, mas em poucos meses o esporte deles será quebrar em pedaços todas as noções que anteriormente prepararam com cuidado e exibiram com deleite. Sobem um morro apenas para descê-lo de novo. De fato, dizem que a busca da verdade é melhor do que a própria verdade. Gostam de pescar mais do que do peixe; o que pode bem ser verdade, visto que seus peixes são muito pequenos e cheios de ossos.

            Esses homens são tão profícuos em destruir suas teorias, como certos indigentes em esfarrapar suas roupas. Mais uma vez começam de novo, vezes sem conta; sua casa está sempre com os alicerces expostos. Devem ser bons em inícios, pois desde que os conhecemos sempre estão começando. São como aquilo que roda no redemoinho, ou "como o mar agitado, incapaz de sossegar e cujas águas expelem lama e lodo" (Is 57.20). Embora sua nuvem não seja aquela que indica a presença divina, contudo está sempre andando à frente deles e suas tendas nem estão bem armadas e já é tempo de levantar de novo as estacas. Esses homens nem mesmo procuram certeza; seu céu é evitar toda verdade fixa e seguir toda quimera de especulação; estão sempre aprendendo, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.

            Quanto a nós, lançamos âncora no abrigo da Palavra de Deus. Eis aí nossa paz, nossa força, nossa vida, nosso motivo, nossa esperança, nossa felicidade. A Palavra de Deus é nosso ultimato. Aqui nós o temos. Nosso entendimento clama: "Encontrei"; nossa consciência afirma que aqui está a verdade; e nosso coração encontra aqui um suporte ao qual toda sua afeição pode se agarrar e, por isso, descansamos contentes.

A revelação de Deus é suficiente para nossa fé
            O que poderíamos acrescentar se a revelação de Deus não fosse suficiente para nossa fé? Quem pode responder essa pergunta? O que qualquer pessoa proporia acrescentar à Palavra sagrada? Um momento de reflexão nos levaria a escarnecer das mais atraentes palavras de homens, se fosse proposto acrescentá-las à Palavra de Deus. O tecido não estaria em uma peça única. Você adicionaria remendos a uma veste real? Você guardaria a sujeira das ruas no tesouro do rei? Você juntaria as pedrinhas da praia aos diamantes preciosos da antiga Golconda? Qualquer coisa que não seja a Palavra de Deus posta diante de nós para que creiamos e preguemos como se fosse a vida do homem nos parece totalmente absurda, contudo, enfrentamos uma geração de homens que sempre querem descobrir uma nova força motriz e um novo evangelho para suas igrejas. A manta de sua cama parece não ser suficientemente longa, e eles querem pegar emprestado um metro ou dois de tecido misto e incongruente dos unitaristas, agnósticos ou mesmo dos ateístas.

            Bem, se existe qualquer força espiritual ou poder dirigido aos céus, além daquele relatado nesse Livro, acho que podemos passar sem ele. Na verdade, deve ser uma falsificação tão grande que estamos melhor sem ela. As Escrituras em sua própria esfera são como Deus no universo--Todo-suficiente. Nelas estão reveladas toda a luz e poder que a mente do homem pode precisar em relação às coisas espirituais. Ouvimos falar de outra força motriz além daquela encontrada nas Escrituras, mas cremos que tal força é um nada muito pretensioso. Um trem está descarrilado, ou incapaz de prosseguir por outro motivo, quando chega a turma do conserto. Trazem locomotivas para tirar o grande impedimento. A princípio parece que nada se mexe: a força da locomotiva não é suficiente. Escutem! Um garotinho tem uma idéia. Ele grita: "Pai, se eles não têm força suficiente, eu empresto meu cavalo de balanço para ajudá-los". Ultimamente, recebemos a oferta de um considerável número de cavalos de balanço. Pelo que vejo, eles não têm conseguido muito, mas prometeram bastante. Temo que o efeito disso tenha sido mais maléfico que benéfico: eles já levaram pessoas a zombar e as retiraram dos lugares de culto que antes gostavam de freqüentar. Os novos brinquedos foram exibidos, e as pessoas, depois de olhá-los um pouco, foram adiante, à procura de outras lojas de brinquedos. Esses belos e novos nadas não lhes fizeram bem nenhum e nunca farão enquanto o mundo existir.

            A Palavra de Deus é suficiente para atrair e abençoar a alma do homem ao longo dos tempos; mas as novidades logo fracassam. Alguém pode bradar: "Certamente, precisamos acrescentar nossos pensamentos a isso". Meu irmão, pense o que quiser, mas os pensamentos de Deus são melhores do que os seus. Você pode ter lindos pensamentos, como as árvores no outono soltam suas folhas, mas há alguém que sabe mais sobre seus pensamentos do que você e os julga de pouco valor. Não é verdade que está escrito: "O Senhor conhece os pensa-mentos do homem, e sabe como são fúteis?" (Sl 94.11). Comparar nossos pensamentos aos grandes pensamentos de Deus, seria total absurdo. Você traria sua vela para mostrá-la ao sol? O seu nada para reabastecer o todo eterno? É melhor calar diante do Senhor, do que sonhar em complementar o que ele falou. A Palavra do Senhor está para a concepção dos homens como um pequeno jardim, para o deserto. Mantenha-se no escopo do livro sagrado e estará na terra que mana leite e mel; por que tentar lhe acrescentar as areias do deserto?

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/

Você Deseja ser Rico? C. H. Spurgeon


- Satisfaça esse desejo agora - 

As insondáveis riquezas de Cristo. - Efésios 3.8

O Senhor possui riquezas que estão além dos cálculos da matemática, da avaliação da mente humana, da sua capacidade de imaginação e da eloqüência das palavras. As riquezas de nosso Senhor são insondáveis! Você pode considerar, estudar e avaliar, mas Jesus é um Salvador maior do que você pode compreender. Ele está mais disposto a perdoar do que você está disposto a pecar; Jesus é mais capaz de perdoar do que você é capaz de transgredir. O Senhor está mais disposto a suprir suas necessidades do que você está desejoso de confessá-las.

O Senhor Jesus possui riqueza de felicidade para outorgar-lhe agora mesmo
Ele pode fazê-lo deitar-se em pastos verdejantes e levá-lo às águas tranqüilas (ver Salmos 23.2). Não existe nenhuma música como a música da harpa do Senhor. Ele é o pastor, você é a ovelha, que pode assentar-se seguramente aos pés dEle. Não existe amor como o do Senhor Jesus; nem o céu nem a terra podem se igualar ao amor dEle. Conhecer a Cristo e ser achado nEle significa vida e regozijo. O Senhor Jesus trata os servos de maneira generosa; Ele lhes dá dois céus: o céu terreno, para que eles O sirvam agora; e o céu dos céus, para que eles se deleitem em Cristo para sempre.

As insondáveis riquezas de Cristo serão mais bem conhecidas na eternidade
Durante o seu tempo na terra, o Senhor Jesus suprirá tudo que você necessita. Seu lugar de defesa será as fortalezas das rochas; seu pão lhe será dado, e suas águas serão certas (ver Isaías 33.16). Naquele dia, você terá um contemplação, face a face, do glorioso e amado Rei. As insondáveis riquezas de Cristo é o tom para os cantores da terra e o canto para os harpistas do céu. Senhor, ensina-nos mais e mais sobre Jesus e, assim, contaremos as boas-novas para os outros.

A navalha na carne

Por UBIRAJARA CRESPO

A lei da causa e efeito cabe como uma luva em nossas relações interpessoais. Uma ação nossa provoca uma reação no outro. É dando que se recebe, mas se der para receber, atrairá "amigos" que só investem em quem pode dar retorno, assim como você fez com ele.
Da mesma forma, este efeito bumerangue também funciona em nosso relacionamento com Deus, onde tudo o que vai, volta.
O Pai, porém, não nos devolve o mal na mesma proporção, pois seríamos totalmente consumidos. A sua resposta não é destemperada nem a sua abordagem interesseira, mas justa.
Um justo não faz vista grossa para o erro, pois o salário do pecado ainda é a morte. Ele mostra o mal e avisa a respeito das consequências.
O Pai joga areia na fonte do mal e corta o seu abastecimento:
"Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5).
Esta fonte produz material para a construção de um altar para a adoração de si mesmo, a mais nefasta forma de idolatria já inventada.
O hedonista visa somente a satisfação pessoal, mesmo que dure apenas um momento ou que alguém pague um alto custo por ele.
A Egolatria nos aproxima de pessoas com potencial para nos dar prazer, posição e dinheiro.
Me aproximo da moça porque é bonita, do empresário porque tem dinheiro e do político porque faz indicações.
O desejo maligno assume várias formas neste altar, provocando a ira de Deus.
Nele está a fonte geradora de problemas duráveis e eternos. "...por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]".
Não se deixe enganar por quem ensina que seu algoz é o diabo e transfere para ele a responsabilidade de seus problemas.
Se durante uma batalha espiritual, fizer dele o seu alvo principal, desperdiçará munição.
Mire no seu próprio pé, a carne é a fonte que precisa secar.
Se não a balançarmos diante do olhar faminto do inimigo, ele não terá onde jogar os seus dardos.
Vamos terminar esta conversa como Paulo introduziu o assunto, dando a razão pela qual devemos suprimir a nossa natureza carnal:

"Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl 3.4).

A luz produzida por Cristo, durante a sua manifestação, será tão intensa que nada ficará sem ser revelado.
Inclusive nós e a verdade a nosso respeito. Estaremos todos debaixo deste holofote. Até aquilo que escondemos debaixo do tapete se manifestará.
Podemos jogar tudo a sujeira debaixo de cobertas costuradas com linguagem Gospel e lacinhos litúrgicos.
A caca vai ser jogada no ventilador.
Para que a nossa natureza terrena não seja denunciada não adianta disfarçá-la, só matando, só enterrando.
Somente debaixo de muitos palmos de terra a carne não se manifestará.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

David Brainerd - Um Coração Quebrantado – Jonathan Edwards



Em algum tempo, no começo do inverno de 1738, agradou a Deus, em um sábado pela manhã, quando eu partia para cumprir meus deveres secretos, dar-me, de repente, um tal senso de meu perigo e da sua ira que fiquei admirado, e logo desapareceram minhas confortáveis disposições anteriores. Diante da visão que tive de meu pecado e vileza, fiquei muito aflito durante todo aquele dia, temendo que a vingança de Deus em breve me alcançaria. Senti-me muito abatido, mantendo-me solitário; cheguei a invejar a felicidade das aves e dos quadrúpedes, pois não estavam sujeitos àquela miséria eterna, como evidentemente eu via que estava sujeito. E assim ia vivendo dia a dia, freqüentemente em grande aflição. As vezes parecia que montanhas obstruíam minhas esperanças de misericórdia e a obra de conversão parecia tão grande que pensei que nunca seria o objeto dela. No entanto, costumava orar, clamar a Deus e realizar outros deveres com grande ardor; assim esperava, por alguns meios, melhorar a minha situação.

Por centenas de vezes renunciei a todas as pretensões de qualquer valor em meus deveres, ao mesmo tempo em que os realizava; e com freqüência confessei a Deus que eu nada merecia pelos melhores deles, a não ser a condenação eterna; ainda assim tinha uma esperança secreta de recomendar-me a Deus mediante os meus deveres religiosos. Quando orava emotivamente e meu coração, em alguma medida, parecia enternecer-se, esperava que, por causa disso, Deus teria piedade de mim. Nessas ocasiões, havia alguma aparência de bondade em minhas orações, e eu parecia estar lamentando pelo pecado. Em alguma medida aventurava-me na misericórdia de Deus em Cristo, como eu pensava, ainda que o pensamento preponderante, o alicerce de minha esperança, era alguma imaginação de bondade em meu enternecimento de coração, no calor de meus afetos e na extraordinária dilatação de minhas orações.

Havia momentos em que a porta me parecia tão estreita que eu via como impossível entrar; mas noutras ocasiões lisonjeava-me, dizendo que não era assim tão difícil, e esperava que, por meio da diligência e da vigilância, acabaria conseguindo. Algumas vezes, depois de muito tempo em devoções e em forte emoção, achava que tinha dado um bom passo na direção do céu e imaginava que Deus fora afetado assim como eu, e ouviria tais sinceros clamores, como eu os chamava. E assim, por várias vezes, quando me retirava para oração secreta, em grande aflição, eu voltava confortado; e desta forma procurava curar a mim mesmo com meus deveres.

Certa ocasião, em fevereiro de 1739, separei um dia para jejum e oração secretos, e passei aquele dia em clamores quase incessantes a Deus, pedindo misericórdia, para que Ele me abrisse os olhos para a malignidade do pecado e para o caminho da vida, por meio de Jesus Cristo. Naquele dia, Deus agradou-se em fazer para mim notáveis descobertas em meu coração. No entanto, continuei confiando na prática dos meus deveres, embora não tivessem nenhuma virtude em si, não havendo neles qualquer relação com a glória de Deus, nem tal princípio em meu coração. Contudo, aprouve a Deus, naquele dia, fazer de meus esforços um meio para mostrar-me, em alguma medida, minha debilidade.

Algumas vezes eu era grandemente encorajado e imaginava que Deus me amava e se agradava de mim, e pensava que em breve estaria completamente reconciliado com Deus. Mas tudo isto estava fundamentado em mera presunção, surgindo da ampliação nos meus deveres, ou do calor das afeições, ou de alguma boa resolução, ou coisas similares. E quando, às vezes, grande aflição começava a surgir baseada na visão da minha vileza e incapacidade de livrar a mim mesmo de um Deus soberano, então costumava adiar a descoberta como algo que não podia suportar. Lembro-me que, certa vez, fui tomado por uma terrível dor de aflição de alma; a idéia de renunciar a mim mesmo, permanecendo nu diante de Deus, despido de toda bondade, foi tão temível para mim que estive pronto a dizer, como Félix disse a Paulo: "Por agora podes retirar-te" (Atos 24.25).

Assim, embora diariamente anelasse por uma maior convicção de pecado, supondo que tinha de perceber mais do meu temível estado para que pudesse remediá-lo, quando as descobertas do meu ímpio coração foram feitas, a visão era tão aterradora, e mostrava-me tão cristalinamente minha exposição à condenação, que não podia suportá-la. Eu constantemente esforçava-me por obter quaisquer qualificações que imaginava que outros obtiveram antes de receberem a Cristo, a fim de recomendar-me ao seu favor. De outras vezes, sentia o poder de um coração empedernido e supunha que o mesmo tinha de ser amolecido antes que Cristo me aceitasse; e quando sentia quaisquer enternecimentos de coração, então esperava que daquela vez a obra estivesse quase feita. E, portanto, quando a minha aflição permanecia, eu costumava murmurar contra a maneira como Deus lidava comigo, e pensava que quando outros sentiam seus corações favoravelmente amolecidos, Deus mostrava-lhes sua misericórdia para com eles; mas a minha aflição ainda permanecia.

Às vezes ficava desleixado e preguiçoso, sem quaisquer grandes convicções de pecado, e isso por considerável período de tempo; mas depois de tal período, algumas vezes as convicções me assediavam mais violentamente. Lembro-me de certa noite em particular, quando caminhava solitariamente, que delineou-se diante de mim uma tal visão de meu pecado, que temi que o solo se abrisse debaixo de meus pés e se tornasse a minha sepultura, mandando minha alma rapidamente ao inferno, antes que eu pudesse chegar em casa. Forçado a recolher-me ao leito para que outras pessoas não viessem a descobrir minha aflição de alma, o que eu muito temia, não ousei dormir, pois pensava que seria uma grande maravilha se eu não amanhecesse no inferno. Embora minha aflição às vezes fosse tão grande, todavia eu temia muito a perda de convicções, e de retroceder a um estado de segurança carnal e à minha anterior insensibilidade da ira iminente. Isto fazia-me extramente rigoroso em meu comportamento, temendo entravar a atuação do Santo Espírito de Deus.

Quando, a qualquer momento, eu examinava minhas próprias convicções, julgando-as consideravelmente fortes, acostumei-me a confiar nelas. Mas essa confiança, bem como a esperança de em breve fazer alguns avanços notáveis na direção do meu livramento, tranquilizava minha mente e logo tornava-me insensível e remisso. Mas de novo, quando notava que as minhas convicções estavam fenecendo, julgando que estavam prestes a abandonar-me, imediatamente me alarmava e afligia. Algumas vezes esperava dar uma larga passada, avançando muito na direção da conversão, por meio de alguma oportunidade ou meio particular que tinha em vista.

Os muitos desapontamentos, as grandes aflições e perplexidades que experimentei deixavam-me em uma horrenda disposição de conflito com o Todo-Poderoso; e com veemência e hostilidade interiores achava falhas em suas maneiras de tratar com a humanidade. Meu coração iníquo por muitas vezes desejava algum outro caminho de salvação que não fosse por Jesus Cristo. Tal como um mar tempestuoso, com meus pensamentos confusos, eu costumava planejar maneiras de escapar da ira de Deus por alguns outros meios. Eu traçava projetos estranhos, repletos de ateísmo, planejando desapontar os desígnios e decretos divinos a meu respeito ou de escapar de sua atenção e ocultar-me dEle.

Mas ao refletir vi que estes projetos eram vãos e não me serviriam, e que eu nada poderia criar para meu próprio alívio; isso jogava minha mente na mais horrenda atitude, desejando que Deus não existisse, ou desejando que houvesse algum outro deus que pudesse controlá-Lo. Tais pensamentos e desejos eram as inclinações secretas do meu coração, por muitas vezes atuando antes que pudesse dar-me conta delas. Infelizmente, porém, elas eram minhas, embora ficasse aterrorizado quando meditava a respeito delas. E quando refletia, afligia-me pensar que meu coração estivesse tão cheio de inimizade contra Deus; e estremecia, temendo que sua vingança subitamente caísse sobre mim.

Antes costumava imaginar que meu coração não era tão mau quanto as Escrituras e alguns outros livros o descreviam. Algumas vezes, esforçava-me dolorosamente para moldar uma boa disposição, uma disposição humilde e submissa; e esperava houvesse alguma bondade em mim. Mas, de súbito, a idéia da rigidez da lei ou da soberania de Deus irritava tanto a corrupção do meu coração, o qual eu tanto vigiara e esperava ter trazido à uma boa disposição, que tal corrupção rompia todas as algemas, e explodia por todos os lados, como dilúvios de águas quando desmoronam uma represa.

Sensível à necessidade de profunda humilhação a fim de ter uma aproximação salvadora, empenhava-me por produzir em meu próprio coração as convicções exigidas por tal humilhação, como, por exemplo, a convicção de que Deus seria justo se me rejeitasse para sempre, e que se Ele concedesse misericórdia a mim, seria pura graça, embora primeiro eu tivesse de estar aflito por muitos anos e muito atarefado em meu dever, e que Deus de modo algum estava obrigado a ter piedade de mim, por todas as minhas obras, clamores e lágrimas passadas.

Eu me esforçava ao máximo para trazer-me a uma firme crença nessas coisas e a um assentimento delas de todo o coração. E esperava que agora eu estaria livre de mim mesmo, verdadeiramente humilhado, e prostrado diante da soberania divina. Estava inclinado a dizer a Deus, em minhas orações, que agora tinha exatamente essas disposições de alma que Ele requeria, com base nas quais Ele mostrara misericórdia para com outros, e alicerçado nisto implorar e pleitear misericórdia para mim. Porém, quando não achava alívio e continuava oprimido pelo pecado e pelos temores da ira, minha alma entrava em tumulto, e meu coração rebelava-se contra Deus, como se Ele estivesse me tratando duramente.

Mas então minha consciência insurgia-se, fazendo-me lembrar de minha última confissão a Deus de que Ele era justo ao me condenar. E isso, dando-me uma boa visão da maldade de meu coração, jogava-me novamente em aflição; desejava ter vigiado mais de perto meu coração, impedindo-o de rebelar-se contra a maneira como Deus estava me tratando. E até mesmo chegava a desejar não ter pedido misericórdia com base em minha humilhação, porque, desse modo, perdera toda a minha aparente bondade. Assim, por muitas vezes inutilmente imaginava que estava humilhado e preparado para a misericórdia salvadora.

Onde os anjos temem ir - Livres para Adorar

Os Cinco Solas da Reforma


Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.


SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solus Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.


SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Declaração de Cambridge


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