quinta-feira, 3 de junho de 2010

Lições que só Deus Ensina!


“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmo 90:12)



A vida é uma escola. Ela nos ensina a ser espertos, calcular riscos, a investir para receber mais e especialmente a cuidar de nós mesmos. Mas não é exatamente isso que o Salmo 90.12 recomenda. Esta peça poética de Moisés concede preciosas lições a todos os que perceberam que somos mal orientados se não buscarmos instrução do Senhor. Uma vez que o profeta foi inspirado por Deus, estamos certos de que essa orientação não pode ser encontrada em nenhuma outra escola. Isaías prometeu (e Jesus repetiu) que Deus ensinaria aos que seriamente desejassem matricular-se em Sua escola (Is 54,13; Jo 6,45).
É uma oração que articula este pedido: Ensina-nos a contar nossos dias. O tempo não pára. Ele passa. Alguns se preocupam com o envelhecimento somente quando os anos já se passaram. Não ouviram a advertência do Pregador: Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias (...) (Ec 12.1). Os dias desperdiçados são justamente os que não trouxeram nenhuma lição sábia ao coração. Mesmo que a maioria dos homens despreze a instrução que vem do Criador, o fiel servo pede, insistentemente, que Deus o ensine o que tem importância eterna.
A educação secular valoriza informação e inteligência. Quem sabe mais pode resolver problemas mais eficientemente e, assim, tem vantagem. As escolas se interessam mais por matricular os melhores alunos. As universidades de elite despejam seus formandos nas profissões, nas indústrias, nos laboratórios e nos altos escalões do governo. Os benefícios financeiros são invejáveis. A sociedade reputa mais feliz quem desfruta mais privilégios neste mundo globalizado que promove e enriquece seus melhores jogadores. Valores secundários, tais como distribuição justa de renda, cuidado especial dos marginalizados e esquecidos têm menos importância. E nem se fala da busca do Reino de Deus em primeiro lugar.
Mas o lado negativo dessa corrida à busca do conhecimento e das vantagens materiais coroa seus corredores mais bem sucedidos, como já foi descrito por um dos seus mais famosos adeptos: Mark Twain, escritor americano. Ele utilizou seu extraordinário talento para escrever livros há mais de cem anos. Suas obras são conhecidas e apreciadas por milhões de crianças e de adultos. Declarou esse ateu em sua autobiografia: “O único presente não envenenado que a vida concedeu é a morte”.


No Salmo 90, Moisés pede que Deus nos ensine a (...) contar os nossos dias para alcançar um coração sábio. Consideremos alguns elementos chaves nessa oração:


Primeiro, somente Deus conhece quantos dias restam da nossa vida. A certeza da morte é inegável. Igualmente certo é o fato de que ninguém sabe em que dia ela virá. Deus, nosso Professor Supremo, conhecedor de todas as coisas, marca a carga horária na escola da vida. Ele é quem assina o diploma ou reprova os alunos.


Segundo, os melhores alunos pedem a ajuda de Deus para evitar o desperdício do tempo. Dias não-contados referem-se a dias não-aproveitados, horas em que nada se fez ou não se aprendeu nada de valor. Nenhuma palavra de encorajamento emanou da boca e nenhuma influência sadia impediu alguém de ir em direção a Deus. O homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade.


Terceiro, o objetivo das lições de Deus visa alcançar um coração sábio. Ele mostra o caminho e motiva seus servos a progredir nessa direção. Revelou sua infalível Palavra para ser luz e lâmpada para os pés dos que andam nos caminhos sinuosos deste mundo.


Quarto, indagaremos sobre o que quer dizer “coração sábio”. Estas palavras têm um paralelo na mensagem de Paulo: Não cessamos de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. (Cl 1.9). Se Deus nos ensina clara e inconfundivelmente Sua vontade, não ficaremos mais presos à cegueira que baseia suas decisões no acaso de loteria. Infinitamente melhor é escolher sob a direção daquele que conhece o futuro tão plenamente como o passado (Rm 8.14). Sabedoria quer dizer inteligência que enxerga bem, além do horizonte desta vida curta e insegura. Escolher de acordo com a orientação bíblica permite ao servo ecoar as palavras do famoso missionário David Brainerd no limiar da morte. “Não teria vivido a minha vida diferentemente do que vivi por nada neste mundo”. Jim Elliot, inspirado pela sabedoria de Brainerd, foi morto por uma lança dos selvagens aucas no Equador, em 1956. Disse o mártir: “Não é tolo quem deixa o que não se pode reter para alcançar o que não se pode perder”.


Quem, além de Deus, pode ensinar a um filho de Adão essa realidade?
Ninguém nasce sábio. Pecadores buscam prazer e sucesso com uma visão curta. Não olham além da morte física, enquanto o homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade. Paulo disse que, se recebermos sabedoria e entendimento espiritual, devemos viver (...) de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado (Cl 1, 10). Uma definição de pecado destaca precisamente esse aspecto - desagradar a Deus agindo de maneira indigna do Pai que nos gerou pelo Seu Santo Espírito.


Moisés percebeu a importância de se alcançar sabedoria. Durante quarenta anos foi instruído em tudo o que havia de melhor da sabedoria humana. Matou o egípcio que maltratava um israelita. Foi uma decisão aparentemente inteligente, mas não sábia. Depois fugiu para Midiã onde teve tempo para as aulas de Deus. Por quarenta anos foi adquirindo sabedoria do alto que lhe serviu tão bem durante os últimos anos do governo do Povo Escolhido. Mesmo sendo Moisés um servo humilde, Deus o escolheu para conduzir Israel, tirando-o do Egito até a Terra Prometida e para escrever os primeiros cinco livros da Bíblia. Foi esse mesmo Moisés que escreveu o Salmo 90 e gravou esse pedido de ajuda para contar os seus dias de modo que alcançasse a sabedoria. Dias são desperdiçados porque não os contamos como preciosas pérolas que podem ser trocadas por sabedoria do alto. O Salmo 90.12 aponta na direção de verdadeiro sucesso. Pedir a instrução do Criador infinito em poder e sabedoria é o único meio de chegarmos ao fim da vida felizes e bem-sucedidos aos olhos de Deus. Para se viver bem, no mundo e no céu, sabedoria do alto (Tg 3.17) é tudo! Jonathan Edwards sabia que a sabedoria celestial valia mais que dinheiro ou fama. Ele e sua santa mulher tiveram setecentos e vinte e nove descendentes. Dessa família surgiram trezentos pregadores, sessenta e cinco professores universitários, treze reitores de universidades, sessenta autores de bons livros, dois deputados do congresso americano e um vice-presidente do país.
Que explicação única haveria para um fenômeno como a família de Edwards, senão a busca de um coração sábio vindo de Deus e a valorização do tempo que o Senhor lhe concedeu?

Fonte: http://www.ortopraxia.com/

Pobre de espírito — Rico de Sua graça – M. Lloyd-Jones


O que significa «pobre de espírito» . . .?

É o que disse Isaías (57.15): «Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos».
É espírito dessa qualidade, e você encontra infindáveis ilustrações dele no Velho Testa-mento. Foi o espírito de um homem como Gideão, .por exemplo, que, quando o Senhor enviou um anjo para comunicar-lhe os grandes feitos que lhe cabia realizar, disse: «Não, não, isso é impossível; eu pertenço à menor tribo e à família mais pobre da tribo».
Não se tratava de um humilde fingido; era um, homem que de fato acreditava no que dizia e que se encolhia ante o simples pensamento de grandeza e honra, achando-o incrível. Foi o espírito de Moisés, que se sentiu profundamente indigno da tarefa que lhe foi imposta e estava consciente de sua insuficiência e inadequabilidade.



Este espírito se encontrava em Davi, quando disse: «Senhor, quem sou eu para que viesses a mim?» Este fato era-lhe incrível, e o deixou espantado. O mesmo espírito se percebe em Isaías, exatamente do mesmo modo. Havendo tido uma visão, ele disse: «Sou homem de lábios impuros». É isso que se chama «ser pobre de espírito», e pode ser percebido através das páginas do Velho Testamento.


Vejamo-lo, porém, no Novo Testamento. Você o vê bem, por exemplo, num homem como o apóstolo Pedro, que de natural era agressivo, auto-afirmativo e auto-confiante — um típico homem moderno do mundo, transbordante dessa confiança e crendo em si mesmo. Mas, observe-o quando ele, de fato, vê o Senhor. Diz ele: «Senhor, retira-te de mira, porque sou pecador». Observe-o mais tarde, como ele presta tributo ao apóstolo Paulo, em 2 Pedro 3.15,16. Mas. . . ele nunca deixou de ser arrojado; não se tornou vacilante e tímido ... A personalidade essencial permanece; todavia, ao mesmo tempo, é «pobre de espírito».

Fonte: http://www.martynlloyd-jones.com/

Deus x Ciência - John Piper


Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Fortaleza e Estabilidade – Jonathan Edwards


O apóstolo Paulo apresenta uma razão por que ele continuava com tamanha coragem e firmeza imóveis em meio a tantas labutas, sofrimentos e perigos a serviço do Senhor. Sua atitude fazia com que seus inimigos, os falsos mestres entre os coríntios, o reprovassem por estar fora de si e impulsionado por um tipo de loucura. Na parte final do capítulo precedente, o apóstolo informa os coríntios cristãos que a razão de ele agir assim era porque ele cria firmemente nas promessas que Jesus fizera aos seus servos fiéis, de uma futura recompensa gloriosa e eterna. Ele sabia que estas aflições presentes eram leves e momentâneas em comparação àquele mui excelente e eterno peso de glória. Neste capítulo, ele prossegue insistindo na razão de sua firmeza no sofrimento e exposição à morte na obra do ministério, até chegar ao estado mais feliz que esperava desfrutar depois da morte. Este é o tema do meu texto, sobre o qual faremos algumas observações:



1. O grande privilégio futuro de estar presente com Cristo, fato que o apóstolo esperava desfrutar. As palavras no original significam habitar com Cristo no mesmo país ou cidade, ou fazer uma casa com Cristo.


2. O tempo em que o apóstolo gozaria este privilégio, isto é, quando ele estaria ausente do corpo. Ele quer dizer a mesma coisa em Filipenses 1.22,23: "Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei, então, o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor".


3. O valor que o apóstolo deu a este privilégio era tão grande que por esta causa ele escolheu estar ausente do corpo. Ele estava propenso, ou (como a palavra corretamente significa) lhe era mais agradável, partir da vida presente e de todos os seus prazeres no interesse de possuir este grande benefício.


4. O benefício que o apóstolo já desfrutava pela fé e esperança deste futuro privilégio, ou seja, que ele recebeu coragem, garantia e constância de mente de acordo com a significação própria da palavra que é traduzida por "temos confiança". O apóstolo está dando a razão dessa fortaleza e estabilidade mental inabalável com as quais ele passou por extremas labutas, sofrimentos e perigos que menciona neste discurso, de forma que, no meio de tudo isso ele não desfalecia, não ficava desencorajado, mas tinha luz constante e apoio, força e consolo interiores: "Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia" (2 Co 4.16). O mesmo pensamento é expresso mais particularmente nos versículos 8 a 10 do mesmo capítulo: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos".
No capítulo 6, versículos 4 a 10, lemos:
"Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo".


Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br/

Segurança Completa - C. H. SPURGEON


Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação. - Salmos 35.3


lista agradável oração será a minha súplica de hoje; porém, primeiramente ela deve instruir-me. Davi teve as suas dúvidas. Por que ele haveria de orar: "Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação", se não estava experimentando dúvidas e temores? Preciso sentir-me encorajado, porque eu não sou o único crente que se queixa de falta de fé. Se Davi teve dúvidas, não preciso chegar à conclusão de que não sou crente, visto que também tenho dúvidas. Davi não ficou contente enquanto teve dúvidas e temores.


Em vez disso, ele se dirigiu imediatamente ao trono de misericórdia para suplicar a segurança que ele valorizava mais do que o ouro. Eu também preciso buscar um senso permanente de minha aceitação no Amado. Não tenho qualquer alegria quando o amor de Cristo não está transbordando em minha alma.


Davi sabia onde poderia obter segurança completa. Ele se dirigiu ao seu Deus através da oração, clamando: "Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação". Tenho de permanecer sozinho com Deus, se desejo ter um senso evidente do amor de Jesus. Se minhas orações cessarem, meus olhos da fé se tornarão obscuros. Davi não ficaria satisfeito enquanto a sua segurança não tivesse uma origem divina. "Dize à minha alma." Nada menos do que um testemunho divino na alma satisfará o verdadeiro crente. Além disso, Davi não poderia descansar, a menos que sua segurança tivesse uma personalidade vivida ao seu redor. "Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação." Senhor, ainda que tenhas dito isto para todos os crentes, estas palavras não significam nada, a menos que as digas para mim. Senhor, eu tenho pecado. Nem mesmo ouso pedir-Te, mas dize à minha alma: "Eu sou a tua salvação". Faze-me possuir um indiscutível, infalível e pessoal senso de que eu sou teu e de que tu és meu.

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quem está no Controle? - Paul Washer


Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aconselhamento ao avesso!



Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo.
Ao lidar com pessoas e seus problemas, quase sempre me oponho aos que preferem dizer às pessoas o que elas devem fazer. Digo isto por que a experiência revela que a maioria das pessoas SABE O QUE DEVE FAZER. Mas, se as pessoas sabem, por que procuram “conselheiros”? Simplesmente por que precisam de cúmplices para suas próprias decisões contrárias ao que sabem que é a verdade. Afinal, quando tudo der errado, tais pessoas tem a quem culpar.
Em um aconselhamento, devemos ajudar as pessoas a dizerem com sua própria boca aquilo que sabem que é o melhor. E então podemos ser aqueles que irão ajudar a viabilizar tais coisas. Acredite… isto é possível na maioria esmagadora das vezes. E nas vezes restantes, apenas choraremos com as pessoas; mostrando o quanto realmente nos importamos com elas da mesma maneira que Cristo se importa.